Seu Amor, Meu Tesouro

2 Capítulo 2 - Descobertas


Capítulo 2 — Descobertas

Onze horas da noite, ele rolava na cama que estava com um doce aroma nos lençóis. Lembrou-se da jovem, mas logo depois da conversa que teve com o empresário.

Levantou-se e caminhou até a mesa, onde se encontrava a pasta. Hesitou em abrir, mas mesmo assim o fez. Lá estava a ficha com nome, idade, estatura e outros dados.

Estava também fotos de quando criança até hoje. A o ver uma das fotos borradas que foi tirada recentemente, franziu o cenho, não podia acreditar. Esfrega os olhos, era a mesma pessoa. Era a menina de hoje, a menina a quem beijou.

Rapidamente saiu de sua casa. Corria pelas ruas a procura da garota. Pensou no parque Ueno, estava a quatro quarteirões deste, então pôs a correr. Sussurrava enquanto corria:

-Por favor, por favor, esteja lá. – Uma fina neve a qual denominamos “Konayuki” em japonês, deixou o escuro céu de Tókio e suas ruas com um branco puro.

Já estava ofegante quando chegou à entrada do parque Ueno. Dirigiu-se à ala onde a viu pela primeira vez.

Parou quando a viu sentada, escrevendo novamente. Sentiu um enorme alívio em seu coração, e cautelosamente andou até ela, tentando não fazer ruídos. Então disse:

-Oi, meu amor!

Ela se assusta e olha para ele.

-O que está fazendo aqui? Veio roubar o segundo?

-Não... Mas seria um desperdício! Você é tão bela... – Ela cora. – Mas não é por isso que vim aqui, senhorita Kagome Higurashi.

-Como sabe meu nome?

-É uma longa história. Será que poderia me acompanhar?

Ela aceitou, enquanto os dois andavam pelas ruas sob a fina neve, um sentimento brota em seus corações.

-Quer dizer que meu pai contratou você para tirar fotos de mim?

-Sim. Mas eu queria saber o porquê de você ter fugido.

-Bem... Digamos que eu não queria viver como um “pássaro engaiolado” queria minha liberdade.

-E onde você mora?

-Eu não tenho casa.

-Você é louca? Como foge da sua casa, que deve ser uma enorme mansão, sem lugar para ir?

-Eu só queria viver minha vida sem ninguém mandando nela...

-Você é muito irresponsável, isso sim. Não pode ficar por aí sozinha com estes vis homens que estão surgindo ultimamente.

-BUÁÁÁÁ! VOCÊ... VAI ME LEVAR DE VOLTA PRO MEU AI, NÉ?! VOCÊ É MUITO FRIO E MAU! – Grita ela chorando.

-Pare! Tá todo mundo olhando! Não foi isso que eu disse! – Suas palavras não adiantam então InuYasha à empurra para um beco.

-Esta calma?

-Hum...

-Como pode chorar feito uma criança querendo algo? Não teve infância?

-EU CONTIUO TE ACHANDO MUITO MAU!

-Nem parece ter 24 anos. – Ela sai correndo – ESPERA!

InuYasha sai correndo atrás dela, e esta estava desesperada:

-PARA DE ME PERSEGUIR! – Ela começa a perder distância e velocidade.

-NÃO ESTOU TE PERSEGINDO! – Ele finalmente a alcança.

Na tentativa de pará-la, ele a abraça, entrelaçando seus braços na cintura dela.

-Porque está me abraçando?

“Porque estou abraçando-a?” – pensa ele.

-Er... Desculpa. Mas é que se eu não fizesse isso, você fugiria.

-Não se preocupe. Eu não vou.

-Você não tem lugar para ir, né?

-Não...

-Se quiser pode ficar lá em casa, mas é pequena e...

-É CLARO QUE EU FICO! – Exclama ela com um enorme sorriso no rosto.

Então eles vão para a casa do InuYasha, caminhando devagar e conversando animadamente sobre suas vidas.

Notas finais
Mais um capítulo! ;3
Deixem uma escritora feliz com uma review! Beijos~*