Notas iniciais
Olá T_T Por que a carinha de choro? Porque sim, eu estou chorando T_T Gente, essa fic marcou a minha volta ao meu querido mundo das fanfics, sem falar que ela foi um sonho. Sim, um sonho! Eu sonhei com essa fic! E é um pesar para mim dizer que é o fim. Sabiamos que um dia ele ia chegar, não é? T_T É dificil dizer adeus a uma fic tão importante! Mas, fazer oq :c Eu passei metade do capitulo chorando por ter que acabar, então me perdoem por qualquer erro e espero de coração que gostem! Boa Leitura!

3 meses depois...

Abriu os olhos e se admirou no enorme espelho do spar onde se vestira para o casamento. O vestido rendado lhe caia perfeitamente, o cabelo estava perfeito, ahh, como a maquiagem era linda, mas nada se comparada ao brilho no olhar perolado. Como era lindo poder enxergar todo amor e esperança depositados naquele olhar. Seu coração há muito não batia como deveria, estava rápido e, completamente, descompassado, ela sentia como se ele pudesse pular, a qualquer momento, de seu peito. A respiração era entrecortada, mas a controlava da maneira que podia para impedir que as lagrimas borrassem a cobertura de seu rosto, pois era isso que queria: Chorar. De tristeza? Não, nem próximo a isso.

Nunca em toda a sua vida a Hyuuga sequer imaginou que poderia estar e ser tão feliz, tudo ia tão bem que poderia chutar que acordaria e nada disso passaria de um sonho, sabe aquele sonho perfeito onde o mundo gira ao seu redor e existem finais felizes?

Fechou os olhos e deixou o corpo sentar no largo banco atrás de si. Os sapatos estavam ao seu lado, com delicadeza ela os calçou e como se fosse combinado ouviu o barulho do carro que a viera buscar. Sorriu.

– Vamos, Hina. – chamou Sai, abrindo a porta, vendo-a se levantar. – É sua grande hora. – ela apenas assentiu, sabia que qualquer coisa que falasse a levaria as lagrimas. Com a ajuda de Sai suspendeu todo o tecido do vestido e entrou na limusine. – Olha, nós vamos fazer assim, você vai esperar no carro, eu vou entrar e quando for o momento da noiva vão ir te buscar, sim? – ele sorria sapeca, uma surpresa abalaria todas as estruturas da Hyuuga, mas ele se recusava a contar. Deixaria vê-la por si só.

– Entendido. – olhava através dos vidros escuros toda a paisagem que ficava rapidamente para trás. Seu coração sabia que chegaria logo, mesmo que nunca tivesse ido aquele spar antes, a cada metro que avançavam seu coração fraquejava. Respirou fundo, precisava agüentar, não iria desmaiar, não podia deixar as emoções a controlarem, se por qualquer motivo que fosse, deixasse o amor da sua vida esperando no altar, nunca se perdoaria. Afinal o amor deles já havia esperado tanto.

Fechou os olhos e sentiu Sai apertar sua mão enquanto o carro parava em frente a mais bela igreja de toda a Tokio, seu prédio antiquado se destacava em meio a tanta modernidade da cidade.

– Vai conseguir? – perguntou o moreno. Ele tinha ouvido histórias sobre a vida da Hyuuga e, nesse momento, torcia para que seu coração fosse tão forte quanto todos seus amigos disseram. Ela assentiu, iria conseguir, por seu Naruto-kun. – Então me espere aqui, viu? – ele abriu a porta e seus contratados responsáveis pela portaria lhe deram o pequeno radio, para que pudesse controlar o que seria a maior e mais emocionante festa que já organizara. Atravessou a igreja, pelo canto, sabia que as madrinhas e padrinhos esperaram numa pequena sala ao fundo e, na do lado, estava o noivo junto com a surpresa para a noiva. Abriu a primeira porta se deparando com as meninas em pé, ansiosas. – Vocês sair pelos fundos e ir a entrada da igreja. Eu vou agora mesmo avisar o noivo, quero a perfeição. – avisou, elas sorriam. Sai sendo Sai, pensavam. Ele fora tão exigentes nos ensaios que nada sairia dali senão a perfeição. As meninas saíram da sala ao seu encalço, se dirigiam a entrada da igreja, pelo lado oposto aos seus parceiros, só se encontrariam no tapete vermelho. Correu para onde estava o loiro, precisava estar na cerimônia junto com ele em minutos para que tudo acontecesse em seguida. – Naruto. – chamou abrindo a porta.

Naruto se levantou e ajeitou a gravata, que jurava ter bagunçado em uma tentativa de se acalmar.

– Já é minha vez? – perguntou. Respirava rápido e apoiava a mão sobre o peito, queria poder controlar seus batimentos, nesse ritmo, morria antes mesmo de dizer ‘sim’.

– Sim. – respondeu Sai, puxando o bolso um radio igual deram para si entregou a Naruto. – Dê a ele, e venha comigo. – sumindo por alguns segundos da vista do moreno Naruto fez o que lhe foi dito e saiu da sala de espera que lhe parecia mais tortura.

Encerrando a parte difícil do trabalho, Sai se colocou em seu lugar na cerimônia, a igreja grande estava completamente cheia, tanto de convidados como de reportes. Toda a parte nobre da cidade estava ali e ele nunca vira um lugar tão bem decorado quanto aquele. Seu trabalho fora excepcional.

Uma a Uma as madrinhas entraram. A primeira fora Tenten com Neji, depois Sakura com Sasuke, Temari com Shikamaru e, por ultimo, Ino com Gaara. E então a música mudou, e o loiro apareceu a imensa porta da igreja acompanhado pela bela Kurenai, o vestido, também desenhado por Sai, combinava com o smoking do loiro. E sorrindo, de braços dados, eles entraram com passos lentos, mas precisos. Naruto suspirava a cada passo e sentia as pernas tremerem, mas sorria, todo nervosismo e emoção que aquele momento envolviam era para que a Hyuuga fosse definitivamente sua, valia a pena.

– Pode ir buscar a noiva. – sussurrou ao rádio quando faltavam poucos passos para Naruto chegar ao altar.

...

Hinata sentia que em segundos perderia a consciência, seus olhos estavam embaçados e as mãos tremiam tanto que nem sequer conseguia segurar o buquê. Por que demorava tanto? Por quê? Fechou os olhos os apertando para impedir as lagrimas e sentiu o vento pela porta aberta tocar sua pele. Assustada abriu e levantou os olhos, teria, finalmente, chegado sua vez? Mas quando seus olhos viram quem lhe estendia a mão, pela primeira vez naquele dia, não pode segurar as lagrimas. Deixou-as embalar o rosto e torceu para que a maquiagem permanecesse ali.

– Vamos? – perguntou a voz familiar, que tantas vezes gritara consigo antes e a humilhara. Segurou um soluço e o olhou, olhos perolados encontrando outros olhos perolados.

– O-O-Otou-san...? — deixou a pergunta morrer, não conseguia falar.

– Sim. – respondeu. – E pela primeira vez agindo como seu pai. – ele sorria e um brilho estranho em seus olhos surpreendia ainda mais a Hyuuga, sempre foram tão frios. – Me dá a honra de levá-la até ao altar? – o moreno voltou a estender a mão que fora pega de imediata pela filha que chorava abundantemente. Com cuidado a levantou e a puxou para um abraço, o primeiro de toda a vida dela.

Hinata se entregou ao abraço que sonhou, por toda a vida, receber do pai. Recostou o rosto em seu peito e sentiu um soluço lhe rasgar o peito, não podia acreditar. Seu otou-san viera, ele estava ali, ele a abraçava, como nunca tinha feito antes. Hiashi acariciou os cabelos azulados e sorriu. Sentia o preenchimento de um vazio que há muito levava em seu peito, sua filha, realmente o amava, apesar de tudo que ele lhe fez. E agora retribuiria esse amor.

– Eu te amo minha filha. – sussurrou. Hinata levantou o rosto, assustada e surpresa, fora aquilo mesmo que ela pensou ouvir? – Sim, minha filha, eu te amo. – respondeu a pergunta explicita em seus olhos. – E prometo ser um bom pai a partir de agora.

Abraçou o pai com ainda mais força, nunca imaginou que esse dia fosse chegar, nunca imaginou nada do que estava acontecendo ali, era tudo tão melhor do que um dia sonhara para si. A visita de Hinata em sua casa, o havia mudado, vira que ela não precisava dele, mas soube que precisava dela, que a filha era seu bem mais precioso e ainda havia tempo para se redimir.

– Senhorita? – chamou o porteiro. – Tem que entrar na igreja. – Hiashi sorriu e ela piscou os olhos. Sim, tinha que entrar. Olhou para o pai sorrindo e lhe entregou o braço para que entrassem, juntos.

O cavalheiro e a dama se colocaram em sua frente e sorriu, mesmo entre as lagrimas de emoção, para o mais novo filho que estava lindo naquela roupa. Beijou a testa do rapazinho e sussurrou:

– Okaa-san te ama. – sempre tivera vontade de dizer isso e agora podia, pois muito mais que laços sanguíneos estava ligada a Konohamaru por laços afetivos e maternos que nunca poderiam ser rompidos. Ajeitou a postura e vi a porta da igreja abrir juntamente com a música que lhe invadiu os ouvidos.

A marcha da noiva tocava enquanto ela, como todo seu esplendor, adentrava a igreja. Todas as rosas brancas estavam no lugar como autrora ela pedira, o altar estava tão lindo quanto Sai lhe prometera, mas ela sequer olhava para esses detalhes. Seus olhos de Lua estavam presos nos oceanos de Naruto, o olhar dele parecia puxá-la para si, ainda mais rápido. E os sorrisos se completavam, em meio a toda aquela emoção.

Por mais que já tivesse aprendido que finais felizes só acontecem nos filmes, agora duvidava, de tudo, pois aquele era o seu final feliz, que ninguém seria capaz de destruir. Sentiu mais lagrimas tomar-lhe os olhos, mas antes de ter a visão completamente embaçada pôde ver o sorriso do Uzumaki aumentar e em seus olhos a promessa de que agora eles estariam juntos para sempre. E que nem a morte ousaria os separar.

Fim.

Notas finais
VESTIDO DA HINA: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcT1mVe5J-GsWCrQsxq4ltFALFkf7h8rfoM1ng2AXc5-Xm1xdUSdyg E então? Gostaram? Mereço comentários no epílogo? Eu espero de coração que sim! E que ninguem tenha se decepcionado com o final! Foi, realmente, doloroso escrever, mas eu fiz meu melhor! Por enquanto é isso! Mas mais coisas virão! Então nós vemos nos proximos projetos! Obrigada por lerem, por todos os comentários e recomendações! É com pesar que digo, isso é tudo pessoal! Kissus
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!