Notas iniciais
Desculpe a demora, mas está ai. Espero que gostem.

Eu estava nua numa praia linda, de mar vermelho e areia cor de mel. Vi uma mulher mais linda ainda sair do mar, também nua, caminhando lentamente em minha direção, seus cabelos ruivos dançavam com o vento quente. Ela se aproximou de mim, era Jordan, tocou meu rosto e me empurrou, fazendo-me deitar na areia. Deitou sobre mim, sua mão passeou por toda a minha perna, parando na minha coxa, estremeci. Ela a beijou dando leves mordiscadas e foi caminhando os lábios até minha barriga, parou e me olhou. Ela sorria, um sorriso malicioso, lindo. Continuou caminhando meu corpo com os lábios, lambeu o caminho dos peitos ao pescoço e chupou o mesmo. Beijou-me o rosto todo, e então tocou meus lábios com os dela. Senti seu gosto, seu calor, meu desejo tudo outra vez...

Então meu celular vibrou na escrivaninha, e eu despertei daquele sonho. O sonho mais maravilhoso que já tive.

Peguei o celular, cerrei os olhos com a claridade. Alex estava me ligando. Atendi.

– Alex? – murmurei

– Liv, vai na festa hoje? – perguntou ele, todo animado.

– Não me chame de Liv, e não estou sabendo de festa alguma. – me sentei na cama e me cobri com o cobertor.

– Deixe de ser mal-humorada Liv.

– Tá, que festa é essa? – perguntei me espreguiçando.

– A festa na casa da Amelie, não leu a mensagem que te mandei mais cedo?

Resmunguei, sem responder nada. Então Alex prosseguiu.

– Que seja, vou passar ai pra te buscar as oito, esteja pronta.

E desligou.

Coloquei o celular sobre a escrivaninha e me joguei na cama me lembrando do gosto dos lábios da menina dos cabelos cor de vinho.

☓☓

Faltavam cinco minutos pras oito horas quando saí do banho, olhei pra minha roupa jogada sobre a cama – meu jeans surrado, uma camiseta de banda e meus tênis azuis – e comecei a me vestir. Quando terminei, fiquei esperando Alex sentada nos degraus da varanda. O carro preto de Alex encostou, eu me levantei, enquanto caminhava em direção ao carro, o vidro do banco da frente abaixou lentamente e eu vi aquele cabelo ruivo de novo.

Parei, minhas mãos estavam trêmulas. Alex então gritou do banco do motorista.

– Vamos logo Liv, não temos o tempo todo.

Baixei os olhos e entrei no carro no banco de trás, atrás de Jordan. Alex então começou a falar, eu olhei o espelho retrovisor central e aqueles lindos olhos castanhos estavam me fitando, tristes. Olhei pra eles e em seguida baixei os olhos, passei o caminho todo assim, nem prestando atenção no que Alex falava.

Amelie era uma garota popular na nossa escola, então muitas pessoas tinham sido convidadas, e os carros destas muitas pessoas estavam espalhados por todo o quarteirão, sem deixar nenhuma vaga pro carro de Alex.

– Droga! – esbravejou ele – Não tem vaga alguma pra nós!

– Isso que dá ser convidado pra festa da ‘Amelie, a Popular’ – disse e ri baixinho.

– Se nós dois não viéssemos, ela iria até as nossas casas nos buscar. – retrucou pelo espelho retrovisor.

Alex, Amelie e eu erámos amigos desde a infância. Nossas mães eram amigas e sempre faziam nós três brincarmos juntos quando pequenos. Conforme crescemos, fomos ficando distantes e Amelie foi a que mais se distanciou. Mesmo assim nunca deixamos de perder contato.

– Desce vocês duas e eu vou procurar um lugar pra deixar o carro. – disse Alex, estressado.

Jordan e eu saímos do carro e Alex foi. Ela estava com um vestido florido de alça fina e uma sapatilha marrom claro, seus cabelos cor de vinho estavam soltos caindo por seus ombros. Uma brisa fresca passou por nós, olhei para Jordan e vi ela se arrepiar com a brisa.

– Está com frio? – perguntei, em voz baixa.

Ela olhou pra mim, seus lábios rosados e secos se abriram como se fossem dizer algo, depois se fecharam novamente e finalmente disseram que não.

Ficamos paradas lá por uns minutos, um silêncio só quebrado pela música alta abafada vindo da casa de Amelie, até que Alex chegou.

– Só fui achar uma vaga à três quadras daqui. – disse ele, recuperando o fôlego por ter vindo correndo. – Bom, vamos pra festa!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.