Seu mordomo, ciumento

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Heey o// Primeira fic de Kuroshitsuji *--* ~~enjoy

Desde que fora salva por Sebastian e Ciel, Lizzy praticamente morava na mansão Phantomhive. A loira colocara na cabeça que “traria o sorriso de Ciel de volta”, e se negava a deixar o noivo por muito tempo. A princípio Sebastian fora total e completamente a favor da atitude dela – afinal, Ciel não parecia contente com a situação –, entretanto, tudo mudara depois de duas semanas.

Porque, afinal, a Lady parecia estar perto de alcançar seu objetivo.

— Cieeeeeeel! – ela gritou, correndo até ele.

Ela acabara de chegar, e Ciel Phantomhive a esperava na porta de sua mansão. – Desde quando Ciel esperava por alguém na porta? Ainda mais pela noiva? O objetivo de Sebastian era vê-lo se esconder no escritório, não ansiar pelas visitas de Lady Elizabeth. – Atrás do conde, Sebastian mantinha uma incomum expressão de desagrado.

— Lizzy. – o conde sorriu.

O garoto retribuiu ao abraço forçado que recebia com demasiada empolgação. Momentaneamente, os olhos do mordomo se avermelharam.

— Está frio aqui fora. Deviam entrar.

Sebastian abriu a porta, entretanto não a segurou para que ambos passassem. Simplesmente se dirigiu à cozinha e começou os preparativos para o jantar. Nunca a tarefa o irritada tanto. Se quisesse, poderia simplesmente criar um belíssimo banquete – como fizera em seu primeiro dia como empregado de Ciel –, entretanto o Bocchan o proibira. A tábua de cortar carne se quebrou com a força utilizada pelo demônio, entretanto ele não pareceu perceber.

“Seres humanos não são capazes de criar comida sem ingredientes”— ele dissera. Ou algo tão irritante quanto.

Sorriu momentaneamente, e seus olhos voltaram a brilhar escarlates. Afinal, ele não era um ser humano, não é mesmo? Estava na hora de agir como sua natureza ordenava.

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Sebastian ajeitava a roupa de Ciel. O dia fora improdutivo e irritantemente longo – na visão do mordomo –, e o fato de o conde não parecer aborrecido era o que mais o irritava.

— Recebemos o Aval Real, entretanto o Bocchan não terminou os preparativos para o lançamento da nova…

— Sebastian – Ciel o interrompeu. – Eu conheço bem quais são meus deveres como dono da Funton. Não precisa ficar me lembrando disso o tempo inteiro.

— O Bocchan parece tão ocupado em ficar com Lady Elizabeth-sama que aparenta ter se esquecido dos afazeres que tem.

Ciel abriu seu melhor sorriso debochado, e se apoiou para trás. O mordomo acabara e ele se via pronto para dormir.

— Não foi você quem disse que é dever de um cavalheiro ser sempre educado com sua dama? Apenas estou atendendo aos caprichos dela, como você sempre quis que eu fizesse.

— Hai, Bocchan. Mas isso quando ela era apenas mais uma obrigação sua.

A insatisfação que Sebastian demonstrava fez o conde deixar o sarcasmo dominar toda a sua expressão.

— Se não o conhecesse, diria que é ciúmes.

Sebastian sorriu ao ouvir as palavras do mestre e se aproximou. Com sua luva branca como a neve, tocou na tez pálida do rosto de Ciel. Seus olhos, vermelhos como sangue, brilhavam.

— Iie. Apenas não quero que você perca o foco, Bocchan. A parte mais deliciosa da sua alma é o ódio puro que você consegue nutrir.

E lambeu os lábios, fazendo a expressão do conde se contrair. Com um tapa, espantou a mão desejosa do criado para longe.

— Nada me afastará do meu ódio.

Dizendo isso, o conde se virou de costas para o demônio e fechou os olhos. Sebastian ainda continuou com seu olhar cheio de desejo por mais alguns segundos; teria apreciado a bela imagem por mais tempo se a voz soberba do garoto de agora treze anos não se fizesse presente na sala.

— Por quanto tempo pretende ficar aqui?

O desejo imediatamente foi substituído pela típica expressão vazia do mordomo, entretanto o ódio brilhava em seus olhos. Sem qualquer despedida, Sebastian apagou as velas com um sopro e foi calmamente até a porta. Esperava que o mestre voltasse a fazer aquele tolo pedido que denunciava toda sua infantilidade (“Fique até eu dormir”), porém este não veio e o mordomo se viu obrigado a deixar o quarto.

Sua sombra negra tremeluziu perigosamente. O demônio estava se irritando profundamente com a situação na qual se encontrava.

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O dia começava como qualquer outro. Sebastian arrumou Ciel para que este pudesse cumprir seus afazeres e o conduzia ao escritório, recitando a agenda do garoto. Este, entretanto, não parecia ouvi-lo – o que apenas piorava o humor já irritadiço do demônio.

Mesmo que Ciel ouvisse o que o mordomo dizia, ele simplesmente não se importava. Seu dia seria irritantemente chato, como qualquer outro. Pararam ao ouvir risos vindos de uma das portas, e Sebastian sorriu por alguns segundos, sentindo sua ira abrandar.

Poderia confirmar suas suspeitas depois da conversa que teriam.

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Já no escritório, Ciel e Sebastian conversavam calmamente a respeito do pedido que Ash Landers trouxera da rainha. Os conventos abandonados que vinham sendo usados por uma estranha seita religiosa preocupavam a rainha e, como bom cão de guarda que era, Ciel não permitiria que aquela brincadeira continuasse.

Sebastian servia um bolo recheado para Ciel. O garoto acabara de lhe perguntar o que fariam a seguir.

— De acordo com o Ash-sama, o convento parece ser fortemente vigiado.

— Então será difícil entrar pela frente. – concluiu o mais jovem.

Ciel estava desanimado. A missão dada pela rainha não parecia sequer interessante – pessoas estúpidas manipulando pessoas mais estúpidas ainda com um falso objeto místico.

— E ele disse mais uma coisa. – acrescentou Sebastian. – Recentemente, um grande número de caixões foi entregue no convento.

Ciel, que estava a ponto de mastigar o primeiro pedaço do doce, deixou o talher cair em seu prato. Sabia muito bem o que “caixões” significava, e ele realmente não queria ir àquele lugar novamente.

— Nem continue Sebastian. Eu não quero ir lá hoje.

A resposta fez o demônio se assustar.

— Mas, Bocchan…

— CIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEL – o grito vinha do andar de baixo, e interrompeu a fala do demônio.

Ignorando completamente o que o mordomo diria, Ciel Phantomhive levantou-se e caminhou tranquilamente até a porta, indo atender ao pedido da noiva.

Parado no meio do aposento, Sebastian encarou a porta pela qual seu mestre passara. Detestava Lizzy, detestava ser interrompido e, mais do que tudo, detestava ser ignorado. Os olhos naturalmente escuros brilharam no vermelho sobrenatural de quando aceitava uma ordem ou se encontrava bravo. A sombra do demônio novamente se distorceu, entretanto, desta vez, de uma maneira muito mais evidente do que nas outras.

Desceu até onde sua alma se encontrava – porque Ciel era apenas aquilo para si, a sua alma – e encontrou-a conversando com a noiva. O mordomo não ofereceu seus serviços ou se dispôs a cumprimentar as convidadas.

— Sebastian, prepare os cavalos. Lizzy e eu sairemos para um passeio.

O mordomo não fez nada por alguns segundos, e a loira o encarou confusa.

— Qual o problema, Sebastian? Você parece irritado.

Ela concluiu com sua vozinha irritante, e Sebastian quase a matou. Ciel conhecia o demônio bem o suficiente para saber que deixá-lo perto da loira naquele momento não era algo sensato – principalmente depois da conversa que tiveram na noite anterior.

— Sebastian, é uma ordem.

O mordomo abriu seu melhor pseudossorriso e se ajoelhou. A ordem teria sido mais eficaz se o tapa-olho do garoto fosse removido, porém ele não poderia fazer aquilo em frente às convidadas.

— Hai, Bocchan.

Ciel estreitou os olhos, desconfiado. “Hai, Bocchan”? O que era aquilo? Aquela não era, nem de longe, a resposta correta para sua ordem. Colocou-se instintivamente entre Elizabeth e o mordomo, sabendo que o perigo rondava a garota. Por alguns segundos, os olhos castanho-avermelhados brilharam como sangue, deixando o jovem um pouco preocupado.

Segundos depois o mordomo levantou-se e saiu em direção ao estábulo.

— O que há com o Sebastian, Ciel? Ele estava assustador…

— Nada, Lizzy.

E o assunto foi encerrado.

Sebastian não demorou a voltar com os quatro cavalos, e Elizabeth esperou a ajuda de Ciel para subir no seu. Sebastian se prontificou para ajudar o mestre, e então se preparou para ele mesmo montar.

— Iie, Sebastian. Você fica aqui hoje.

O mordomo congelou, e as palavras que ouviu depois disso quase nem entraram em sua mente.

— Aaah! Um passeio romântico com o Ciel! – sonhou Lizzy. Ela podia visualizar perfeitamente os dois cavalgando juntos em direção ao pôr-do-sol. – Você também, Paula! Fique aqui.

— E o almoço, Bocchan?

— Voltaremos a tempo. – prometeu o lorde.

E os dois saíram, deixando os criados para trás. Paula balançou os sinos, feliz pela sua senhora, entretanto Sebastian apenas sentiu sua raiva aumentar. Sorte que a criada era estúpida e olhava na direção errada, pois a sombra do demônio nunca antes se agitou tanto.

Cavalgaram por quase meia hora, antes de finalmente chegarem a um riacho. Ciel estava irritado, pois até mesmo Sebastian parecia desconfiar de suas habilidades. Detestava ser subestimado. Não tinha culpa por ainda ser uma criança, não era como se pudesse realmente crescer – não sabia por quanto tempo ainda viveria, entretanto sabia que não era muito; com Sebastian ao seu lado, descobrir quem assassinara seus pais era apenas uma questão de tempo.

Elizabeth tagarelava sobre algo sem importância e fofo, e a presença dela era agradável. Parecia ser a única que realmente acreditava nele. Respondia de forma um tanto quanto monossilábica, e deitou-se em um campo florido. Não demorou muito para que a loira fizesse o mesmo, e retomasse seu monólogo.

Ciel sentia-se em paz. Era boa a sensação de estar com alguém que realmente se importava com ele, e era boa a sensação de estar longe de Sebastian. O demônio estava cada dia mais impaciente, provavelmente querendo consumir logo sua alma. Ciel sabia que tinha que cumprir com sua vingança – este continuava a ser seu maior desejo –, entretanto não queria que sua vida fosse esquecida tão logo ele morresse. Queria que alguém se lembrasse dele e, depois de muito pensar, percebera que este alguém deveria ser Elizabeth. Por isso vinha passando tanto tempo com a noiva. Queria que pelo menos alguém tivesse boas memórias dele.

— Ciel?

O conde se voltou para a voz da garota. Será que ela percebera seu desinteresse na conversa fútil que mantinham?

— Sim?

Lizzy sentou-se na grama macia e esperou o noivo fazer o mesmo. Ciel a imitou, momentaneamente preocupado.

— Feche os olhos.

Ele a olhou confuso – fechar os olhos era algo que exigia muita confiança, e isto ele não possuía.

— Por…?

— Quero fazer uma coisa.

O garoto a olhou desconfiado, e cometeu o maior erro que poderia. Mentalmente, chamou por Sebastian e fechou os olhos.

A ligação que demônio e mestre possuem é realmente forte, e, em alguns momentos estrategicamente escolhidos pelo contratante, eles podem partilhar os pensamentos.

“Hai, Bocchan”. O outro respondeu em sua mente, e Ciel voltou a ter aquela estúpida sensação de que havia algo muito errado. Desde quando Sebastian dizia “Hai, Bocchan”? Aquela não era a frase que o garoto queria ouvir. Aquelas palavras pareciam deslocadas. Não pertenciam à voz que o garoto já se acostumara a ouvir.

Entretanto seus pensamentos foram bloqueados ao sentir algo suave contra seus lábios. Arregalou os olhos em surpresa, e viu que a menina os mantinha fechados. Afastaram-se segundos depois, ambos constrangidos. Ciel ainda mantinha a expressão surpresa, e Elizabeth sentiu seus olhos lacrimejarem.

— Gomene, Ciel!

Entretanto não pôde continuar, pois o conde a imitou. Aproximou-se lentamente e selou seus lábios nos dela. Nada malicioso, apenas um gentil toque de bocas. A garota arregalou os olhos, surpresa, e viu tudo ao seu redor se tornar negro. As árvores, o chão e até mesmo o céu. Ela se afastou assustada, porém quando Ciel abriu os olhos para compreender o que a deixara assim, tudo estava novamente do jeito que sempre fora. A garota riu, sabendo que era tudo fruto da sua imaginação.

E naquele momento Elizabeth realizou seu maior desejo. Como uma criança comendo um doce escondido, Ciel riu novamente. E ela sentiu seus olhos marejarem de felicidade.

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— Você não realizou nenhuma de suas tarefas hoje, Bocchan.

Sebastian vestia o garoto para dormir, e este parecia tão irritado quanto o mordomo.

— Você está particularmente irritante hoje, Sebastian.

O demônio pensou em não responder àquela provocação, entretanto era bom ter a atenção de sua alma toda para si. Depois da cena que presenciara – a da humana estúpida provando o que era apenas seu –, sentia-se bem ao ver que ao menos o sarcasmo do garoto permanecia intacto.

— Você negligenciou seu trabalho para ficar aos beijos com aquela garota, Bocchan. Meu trabalho é trazê-lo de volta ao caminho certo.

Ciel bufou e desviou o olhar enquanto Sebastian terminava de abotoar a camiseta do garoto.

— Então você viu?

— O Bocchan me chamou.

Ciel suspirou, sabendo que era verdade.

— Ela me pediu para fechar os olhos…

— E o Bocchan não confia em ninguém, não é mesmo? Pensei que depois de passar tanto tempo com a Lady Elizabeth-sama o Bocchan já confiaria nela.

— Tsc. – fez o típico estalo de língua contra o céu da boca. E então sorriu. – Ironicamente, o único no qual confio é um demônio.

Sebastian sorriu perante a informação. Era bom ser bajulado, entretanto não se deixaria levar pelas palavras doces que saíam da boca do garoto. Afinal, Ciel Phantomhive aprendera a mentir com um demônio.

— Apenas porque ordenou que eu jamais mentisse, Bocchan.

O garoto não respondeu, apenas se jogou contra seu travesseiro, exausto. O dia fora cansativo – Elizabeth insistira em ficar na mansão até o anoitecer. Ciel nunca a tratara tão bem, e ela não desperdiçaria a oportunidade de passar um tempo com seu adorado noivo.

— Por que tanta raiva dela, Sebastian?

— Ela o está tirando de seu caminho, Bocchan. Até mesmo negligenciou as ordens da rainha para passar o dia com a Lady.

— Apenas hoje, Sebastian. E a missão que ela nos passou provavelmente será monótona.

— Não importa, não é mesmo? Se for uma preocupação para a rainha, o cão de guarda precisa…

— Eu sei! Ok? E você sabe que eu sei.

— Sei? Você parece muito mais interessado em trocar saliva com…

— Sério, Sebastian, o que você tem contra a Lizzy?

— Já disse, Bocchan. Ela está te desviando do seu caminho.

— Ela não está me desviando…

— Então por que não fomos ao Undertaker hoje?

Ciel suspirou e voltou a sentar. Parecia uma criança emburrada.

— Porque eu detesto aquele lugar.

— Ainda assim…

— É uma ordem. Me diga a verdade. – o garoto já estava sem seu tapa-olho, e o símbolo do contrato brilhou. – Por que está tão irritado?

Sebastian sorriu e, com a boca, removeu a luva que cobria o símbolo que ele possuía. O mordomo se aproximou maliciosamente do garoto. Assustado, Ciel sentiu o mordomo lamber sua bochecha. Entretanto Ciel não estava suficientemente paralisado para não fazer nada. O garoto estapeou o rosto de Sebastian e o afastou.

— O QU…

— A alma humana é como um doce embrulhado, Bocchan. Mesmo ainda com o embrulho, se você lamber, consegue sentir o gostinho. E aquela garota sentiu um gostinho da alma que é apenas minha, Bocchan. E eu não gosto disso.

Ciel limpou sua bochecha com a mão e riu. Quase gargalhou.

— Quem diria, Sebastian. Você com ciúmes.

— Não é ciúmes, Bocchan. Mas o contrato diz que a sua alma é minha, e eu a quero apenas para mim.

— Tecnicamente, minha alma apenas será sua quando eu completar a minha vingança. Até lá, ela é minha.

Sebastian continuou encarando maliciosamente o garoto. Não havia motivos para esconder sua fome.

— Me pergunto se um dia realizará esta vingança, Bocchan. Eu sinto que você perde a vontade… se desistir, eu ganho o direito de devorá-lo antes.

O mordomo se aproximou um passo, entretanto Ciel ergueu a perna e o manteve afastado.

— Minha vingança e meu ódio são tudo o que eu tenho. Irei manter Lizzy afastada.

— Isso manchará a imagem dos Phantomhive, Bocchan. E não podemos permitir tal coisa.

— Quer que eu cancele o meu casamento? – o conde perguntou assustado.

— Iie. Isso traria apenas vergonha a você.

— E o que quer, Sebastian?

— Ela tocou no que pertence a um demônio, Bocchan. Senti isso como uma ofensa pessoal.

O sentido oculto por trás das palavras do mordomo ficou explícito para o jovem conde, que não pôde evitar se surpreender.

— Você quer matá-la?

Não precisou de qualquer confirmação. O olhar faminto que recebia era o suficiente.

— Ela o está atrasando, e se meteu onde não devia.

— Sebastian, ela é minha noiva. Nada mais natural do que…

— Não a defenda, Ciel. – toda e qualquer cordialidade por parte de Sebastian desapareceram naquele momento. Ele não fazia mais o papel de mordomo perfeito, era apenas o demônio.

E fazia muito tempo desde que Ciel o vira assim.

— Minha obrigação como noivo é protegê-la.

— Vocês jamais se casarão, e você sabe muito bem disso. Assim que sua vingança se completar, você será meu. É apenas uma perda de tempo ficar se prendendo a estas futilidades.

— E se eu me negar?

— Estaria escolhendo uma estúpida garota ao invés de escolher sua vingança. Isto é uma quebra de contrato. Se você se negar, eu devoro a sua alma.

E os olhos escarlates brilharam perigosos. A perna de Ciel – que ainda se mantinha erguida – caiu, e o garoto estreitou os olhos.

— Está realmente me dizendo que a considera tão perigosa assim a ponto de me fazer escolher entre os dois?

Firmara o contrato em um momento de desespero. Não tivera tempo para pensar naquele momento, e não se dignara a fazê-lo depois daquilo. Entretanto agora via no que se metera. Estava amarrado a um dos seres mais manipuladores e chantagistas que existia. Sorriu com a conclusão. Estava amarrado a um igual, então.

— Isso é rude, Sebastian. Mas ninguém atrapalha em minha vingança. Mate-a.

O demônio sorriu malicioso e se ajoelhou.

— Você devia fazê-lo, Bocchan. Ou é incapaz de matar uma simples garotinha?

Ciel se deitou de costas para o mordomo.

— Deixe tudo preparado, Sebastian. Chame Elizabeth amanhã, não precisa ser em segredo. Darei uma festa à noite.

O demônio sorriu, satisfeito.

— Yes, my lord.

Notas finais
Eu tenho que deixar uma coisa bem clara, antes de tudo: o Sebastian me pertence, então tirem os olhos u-u E o Ciel também. Com o resto vocês podem ficar :33 Ok, e então, o que acharam? Faço o segundo capítulo ou deixo assim mesmo? Quero opiniões, críticas e sugestões! ~~porra, a mina chega aqui pela primeira vez e já tá achando que pode mandar.... Não... ^//^ Só ficaria grata se comentassem *---* Bjs e teh + ^3^// [Edit: Não vai ter segundo capítulo, fica assim mesmo, haha. Nem tinha conteúdo pra um segundo, acho que assim já está ok]
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!