Notas iniciais
Olá gente! Tudo bem com vocês? Bom, peço que, por favor, leiam as notas finais ok? Obrigada, desde já. Bom, agora ao capítulo! Espero que gostem :3 Boa Leitura!

Temari estava decidida, não passaria de hoje, conversaria com a Hyuuga, teria toda a verdade. Assistiu a aula toda, mas não ouviu uma só palavra que o professor disse, quando ele liberou os alunos. Ela andou atrás da Hyuuga que perguntava sem parar o que ela queria conversar, quando saíram do curso Hinata senti seu braço ser seguro firmemente.

– O que está faze...- antes que pudesse terminar Temari a interrompeu.

– Hina, por que você é prostituta? E qual sua relação com Naruto Uzumaki? – a morena gelou, como a amiga sabia disso.

– Tema. – Hinata não conseguia esconder que não sabia o que falar, não tinha idéia de como a loira sabia disso, talvez, ela só desconfiasse. – D-do que você está falando? — sua boca estava seca.

– Por favor, Hina, não tente negar. – a loira disse seria. – Eu já sei, só quero entender, por quê? – a morena piscou os olhos, os sentindo ficar úmidos, temia que agora todos em ciclo de amigos soubessem e ela perdesse todos os amigos que conquistara.

– A-aqui não é lugar pra conversar isso. – disse vencida, contaria tudo para a loira e só podia esperar que ela entendesse. – Vamos para minha casa? – a loira assentiu e caminhou até seu carro, seguida pela Hyuuga. O curso não era longe do prédio da Hyuuga, então logo elas chegaram. Entraram e subiram em completo silencio, tantas teorias passando pela cabeça da loira, sua amiga era tão dócil, tão gentil. A morena abriu a porta. — Entre. – ela disse receptiva. A loira entrou e se deparou com uma bolinha peluda linda em seus pés. Abaixou para fazer carinho enquanto a morena ia para cozinha colocar um pouco mais de ração, pois o cachorrinho crescia e seu consumo, também. Temari levantou e olhou para a morena, esperando dela uma resposta. Hinata respirou fundo. – Como você descobriu?

– Eu sou detetive particular junto com meu namorado, o que você conheceu na festa dos Uchiha, lembra? – Hinata assentiu. – E Shika costuma trabalhar muito pro governador que é nosso amigo. E ele nos contratou pra investigar você. – os olhos da morena se arregalaram, quem Naruto pensava que era? – Ele não queria saber nada da sua profissão, nem como chegou a sim, antes que pense que te perguntei por causa disso, ele pediu para investigarmos o que você fazia durante o dia, com quem saia, os olhos que freqüenta, essas coisas. – então Naruto a estava investigando pra saber se ela tinha mesmo mudado ou não. – Só que quando eu descobri Hina, eu não consegui entender, você é tão boa, como foi parar nessa profissão? E por que Naruto quer saber sobre sua vida particular?

– Bem, eu vou começar pela minha história com o Naruto. – a loira a olhou confusa, como assim história com Naruto? — Há muitos anos eu e o Naruto éramos namorados. – os olhos da loira se arregalaram e ela ficou atenta para ouvir cada detalhe. – Eu o amava muito e achava que ele me amava, também. – a Hyuuga controlava o choro. – Mas meu Otou-san não aceitava que ficássemos juntos, então aos 16 anos ele disse que fugiríamos juntos, eu e ele, seus pais sabiam e estavam nos apoiando, bem sua mãe estava, nós viríamos juntos para Tokio, e aos 18 nos casaríamos, então eu juntei minhas coisas para ir com Naruto aonde ele fosse, e ao ver isso meu pai me pôs para fora. – a loira ouvia de olhos arregalados. – Meu pai é um empresário famoso e sua empresa ia contra ao mandado de Namizake Minato, ele não podia permitir que sua filha mais velha casasse com o filho dele. Naquele dia eu ouvi que se fosse mesmo para ir, que fosse, mas que esquecesse de onde vim, pois não seria mais bem vinda na casa de meu pai, pois ele não me consideraria mais sua filha. – Temari não conseguia acreditar que a amiga sempre tão sorridente passara por tudo aquilo. – Mas eu tava confiante, sai da casa de meu pai, com minha mala, e quando cheguei a casa dele, ele tinha ido embora. E eu ouvi que ele nunca mais voltaria, anos mais tarde descobri que seus pais haviam falecido naquele dia e que ele foi morar com o padrinho, mas isso não mudou que eu fiquei na rua, sem ter pra onde ir, sozinha e com fome. Sabe como é passar fome Tema? – a loira negou. – Não queira saber, é horrível.

– Foi por isso que parou nessa profissão, né? – a morena assentiu. – E ele virou seu cliente? – ela assentiu de novo. – E você ainda o ama?

– Muito. – Hinata chorava. – Nunca amei outro homem, mas tudo que eu queria era que ele nunca tivesse voltado pra minha vida, você não tem idéia das coisas horríveis que tive que ouvir dele. – a loira foi até a cozinha para a abraçar. – E agora ele diz que me ama, mas eu não consigo acreditar Tema, tudo que eu queria era uma ligação, um aviso, alguma coisa que provasse que ele realmente me amava aquela época, mas ele simplesmente sumiu.

– Hina, se você não quiser eu não entrego o relatório para ele.

– Entregue. – a loira a olhou confusa. – Eu quero que ele engula as palavras dele sobre eu ter mudado, sobre ser uma pessoa baixa, então entregue. Deixe ele ver o quanto errou. E entregue hoje. – ela disse confiante. – Já passou da hora de eu ter uma conversa seria com o Uzumaki e fazê-lo sair da minha vida. – a loira assentiu.

– Hina... – Temari ainda tinha outra pergunta a fazer. – As meninas sabem? – a morena negou com a cabeça. – Não acha que devia contar? – ela negou de novo. – Não acha que seria pior elas descobrirem por outra pessoa? Porque assim como eu descobri outro pode e pode contar para elas. – a Hyuuga nunca tinha pensado nisso. – Talvez deva pensar em confiar nelas, mas se não quiser contar também, eu não falarei nada.

– Eu estou saindo Tema. – disse Hinata. – Já avisei a Tsunade, Naruto reservou meu tempo por um mês, e depois disso eu não trabalho mais. Mas, acho que está certa, eu vou contar, pras meninas, elas merecem me conhecer de verdade. – respondeu sorrindo, já passara da hora de ser sincera com as amigas e seria, mas a conversa com Naruto não passava de hoje.

– Eu vou ligar para Naruto, entregar o relatório a ele. – a morena assentiu. – Até mais tarde Hina. – ela saiu do apartamento. Nunca imaginara que a amiga passara por situações tão difíceis. Quando entrou no carro, ligou para Naruto.

– Fala Temari. – atendeu esperançoso, esperava o relatório sobre Hinata, ele precisava ter certeza que a morena não mudara, mas sentia que devia desculpas a ela por dizer que ela havia mudado, ele só queria ter certeza que a Hinata que amara e ama ainda era a mesma.

– Hoje as 19h, numa lanchonete perto de seu escritório. – ele apenas concordou e desligou o telefone. Olhou para o relógio e já passavam das 18h, na verdade, falta pouco para as 19h. Sorriu. Logo teria sua certeza e estaria com Hinata de novo, poderia lhe pedir desculpas por tudo que falou e poderia pedir para ela voltar a sua vida, não como profissional, mas como sua mulher. Abriu a gaveta de sua mesa e viu a caixinha azul que guardou durante anos o anel que ele sempre quis entregar a ela e hoje entregaria. Seu padrinho havia lhe contato que Hinata não trabalharia mais, depois que o mês reservado com ele acabasse e ele não podia correr o risco de não vê-la mais.

Voltou a ler o e-mail dos representantes de seu partido e quando acabou, para seu alivio eram 19h. Sorridente ele se levantou e saiu de seu escritório sem dar satisfações a ninguém. A lanchonete era na esquina de seu trabalho, então em passos rápidos logo ele estava lá, reconheceu logo os cabelos espetados da loira e foi até a mesa onde ela estava.

– Temari. – ele disse. E os olhos da loira voltaram-se em sua direção. – O que tem ai pra mim? – a loira estendeu o relatório amarelo na mesa e ele se sentou para pegar. E assim que estava com ele em mãos o abriu para ler.

– Vou deixar você lendo. – disse a loira se levantando. – Sabe onde depositar o pagamento.

– Obrigado Temari. – ele sorria e ela sorriu de volta antes de sair da lanchonete. O loiro se levantou ainda lendo o relatório em suas mãos, via com alegria que Hinata além de boa pessoa era caridosa e gentil com todos, bem como ele lembrava. Andava focado no relatório que não viu o moreno que vinha em sua direção até que tivessem trombado. – Desculp... Neji? – quando olhou para o rosto envolto numa cabeleira morena, não teve duvidas de que era Neji.

– Naruto. – disse sorrindo o Hyuuga, desde que chegara na cidade não vira o governador.

– Não sabia que estava na cidade. – disse o loiro.

– Vim a pouco, cuidar da filial da empresas Hyuuga aqui. – respondeu sorrindo orgulhoso. – Estou em intervalo, não agüento mais aqueles acionistas, quer beber algo? – o loiro assentiu. E seguiu com o moreno para a lanchonete que estava antes, ambos pedindo um whisky. – Fiquei contente em saber que tinha realizado seu sonho, de seguir a carreira de seu pai. – o Uzumaki sorriu orgulhoso.

– Eu prometi a ele que seria governador antes de sua morte e cumpri. – disse.

– Eu soube como foi o acidente. – disse o Hyuuga. – Foi quando o divulgaram que eu soube que Hinata não tinha saído da cidade com você. – como assim? Do que Neji falava?

– Como assim Neji? – perguntou. – Depois de um mês que divulgaram o acidente, como você ficou esse tempo sem noticias de sua prima?

– Você não sabe o que aconteceu aquela época Naruto? – o moreno deu uma golada do liquido quente de seu copo, mas o Uzumaki não ligava para bebida. O que ele ainda não sabia?

– O que aconteceu?

– Meu tio, Hiashi, expulsou Hinata de casa e a deserdou. – Naruto sentiu os olhos se arregalarem. – Quando ela falou que sairia para ficar com você, ele a disse que se saísse não era para voltar, nunca mais. E até divulgarem a morte de seus pais, eu achei que ela tivesse com você. – Naruto sentia seus olhos queimarem.

– Então ela ficou na rua? – perguntou, engolindo a seco. – Sozinha? – o moreno assentiu.

– Passei anos procurando por ela. – disse. – E a encontrei acidentalmente quando cheguei aqui.

– Neji, foi por isso? – o Hyuuga o olhou querendo saber do que ele falava. – Foi por isso que ela virou? Você sabe. – mordendo os lábios um tanto envergonhado ele assentiu, então o Uzumaki sabia da profissão da prima.

– Ela não tinha dinheiro, família. – explicou ele. – Foi o que a vida a ofereceu. – em uma piscada de olhos o Uzumaki sentiu lagrimas saindo deles.

– Foi minha culpa. – sussurrou para si mesmo. – Eu preciso ir embora. – colocou dinheiro sobre o balcão.

– Aonde você vai Naruto? – Neji conseguia ver o quanto o loiro estava perturbado. Mas Naruto nada respondeu antes de sair da lanchonete e chamar apressado por um taxi.

Então tudo aquilo fora sua culpa, aquela profissão pelo qual ele a xingara e a tratara tão mau, fora por culpa dele. Ele a deixou sozinha abandonada na rua, sozinha, e ela não teve outra escolha, sentia as lagrimas transbordarem por seus olhos, ela não merecia ouvir nenhuma palavra das que ele lhe falou, ele merecia ouvir. Ele tinha feito aquilo, sentia sua visão embaçada pelas lagrimas e com dificuldade reconheceu o prédio dela, batendo no ombro do motorista para que ele parasse.

Lhe entregou o dinheiro e saiu do carro. Por que a Hyuuga não jogara isso na cara antes? Por que não lhe disse que a culpa era dele? Ela ouvira tudo calada. Como não pensou nisso antes, Hinata nunca fora ligada em dinheiro e em vida boa. Sempre fora humilde, por isso seu pai brigada tanto com ela, pela falta de ambição da filha. Como pudera ser tão idiota Naruto. Passando pela recepção sem ser notado, subiu até seu andar e tocou a campainha, ele devia mais que desculpas para Hinata. Não fazia idéia do estrago que tinha feito na vida dela.

A Hyuuga preparava-se para ir para o banho, tinha que encontrar seu cliente, revirou os olhos, hoje ele ouviria tudo que ela tinha para falar. Tirou a camisa e entrou no banheiro, mas ouviu o som particular de campainha, quem seria? Ela não estava esperando ninguém. Recolocou a blusa e saiu do banheiro, caminhando lentamente até a porta.

– Quem será Akamaru? – perguntou ao cãozinho que sacudia o rabo e latia para a porta, ele sabia que tinha alguém ali. Ela abriu a porta e seus olhos se arregalaram. O Uzumaki estava em sua porta, ele chorava e sua expressão culpada e arrependida fazia o coração da Hyuuga apertar.

– Por que não falou que eu fiz isso com você? – ele disse com dificuldade com a voz pesada. Ele falava do que ela pensava? Como descobrira?

– Como você soube?

– Por que Hinata? Por que não me contou? – via as lagrimas escorrendo por seu rosto, e por esse motivo não contara, não queria ver o Uzumaki sofrendo por isso, ele lhe dissera coisas horríveis, mas ela o amava e seu coração doía cada minuto mais por vê-lo naquele estado. – Por favor, Hina, me perdoa. – sua voz falhava e a Hyuuga levou os braços para seu corpo, circulando-o em um abraço carinho e preocupado. Ele a apertou forte contra si. – Por favor. – repetia enquanto ela acarinhava seus cabelos, tentando acalmá-lo. – Por favor Hina diz que pode me perdoar. – as lagrimas dele molhavam sua camisa e ela chorava, não pelo seu passado, mas por vê-lo daquele jeito. Ela não conseguia suportar ver a culpa e a dor do arrependimento em seus olhos.

Continua...

Notas finais
E Então? Gostaram? Espero que sim e também espero comentários! Bom, agora vamos a um aviso importante! Eu tirarei um recesso de postagem! Bom problemas médicos e peço encarecidamente para que leiam isso: http://socialspirit.com.br/krols/jornal/uma-quase-licenca-medica-3262678 Por favor, não deixem de ler! Está tudo bem explicadinho! Para que entendam minha situação e saibam que apesar de demorar, eu não estarei abandonando nenhuma história! Kissus e até breve!