Seu Amor É Uma Mentira!
19 Capítulo 18
Notas iniciais
Ela apertou os olhos sentindo-os ser invadidos por uma incomoda luz, remexeu-se na cama e fechou o rosto, o colchão era macio demais para ser o seu, remexeu-se um pouco mais e pode sentir seu corpo bater contra outro que estava muito próximo e emanava calor. Suspirou, sentindo o odor de suor, sexo e amor que ainda estava no quarto recordando-a perfeitamente da noite anterior, sorriu abrindo os olhos e, apesar de parecer impossível, seu sorriso alargou-se ainda mais ao encontrar duas safiras a encarando amorosamente.
– Então foi tudo verdade? — perguntou a ele.
O loiro sorriu, sabia que se ela pensava mesmo que tudo aquilo fora um sonho, era algo bom, afinal para ele, sonhos eram uma maneira que o ser humano tinha de atingir o inalcançável no mundo real. Tocou a face delicadamente branca com os dedos, acariciando sua pele.
– Sim, minha Hime. — respondeu ele. — É verdade. — ela sorriu.
– Então vamos mesmo nos casar? — sentia as bochechas queimarem diante aquela pergunta, Hinata se sentia uma adolescente de novo, cheia de expectativas e sonhos com o amor.
– Sim. — o loiro lhe beijou a testa sorrindo, lembrava-se de tantas coisas ao vê-la corada em frente a ele. — O mais breve possível. — disse ele, vendo-a assentir, não existiam motivos para que eles ficassem ainda mais tempo separados. — E agora que tal um café da manhã, bem gostoso?
– Vai cozinhar para nós? — ela se espantou, seu Naruto-kun só sabia fazer ramen, seu prato favorito, mas que não seria um exemplo de bom café da manhã. Ele riu. Fazia tempo que não pisava numa cozinha para fazer algo ele mesmo, até porque só fazia ramen que comia só uma vez na semana. Vestiu a boxer anteriormente jogada no chão e lentamente caminhou ao guarda roupa surpreendendo a Hyuuga por tirar um short de pano molhe, como pijama, da cor cinza. — Jurava que você só usava roupa social. — ele riu, jogando uma blusa sua para a morena que se levantava da cama.
– Só no trabalho. — ele respondeu, ia na direção da porta. Ela sabia que era pra segui-lo, vestiu a blusa que era um vestido para si e achou a calcinha jogada sobre o chão do quarto,vestindo-a antes de acompanha-lo. Quando atravessou a porta surpreendeu-se ao sentir o braço do loiro aperta-lhe a cintura, ele a esperava. O loiro a apertou contra seu corpo, sentindo a pele feminina arrepiar-se, gostava de estar tão próximo a ela. — Iruka. — chamou caminhando sem deixa-la, nem por momento, se afastar dele.
– Quem é Iruka? — ela perguntou, não fazia ideia de quem o loiro chamava.
– Iruka. — chamou mais uma vez arrastando-a pelo enorme apartamento. Ela acreditava que tivessem indo a cozinha, mas não sabia, nunca tinha ido até ali e ontem não reparara em nada que não fosse nele.
– Naruto. — comprimentou um senhor quando eles chegaram ao cômodo desejado. Ele estava atrás do balcão parecia separar algumas ervas de temperar, mas ambos não sabiam muito sobre cozinhar para poder afirmar. — Bom dia. — disse para os dois, não conhecia a morena, mas conhecia o suficiente de seu amigo e patrão para saber que ela era importante pelo sorriso em seu rosto.
– Bom dia Iruka. — disse Naruto. — Essa é Hyuuga Hinata. — a morena sorriu tímida, as bochechas ganharam um tom avermelhado. — Hina esse é o Iruka meu amigo e quem cuida da casa, ele cuida de mim desde que me mudei pra casa do meu padrinho. — explicou vendo o sorriso da Hyuuga abrir ainda mais. Iruka era a Kurenai de Naruto. Sorriu.
– É um prazer conhecê-lo. — disse educadamente.
– O prazer é meu senhorita. — ele lhe sorria ternamente, estava feliz, o Uzumaki nunca o apresentara uma mulher, parecia gostar mesmo da pequena e ela lhe parecia encantadora.
– Pode preparar um café da manhã para nós dois? — perguntou Naruto, vendo o mais velho assentir. — Vamos esperar na sala de jantar. — falou enquanto saia carregando consigo a Hyuuga. Ela ficava cada vez mais surpresa, como um apartamento podia ser tão grande? Olhava para todos os comodos, todos perfeitamente posicionados, era tudo lindo.
Naruto atravessou a porta que levava a copa, um pequeno bar era visto e uma mesa para quando — raramente- ele tinha convidados. Sentou-se na cadeira da ponta e esperou a Hyuuga sentar-se ao seu lado, mas isso não aconteceu. Ela atravessou as pernas em seu corpo, sentando-se em seu colo virada para ele. O loiro se surpreendeu com a atitude, mas aprovou. Apertou-a contra seu corpo beijando-a, um beijo intenso, avassalador. Tomavam os lábios um do outro com ânsia, exploravam e desejavam conhecer mais da boca do outro. Afastaram-se relutantes, respirando fundo. Naruto a olhava sorrindo e ela gostava de ver aquele sorriso jovial e sincero eu seu rosto, desde que se reencontraram não o vira.
– Eu amo esse seu sorriso. — ela disse, encostando o rosto no peito másculo.
– Devia amar mesmo, só você é capaz de colocá-lo no meu rosto. — sorrindo vendo-a corar.
– Ainda parece um sonho. — disse inalando seu cheiro particular.
– Por quê? — ele lhe acariciou o rosto.
– Eu nunca esperei te encontrar de novo, me descobrir ainda apaixonada por você e me ver enganada. — ela o olhou, os olhos brilhavam com lagrimas acumaladas neles. — Eu passei anos acreditando que você não me amava, que tinha me largado porque havia cansado de mim, fico feliz de ter errado nisso.
– Eu te amo, Hina. E você foi a primeira e única mulher pra quem eu disse isso.
– E-eu acredito. — ela disse, mesmo com as lagrimas presentes não podia deixar de sorrir. — E eu nunca me imaginei casando depois que entrei pra essa profissão, nunca achei que nenhum homem fosse me aceitar depois disso. — ele riu.
– Por muito tempo eu também não via uma forma de aceitar. — disse. — Hina meu padrinho me falou de você e eu sei que isso significa que ele já te teve na cama. — ela abaixou os olhos, corada.
– J-Jiraya-sama.. — ela sussurrou.
– Então você sabe que ele é meu padrinho? — ela assentiu. — E ele era seu cliente, não era? — ela assentiu novamente, pela primeira vez se sentia envergonhada pela sua profissão, na época, não imaginava que ele fosse padrinho do homem que sempre amou. — Não foi fácil saber isso e, menos ainda, aceitar. Mas cheguei a conclusão de que não importa seu passado, não importa quantos homens já te tiveram, eu tive muitas mulheres, também, mas nenhuma como você. — acaricicou a bochecha avermelhada. — Nenhuma jamais será como você, porque nenhuma tem o meu amor.
– Eu te amo Naruto-kun. — ela chorava diante a declaração dele, demorara tantos anos para poder tê-lo de volta. Ele a abraçou forte contra seu peito, ela sorriu pela primeira vez em anos se sentia completa e verdadeiramente feliz.
– Senhor. — pigarreou Iruka chamando atenção deles, que olharam imediatamente. — O café. — estendeu a bandeja para mesa.
– Obrigado Iruka. — disse Naruto vendo-o sair e ajeitou a Hyuuga em seu colo para que comecesse consigo. A cada minuto que passavam juntos ele via mais coisas que provavam que ela era a mesma pessoa de antes e isso o fazia amá-la ainda mais, se é que isso era possível.
...
– Eu posso pegar um táxi Naruto-kun. — ela disse, mas viu o olhar feio direcionado a si.
– Eu já falei que vou te levar em casa. — disse. — Entra logo no carro.
– Só não queria que perdesse trabalho. — disse entrando no carro. Puxou os cabelos para trás prendendo-os. — Tem certeza que não vai se atrasar se me levar em casa?
– Olha minha roupa Hina. — ela olhou a bermuda e a camisa de botões, os óculos escuros no rosto e os cabelos desgrenhados. — Eu não vou trabalhar hoje, passarei o dia com você.
– Mesmo Naruto-kun?
– Sim, mas antes de irmos fazer algo acho que você tem que trocar de roupa. — disse ele. Ela assentiu, usava o vestido da noite anterior. Surpreendia-se com a rapidez que chegou a sua casa, o loiro dirigia como um louco.
Ele estacionou numa rua próxima, caminhou ao lado dela para seu apartamento, a Hyuuga estava contente que passaria o dia com o Uzumaki, o levaria para o orfanato consigo, adoraria apresentar as crianças que alegravam seu dia a ele. Revirou a pequena bolsa carteira e achou a chave para a porta, mas quando a colocou viu que não precisava estava destrancada, sorriu, ah sim, Kurenai-chan já estava lá. Acertara em dizer que no dia seguinte a apresentaria ao seu noivo. Entrou juntamente com o loiro sendo recebida com latidos e pulos do seu companheiro.
– Hinata-chan? — a mais velha vinha do quarto, o estava arrumando, mas se assustou ao ouvir latidos, seria Hinata ou algum desconhecido? — Oh, é você mesma! Que susto. — disse aliviada. — Bom dia Hinata-chan. — quando se aproximou mais pode ver um loiro junto com sua pequena, sabia que o conhecia de algum lugar.
– Bom dia Kurenai-chan! — disse sorrindente. — Desculpe assustá-la. Naruto-kun essa é Kurenai, é como uma mãe para mim e Kurenai esse é meu noivo Uzumaki Naruto. — os olhos vermelhos da morena se arregalaram, oh sim, ela conhecia ele, dos jornais, era o governador.
– Governador N-Naruto? — ela estava claramente surpresa. Ele sorriu assentindo.
– Eu mesmo. — estendeu a mão para ela. — É um prazer conhecê-la.
– O prazer é meu Senhor. — ela nunca imaginara conhecer alguém tao importante.
– Me chame de Naruto, sim? — pediu vendo-a assentir.
– Eu disse que ia apresentá-lo hoje. — disse a Hyuuga.
– Nunca me falou que conhecia o governador. — ela riu.
– Gomenasai. — sentiu os braços da mais velha a envolverem e suspirou aproveitando aquele momento.
– Faça minha menina feliz, sim? — pediu. Naruto assentiu prontamente.
– Se ele não fizer poderá bater nele, não vai parar de trabalhar pra mim. — disse sincera vendo-a sorrir e o Uzumaki assentir, ele podia ver que ela era como Iruka para ele, não o deixaria ir e nem a Hyuuga ela. — Conversem, sim? — falou. — Vou tomar um banho e já venho. — foi para o quarto seguida por Akamaru. Sinceramente ela não olhou para a roupa que pegou, qualquer uma estava boa e foi para o banheiro.
O loiro e Kurenai conversavam, ela contara sobre o pedido para entrar na igreja com a Hyuuga, achava que ele sabia e ficou bem envergonhada ao ver que não, mas o pedido foi prontamente atendido, entraria com ela e Hinata com Jiraya que ele era o mais próximo que tinha de um pai. Estava feliz, pensava que se dependesse dele casavam na semana seguinte, mas sabia que não seria tão simples, pediria ajuda a Sakura e Ino para arranjar um bom cerimonialista, que cuidasse de tudo, e, claro, um jantar com todos os amigos para falar do casamento, conversaria isso com Hinata, queria que todos soubessem e isso podia ser o quanto antes.
– Estou pronta. — voltou, aos olhos do loiro ela estava formidável, o short tão jovial com a blusa rosa clara, os óculos escuros que combinavam com os dele, sorriu.
– O que faremos agora? — perguntou, passaria o dia com ela fazendo o que ela gostava de fazer, mas, também, não importava se ficassem ali o dia todo, o que importava era que estivessem juntos.
– Eu queria ir no orfanato, visitar as crianças. — disse ela.
– Então vamos, foi um prazer conhecê-la, Kurenai-chan! — disse ele sendo tratado carinhosamente pela mais velha antes de sair.
– Eu quero comprar alguns presentes pra levar. — ela disse, vendo-o sorrir. Ele leu isso no relatório de Temari, mas era ainda mais bonito ver pessoalmente a forma carinhosa como ela falava das crianças. Eles passavam pelo centro, podiam ver várias lojas de brinquedos e os olhos da Hyuuga brilhavam. Estacionou para que ela pudesse escolher onde ir. — Você vai me ajudar a escolher Naruto-kun, vamos. — ele sorria ela, também. Qualquer um que os visse diria que era impossível aqueles dois pararem de rir e, também, que era impossível existir casal mais feliz que eles.
...
Ino se vestia rapidamente, perdera aula no dia anterior, pois não saira do quarto com Gaara e se não quisesse perder hoje também era melhor ir embora antes que ele acordasse. Estava escuro e o sutiã de fechar nas costas tornara-se um grande inimigo, ela não conseguia fechá-lo.
– Aonde pensa que vai? — antes de ouvir a voz sentiu mãos quentes lhe segurarem o sutiã impedindo-a de colocá-lo.
– Eu tenho mesmo que ir Gaara. — disse. — Faz duas noites que estou aqui, perdi aula, minha mãe vai querer me matar quando descobrir que eu não sumi.
– Então ligue pra ela e avise que está aqui e inteira. — ele a apertou contra seu corpo nu e mordeu o lóbulo. A loira se arrepiou e estremeceu, se apaixonara pela única pessoa com mais tesão que ela, nem por um momento eles saíram do quarto no dia anterior e ao acordar ela já podia sentir sua excitação latente. — Vamos loirinha! — disse provocando-a. — Eu te quis por anos, acha mesmo que só um dia iria me satisfazer?
– Foi um dia inteiro Gaara-kun. — agora fora a vez dele de estremecer. Tendo-a o chamando dessa forma era um prazer pessoal, apertou mais os corpos e lhe beijou o pescoço.
– Ligue logo antes que eu te jogue na cama. — ela sorriu, não podia negar que queria tanto quanto ele. Pegou o celular na bolsa e mandou uma mensagem para sua mãe, ligação demoraria muito e queria o ruivo, como queria. Virou-se em sua direção e com um pulo e o auxilio dele prendeu as pernas em sua cintura. A calcinha pequena fora rasgada em sua pele alva e quando suas costas bateram contra a parede do quarto foi penetrada, de uma só vez, com estocadas selvagens, como ambos preferiam.
...
– É esse orfanato que você visita? — perguntou ele, surpreso.
– Hai. — ela respondeu entrando carregando a menor parte de sacolas com os presentes. — Você vai adorar as crianças. — Asuma liberou a porta para eles. Naruto sorria, conhecia bem aquele lugar, também o visitava e fora pra lá que lutou tanto para conseguir a reforma, e por que especificamente ali? Porque criara uma boa relação com as crianças, na verdade, se apegara muito a elas, principalmente Konohamaru.
– Eles estão no pátio, mas logo vão para a aula. — informou o zelador. Hinata andava rápido ainda não havia visto nenhum.
– Naruto-sensei. — a voz viera do som oposto do que caminhavam e ambos conheciam. Hinata olhou para Naruto surpresa, ele só sorria debochado. — O que faz aqui? — perguntou o menino chegando até eles. — Hinata-chan, você veio também, que coincidência virem juntos. — Naruto levou a mão testa frustrado.
– Não seja burro Konohamaru. — ele acertou a testa do menino com leve peteleco. — Nós viemos juntos.
– Desculpa sensei, não sabia que se conheciam. — respondeu rapidamente, vendo Naruto sorrir.
– Eu também não sabia que se conheciam. — disse Hinata. — E por que raios você o chama de sensei? — Naruto riu.
– Porque um dia eu quero ser governador, exatamente, como Naruto-sensei. — disse serio com o braço estendido, como se fizesse um juramento.
– Eu sou demais. — Naruto riu exibido e a Hyuuga revirou os olhos, não era a toa que esse menino lhe lembrava tanto o amado.
– Cadê os outros Konohamaru? — perguntei a morena após lhe beijar a testa e dizer que ele ainda seria um governador melhor que o Uzumaki.
– Já foram pra aula e eu tenho que ir também. — ele ria sem graça.
– Entregue a eles, sim? — ela disse lhe entregando as sacolas. — Eu volto pra vê-los.
– Eu volto também. — disse o loiro sacudindo o cabelo do menor com carinho. Dava pra ver que eles se gostavam muito, isso deixava a morena admirada.
Saíram do local, deixariam o pequeno estudar afinal se ele queria mesmo ser governador teria que estudar muito para que isso acontecesse. Caminhavam pela rua, as mãos dadas, ela sorria abobalhada sentindo os dedos bronzeados atravessarem os seus. Era a primeira vez que eles andavam daquela forma, como um verdadeiro casal.
– Como o conhece? — perguntou não contendo a curiosidade.
– Eu vim pra essa cidade órfão Hina. — disse ele. — E queria saber como seria minha vida se não fosse por Jiraya, então sempre visitei orfanatos, ajudando da maneira que podia. Quando entrei pra política eu conheci esse, por ser pra crianças mais velhas ele sempre foi meio abandonado. — ela triste perceber que as crianças mais velhas no sistema além de menos chance de adoção, eram deixadas de lado com relação a infraestrutura também. — Mas eu consigo aprovar uma reforma pra cá, demorou, mas eu consegui. E você como conheceu o lugar?
– Queria poder ter contato com crianças, eu as adoro e saber que talvez eu nunca consiga engravidar de novo, eles foram meu escape, sabe? Pra ter crianças em minha vida. O marido de Kurenai é o zelador e ela me falou daqui, amo essas crianças e se não fosse a vida que eu levava já bateria adotado, há algum tempo. — ele sabia que a dor da perca do filho ainda era forte, podia ver em seus olhos.
– Vamos almoçar Hina? — perguntou, mudando o assunto delicado. Ele apontava para um pequeno restaurante do outro lado da rua. Ela apenas assentiu. Entraram no restaurante de mãos dadas e algumas pessoas viraram para olha-los, conheciam Naruto. Quem não conhecia? Um garçom apareceu mais rápido que o comum e os guiou a uma mesa espaçaso, se desculpando por não poder oferecer nada mais chique, a altura do governador. Pediram uma jarra de suco natural antes de decidirem o que comeriam. O silêncio se estabelecia, anteriormente Hinata percebera a mudança de assunto e esperava que ele começasse um novo, mas como não o fez, talvez não quisesse conversar. — Hina! — Naruto chamou saindo de seus pensamentos, ela o olhou. — Por que não adotamos? — a morena sentiu seus olhos se arregalarrem, fora pega de surpresa com aquela pergunta. — Dá pra ver no seu rosto que você quer isso e agora não leva mais aquela vida, então por que não?
– Está falando serio Naruto-kun? — ela não podia acreditar, realmente, não havia pensado que agora levaria uma vida normal, podia finalmente adotar uma das crianças que tanto amava.
– Sim. — respondeu. — Podíamos adotar Konohamaru, o que acha? — ela sorria, os olhos brilhavam. — Eu adoro aquele garoto e pude perceber que você também.
– Sim Naruto-kun, eu o adoro! — disse. — Ele sempre me lembrou você! Está mesmo falando serio? — perguntou novamente.
– Sim. — ele confirmou. Adoraria ter um filho com a Hyuuga fosse de sangue ou não seri filho deles. — Eu prometo agilizar tudo juntamente com nosso casamento. — ela sorriu, tinha ficado ainda mais feliz agora. Teria uma familia completa.
...
Manhã do dia seguinte...
Shion encontrava-se, totalmente, desolada. Há tempos tentava falar com seu Uzumaki, mas ele não a atendia, no inicio, e depois seu celular nem sequer chamava. Ele estaria a evitando? Não, ele não faria isso, não com ela. Mas como poderia pensar diferente se a ultima vez que se falaram e viram foi no jantar dos Uchihas. Já até arrumara o endereço de um detetive particular para investigar o loiro, se ele estivesse com outra, ahh ela nunca admitiria. Ele era seu e só.
Parou de andar e respirou fundo olhando as ruas, pra onde ia mesmo? Nem sequer lembrava. Ah sim, ela tinha que seguir em frente para chegar ao prédio do seu pai, como pudera esquecer era só ir em direção a pequena banca de jornal. Voltou a caminhar entre as pessoas que passavam por si agitadas, Tokio era uma cidade tão agitada sempre, sorriu, menos pra ela, que só fazia o que queria e quando queria.
Quando chegou em frente a banca o corpo parou num rompansse, uma ruiva que passava deu de frente com a loira, não esperava que ela fosse parar, mas ela não esperava a noticia que via.
" Governador e sua nova namorada, reconhecida como Hyuuga Hinata, são fotografados em um restaurante classe média. "
Hyuuga Hinata? Não sabia se o nome era conhecido ou não. Se aproximou do jornal e sentiu o rosto esquentar tomado por uma fúria sem tamanho quando reconheceu a mulher da foto. Era a oferecida do jantar Uchiha. Não, aquilo era uma brincadeira de mau gosto, só podia ser. A cada minuto seu rosto ficava mais quente, sua raiva só aumentava, Naruto a queria pregar uma peça e de muito mau gosto. Eles almoçam nos melhores restaurantes da cidade, comiam e bebiam do bom e do melhor e ele a levara para um restaurante furreca qualquer. Puxou o jornal pendurado e jogou um dinheiro em cima da banca, precisava tirar aquilo a limpo, andava com passos pesados s irritadiços com o jornal na mão e o celular na outra discando o numero do loiro, mas como vinha sendo durante um tempo nem sequer chamou. Bufou irritada, se ele achava que ia fugir dela estava enganado. Seu pai tinha o numero de escritório dele e, com isso, ela também. Discou o número do escritorio ouvindo-o chamar, Naruto lhe devia uma explicação.
...
Naruto estava em sua mesa, acabara de trocar-se no banheiro do escritório, havia dormido na casa da Hyuuga e, por sorte, tinha um terno na lavanderia que pediu para Anko pegar no caminho. Tinha em suas mãos o jornal do dia de hoje e na primeira página ele e Hinata em seu simplório almoço na tarde de ontem. Tudo que ele fazia virava noticia afinal, mas se perguntava qual era o problema de estar almoçando em um lugar classe media? A comida estava melhor do que muito lugar chique que frequentara.
Bufou, repórteres incheridos. Mas não importava queria logo que todos soubessem mesmo. Sorriu abertamente ao ver a Hyuuga aparecer em sua porta.
– Bom dia Naruto-kun! — ele lhe sorriu, ela parecia confusa. — Por que me deixaram entrar sem nem mesmo lhe avisarem?
– Não viu o jornal ainda, não é? — ela mordeu os labios e negou. Saira de casa antes mesmo do loiro acordar e não parara o dia todo até, juntamente de Temari, achar o que Naruto pediu na noite anterior. — Sente-se! — ela obedeceu e ele lhe estendeu o jornal em sua mão. Sorriu vendo os olhos perolados se arregalarem, surpresos.
– Nós estamos na primeira página? — seus olhos piscavam sem parar, não acreditava naquilo, como tiraram fotos deles naquele restaurante? Por Kami, como a mídia conseguia ser rápida. — Por isso me deixaram entrar, não é? — els assentiu.
– Quem barraria minha namorada? — eles riram juntos se aproximando para selarem os lábios, mas o toque alto do telefone do escritório os atrapalhou. Que estranho, quem ligaria direto para sua sala sem sequer passar por Anko? Só seus superiores e alguns amigos empresarios e patrocinadores tinham aquele número. — Alô? — perguntou já na linha. Hinata o olhava curiosa, quem seria? Ahh, na verdade, a ela não importava só queria contar o que a levava até ali.
– Você está querendo me pregar uma peça? — gritou a loira.
– Do que está falando Shion? — perguntou o loiro, sério. — E como conseguiu esse numero? — Hinata passou prestar atenção nele, ela aquela loira metida.
– O governador e sua namorada? — disse ela ainda furiosa. — Isso é brincadeira! Só pode ser!
– A única brincadeira é a parte sobre ela ser minha namorada. — disse sério. — Hinata é minha noiva, nós vamos nos casar.
– Não vão não! — gritou ainda mais furiosa. — Você é meu Naruto! — ele gargalhou.
– Eu nunca fui e nunca serei seu, Shion. — respondeu. — Te mando o convite do meu casamento e não me ligue mais! — desligou na cara dela.
Quem ele pensava que era? Ahh não casaria mesmo, descobriria o quer que aquela vadia tivesse de ruim, acabaria com essa palhaçada. Se não ficasse com ela, ficaria sozinho!
Hinata o olhava, não sabia se estava curiosa para entender bem a conversa ou se estava enciumada, não gostava daquela mulher.
– Ciúmes? — perguntou ele.
– Só não gosto dela. — respondeu cínica.
– Ela queria que eu disse que era uma brincadeira do jornal, mas como viu eu disse que é verdade. — ele ria. — Ela está furiosa.
– Fique longe dela! — disse a Hyuuga o fazendo sorrir, ela era ciumenta ainda, pelo jeito. — Então, Temari me ajudou! Eu achei o número do cerimonialista e liguei pra ele. — os olhos dela brilhavam então ele sabia que a noticia que viria era boa. — Além de me ajudar com o vestido, escolher a decoração, lugar, filmagem e tudo mais! Ele já achou uma data na principal igreja católica de Tokio pra daqui a 4 meses.
– 4 meses, Hina? — perguntou. — Está tão longe.
– Naruto-kun, as pessoas esperam anos, ele só conseguiu essa vaga porque é o casamento do governador. — ela riu.
– Já usando meu titulo pra conseguir as coisas, mocinha? — ela assentiu.
– Vou fazer isso sempre! — disse. — Mês que vem os convites já estariam prontos, mas ai já teremos que ter a lista de convidados e de padrinhos. — ele semicerrou os olhos, aquilo parecia ser complicado.
– Sabe o que podíamos fazer? — perguntou, ela o olhou confusa. Havia se matado pra achar o telefone daquele homem tão milagroso, o que mais ele queria? — Marcar um jantar com nossos amigos e que serão nossos padrinhos, que tal?
– Claro Naruto-kun! — ela estava radiante. — Aonde? Eu não conheço muitos lugares além dos que eu ia com os clientes. — ela disse.
– Eu sei um lugar. — disse. — Vai ser bom para reunir todos lá.
– Onde Naruto-kun?
– Bar do Ichiraku. — ele sorriu.
...
Domingo (1 dia depois...)
Todos se arrumavam, os meninos surpresos por ele ter escolhido justamente aquele lugar e as meninas curiosas, por que nunca tinham ido até lá? Hinata se sentia bem. Era a primeira vez em anos que saia a noite para curtir e sem ter que usar um vestido chique e parecer atraente, estaria com amigos e com seu noivo. A calça jeans preta e a blusa azul com detalhes em dourados a agradava e mais ainda o loiro, ele podia ver o contorno de seus seios, perfeitamente.
– Você está linda! — disse ele.
– Você também Naruto-kun. — ele ficava diferente com roupas casuais, a calça jeans e a camisa de polo lhe caiam bem. E davam vontade de toca-lo só pra contornar seus músculos. — Vamos?
– Sim, meu amor. — eles saíram juntos, Hinata amava que ele dirigisse assim não precisava de táxi. Encontraria as amigas e conheceria oficial os amigos do loiro, estava empolgada e feliz. O bar era rústico e convidativo, eles estacionaram e entraram.
– Boa noite Naruto. — disse Teuchi, ele sabia que o loiro viria quando viu Sasuke, Gaara e Shikamaru.
– Boa noite! — ele sorria. — Hinata esse é Teuchi, meu conselheiro. — eles riram. — E essa é Hinata, minha noiva.
– Prazer querida. Seja bem-vinda! — ela apertou sua mão e eles caminharam para a mesa barulhenta ao fundo.
Hinata se surpreendeu ela reconhecia da mesa Ino, Tenten, Neji, Temari, Sakura, Sasuke, Jiraya, Kakashi, Shikamaru, ele era namorado de Temari e Gaara era seu irmão, mas só lembrava deles por causa da festa Uchiha.
Naruto estava feliz de ver todos ali, seu padrinho, seus amigos e amigas de infância, e sua amada. Eles sentaram um do lado do outro. Iruka estava lá, mas via que Kurenai havia faltado.
– Por que Kurenai não veio?
– Ela tem uma filha nova ai não pode sair a noite. — respondeu.
– Chegou os pombinhos! — gritou Ino, eacadalosa como sempre.
– Pombinhos? — perguntou Jiraya confuso.
– Sim Jiraya, estamos aqui pra falar do nosso casamento.
– Vai casar com Lua? — ele perguntou rindo, Naruto só assentiu. — Finalmente entendeu o que o coroa aqui sempre disse, as profissionais são muito melhores. — Hinata riu. O grisalho levou bem melhor do que ela esperava. Todos na mesa riram, menos Sakura, ela não queria estar ali, fora em consideração a Naruto. Mas logo iria embora e levaria Sasuke consigo.
– Mas diz ai Gaara como é finalmente ter conseguido a Ino? — perguntou Sasuke provocando o ruivo, que corou.
– Demorou, mas caiu a ficha né? — Naruto gargalhou. Hinata só observava, gostava de sentir o clima descontraido e ver as brincadeiras, conheceu muitos deles ali e já os tinha adorado, Neji parecia os conhecer a vida toda, mesmo sendo tao quieto o álcool já fizera efeito. Mas qualquer um na mesa podia sentir o clima tenso que vinha de Sakura, que ficou ainda mais claro quando ela se levantou indo embora junto com um Sasuke relutante.
– Oh, não esquece daquela reunião com as empresas patrocinadoras de sua campanha. — disse Kakashi quando foi embora. — E quando tiver que provar roupa é só avisar. — ele apertou a mão de Naruto e pegou a mão de Hinata a beijando. — Foi um prazer conhecê-la! — ela sorriu, gostava de ver que todos ali a tratavam como se a tivesse conhecendo naquele dia. Seu passado estava enterrado.
Eles voltavam pra casa juntos, Kakashi foi um dos últimos a ir embora, só Jiraya que ficara lá, já estava completamente bêbado. Naruto estava um pouco alcoolizado também e, por isso, ela dirigia. Eles iam para a casa dele. Entraram no apartamento e ele a agarrou pressionando contra a parede. O coração dela batia acelerado, podia sentir o calor dele e seu hálito que mesmo com cheiro de bebida lhe era atrativo. Circulou o pescoço dele com os braços e o beijou ousada e desejosamente. Ele a empurrara para a cama enquanto puxava sua roupa arrancando-a, a queria e o quanto antes.
– Que jantar é esse de empresas Naruto-kun? — perguntou com um gemido quando fora jogada contra a cama e sentiu o corpo masculino sobre o dela.
– É no sábado que vem. — ele lhe mordeu os lábios puxando e sugando. — Você vai comigo, como futura senhora Uzumaki.
– Eu vou adorar! — ela disse, como um gemido, sentindo seus seios invadidos por suas mãos e sua perna roçar contra sua intimidade.
...
Não demorou muito tempo era o que pensava Shion, se Naruto pensava mesmo que ia ficar tudo assim, bem pra ele e para aquela piranha, estava errado. O detetive que iria vigiar Naruto para ela? Então, ele fora contratado assim mesmo, para investigar a Hyuuga. E o envelope que chegara em sua casa, tarde da noite, era o que precisava pra destruir aquela felicidade falsa dos dois. Com ânsia ela rasgou o envelope, precisava saber o que iria encontrar. Sentia que a tal de Hinata tinha um passado podre. Arregalou os olhos quando começou a ler o papel, então o passado dela era pior do que imaginava. Pegou o celular e ligou para seu 'amigo' jornalista, ele adoraria essa matéria. O que tinha se não tinha prova? E se aquilo, como dizia o próprio papel, não podia ser provado? Não me importa, seria furo de reportagem, ele iria querer!
– Shion? — chamou do outro lado da linha.
– Sou eu, Genma! — disse sedutora. — Eu tenho uma matéria, sobre a namorada do governador, não tenho provas, mas você pode publicar pra mim?
– O que eu não faço por você, loirinha?
...
Quinta-feira (4 dias depois...)
A Hyuuga rolou na cama e esperou esbarrar no corpo de Naruto, mas não tinha mais ninguém. Era tão tarde assim que ele já fora trabalhar? Caramba, estava levando uma vida muito preguiçosa, mas sabia que hoje tinha curso. Levantaria logo, mas agora iria dormir um pouco mais.
– Hinata-chan! — ouviu um grito, desesperado e a porta de sua casa bater. Era Kurenai, dei um pulo da cama que até Akamaru se assustou.
– Estou aqui Kurenai-chan! — abriu a porta do quarto preocupada.
– Oh, querida. — seu olhar era compaixão? E aquilo na sua mão era o jornal? O que estava acontecendo? A Hyuuga puxou o jornal da mão da mais velha que a deixou pegar. Os olhos perolados se encheram arregalaram, cheios de lágrimas. Aquilo não podia ser real.
"A Meretriz e o Governador"
"Governador de Tokio anuncia noivado com uma prostituta de luxo."
Era a matéria que estava no jornal, estampado em letras grandes e negras, na primeira capa.
Continua...
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