Setembro de 94'
13 Fraco.
Notas iniciais
Setembro de 94’
Por ProngsPink!
“Quem olhasse para aquele pequeno ser poderia jurar que fosse apenas uma criança comum.”
– Lucca James, Oposto.
Guilherme – Única Parte.
Jamais pensei que um dia estaria aqui. A senhora sempre esteve na minha vida, algumas vezes de modo perturbador, mas sempre lá. De uma hora para outra não a ter aqui é perturbador. – Quem diria que no final apenas eu estaria.
Faz alguns anos que não vejo ninguém. Nem meu pai, nem meu irmão e... Principalmente minha a senhora. Só posso ver grama. Grama verde e macia. Ali está a Dona Mônica a sete palmos da terra. – Nunca acreditei que um dia perderia minha mãe. Afinal, ela é mãe. Mãe não é imortal? Não vivem para sempre? Não estão na terra para nos proteger do mal?
Mamãe, ainda falta muito mal por aqui...
É tanta coisa ruim que nem sei por onde começar a limpar. Fiz tanto mal. Machuquei tantas pessoas. Mamãe, onde esta a senhora pra me proteger desse escuro? Onde esta o seu abraço? O seu café quente?
Lucas não me perdoa.
Acabei contando a ele que estava armando tirá-lo da casa do Diego pela inveja que senti. Por que... Meu Deus! Quando a senhora me contou que Lucas estava feliz e que as poucas vezes que teve noticias dele, ele parecia feliz com o Diego, fiquei morto. Como ele poderia estar feliz com o cara que tirei tudo? Tirei a felicidade, a vitalidade, a razão... Tudo.
Lucas não me perdoa.
Porque de acordo com ele sou fraco. Fraco por não poder ver a felicidade dos outros. Fraco por ser cego. Fraco por não ter aceitado o amor do Diego quando era meu. Fraco por não acreditar em amor.
Sou fraco, mamãe?
Me responda, por favor. Sou fraco?
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