Sete vidas
1 Johnson
Notas iniciais
Mas de antemão, queria me justificar que eu sou uma professora, noiva e universitária em estágio final para se formar, então, imagino que dá pra ter uma ideia de como está meu tempo... Mas vamos lá... Visto que estamos em Setembro e S.H.I.E.L.D. Volta já já... Tentarei postar/atualizar todo final de Semana. Afinal... SEASON 3 IS COMING!!!!
Então, espero que curtam essa pequena fic de 7 Capítulos. Muito Obrigada pelo carinho e por não desistirem de ler as fics, vocês REALMENTE são os melhores.
Abraços!! :D
- Jessyhmary
- Agente Johnson.
Sem resposta.
- Agente Johnson? – Coulson elevou a voz, buscando a agente do outro lado da linha. – Daisy!
- Sim, senhor. – Skye piscou duas vezes e tocou no seu ponto na orelha, respondendo seu superior. – Desculpa, ainda estou me familiarizando com o nome.
Coulson sorriu. E Skye, mesmo que não pudesse vê-lo naquele momento, sorriu em resposta. Era um pesar disfarçado de alívio. As memórias de Cal se perdiam em meio ao refúgio de finalmente saber quem era e de onde viera. O nome era forte e consistente, e Skye não tinha a intenção de enterrar seu passado, mesmo depois dos acontecimentos trágicos envolvendo sua família. Daisy Johnson. Era um nome para se ter orgulho.
- Fitz acha que pode ter descoberto algo. – Coulson pronunciou lentamente e alguma coisa embrulhou no estômago de Daisy. – Volte para a base assim que conseguir o ativo.
- Entendido, senhor.
Skye calculou o passo seguinte e agachou-se ao lado do poço. Era impossível não lembrar do filho da mãe que causou o afastamento de Bobbi Morse do trabalho de campo. Desgraçado. Ela balançou a cabeça e apertou os olhos. Não valia a pena desconcentrar-se com o ódio que sentia, quando estava na hora de reunir o time.
- Vamos lá, Brittany...
Skye pronunciou esperançosa, esperando a mulher que já devia estar naquele lugar – escuro, nojento e pegajoso – há algum tempo. Após alguns minutos de silêncio, sentiu as paredes vibrarem e alguns pedaços de barro caindo dentro do esgoto imundo. Daisy fez uma careta por causa do mau cheiro e esperou a figura sair completamente do poço abandonado. Até que enfim.
- Você deve ser a Sk...
- Daisy Johnson – Skye a interrompeu antes que a loira pudesse terminar de pronunciar seu nome. – É mais fácil se acostumar logo com o novo nome, acredite em mim. – sorriu.
- Daisy Johnson. – Britt estendeu a mão e logo a recolheu quando viu que estava completamente suja da lama do encanamento. – Pode só me dizer por que, de todos os lugares da Terra, você decidiu me encontrar dentro de um esgoto?
- Bem – Skye passou uma das mãos no cabelo e sorriu meio sem graça. – Eu meio que estou no radar do Governo... enfim, na base eu te explico melhor.
- O-kay. – Britt levantou os braços e começou a retirar o traje preto de couro que guardava suas armas. – Mas uma coisa você precisa me dizer agora...
Skye acenou positivamente com a cabeça, observando o fato de que os traços finos e delicados de Britt eram completamente contraditórios ao seu modo desleixado de trocar de roupa – dentro de um esgoto, para começo de história – e como ela era absurdamente diferente da irmã.
- Como você descobriu? – Brittany vestiu uma camiseta cinza e encarou Skye, com a parte de baixo ainda coberta com aquela espécie de roupa peça-única de couro fino.
- Apareceu nos registros da S.H.I.E.L.D. – Skye tentou não demonstrar nenhuma dose de dor no seu tom de voz. – Sua irmã... Precisa de você... agora.
Brittany pareceu sentir o ar faltando pela primeira vez dentro daquele lugar abafado e claustrofóbico. O que não tinha nada a ver com a atmosfera densa, visto que ela não tinha problema algum em se adaptar à falta de oxigênio ao seu redor. Seus pulmões pareciam ter uma espécie de filtro adaptador que permitiam que ela sobrevivesse em qualquer ambiente. Isso incluía transformar metano em oxigênio, a partir do momento em que o gás penetrasse suas narinas. Falta de ar, definitivamente não era o problema.
- O que aconteceu com ela?
- Ainda não sabemos, Britt... estamos procurando por respostas...
- Respostas para o quê, Skye? – Brittany diminuiu a distância entre as duas e agarrou Skye pelos ombros como se ameaçasse empurrá-la dentro do canal se não lhe respondesse rápido. – Cadê a Jemma?!
- Estávamos em uma missão complicada com um artefato inumano... Simmons estava na sala com o Fitz, ele saiu... – Skye suspirou, séria, sem deixar uma única lágrima molhar seus olhos. – Desde então, não sabemos o que houve com ela... Precisamos da sua ajuda.
Brittany soltou Skye e respirou fundo, como se realmente o ar estivesse sendo sugado de dentro dela. E essa sensação lhe era completamente estranha. Sua mente agora estava vagando sem direção, esbarrando na imagem de Jemma Simmons. Ela não podia aceitar que todo o esforço que fizera para proteger sua irmã mais nova havia sido em vão.
- E a Simmons achando que não tinha irmãos. – Skye comentou nostálgica, provavelmente lembrando de alguma vez em que Jemma lhe contara algum desejo de não ser filha única.
- Um dos reatores de uma usina de pesquisa perto da minha casa explodiu.
Britt parecia estar sendo conduzida até o passado. Uma sessão dolorosa de lembranças ruins.
- Eu fazia natação desde os quatro anos e amava ficar horas debaixo d’agua... Mas depois do acidente na usina, eu... não sei se meu corpo absorveu algo radioativo, na hora...
- Você tinha quantos anos quando...
- O acidente na usina ocorreu meses antes de eu fazer quinze anos, mamãe estava grávida, papai havia conseguido uma promoção... e de repente – Brittany se escorou na parede e foi descendo o tronco até se encontrar sentada no chão, com o olhar desfocado e nostálgico. – Eu estava em uma competição na escola quando sabotaram a água da piscina. Colocaram alguma coisa tóxica lá dentro... O juiz deu a partida e todas pulamos na água. Eu estava concentrada, como sempre, e não olhei para as baías das garotas, mesmo que tenha sentido que tinha alguma coisa bem estranha acontecendo, porque a agitação da água estava diferente... mas eu continuei nadando, sem sentir necessidade de tomar ar para continuar e fui nadando por baixo d’agua mesmo, sem tomar fôlego. Quando cheguei na linha de chegada, todas as outras competidoras estavam enroladas nas toalhas, com o corpo coberto de bolhas vermelhas e algumas com falta de ar. Meus pais estavam chorando, pensando que eu não tinha conseguido sair a tempo no começo, mas depois que me viram nadando sem precisar respirar, eles se espantaram e foi quando meus problemas começaram.
— Uau. – Skye piscou duas vezes e arregalou os olhos.
- Meus pais não puderam me olhar, Daisy. Mamãe estava grávida quando eu fugi de casa. Ela nunca foi atrás de mim e papai achou melhor que eu não voltasse mesmo. Queriam criar a Jemma como uma criança normal, e fizeram promessas para todos os santos para que a outra filha deles nascesse normal... e deu certo! Mal sabe papai que eu não sou filha do casamento dele com a mamãe...
- Gente, que história... – Skye estendeu a mão para que Britt se levantasse, mas a loira o fez sozinha. – Mas agora chega com isso. Coulson nos quer na base o mais rápido possível. Fitz pode ter encontrado alguma coisa.
- Desculpa por quase ter te empurrado lá em baixo – Britt olhou para o canal gosmento ao lado delas. – Eu fiquei nervosa.
- Brittany Simmons... – Daisy pronunciou, testando a sonoridade do sobrenome de Jemma em uma pessoa diferente. – Você devia ver o estrago que eu causo quando fico nervosa.
As duas sorriram levemente e foram se arrastando pelo esgoto até chegarem até onde Skye tinha escondido o Quinjet.
- Bem-Vinda a S.H.I.E.L.D, Agente Britt Simmons.
Notas finais
#Itsallconnected #StandWithSHIELD
Fale com o autor