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– PUTA MERDA, RICK! – Eu gritei irritada. – Para de passar a mão na minha bunda! – Rick riu.

– Ora, não finja que você não gosta. – Ele sorriu malicioso, e eu conclui que sentiria um prazer imenso em saber qual a cor dos seus órgãos internos, eu adoraria ter um bisturi aqui.

– Não quando você gostaria de estar apalpando a bunda daquela minha prima cheia de celulites. – Eu sabia. No momento em que a minha prima Mary entrou pela porta da casa da minha mãe – é, porque eu ainda moro na casa da minha mãe, eu nem sei por que, o Rick é podre de rico e não sabe mais onde enfiar grana – que aquilo não iria prestar.

– Pense bem Sara. Porque eu trocaria um trazeiro empinadinho da minha mulher que é garantido todos os dias, pelo de uma desconhecida que pode, realmente, ter um monte de celulite? – Ele sorriu maldoso, porque com certeza não sabia como eu estava tentada a furar toda a cara dele com a minha serrinha de unha.

– TIRA A MÃO DAÍ RICK! – Eu gritei mais irritada ainda, pronta para chutá-lo até ele não poder mais me dar filhos.

– Sua mãe vai escutar querida. – Eu já contei a capacidade que o meu lindo maridinho tem de ser sarcástico? Não? Pois ele tem!

– Oh, Rick, desculpe-me amor... – Eu também não fico pra trás, três anos de casamento me ensinaram que vida sem sarcasmo, não é vida! – Vem aqui. – Rick sorriu e engatinhou até mim, quando chegou perto o suficiente eu o chutei, bem na canela. – Isso é pra você aprender a olhar as pernas de primas alheias, durma no chão cachorro. – Meu amado gemeu de dor ali no chão e eu sorri.

De madrugada eu pude jurar que o colchão se emoldurou e que um corpo se posicionou em cima do meu, mas eu ignorei e voltei a desferir golpes de karate.

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Rick’s POV

Olhei a xícara de chá fumegante em minha mão e franzi as sobrancelhas. Porra, agora eu sei por que, aquela porcaria de xícara estava queimando a minha mão! Por um momento eu fiquei tão concentrado na minha dor nas costas – que eu ganhei devido a noite maravilhosamente boa, sem sexo selvagem, passada no tapete no chão do quarto – que não percebi o resto do mundo. Meu sogro tinha entrado e saído, me dando apenas um ‘Oi’, eu acho que aquele velho não gosta de mim.A senhora Andrius entrou na cozinha cabisbaixa, e, logo que me viu, foi como uma injeção de animo, se essa mulher não é afim de mim, ela é afim do meu dinheiro. E por ultimo, aquela prima estranha de Sara apareceu, me lançando vários olhares suspeitos, na hora eu entendi, ela estava com hemorróidas, só pode, porque ela só se encostava nos lugares, nunca se sentava.

– Então, Rick, não é? – Ela perguntara meu nome, mais eu pude jurar que ela passara a noite inteira o repetindo.

– Hn. – Meu mau humor chegava a níveis alarmantes, e eu sabia, só uma pessoa poderia curá-lo no momento, Sara.

– Sabe, é um nome interessante, – Era impressão minha ou essa maluca esta esfregando os peitos na minha cara, e, olha, até que os peitos dela são bonitinhos! Balancei a cabeça freneticamente, e Mary na certa pensou se eu estaria com piolhos(?), não pude deixa de pensar nos de Sara, muito melhores que os dela. Meu... Ta calor aqui!

– RICK! – Oh merda. Essa maluca quase me fazendo cheirar seu decote e a Sara tinha que chegar logo agora? Minutos atrás eu estava apenas com dor nas costas e as pontas dos dedos queimados, mas agora? Agora eu estou ferrado!

– Oi amor. – Eu sorri. A vã esperança de que ela não percebesse nada me corroendo. Nessas horas eu me odiava. Porque diabos eu fui colocar Sara na aula de karate?

– Se você se virar Rick, eu te conto aonde eu vou enfiar o amor junto com um cabo de vassoura em você. – Eu podia jurar que via matança no olhar de Sara.

– Sara querida, tenho que te mostrar a nova coleção de cosméticos, vem comigo. – Mary puxou Sakura – que fazia careta – pela mão. Eu pude escutar claramente Sara dizer que ‘que bom você vai precisar depois que eu te quebrar’ e continuar andando. – Meu Deus, isso é uma ruga? – Mary perguntou assustada, mas Sara não tem rugas, ela sabe disso, não vai ceder a tentação de furar a prima. EI, QUE COISA BRILHANTE E PONTIAGUDA È AQUELA NA MÃO DA SARA? Porra, minha mulher enlouqueceu de vez, ela vai mesmo tentar esfaquear a prima.

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– Rick que faixa é essa na sua mão? – Alex me perguntara.

– Nada, só uma tentativa falha de assassinato.

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Sara’s POV

Eu não tinha muitas certezas, somente uma. Mary esta morta!

Vamos ver, talvez eu possa amarrá-la junto com Chuck Norris por uma semana e dar de comer para os tubarões, ou talvez confiná-la num quarto enquanto o programa dos ‘Teletubbies’ passa direto, bom, não é muita coisa mas já pode ser um começo. Já Rick, colocá-lo para ver pornô(?) enquanto esta amarrado parece legal e capá-lo depois parece ótimo, depois eu o amarro na cama da enfermeira chefe do hospital, aquela que tem uma verruga na ponta do nariz e as unhas encravadas, e talvez depois disso eu possa dar a ele um pouco de carinho, enfiando minha serrinha de unha em sua garganta.

– Sara, você ficou maluca? – O que esse merda quer comigo? Ah, sim, deve ser pela facada na mão hoje de manhã.

– Não. – Respondi enquanto observava atentamente as unhas da mão, legal, eu tinha acabado de arrumar a unha e ela estraga?

– Porque enfiou a faca na minha mão então? – Olha, eu ia esfaquear a Mary, mas de repente a mão de Rickme pareceu tão perfeita que tive vontade de deixá-la meio defeituosa. – Eu tive que dar pontos. Oh, ta vendo? – Sinceramente, eu não tava vendo nada.

– Não meu bem, a faixa esta atrapalhando. – Eu puxei a faixa com violência.

– Ta maluca?

– Claro que não amor, só quero fazer um carinho.

– Sabe, tem outros lugares onde você pode fazer carinho. – Rick se aproximou de mim, e sabe, se eu fosse ele não faria aquilo.

– Onde querido? – Rcik sorriu malicioso e me abraçou.

– Aqu... AHHH! – Oh, que delicia, acho que escutei os ossos da mão de Rick se esfarelarem.

– Vem Rick , deita aqui do meu lado. – Eu bati a mão na cama, bem no lugar onde meu amado dormia. E talvez eu fosse um alien agora de tão estranha – e engraçada –que foi a cara que o Rick fez.

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Rick’s POV

– Pelo amor de Deus, Rick! Onde tem arrumado tantos machucados? – Meu pai – que é medico – me perguntou.

– Futebol.

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– Cara, eu não agüento mais, se continuar assim vou ficar paraplégico.

– Calma Rick, olha conversa com essa tal prima da Sara. – Roby, meu irmão me instruiu, há, como se ele pudesse falar muito coisa, a mulher dele e campeã em judô e vira e mexe ele aparece com um roxo na casa dos meus pais.

– Roby. O que é issoaqui debaixo do seu olho? – Eu toquei o local e ele gemeu de dor.

– Não toca ai! A Yuki mandou um vaso de flores na minha cara ontem. – Eu gargalhei. – É serio idiota.

– Eu sei, olha o meu estado. – De repente eu me vi tão próximo de Roby como nunca estive antes. Sabe, dois homens, da mesma família, irmãos, com mulheres neoroticas, que sabem artes marciais, e nos batem... Parecia legal, tipo, pelo menos eu não era o único. – Porque ela te bateu?

– Ela encontrou uma calcinha no banco do meu carro e achou que eu a estava traído.

– E você está?

– Claro que não, eu tinha acabado de comprar e ia dar pra ela.

– Porque ia?

– Porque ela me fez engoli-la.

– Como assim Roby? Ela fez você engolir a calcinha?

– É, pelo menos era comestível. – Roby riu.

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– Ei! – Eu chamei a prima de Sara na cozinha.

– Sim. – Ela abriu um largo sorriso, e eu senti nojo, tinha um dente podre ali, se eu fosse trair Sara com certeza não serial com essa mulher.

– Olhe senhorita... Anh... Qual seu nome mesmo?

– Mary. – A mulher trincou os dentes.

– Olha, se você ficar fazendo isso com os dentes toda hora, aquele podre ali atrás, – Eu apontei – vai cair.

– É dentista por acaso?

– Não. Mas é que parece que enfiaram um prego no teu dente.

– Ora seu... – Foco Rick, foco.

– Mary, pelo amor de Deus, sou um homem casado, amo minha mulher.

– Um homem mal casado e lindo. – Ela se encostou em mim.

– Olha aqui, pula fora colega, tu é tão feia que quando você nasceu sua mãe perguntou se tua cara era tua bunda.

– Quem você pensa que é para falar assim comigo?

– O marido rico da sua prima, o mesmo com quem você quer ter um caso, e sexy. Rick Williams, o homem que não tem a bunda no lugar da cara.

Quando escutei um barulho vindo da porta percebi que era Sara ali, eu sorri carinhoso pra ela e ela me sorriu maldosa. Acho que quando olhei nos seus olhos vi alguns assassinatos. Ela chamou Mary na sala e eu tenho certeza que Mary esta segurando um canivete.

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– O fez com a Mary, Sara? – Perguntei assim que Sara entrou no quarto.

– O que te faz pensar que fiz alguma coisa com ela? – Ela sorriu maldosa.

– Sei lá. Talvez aquela coisa pontiaguda e brilhante que você estava segurando quando a chamou.

– Ora, porque eu sujaria minhas mãos com aquela ruiva oferecida?

– Orgulho?

– Não meu bem.

– Medo de me perder? – Eu sorri.

– Me poupe Rick!

– O que foi querida?

– Você ainda pergunta? – Ora e não era pra perguntar?

– ...

– De manhã eu encontro aquela ruiva safada fazendo você cheirar o decote dela, a tarde você some e ela também, e agora a pouco vocês quase se agarravam! O que quer que eu pense Rick? Quer que eu seja chifruda e ainda goste? É isso?

– Claro qu... – Ela não me deixou terminar.

– É bom não dizer que sim, porque senão vai ter uma cabeça rolando no chão, e não vai ser a cabeça de cima. – Engoli em seco, Sara era capaz disso sem duvidas.

– NÃO, eu... – Que porra, ela não para de me interromper.

– Me traia Rick, e você vai descobrir o que é inferno.

– Mas eu nunca...

– Você vai ver Rick, suas camisas de marca, eu picoto todas, aquelas cuecas boxer... Bem, as cuecas eu guardo pra mim... Mas o resto...

– Do que você esta falando Sara?

– Eu arranco todo o seu dinheiro... – Ela pensou. – Ou pelo menos metade dele!

– Eu nunca te traí! – Eu gritei raivoso e desesperado. Aquela mulher maluca não parava de falar!

– Jogo seu nome na lama, Rick! – Ela continuou como se eu nada tivesse dito. – Engravido de você só pra te arrancar mais dinheiro, não deixo seu filho te conhecer, e te difamo como gay! Entendeu seu cachorro?

– Já terminou? – Meus dentes rangeram.

– Ainda não. – Eu esperei, observando-a divertido. – Eu te coloco pra assistir enquanto eu arranho pessoalmente aquele seu conversível preto. – Sara sorriu. Porra meu conversível, o melhor carro da minha garagem. – Ou eu posso dar de pressente pro Alex, ele vai amar.

– NÃO, tudo menos isso, olha, pode aranhá-lo a vontade, mas dar ao Alex não! – Eu me aproximei, fingindo-me de indignado. Que ela desse a merda do carro, ela só não podia se dar pra outra pessoa que não seja eu!

– Há. Vou dá-lo... – Eu pressionei meus lábios nos dela, carinhoso, extasiado, EXCITADO!

– Dê qualquer coisa Sara, eu só quero você!

– Não Rick, não enquanto você olha para outras mulheres. – Eu sorri.

Sara’s POV

– Você sabe que eu te amo, Sara, o seu trazeiro é o melhor. – Rick sussurrou em meu ouvido e eu me derreti, estava cansada de tentar impedir uma coisa que eu também queria.

– Eu também te amo. Amo mais ainda quando entra em ação. – Enquanto agente se amassava na cama de casal e uma calcinha caiu do bolso de Rick. – O que é isso Rick? – Ele me olhou curioso e eu mostrei a calcinha ele.

– Uma calcinha. – Me respondeu simplesmente.

– Serio? E eu aqui achando que era um sutiã!

– Engraçadinha! Ela é comestível. – Ele sorriu.

– Interessante. – Eu pulei no seu colo.

Resistir a Rick nunca dá em nada, um sussurro no ouvido, e uma boa noite de sexo selvagem sempre resolveu tudo! Porque meu casamento com Rick sempre foi assim, cheio de ciúmes, com direito a golpes de karate e bônus de sexo selvagem no final.

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The End!

Notas finais
Há, mais uma fic, é um record, merece reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!