Notas iniciais
Em especial à sexta-feira 13! :33

As pessoas falam muito de superstições ou paranormalidade, dizem que tem algo obscuro e maligno no mundo, não sei o motivo ou o que são essas coisas de que tanto falam por isso criaram as lendas. Tipo agora, a sexta-feira 13. Não sei como e nem porque existe esse medo pela sexta-feira 13, é só um dia comum como qualquer outro na vida...eu acho...

Ah, esqueci de me apresentar, me chamo Annie e tenho 20 anos. Ainda não tenho um emprego daqueles que todo mundo amaria ter, mas estou me esforçando muito para ter isso. Meus cabelos são pretos curtos e lisos, eu tenho heterocromia, então uma cor do meu olho é verde e outra vermelha. Faço faculdade de direito mas eu preferia ser escritora ou algo do tipo, amo livros e sou fã de várias sagas, mas minha mãe me obrigou a fazer direito, mas tudo bem… eu não me importo muito, se é para o meu bem, eu arrisco.

Voltando ao assunto das absurdas superstições, eu queria poder acreditar apenas para entender como é que é ter medo de gatos pretos, rachaduras… pfft, que ridículo. E daí eu resolvi me encontrar com meus amigos para desafiar a sexta feira 13.

— Alô?

— Annie? É você?

— Katie! Que bom que você atendeu! — Katie era a minha melhor amiga desde o fundamental dois, sempre ficávamos juntas e conversávamos sobre qualquer coisa legal que vier em nossa mente. Ela tem cabelos ruivos e olhos verdes, sempre divertida e companheira.

— Que merda você vai fazer agora? Acha que eu não sei quando você faz essa voz?

— Você nem me deixou falar criatura! Enfim, eu estou planejando ir, hoje à noite a casa abandonada que fica do lado da casa do Dylan, estou até pensando em chamar ele também.

— Ai meu Deus… você com esse amor todo por histórias de terror de novo! Você faz idéia de que dia seja hoje? SEXTA-FEIRA 13! O DIA EM QUE OS MALES ACONTECEM MEU BEM! SE LIGA!

— Ah qual é? Você está com medo?

— Ah… eu… AH OK, SUA VACA! SÓ PORQUE VOCÊ VAI! Hahahaha.

Depois nós desligamos o telefone e combinamos com o Dylan, ele é bem fascinado nessas coisas que envolve terror e essas coisas, ele tem cabelos castanhos claros e olhos castanhos. Ele é um pouco difícil de lidar, mas quando conversamos sobre coisas de terror ele se anima e parece que nem é a mesma pessoa de tão animada!

Às nove e meia da noite fomos até a frente da casa, ela era enorme e vazia barulhos estranhos e apavorantes, atrás dela havia um cemitério silencioso e assustador, a ponto de me deixar com um frio na barriga.

— Então… vamos entrar? — Disse Katie erguendo a mão para a porta. Nós entramos na casa e ela era maior do que eu imaginava, mas mesmo assim, bastante velha.

Nós andamos pela casa normalmente e nada tinha acontecido, além de ter aparecido alguns vultos ou o barulho da janela que me deixava um pouco arrepiada. Tinha um monte de coisas antigas mas um pouco interessantes, tinha um baú que dentro havia um porta-retrato, a foto era de uma mulher de cabelos lisos e enormes, sentada numa cadeira da balanço com um vestido branco e longo. E embaixo da foto, havia algumas reportagens escritas “Tragédia na Mansão” e “Garota morre num incêndio”

— … Só? Sem fantasmas, demônios nem nada? Que chato! — Disse Dylan de braços cruzados olhando para o piso velho.

— Você devia é agradecer que nós estamos vivos ainda. — Disse Katie dando um suspiro de alívio.

— Pessoal, agora chega de papo e vamos voltar, já está ficando muito tarde… — Nós andamos até a porta até que encontramos um gato preto no caminho, os olhos dele eram amarelos e não era muito peludo.

— Own… um gatinho… — Disse a Katie se agachando e dando carinho no gato. — Ei bichano, licença que eu vou ter que ir embora… ok? — Quando ela tentou abrir a porta, ela não conseguiu, a porta estava trancada e todos estavam sem saída.

— Katie, abra logo essa porta! — Exclamou Dylan, impaciente

— Não dá, está trancada!

— ...Ai caralho… e agora? O que a gente faz? — Perguntei nervosa. Quando olhei para baixo para pensar no que eu ia fazer, os olhos do gato mudaram de cor, estavam bem vermelhos, o que me assustou um pouco.

— Que tal nós nos separarmos e procurarmos uma saída? — Perguntou Dylan com uma expressão um pouco entediada.

- É o único jeito né? — Perguntei me virando para procurar. — Ou nós ficamos presos aqui pelo resto da vida.

Eu procurei em quase todos os lugares da casa, mas eu não tinha visto nada até agora, nem uma porta e nem um buraco. Eu achei que vir para cá iria me ajudar em alguma coisa sobre esta sexta-feira 13, mas não fez nada além de me atrapalhar.

Me sentei do lado de uma mesa velha e fiquei refletindo do quanto eu era idiota e curiosa, até que apareceu uma sombra estranha, vindo em minha direção, e quando ela chegou do meu lado, sussurrou no meu ouvido “Este vai ser o seu último dia…” e deu uma risada maligna e estranha, se afastando um pouco.

Tudo bem, aquilo me assustou muito! E eu fiquei um pouco preocupada com os meus amigos, então eu resolvi procura-los. Eu sentia que algo me seguia e dizia “Você vai morrer…” “Não vai aguentar…” “Você nunca irá sobreviver” o que se tornava em três vozes diferentes, me deixando tonta e assustada, sem saber o que fazer, não tinha um lugar para ir, e nem onde se esconder, eu sentia que um espírito estava me perseguindo, querendo me matar.

- CHEGA! POR FAVOR… pare… eu não aguento mais… eu quero ir embora… — Gritei desesperadamente, me agachei com as mãos na cabeça e comecei a chorar um pouco. — Por que eu tenho que ser tão idiota?

“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH” eu ouvi um grito apavorante, mas parecia muito familiar… era a Katie. Saí correndo em busca dela, fui em todos os quartos enquanto ela gritava, o que me deixava mais preocupada. Até que de repente tudo ficou escuro, eu não conseguia enxergar e nem ouvir nada, só senti que estava embaixo de uma escada, e um guarda-chuva indo até a minha mão, e quanto mais as coisas aconteciam, mais eu ouvia a risada estranha da “garota da sombra”

Até que finalmente eu encontrei uma porta, fui correndo até ela e fiquei muito feliz, já que depois de tanto desespero, eu encontrei a Katie. Mas teve um único problema… eu via sangue escorrendo na porta. Quando eu abri a porta bem devagar, eu vi o corpo do Dylan queimado e o corpo da Katie todo esfaqueado, meus melhores amigos, morreram.

— N-não pode ser… p-por que isso está acontecendo comigo? — Agachei enquanto eu chorava bastante, até que eu ouvi uma voz conhecida, dizendo:

— A próxima será você… — Olhei para trás desesperadamente, mas só tinha o gato preto, o que me deixou um pouco aliviada. Até que os olhos do gato ficaram vermelhos e começaram a sangrar, o gato dobrou de tamanho e não era mais um gato, era uma criatura estranha… muito estranha… ele avançava até a mim enquanto eu tentava fugir, até que apareceu a garota da sombra e tudo que eu tinha escutado até este momento, era o meu próprio grito.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!