Setenta e quatro vezes
1 Setenta e quatro vezes
Notas iniciais
Riza levantou-se aquela manhã com o coração despedaçado escorrendo pelo chão. Dramático para quem assiste ao seu sofrimento, mas acompanhar o homem que se ama até ao topo, observá-lo conquistar cada degrau no poder... para depois vê-lo ser paquerado por quase todas as interesseiras do país? Era demais, até mesmo para sua infinita paciência.
Mas não era só isso... Ela esperara as situações embaraçosas, os momentos em que assistiria ao assédio de outras mulheres mais bonitas do que ela. Isso fora esperado. O que Riza não esperara era a dor aguda ao observá-lo responder aos gracejos delas, as noites em que ele aproveitava para sair com as mais atiradas, enquanto ela folgava e Havoc assumia a sua função de guarda-costas.
Durante todo o tempo, ela fingiu não se importar com os olhares de inveja que lhe eram oferecidos pelas outras e, no início, até mesmo se sentiu orgulhosa por ser o alvo constante das solteiras que a invejavam por passar tanto tempo ao lado ― literalmente ― do Führer.
Mas, como qualquer ilusão, essa desfez-se rápido demais aos seus olhos. Ao contrário do que os ingênuos pensam, é fácil enganar os outros quando se passa por um momento de dor prolongado. As pessoas veem o que querem ver... E, com o tempo, aprende-se a mentir melhor.
Por quanto tempo, Riza se perguntou, ela aguentaria mais? Encarou o espelho com uma tristeza um tanto ressentida, do tipo que estava se acostumando a sentir. As mãos prepararam-se automaticamente para fazer o coque apertado que lhe era mais comum do que o uniforme. Era sábado... O sol brilhava fortemente naquela manhã e, naquele raro momento de epifania e vaidade feminina que lhe era quase completamente desconhecida, deixou os longos cabelos dourados soltos. Arrancou do armário, com uma fúria que sangrava do seu coração ferido, o vestido branco que ganhara de um pretencioso pretendente. O décimo quinto que ela dispensara.
― Eu queria... que você fosse meu.
Doeu dizer isso em voz alta, mas Riza tinha a sensação de que demorara tempo demais para o dizer. E falar em voz alta transforma os monstros em realidade. Colocou o vestido, as sandálias que nunca tinham saído da caixa, pequenos adereços no pescoço e nos pulsos que se lembrou de resgatar do fundo de uma gaveta. Gostou do que viu quando olhou o espelho... E rumou ao encontro deAlfonse Elric.
O loirinho estava de passagem pela cidade central e tinha pedido para encontrá-la. E era muito estranho vê-lo sem a armadura, com um sorriso que poderia aquecer o sol.
― Riza!
Ele abraçou-a com uma força que lhe era desconhecida. O garoto ainda transbordava gentileza e doçura, apesar da idade adulta já ter lhe roubado algo do seu jeito meigo de ser.
― Você vai me quebrar, Al!
Eles riram juntos. Al já tinha bem mais altura do que ela. Ainda continuavam abraçados quando o Führer em pessoa apareceu na porta do café onde se encontravam. Um silêncio respeitoso, seguido de cumprimentos ainda mais respeitosos, pairou sobre o lugar. Riza sentia o sorriso morrer em seu rosto ao bater a continência e afastar-se de Al. O loirinho apenas acenou para Roy, para logo em seguida dar-lhe um abraço também.
― Eu soube que você estava de passagem pela cidade central, Alphonse. Como estão as coisas em Risenburg?
Eles sentaram-se em uma mesa com uma posição privilegiada, para que o Führer não corresse o risco de ser morto por um bom atirador. Riza ria e participava da conversa enquanto um animado Al contava suas aventuras e seu desajeitado pedido de namoro para May.
― E então, Mustang, como estão as coisas por aqui?
― A situação se estabilizou depois de um leve momento de tensão após o falecimento do Führer Grumman. Houve quem se opusesse à minha nomeação, mas as coisas correram mais tranquilamente depois de o conselho interceder em meu nome.
― Não ficamos sabendo de nada disso... E você, Riza, como está?
Fazia tanto tempo que ninguém lhe fazia essa pergunta que Riza se sentia pega de surpresa. Como ela estava? A vida, o seu coração e os seus dias giravam em torno de Roy. Ela nem sabia mais onde começava ela mesma e terminava ele.
― Eu... eu estou bem, Al. Trabalhando muito, mas as coisas caminham bem.
― Você está mesmo com uma carinha cansada... ― A voz de Al era doce e gentil e a loira pegou-se sorrindo para ele antes mesmo de pensar nisso. E perdeu o olhar grave e tenso que Roy lhe dirigiu. ― Porque não tira umas férias em Risenburg? As meninas iriam adorar sua companhia! A grama é verde, o céu azul... você vai se sentir melhor!
Ela voltou a rir, sentindo mais um dos caquinhos que formavam seu coração cair pelo chão. Como era possível? A horrível batalha que ele e o irmão tinham travado pela vida, vendo tudo do pior que cada ser humano pudesse mostrar... E ele ainda era um doce e gentil menino.
― Pensando bem, Al, acho que concordo com você. Faz algum tempo que eu não vejo a Tenente sorrir desse jeito.
A voz dele gelou até mesmo sua veia mais insensível. Ela o encarou com um olhar calculado, sentindo o coração recuar alguns metros dentro do peito. Ele continuava lindo, impecável, o cabelo preto espetando-se para todos os lados, o olhar sedutor e os lábios firmes. Ela quase se perdeu apenas olhando para ele... Mesmo depois de tanto tempo, ainda se sentia perdida quando o encarava.
― Não precisam de se preocupar tanto. ― Ela disfarçou com um sorriso que não chegou aos olhos, as mãos escondidas debaixo da mesa. ― Assim que eu tirar férias, prometo que o primeiro lugar a visitar será Risenburg.
― Será ótimo recebê-la, Tenente! Eu tenho que ir agora... O trem vai partir em 20 minutos.
Al ofereceu seu sorriso, seu calor e um abraço de despedida. Milhões de memórias a cercaram, dos dias sangrentos nos quais os garotos se tornaram soldados por conta própria. Seu coração ainda apertava por eles... Tão novos, tão destemidos. Seu olhar acompanhou Al até ele virar a esquina e, quando tornou a olhar para o Führer, a coisa subitamente mudou de figura. A expressão dele estava dura e furiosa, as mãos que tanto assustam os soldados pelo poder de destruição que podiam causar estavam crispadas e pareciam querer derrubar algumas montanhas. Ele estava transfigurado pelo ódio.
― O que houve, Führer?
― O que houve, Tenente? ― Ele se aproximou dela, inclinando-se sobre a mesa. Seu olhar gelado assustou-a, e era primeira vez que ele fazia isso com ela. ― Nada, Howkeye. Nada aconteceu. Porque você não estava por perto quando precisei, pela manhã, e necessiteimovimentar meus homens pela cidade para achar seu paradeiro.
Ela olhou-o e se sentiu gravemente assustada e culpada. Teria acontecido algo? Sua presença era necessária e ela não tinha estado lá? Havia alguma coisa de errado com a equipe? Com o projeto de segurança? Com Roy?
― Eu sinto muito, Führer. Isso não vai mais se repetir. Eu lamento pelo meu comportamento, por não ter estado presente em um momento necessário.
Ele encarou-a e cruzou os braços na altura do peito. Os braços dele estavam ainda mais fortes, se isso era possível de alguma forma. Riza perguntava-se se ele queria parecer ainda maior do que o Ira havia sido. Era bem possível.
― Por que não me avisou de que viria ao encontro de outro homem?
Ela estranhou a pergunta, encarando-o como se ele estivesse louco. Outro homem? Mas o que teria acontecido na Central que a presença dela necessária? Isso não era mais importante do que o encontro com Al?
― Desculpe, Führer, não compreendo. Por que Alphonse entraria na categoria “outro homem”? Ele não é um inimigo, senhor, pelo contrário. Que mal um encontro com Al poderia fazer?
― A partir de agora quero que você me avise antecipadamente de seus planos, mesmo fora do horário do trabalho.
Riza sentia uma lava quente como o inferno correr suas veias e embaçar sua visão. Que direito ele tinha de lhe pedir isso? O que diabos teria acontecido?
― Sim, senhor. Isso será feito.
― Excelente, Tenente. Gostaria que me acompanhasse agora.
Riza ficou desconcertada ao segui-lo até ao carro oficial vestida como civil e com os cabelos soltos. Parecia terrivelmente errado. Foram levados para a casa oficial do Führer, local a que Riza já estava habituada devido às noites de vigília e de proteção. Doeu saber que ele tinha levado para aquela mesma mansão várias mulheres para sua diversão.
―Olha só a Tenente, que gata de vestido!
― Cala a boca, Havoc! Mesmo de vestido ainda posso dar um tiro em você por insubordinação!
Roy Mustang riu como uma criança ao observar o óbvio constrangimento dela ao estar sem uniforme. O exército significava tanto para ela que o próprio uniforme era já parte dela mesma. Continuaram andando até ao escritório do Führer, Riza automaticamente andando dois passos atrás de Roy. Excelente espaço para proteger e revidar.
O escritório estava silencioso, a mesa de mogno gigante não parecia sentir o peso de uma tonelada de documentos para serem assinados. Pelo menos Roy jurava que pesavam isso.
― Senhor, o que aconteceu?
Roy Mustang tirou o capde oficial, encostou-se na mesa de mogno e encarou Riza de frente. Ela não tinha a menor ideia de quão fabulosa estava, naquele vestido branco que realçava sua graça e leveza, os cabelos dourados que pareciam escorrer pelas costas. Tão linda e tão letal...
― Não me chame de “senhor” quando estamos a sós.
Ela suspirou, irritando-se com o cabelo solto que teimava em cair em seus olhos.
― Roy, o que houve? É sério?
― Riza, por que você nunca usa o cabelo solto?
Ela encarou-o novamente, começando a sentir as mesmas esperanças estúpidas rastejarem sob a sua pele feitas vermes. Essa era a mesma mesa em que ele havia transado com a secretária Miza. E com a outra, da qual ela não lembrava mais o nome. Ele enjoava com facilidade delas.
― Atrapalha a visão em caso de ataque. Suja com mais facilidade e se torna um empecilho caso precise de lutar fisicamente com alguém. Preciso de estar preparada para protegê-lo sem me deixar atrapalhar por detalhes.
― Mas você os soltou hoje, para se encontrar com Alphonse.
― Bem, eu estava de folga e...
Ela estreitou o olhar para ele. O jogo era para dois agora... Ele estava admitindo que sentira ciúmes dela com Alphonse? Justo o Alphonse? Riza começou a rir, sarcástica e tristemente. Ele estava com ciúmes...
― O que é tão engraçado, Tenente?
― Você. Com ciúmes.
Ela largou-se em uma cadeira, temendo que este fosse o momento em que tudo acabaria por desabar. Porque ela sabia que, um dia, um momento assim chegaria.
Roy não o negou de imediato, apenas continuou encostado na mesa com uma pose negligente.
― Sabia que eu coloquei a Inteligência para te achar?
Ela encarou-o pasma. A Inteligência? A essa altura o exército inteiro já saberia que ela havia sido caçada pelo Führer logo pela manhã!
― Por que fez isso? Que mal há em me encontrar com Al, ou com qualquer homem que seja? Eu sou responsável pelos meus atos, Mustang! Eu jamais iria vazar informações ou...
Ela foi interrompida por Roy, que saiu de onde estava e agarrou seu braço fino com tanta força que ela quase gemeu de dor. Assustada, sentiu-se tão pequena de frente para ele! Estava tão acostumada a observar apenas seus ombros largos, não seus olhos queimando tão de perto.
― Qualquer homem que seja? É esse o valor que você dá a si mesma?
Aquilo doeu. Ela sentiu o coração falhar uma batida, como se uma agulha o tivesse ferido. E, dessa vez, ela não fez questão de esconder o olhar magoado.
― Aprendi com o mestre, não é mesmo, Don Juan?
Ele recuou da resposta dela, não tinha esperado que ela o enfrentasse. Mas era Riza afinal... Ela sempre revidaria.
― E agora? Quem está com ciúmes?
A voz dele pareceu tremer até mesmo a alma dela. Ele colocou as mãos ao redor de Riza, levantando-a e a prendendo contra a parede. As respirações misturaram-se, suspensas naquele momento quase esperado em demasia, quase onírico de tão impossível. E Mustang soube que ganharia quando ela abaixou os olhos primeiro, o rubor oferecendo um rosado tão gracioso ao rosto da tenente. Da sua tenente.
― Não brinque com os meus sentimentos, senhor.
― Eu não pretendia fazer isso, Tenente. Não me chame de "senhor" quando estivermos a sós. – Ele segurou o queixo dela, forçando-a a encarar seus olhos. – E jamais abaixe os olhos para mim.
As lágrimas rasas dos olhos dela pareciam queimar nele mesmo. Então ele beijou-a. Os lábios encontraram-se lentamente, testando a maciez uns dos outros. Ele mordeu de leve o lábio inferior dela, e aprofundou o beijo, tomando-a como há muito tempo queria.
Segurou os cabelos soltos com força, como sempre quis fazer. Invadiu os lábios dela com a língua, enquanto a prensava com força contra a parede. As mãos dela subiram para seu peito, separando-os minimamente como se ela quisesse empurrá-lo. Uma das mãos dele segurou sua cintura com força, enquanto a outra a apertava a linha abaixo dos seios, amassando o delicado tecido do vestido. Quando os dois pareciam queimar sem oxigênio, ele se afastou, começando a beijar o pescoço da tenente e amando cada pequeno som que ela deixava escapar. Mordeu com força, beijando o local logo em seguida. Queria que ela ficasse marcada!
― Roy... pare...
Ele continuou descendo os lábios, abaixando de uma só vez as alças do sutiã e o do vestido. Ela deixou um grito longo escapar quando ele tomou seus seios com mãos e língua. Mordeu, beijou um enquanto massageava o outro. Perdida em devaneios, em sensações, Riza abriu os olhos para enxerga-se no espelho do outro lado do escritório. Ofegante, bagunçada e usada. Exatamente igual à última secretária.
Um balde de água fria atingiu seus sentidos, e então ela empurrou Roy com força. Ele não recuou tanto quanto ela gostaria, mas deu para deixar as lágrimas no rosto escorrerem e puxar a alça do vestido de volta.
― Se é tudo, senhor, eu gostaria de voltar.
Disse a sentença em um fiapo de voz totalmente desprovido de emoção.
― Riza, olhe pra mim. O que houve?
Uma das mãos dele tentou acariciar a lateral do rosto da tenente, para ser violentamente afastada com um tapa. Agora o olhar dela queimava de mágoa.
― Não basta assistir às suas constantes conquistas, Mustang! Agora também serei usada? Só porque você sentiu ciúmes hoje isso não lhe dá direitos sobre mim!
― Não se atreva, Riza! Você é minha!
E ela tinha sonhado tanto em ouvir essa frase! Pena que não viesse no contexto de seus sonhos...
― Não ouse você! – Ela voltou a empurrá-lo, em busca de espaço. – Não sabe o que é ter ciúmes, não poderia saber! Não é o senhor que assiste dia após dia à pessoa que ama deitar-se com a primeira oferecida que aparece! Ou que lhe seja conveniente!
― A maior parte delas é loura por um bom motivo!
Ponto para Mustang. Riza realmente não tinha percebido isso, mas não deixou que a surpresa a desarmasse. Ela era boa nos contra-ataques.
― E o que isso realmente importa se, para você, elas são mais uma foda e para mim mais uma mágoa? Chega, Mustang!
Ela tentou afastar-se dele. Conseguiu andar quase dois passos antes de ele voltar a segurar seu braço com força.
― Não quero nunca mais sentir isso... Nunca mais. Essa fraqueza de não saber onde você está, e depois saber que você está em um café com outro homem... Nunca mais quero sentir aquilo.
― Imagine sentir não só a suspeita, mas também a certeza. Um monte de vezes. – Ela o encarou com os lábios inchados e o rastro das lágrimas no rosto. – Imagine sentir isso setenta e quatro vezes, Roy.
Ela tinha contado? Agora ele percebia a extensão do estrago. Setenta e quatro vezes?
― Vou fazê-la me perdoar setenta e cinco vezes então.
― Isso não corresponde à troca equivalente.
― Perdão não é princípio de Alquimia.
Ele puxou-a novamente, selando seus lábios com força. Ela desabou sobre ele, abraçando-o com desespero igual. Ele deitou-se sobre o sofá, colocando-se entre as pernas dela... O cheiro de Riza inebriava-o, o gosto dos seus lábios, da pele levemente salgada e proibida. Ela parecia um anjo em seus braços, tão linda e tão delicada. Sua.
Roy pôde sentir sua pulsação disparar, rufando em seus próprios ouvidos. Voltou a atacar o pescoço da tenente, deliciando-se ao morder a pele branca e ao ouvir os gemidos altos, as unhas dela arranhando-o sobre a camisa insuportavelmente quente. Ele separou-se levemente dela, para arrancar a camisa, fazendo voar todos os botões. Os olhos castanhos de Riza ainda estavam manchados pelo vermelho do choro, e brilhantes de desejo. Ele voltou a encostar-se nela, sentindo a própria excitação doer e o calor queimando-o da ponta da coluna até à cabeça. Voltou a beijá-la desesperadamente, como se pudesse diminuir o desejo dessa forma, quando tudo o mais que parecia fazer era aumentar o calor até um nível insano.
Ele desceu os beijos junto com o vestido, trilhando com os lábios o espaço entre os seios, o abdômen delicado, o saliente osso da bacia, a coxa, a parte interna das coxas, na qual deixou uma gigante marca roxa de tanto chupar aquela pele. Sentia a vergonha dela, o rosto vermelho, as mãos que tentavam tocá-lo e vez por outra trazê-lo para cima novamente. Ele terminou de arrancar o vestido dela, e a beijou sob a calcinha. Ouviu o grito da tenente, o rosto ruborizado e as mãos geladas dela. Parecia magnifica com os cabelos dourados espalhados pelo veludo vermelho de seu sofá.
Ele puxou delicadamente a calcinha pelas pernas dela.
― Roy, não!
― Sh... Confie em mim.
Então ela deixou que ele retirasse a peça. Estava tão exposta a ele como jamais estivera para alguém durante toda a sua vida. Ele parecia tão confiante, como se tê-la nua e com os olhos brilhantes voltados para ele fosse simplesmente certo. Então ele começou a chupá-la, lambendo tranquilamente toda a extensão de seu sexo. Segurava com força as pernas dela,aproveitando-se da posição estratégica para apertar a carne macia das coxas, deslizar as mãos pela barriga e alcançar os seios fartos... Ela era sua. Ele deliciava-se ao ora enfiar a língua, ora apenas circular o clitóris, dependendo da altura dos gemidos da tenente. Roy colocou um dedo dentro dela, obtendo um arfar mais dolorido e surpreso. Queimando como o inferno, ele retirou a mão, voltando a acariciá-la e a chupá-la até os gritos dela aumentarem e o seu corpo se agitar até alcançar o ápice. E ele amou ouvir seu nome nos lábios dela enquanto sua tenente gozava. Para ele. Só dele.
Riza arfava, o corpo quente e suado e os olhos ligeiramente nublados. Ele beijou-a, o gosto dela em seus lábios. Ela parecia tão deliciosa, tão somente dele. E de mais ninguém. Ela sorriu, de uma forma verdadeira e gentil... Ofegante e cansada. Ele abraçou-a, reverenciando-a como uma rainha...
― Roy?
― Preciso de um minuto para esfriar, Tenente.
Ela riu dele, tentando alcançar o fecho da calça militar.
-―Não, Riza, não assim.
Ela encarou-o com os olhos inquisidores e assustados. Ele abraçou-a mais fortemente e encostou sua testa na dela, de forma muito carinhosa.
― Riza, você gostaria de casar comigo?
Ela olhou-o tão assustada, tão absurdamente confusa e maravilhada... Então sorriu, abaixando o olhar e o beijando como se só isso lhe respondesse.
― Eu te amo, Roy Mustang.
― Isso é um sim?
― E isso é jeito de me pedir em casamento? Jogados no sofá do seu gabinete...
Ele interrompeu-a, beijando-a com fúria e fome.
― Eu te amo, Riza. E coloque logo esse vestido enquanto ainda te dou a oportunidade de escapar de mim e entrar de branco dignamente.
A loira riu dele, abraçando-o ainda mais.
― Ainda resta dignidade para nós?
― Resta amor. E isso basta... minha Tenente.
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