Notas iniciais
AAAAAAAAAAAAAAAA GENTE DEIXA EU CONTA UMA PRA VOCÊS >.< E.U.T.E.N.H.O.U.M.A.L.E.I.T.O.R.A.D.E.P.O.R.T.U.G.A.L VEEEEEEEEEI P-O-R-T-U-G-A-L ME SINTO AS DIVA DAS DIVAS, MAIS DIVA QUE A BEYONCE

Engoli em seco novamente, sentindo meu coração acelerar e a boca secar. Droga, ele ia me roubar. Olhei em volta, e tudo que vi foi o sr. Hammings arrancando com seu carro sem nem notar minha existência. Busquei desesperadamente algum sinal de vida naquela rua fora nós dois, mas não encontrei. Legal, eu estava definitivamente sozinha com aquele cara estranho enquanto minha mãe não chegasse. Fechei minha mão discretamente, tentando esconder meu celular, o que foi em vão, já que ele logo olhou naquela direção e aumentou seu sorriso pervertido.
Que foi, tá com medo, gata? ele riu, voltando a me encarar com a voz arrastada de quem tinha tomado um belo porre Fica com medinho não, o papai aqui não vai te fazer mal.
Dei um passo pra trás na direção da porta da escola, tentando não demonstrar meu medo, mas o garoto me acompanhou, dando um passo na minha direção ao mesmo tempo. Que merda, eu não queria ser assaltada, muito menos estuprada, hipótese que me amedrontava mais que qualquer coisa só pelo simples fato de pensar nela.
Eu não te conheço falei, com a voz trêmula de medo Vai embora, por favor.
Não me conhece, mas pode conhecer ele sorriu, dando mais um passo na minha direção e ficando a uma distância muito desconfortável Não vou deixar uma gata dessas sozinha aqui a essa hora.
Pode ficar tranqüilo, ela não tá sozinha ouvi uma voz firme atrás de mim, e logo depois um braço envolveu meus ombros com a mesma firmeza Eu tô com ela, não precisa se preocupar.
Acho que nunca me senti tão bem por ter Harry Styles por perto. O cara estranho arregalou levemente os olhos ao vê-lo sair do colégio e se aproximar de mim, e seu sorrisinho simplesmente desapareceu de seu rosto, dando lugar a um certo pânico.


Ah... Não sabia que a moça tava acompanhada ele balbuciou, dando discretos passos pra trás.
Pois é, mas agora sabe — o sr. Styles disse, sem perder a firmeza na voz Pode ir tomando seu rumo.
Sem dizer mais nada, o garoto assentiu depressa, um pouco assustado pela atitude intimidante do sr. Styles, e saiu andando sem nem olhar pra trás. Continuei paralisada onde estava, seguindo-o com o olhar até perdê-lo de vista, e só então consegui respirar novamente.
Você conhece esse rapaz? Harry perguntou, ainda me abraçando firmemente. Ergui meu olhar até ele, que estava com a expressão fechada e os olhos fixos na direção que o rapaz tomou, e respondi, inalando sem querer o perfume que eu tentei evitar o dia inteiro:
Nunca o vi na vida.
Ele assentiu devagar e me olhou, sem mudar de expressão. Meu cérebro entrou em conflito com meu coração assim que os traços do professor Styles, mal iluminados pela luz fraca da rua, entraram no meu campo de visão, devido aos meus batimentos cardíacos subitamente acelerados. Eu já sabia que ele era bonito, mas talvez a gratidão por ele ter aparecido e afastado aquele cara o estavam tornando ainda mais lindo naquele momento.
Aqui é muito perigoso quando escurece ele falou, com a voz de um pai super protetor dando sermão na filha Cadê a sua mãe?
J-já tá vindo gaguejei, meio distraída com o rosto dele (me deixa, ele nunca tinha feito aquela cara de preocupado pra mim antes, dá uma trégua) O que o senhor ainda tava fazendo aqui?
Fui até o meu armário buscar uns relatórios que tenho que corrigir pra amanhã — ele respondeu, voltando a olhar pra rua com certa impaciência Sabe se sua mãe vai demorar?
Ela já está no caminho, logo chega eu disse, desviando meu olhar dele pra ponta de meus tênis levemente sujos de terra.


Não pedi pra você ficar falei, mesmo sabendo que era realmente perigoso ficar sozinha ali àquela hora Pode ir embora se quiser.
Harry soltou um risinho debochado e me olhou, parecendo indignado com a minha resposta atravessada.
Não sei por que eu ainda perco meu tempo com você, Sherllock ele riu, sem humor algum, e tirou seu braço dos meus ombros com certa violência. Me encolhi um pouco, sentindo o vento frio voltar a soprar na região onde antes o casaco quentinho dele cobria, e o observei se afastar, indo em direção à sua moto, estacionada perto de uma árvore que só deixava seu pneu dianteiro visível de onde eu estava. Não acredito que ele estava mesmo indo embora. Cagão.
Ele colocou o capacete pelo caminho e não demorou a arrancar com a moto, realmente me deixando sozinha naquela rua mal iluminada e fria. A simples hipótese de agradecê-lo por ter afastado aquele marginal, que tinha crescido um pouco, tornou-se totalmente inaceitável de novo. Idiota, bunda mole, grosso, sem educação. Louis jamais me deixaria sozinha naquele lugar, tenho certeza.
Só de pensar em Louis, soltei um suspiro chateado, fazendo uma grande quantidade de fumaça sair de minha boca. Abracei meu próprio corpo, tentando inutilmente fazer aquele frio passar, mas isso seria impossível com apenas uma blusinha fina de malha. Encarei a rua, desesperada para encontrar minha mãe, e assim fiquei por alguns minutos, até ver os faróis do Land Rover dela surgirem em meio à quase escuridão. Suspirei novamente, aliviada, e assim que me aproximei da rua, vi um farol se acender bem ao meu lado, atrás daquela mesma árvore onde antes estava a moto do sr. Styles. Olhei naquela direção, parando de andar ao reconhecer a mesma moto que estava estacionada ali há minutos atrás, e vi um homem de capacete olhando pra mim, com seus olhos esverdeados refletindo intensamente a luminosidade do farol. Franzi a testa, sem entender por que ele tinha voltado, e cerrei meus olhos, reprimindo com todas as minhas forças os batimentos novamente acelerados de meu coração e continuando o caminho até o carro de mamãe.
Desculpe a demora de novo ouvi minha mãe dizer, enquanto eu entrava no veículo e sentia o alívio da temperatura agradável do seu interior — Quem era aquele na moto, querida?
Olhei na direção da moto do sr. Styles, que arrancava novamente à nossa frente e se afastava depressa, e abaixei meu olhar pra colocar o cinto de segurança, respondendo sua pergunta num murmúrio seco:
Ninguém, mãe.

Que bom ver que você sobreviveu aos mosquitos-azeitona! Mellody riu, estirando seus braços na minha direção assim que cheguei à escola no dia seguinte.
Eu preferia ter que enfrentar mosquitos gigantes a passar pelo dia de ontem outra vez falei, rindo da minha própria desgraça ao retribuir o abraço carinhoso dela.
Credo, Maddison, vira essa boca pra lá ela reclamou, espalmando uma mão em minha bochecha e empurrando devagar meu rosto para o lado oposto como se fosse um tapa, quando nos afastamos Depois vira ela de volta pra cá e conta tudo. Como é que foi ontem?
Relatei os (deploráveis) acontecimentos do dia anterior pra Mellody em alguns minutos, e assim que terminei de contar, ela não demonstrou reação, apenas fixou seu olhar em algum ponto atrás de mim.
Que foi, criatura? perguntei, meio assustada, e me virei na direção de seu olhar. Dei de cara com uma blusa azul marinho com listras bancas(Os.:Estou tentando colocar os estilos mesmo dos meninos na web) se aproximando cada vez mais, e numa fração de segundo, meu coração deu dois giros de 360 graus dentro do meu peito. Tentei respirar à medida que nossos olhares se cruzaram e se fixaram um no outro, mas por mais esforço que eu fizesse, não consegui oxigenar meus pulmões. Tudo que fui capaz de fazer foi continuar encarando Louis, que se aproximava cada vez mais com uma expressão tensa e olhinhos cansados, até me dar conta de que ele estava parado na minha frente.

Erm... Bom dia, Veiga ele murmurou, dirigindo-se à Mellody com um sorrisinho nervoso, e abaixando mais ainda seu tom de voz quando se referiu a mim — Oi, Maddie.
Oi, sr. Tomlinson falei, sem emoção (só aparentemente), enquanto Mel apenas sorriu fraco e respondeu seu cumprimento com um aceno de cabeça. Pude ver no olhar de Louis que ele não tinha gostado muito do jeito pelo qual eu o chamei, mas mantive a seriedade. Ainda não sabia onde estava pisando com ele, era melhor me manter com um pé atrás.
Sem dizer mais nada, Louis apenas me entregou um pedaço pequeno de papel dobrado com o qual ele estava brincando apreensivamente desde que tinha pisado na escola, e assim que eu o peguei de sua mão, recebi um sorriso fraco antes de vê-lo se afastar em direção à sala dos professores. Fiquei observando-o entrar na sala, com a expressão vazia, e se Mellody não tivesse me cutucado, acho que teria ficado encarando a porta daquela sala pelo resto da vida.
Tá esperando o que pra ler o bilhete, Maddison? ela sussurrou, com um sorriso empolgado, e eu desdobrei o pedaço de papel pautado que estava em minhas mãos.

Te vejo lá em casa mais tarde? xx

O sinal tocou, iniciando mais uma sexta-feira de aula, assim que eu bati os olhos naquela frase, e em questão de segundos um sorriso aliviado surgiu em meu rosto. Sei lá, acho que as frustrações da excursão de ontem e tudo que vinha dando errado na minha vida de uns dias pra cá estavam me deixando sufocada, e agora que existia uma pontinha de esperança nadando contra a maré de azar, foi impossível controlar o alívio. Ergui meu olhar do papel para Mellody, que ostentava uma expressão boba e maravilhada, e meu sorriso se abriu ainda mais.

Eu não falei que ele ia te chamar? ela disse baixinho, e pela primeira vez em dois dias inteiros, eu consegui rir de verdade. Uma sensação de leveza percorria meu corpo, me fazendo querer rir e chorar ao mesmo tempo. Eu sabia que só porque ele tinha me chamado pra ir à casa dele não significava que tudo estava bem entre nós de novo, mas já era um começo, certo?
Continuei sorrindo pra Mellody, que me abraçou de lado, e começamos a caminhar lentamente até o portão de entrada da escola. Pelo visto hoje o dia seria um pouco melhor do que os outros. Era tudo que eu queria e tudo que eu precisava.

Você vai, certo? Mellody perguntou, com o olhar perdido, enquanto ouvíamos música no intervalo.
Claro que vou, tudo que eu quero é acabar com isso de uma vez por todas respondi, observando um grupo de garotas do primeiro ano rirem escandalosamente por algum motivo que eu não estava interessada em saber.
E você vai contar tudo sobre o Styles também, certo? ela disse, virando-se pra me encarar com a expressão firme. Assenti devagar, engolindo em seco, mas não consegui segurar as dúvidas que ocupavam minha mente.
Na verdade, eu não sei falei, fechando os olhos e fazendo uma careta quando vi a cara de pânico que ela fez Quer dizer, se nós conversarmos e ficar tudo bem, não vou nem querer lembrar que o Styles existe!
Eu realmente não queria tocar no assunto Harry Styles se tudo se acertasse como eu esperava. Ficar falando de outro homem, ainda mais de um que eu odiava e era melhor amigo dele, não era o que eu mais gostaria de fazer com Louis. Além do mais, o Styles tinha me feito um grande favor ontem, mesmo que daquele seu jeito idiota lifestyle(rá style rá. Calei :x), ou seja, parecia que ele estava tentando ser menos estúpido comigo depois que percebeu que eu também podia ser uma ameaça a ele.

Seria mais fácil continuar a travar aquela briga por debaixo dos lençóis com o sr. Styles do que chutar o pau da barraca e talvez fazer Louis tomar alguma atitude precipitada ou arriscada. Eu realmente morria de medo da reação dele quando descobrisse a verdade sobre Harry.
Maddison, deixa de ser idiota pelo menos uma vez na vida e me escuta! ela exclamou, até desligando o iPod pra ser ouvida com clareza Até quando você pretende continuar nessa de querer fingir que o Styles não existe e não significa perigo pra vocês dois, hein? Porque eu não sei se você já reparou, mas o sr. Tomlinson não age assim, e na primeira abobrinha que o Styles falar de você, tchau romance perfeito!
Eu sei, Mellody suspirei, erguendo as sobrancelhas ainda de olhos fechados Repetir isso não vai adiantar nada, eu pensei nesse assunto durante aquela maldita excursão inteira.
É mesmo? Pois então perdeu seu tempo, porque se sabe o que tem que fazer e até agora não tem certeza de que atitude vai tomar, não valeu a pena pensar tanto assim ela retrucou, desviando seu olhar do meu com irritação.
Um silêncio meio tenso tomou conta de nós, quebrado apenas pela música que Mellody voltou a colocar pra tocar no iPod. Nós duas observávamos as pessoas que andavam pelo pátio do colégio, e poucos minutos depois, reconheci o sr. Tomlinson e o sr. Styles saindo da sala dos professores juntos. Fixei meu olhar neles, assim como Mellody, e vi os dois caminharem até a saída da escola para tomar lanche numa padaria que ficava na esquina, como sempre, sem nem sequer notar nossa existência ali perto. Pareciam compenetrados em algum assunto sério, pois ambos tinham a testa franzida e o olhar preocupado. Aquela preocupação que eu vi pela primeira vez ontem nos olhos do sr. Styles, que deixava seus olhos ainda mais intensos. Tá, isso não me interessa.

Sabe de uma coisa? Mellody disse, quando eles sumiram de nossa visão, e eu me virei pra ela Mesmo ele sendo o péssimo exemplo de ser humano que ele é, eu ainda acho que você devia agradecê-lo por ter afastado aquele cara de você ontem.
Voltei a olhar na direção da rua, soltando o trilhonésimo suspiro preocupado em três dias. E sabe o que era o pior de tudo? Ela estava certa. Por mais cachorro que ele fosse, eu não podia negar que devia agradecimentos a Harry Styles.

Belo relatório, Kristen.
Final da última aula. Passei pela porta do laboratório de biologia, sem realmente acreditar no que estava prestes a fazer. Só de ouvir aquela voz constantemente metida, já me dava vontade de dar meia volta e ir embora. Mas já era tarde demais, eu já estava dentro do laboratório, parada ao lado de um dos três grandes balcões que haviam lá, esperando até que a tal Kristen fosse embora. Quanto menos gente soubesse que eu tinha qualquer tipo de contato com Harry Styles fora do horário das aulas, melhor.
A tal garota deixou a classe com um sorrisinho malicioso, e me olhando de cima a baixo ainda por cima, como se eu fosse como ela e topasse ir pra cama com aquele cafajeste. Evitei olhar pra garota, sentindo que voaria no pescocinho dela se não me controlasse, e logo ouvi a voz do sr. Styles dizer.
Você por aqui, Sherllock? A que devo a honra?

Olhei pra ele, que estava sentado em sua cadeira organizando várias pilhas de papéis, provavelmente relatórios, que estavam sobre sua mesa.
Não acredito que eu vou realmente dizer isso, mas... Eu vim te agradecer pelo que você fez por mim ontem depois da excursão falei, decidindo ser direta e objetiva pra gastar menos do meu tempo me humilhando pra ele. Harry nem ergueu o olhar dos relatórios, apenas sorriu maliciosamente e disse:
Não precisava ficar sem graça, a maioria das garotas também costuma voltar pra agradecer pelos grandes favores que eu faço por elas.
Entendendo o verdadeiro sentido da palavra favores sem dificuldade, cerrei meus olhos fixos nele, com uma expressão que ficava entre a incredulidade e o desprezo. Que homem ridículo. Nunca senti tanta raiva de mim mesma por ter ido atrás dele. Devia ter sido tão inescrupulosa quanto ele e simplesmente ignorar o fato de que uma vez na vida ele me fez um favor.
Eu realmente não sei por que fiquei surpresa com essa resposta eu retruquei, com um risinho inconformado no rosto Só posso ser muito idiota mesmo.
Dei meia volta pra ir embora, mas assim que dei um passo na direção da porta, ouvi a voz de Harry voltar a falar, com um inesperado toque de sinceridade.
Foi muito educado da sua parte vir até aqui me agradecer, Sherllock. Confesso que você me surpreendeu... Mais uma vez.
Me virei novamente pra ele, e um certo arrepio percorreu minha espinha quando meu olhar encontrou o dele, tão intenso sobre mim. De um jeito diferente do que eu tinha descoberto ontem. Ainda mais invasivo, imponente, vidrado, como se eu fosse a única coisa que houvesse pra se olhar na vida dele.

Por que você voltou ontem? ouvi minha própria voz perguntar, com o olhar grudado no dele por alguma razão que eu não sabia explicar. Aquela dúvida estava entalada na minha garganta desde que o vi novamente estacionado atrás daquela árvore, como se estivesse tomando conta de mim às escondidas. Os olhos de Harry continuaram fixos nos meus, ainda mais intensos que antes, até que um sorrisinho de canto surgiu em seu rosto e ele respondeu:
Curiosidade.
Franzi a testa, sem entender, e ele explicou melhor:
Queria saber se sua mãe era tão bonita quanto você. E pra falar a verdade, seu pai é um homem de sorte.
Cerrei novamente meus olhos, encarando-o sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. Eu sabia que ele era grosseiro, mas não achei que fosse capaz de usar cantadas daquele tipo. Só havia um tipo de homem que podia usar cantadas como aquelas no mundo: homens como Louis Tomlinson, por exemplo. Caras como Louis eram capazes de transformar cantadas toscas como aquela em música para os ouvidos de qualquer mulher apenas com seu olhar e jeito de falar.
Eu quase achei que você tava conseguindo falar sério pela primeira vez na vida murmurei, olhando-o com uma decepção irônica Mas me lembrei de que milagres não acontecem.
Pude ver o sorriso do professor Styles se alargar um pouquinho com a minha resposta, realmente achando graça do que eu tinha dito. Me virei novamente na direção da porta, e deixei o laboratório, descendo rapidamente os lances de escada rumo à saída da escola. E por incrível que pareça, eu estava rindo. Uma coisa era certa: Harry Styles pode reunir todos os defeitos que alguém pode ter, mas sem dúvida, ele sabia se divertir. E me divertir também.