Notas iniciais
Voce deve estar se perguntando: - Agora Julio posta mini capitulos? Basicamente eu quis escrever mais, so que o proximo capitulo é sobre Veronica e eu não quis deixar os dois no mesmo capitulo. Eu não sou o tipo de escritor que enrola so pra encher linguiça então.

Acordei por volta de seis da manha, bom se posso dizer que dormi. A coisa toda com Frederico tinha sido muito intensa, muito quente, muito fervorosa... A quem eu estou enganando? É como se tivesse alguém lendo sobre mim e definitivamente não é isso por eu não escreveria sobre mim.

Não.

Mas esquecendo minha paranoia por um segundo. Basicamente tinha sido muito vulgar. Não pense que eu estou tentando me culpar ou a ele pela noite de sexo ter sido completamente parecida com um pornô. Eu sei que não deveria fazer isso.

Ta bom, ta bom, eu estou dizendo isso.

Quando eu digo que foi como um filme pornô, não pense em dois caras sarados e machos com peitos peludos gemendo grosso e fodendo, desculpa a expressão, como cavalos. Imagine um garanhão moreno e com clina sedosa, esse sou eu. E agora imagine o pônei mais delicado que você já viu, com lacinho na cabeça e tudo mais. My little Poney se encaixaria perfeitamente na descrição para o Frederico.

Tudo correu muito bem até que eu abocanhei o... o p... você sabe do que eu estou falando. Daquele momento em diante ele se rebelou. Não, não quis dizer revelou, porque essa expressão seria fraca de mais pras coisas que aconteceram naquele subúrbio.

Ele gemeu a principio muito eroticamente, com pequenos gemidos grossos e respiração ofegante. Então ele começou a se contorcer quando mordi suas coxas e bom, até ai normal. Mas enfim quando segurei sua cintura e mordi novamente seu peito ele quase, mas não literalmente, miou.

Não fez miau e tal. Mas ele começou a gemer como uma moça. Entenda, eu sou bissexual, então mesmo que você não venha me vendo transando com muitas mulheres e nem comentando tanto delas, eu gosto delas, sexualmente falando.

Gosto mais de homens e isso é inegável, mas esse é o H da questão, H maiúsculo observe. Eu gosto de homem. Um cara que vai falar grosso comigo, vai andar como homem, falar como homem e desculpa de novo, trepar como homem.

Eu tenho amigos afeminados, poucos porque se conseguiu perceber a verdade é que eu não tenho um grande circulo de amigos. Mas eu não sinto a menor atração por caras que agem como moças.

Não é preconceito, odeio quando me dizem isso. Ta, imagina que você gosta de Bacon, oitenta por cento da população ama Bacon, mas te oferecem pra comer brócolis, não brócolis ainda sim é gostoso. Ervilhas, aquelas ervilhas enlatadas são uma boa comparação.

Você é preconceituoso só porque acha gostoso Bacon e não ervilha enlatada? Ou vice versa, sei lá. Tem gente de todo o tipo.

Mas voltando ao momento em que me dei conta de que só queria mais um banho e minha própria cama. Me levantei devagar tentando não acordar o vendedor de livros. Sai do quarto pelado segurando meus tênis e minha camisa em uma mão e minha cueca e minha calça na outra.

Fechei a porta bem devagar e caminhei pelo pequeno corredor até chegar à sala. Caminhei até o sofá e assim que decidi que era seguro vestir minha cueca ouvi uma voz digamos, fina, mas não feminina dizendo – Jesus obrigado, era isso que eu tinha pedido.

Me virei com o coração na boca e me deparei com dois caras, obviamente gays me olhando como um cachorro olha pra uma vitela. Cobri minhas indecências com o tênis, depois troquei para a calça e sorri.

– Você deve ser Paulo certo? – Perguntou o cara franzino usando uma blusa transparente, com enormes olheiras.

Balancei a cabeça positivamente e dei um passo para trás – acho que o gato comeu a língua dele – comentou o primeiro que era fortinho, mas em compensação deveria ter a metade do meu tamanho.

– Eu sei o que ele deveria comer – insinuo o da camisa transparente perto do ouvido do primeiro. Não baixo o suficiente para que eu não pudesse ouvir.

– Desculpa garotos eu... – eu estava sem jeito isso sim, Paulo Coélio sem jeito – preciso me vestir, se vocês puderem me dar só um minutinho aqui.

– Querido, são seis da manha, eu estava saindo pra trabalhar e aparece um cara desse cacife pelado no meu tapete – disse o baixinho – se você queria privacidade deveria ter se vestido no quarto do boy que você comeu.

Eu balancei a cabeça meio incrédulo. Será que esse povo morava com Frederico? Eu não quis saber. Eu sei que a minha expressão transpareceu minha raiva, então joguei minhas coisas no chão deixando só a cueca na mão e me vesti ali na frente deles.

Se quer saber, eles não desviaram o olha sequer uma vez e a verdade é que depois de colocar a cueca não havia mais motivos pra vergonha, eu teria de dar umas explicações depois, mas com certeza Frederico também teria que dar.

Notas finais
Espero que tenha gostado e que entenda porque o capitulo esta pequeno. Comente o que achou, me odeie se quiser, mas a verdade sobre o vendedor de livros é essa.