Seven Deadly Sins

6 6 - Judgement Of Corruption


Notas iniciais
Pecado: Ganância (Obsessão por querer tudo, querer ter sempre mais e mais, um apego material excessivo)
Música: Judgment of Corruption (Original: Akutoku no Jajjimento)
Personagem: Kaito (Chamado por Gallerian Marlon)
Advertências: Nada muito pesado tirando mortes.

O tribunal estava cheio. Olhos inquietos que aguardavam a palavra final do juiz. O réu olhava-o com olhos atentos, mas confiante. Já sabia da resposta que teria da mesma forma que sabia seu nome.

– O réu é inocente – a palavra final que decidiu no tribunal.

Chegou a sua casa com o melhor sorriso que conseguiu. O último réu dera-lhe uma boa quantidade de dinheiro em breve poderia...

– Você chegou, papai.

Sua pequena amada filha sorria-lhe alegremente. Ele aproximou-se e abraçou-a por longos minutos. Quando soltou-a, se inclinou para beijar sua testa.

– Passou bem, minha filha?

– Como sempre – respondeu docemente. – E seu trabalho?

– Melhor do que esperava – o homem sorriu.

O primeiro cômodo que se dirigia ao chegar em casa era o quarto da filha. Ela sempre estava ali, esperando pelo pai. Era uma garota muito bela, perfeita aos seus olhos, mas o único defeito era seu frágil e pequeno corpo estar acomodado em uma cadeira de rodas. Não podia andar ou correr como as outras crianças, estava destinada a permanecer em seu quarto, pois seu pai receava de deixa-la livre no mundo externo.

Por esse motivo precisava de dinheiro. Não gostava de deixar a filha presa, mas, se fosse para libertá-la, queria libertá-la com pernas sãs.

Com o único propósito de conseguir dinheiro para o bem de sua filha, Gallerian Marlon, realizava o Julgamento da corrupção, era assim que o nomeava. Seguia a regra de que poderia salvar qualquer um que pudesse pagá-lo. Até mesmo o pior ladrão, independente de aparência, idade, raça, género, ele poderia salvar, apenas precisava mostrar-lhe dinheiro.

– Papai, o senhor irá me contar um pouco mais do mundo lá fora?

Perdido em seus devaneios, havia se esquecido da filha, e que prometera contar-lhe pequenas histórias toda vez que voltava do trabalho. Sentou-se na beirada de sua cama, pegou uma de suas delicadas mãos entre as suas e começou.

Mas apenas um pensamento retumbava em sua mente: precisava reunir todos os sete pecados. E apenas assim seu maior desejo se realizaria.

Pessoas malvadas riem, pessoas bondosas choram, o martelo da injustiça é abaixado e o réu declarado inocente. A população explode, como aquele assassino em série, líder de exército, poderia ser acusado inocente?! Deveria sentenciá-lo de morte no exato momento! Porém o suborno apareceu-lhe, e fez o que sua mente mandava.

Dessa vez ninguém ficaria calado. No mesmo dia o líder do exército foi morto. Uma poderosa guerra civil. Marlon ouvia os últimos detalhes pelo rádio de seu carro. Tinha conhecimento de que iriam atrás dele, mas o que poderia fazer? Iriam até sua casa e não tinha tempo de fugir com sua filha. Ou fugia sozinha ou deixava-se morrer ao seu lado...

Acelerou fundo com um último sorriso nos lábios.

– Papai o senhor está bem? Parece diferente...

– Está tudo bem, minha querida – responde, alisando o cabelo da menina. – Apenas me perdoe por não poder contar-lhe uma história hoje.

As chamas já haviam começado. Viu um ar de compreensão em seus olhos e soube que ela entendera. Por fim, abraçou-se à ela.

– Não temerei enquanto estivermos juntos.

No meio dos destroços os bombeiros apenas encontraram o que deveria ser o corpo de Gallerian Marlon com uma boneca queimada em suas mãos. Esse homem era completamente louco, concluíram.

Quando acordou estava sozinho. Morto, era a única coisa que tinha conhecimentos. Não era um paraíso ou um inferno, mas a entrada do mundo dos mortos. Avistou uma figura sentada em seu trono, guardando as portas que pareciam levar ao bom e mau mundo.

Usava uma máscara que escondia seus olhos, com apenas um buraco para o olho direito. Os cabelos verdes escuros – uma cor feia aos seu ver – caiam até os ombros e o topo de sua cabeça estava sob um capuz marrom. Vestia-se muito bem, com joias e roupas que nunca vira na vida. Deveria ter medo daquela imagem, mas apenas sentiu indiferença. Era o Mestre do Submundo.

– Gallerian Marlon – a voz forte pareceu ecoar por todo o local –, abominável criatura que salvava em troca de dinheiro. Aqui, até mesmo abomináveis como você podem ser salvos, seguindo a mesma regra que você seguia: Me dê sua fortuna se quiser seguir pelo bom caminho.

Marlon aproximou-se da figura até pousar a cabeça em seu ombro. Esta permaneceu quieta, sem mudança na expressão, apenas esperava a resposta que logo veio:

– Nunca entregarei minha fortuna a ninguém! – riu-se, como se pensando que o Mestre do Submundo fosse idiota por dirigir-lhe tal pergunta quando já sabia a resposta.

Levantou-se e saiu de perto do Mestre do Submundo, dirigindo-se para a porta do inferno.

– Algum dia ainda irei coletar, com essas mãos, os sete pecados. E o inferno se tornará uma utopia para mim e minha filha.

Sem olhar para trás, entrou, e seu corpo afundou.

Notas finais
Nossa, faz muito tempo, me desculpem mesmo. Acho que posso dizer que demorei porque tiraram o notebook que estava usando para escrever e o tempo corrido não ajudou muito. Mas escrevi esse inspirada hoje, embora não tenha ficado tão grande quanto eu pensei que ficaria. Mas até gostei~
Próximo capítulo é da Gumi e eu acho que vou demorar um pouco. Preciso pensar bem e analisar a música que supostamente é a Ira. Mas vou tentar demorar menos.
Ah, sim estava pensando em fazer um bônus com a música Heartbeat Clocktower que está ligado com Seven Deadly Sins. Vou estudar essa música e pensar na questão, podem sugerir coisas também, estou aberta
Kisses, feliz natal e próspero ano novo pra todos ♥