Seu Jeito Estranho

1 Seu Jeito Estranho


Ela não era o que eu queria. Eu sabia, mas era ela quem eu queria. O amor é uma coisa estranha. Vem e invade minhas entranhas. Me machuca e me faz feliz.
Já ouviu falar em masoquismo? Sim, devo ser masoquista. Na real, qualquer um que ama é masoquista. O amor é um sádico que ri às custas da disgraça alheia.
Não deveriamos amar. Onde já se viu? Escolher sofre?!?! Isso é antinatural, deveriamos tentar não nos machucar, ao invés de nos jogarmos no abismo que é o amar.

Ela não queria um amor eterno. Pra mim só havia um amor. Ela queria milhões de amores. Já eu diria milhões de vezes que só queria ela. É dificil entender quando alguém te ama, mas não ama só você. Eu a amava, ela também. Ela amava muitos e eu não amava mais ninguém.

Complicado. Foi e continua sendo difícil de entender. O toque daqueles lábios desmancha o meu pensar. E aquele jeito louco de ser, me enlouquece em todos os sentidos. Odeio amar aquele jeito estranho de ser, mas amo amar aquele ser... A dor eu nem sinto, só sinto o perfume que me invade com o seu ar.

Ela me queria tanto quanto eu queria ela. A diferença é que eu queria guardá-la à sete chaves. Já ela me queria jogada aos sete ventos. Fazendo o que eu quisesse e sempre a querendo.

Eu posso dizer que a entendo, mas não entendo esse amar mais de mil. Ela ama tanto quanto eu jamais poderia amar. E meu amor por ela é tanto que não a deixa amar-me.

Ela gosta do amor. Eu detesto a dor... Ou será que amo? Ela ama e é feliz.. O jeito dela amar é o que me faz infeliz. Eu tento esquecer, tento superar... Só que eu só consigo a amar. E ela não consegue só me amar.
É estranho, eu sei, mas é leal. É real. E por mais que doa eu sinto que vale a pena o sangue que se escorre em meu peito. Aconchegar-me em seu leito, para cicatrizar as feridas. Regenera meu coração com seu apreço. E eu enlouqueço com o que quero, pois sem ela eu nem desperto.

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