Sete minutos no paraíso
1 Capítulo 1
Notas iniciais
comecei a escrever essa fanfic porque estava sedenta por uma cena Bughead. Faz algum tempo que não escrevo então espero que não tenha ficado muito ruim e que não decepcione vocês.
Enfim, nos vemos la embaixo e aproveitem!
Ela o encarou do outro lado da sala cheia de adolescentes com os hormônios em ebulição. A música tocava no último volume, todos pareciam estar alcoolizados ou a caminho disso.
Ele parecia estranhamente deslocado naquela festa, recostado em uma parede com um copo de bebida na mão. Parecia esperar que alguém o salvasse da expiação em que se encontrava ou então que um meteoro colidisse contra a terra para salvá-lo dessa situação.
Ele usava um jeans surrado, uma camiseta preta e uma blusa xadrez escura amarrada na cintura. Seu cabelo preto saía pelas bordas de sua touca cinza que a lembrava uma coroa. Os olhos escuros mostravam seu tédio.
Ele era tudo o que um garoto não devia ser para ter uma chance com Betty Cooper, a garota certinha e pura, número um da turma, presidente do jornal da escola e líder de torcida. Mas mesmo assim ali estava ela, em uma festa na casa de Archibald Andrews, encarando Jughead Jones III e observando cada detalhe do garoto.
Jughead, na opinião de Betty, era um garoto muito bonito. Não bonito como qualquer garoto do time de futebol, não, era uma beleza diferente, peculiar. Seu jeito misterioso e rebelde lhe tornavam extremamente interessante e atraente aos olhos de Betty naquele momento.
Ela mordeu levemente a borda do copo que bebia, imaginando como seria beijar os lábios de Jughead e sentiu um calor tomar conta de seu corpo. Ninguém nem ao menos poderia imaginar que Elizabeth Cooper tinha a capacidade de ter o tipo de pensamento que ocupavam sua mente naquele instante. Ela parecia tão pura, mas sua mente provava exatamente o contrário.
Observou quando Jughead se dirigiu para a cozinha em busca de mais bebida e aproveitou o momento, seguindo-o.
— Acho que vou querer um pouco disso. – ela disse enquanto se aproximava do garoto que enchia seu próprio copo com uma bebida muito suspeita. Betty se inclinou sobre a bancada em direção ao garoto, jogando seu cabelo para o lado e sorrindo angelicalmente. Para Jughead, um sorriso de anjo infernal, vindo diretamente do submundo para atormentá-lo.
— Não está muito bom. – ele disse a encarando enquanto servia – Só pra avisar.
— Ninguém bebe qualquer coisa alcoólica porque é bom. – ela diz sorrindo novamente enquanto recebia o copo de volta. – Se fosse por isso, estaríamos todos no Pop's bebendo milkshake.
Jughead riu. Betty não conseguia deixar de prestar atenção no som agradável de seu riso ou na forma como seus lábios se moviam, deixando a mostra seus dentes perfeitos. Ela era bonito demais para ser O excluído, misterioso e obscuro da Riverdale High School.
— Você tem razão. – ele concorda ainda sorrindo. – Eu beberia um de baunilha com calda de morango.
— Eu também. Simplesmente amo o sorvete de baunilha do Pop's...! Mas você não parece gostar muito da festa. – ela pontuou mudando de assunto enquanto dava um gole em sua bebida e sentia o gosto do álcool em sua boca.
— Eu não gosto muito de festas. – ele admitiu encarando os olhos azuis de Elizabeth Cooper como se tentasse desvendá-la.
— Bom, talvez você só precise de um incentivo. – ela sugeriu.
— Eu já bebi muito.
— Não foi isso que eu quis dizer. – ela rolou os olhos. Ergueu as sobrancelhas de um modo desafiador e lhe estendeu a mão direita. – Venha, vamos dançar.
— Eu não danço...
— Eu não aceito um não como resposta Juggy. – e o modo como ela disse seu apelido fez o sangue de Jughead correr muito rápido por seu corpo.
— Ok. – ele se rendeu, deixando a garota o puxar para o meio dos outros tantos adolescentes alterados. – Mas eu já aviso que eu não sei dançar.
Enquanto iam em direção a "pista de dança", ou usualmente a sala de visitas de Archie, alguns garotos ofereceram alguma bebida que desceu queimando e fez efeito muito rápido. Betty logo se sentia muito solta, a música soava muito alta. Ela jogou os braços para os ombros de Jughead enquanto dançava muito perto do garoto. Betty se sentia estranhamente confortável com a proximidade.
— Segure minha cintura Jughead – ela instruiu sorrindo.
Ele colocou suas mãos na cintura de Betty, o que fez seu corpo todo aquecer, ao mesmo tempo que deixava-a com vontade de se aproximar mais. E foi o que ela fez.
Jughead aumentou o aperto em sua cintura. Agora seus corpos estavam praticamente colados e a cabeça de Betty praticamente tocando no ombro do garoto. Ela respirou fundo, sentindo a fragrância do perfume de Jughead atordoar ainda mais seus pensamentos.
O que estava acontecendo com ela? Porque de repente estava se sentindo assim? Convivia com ele diariamente e nunca havia se sentido dessa maneira sobre o garoto. Ele era apenas um colega como vários outros. E porque ao observá-lo naquela festa se sentira tão atraída por ele?
Era todo esse clima da festa e a bebida, aquilo mexia profundamente com ela, fazendo com que fizesse coisas que geralmente não teria a coragem.
Ergueu a cabeça e encarou Jughead, seus lábios quase se tocando. Seu hálito impregnado pelo álcool chegava a seu rosto e seus lábios roçaram nos dele.
— SETE MINUTOS NO PARAÍSO!!! – Ouviu alguém gritando, enquanto a puxavam e empurravam para um quarto apertado sob as escadas, junto com Jughead. Tudo aconteceu muito rápido. Logo os dois estavam trancados no escuro, a única luz vinha do cronômetro de um celular que fazia a contagem regressiva dos sete minutos.
— Jughead? – Betty chamou. Em seguida sentiu o garoto tocar seu braço. Era difícil enxergar já que a luz era pouca.
— Estou aqui. – ele respondeu aproximando-se dela. Suas respirações estavam aceleradas devido o susto e a surpresa do ocorrido.
— Eu não acredito nisso. – Betty riu. Jughead fez um movimento de quem bateria na porta, mas ela o impediu segurando seu braço. – Não adianta, ninguém vai abrir antes dos sete minutos.
Ela não soltou o braço do garoto.
— Eu não acredito que as pessoas ainda fazem isso. – ele disse, seu tom era de riso.
— É, mas acho que eles não sabem bem como funciona esse jogo. – Betty concordou no mesmo tom. Encarou Jughead nos olhos, seu olhar era como uma navalha. – Não que eu me importe. – sussurrou apenas alto o suficiente para ser ouvida pelo garoto.
— Eu sempre achei essas brincadeiras uma besteira. – ele admitiu.
— Bem, você não precisa fazer nada que não queira... E aqui ao menos podemos conversar sem ter que gritar tanto. – Betty disse tocando o braço de Jughead levemente e abrindo um sorriso angelical, precisamente calculado.
Nesse momento Jughead começava a perceber que Elizabeth Cooper, por trás da sua fachada de garota perfeita e correta, tinha um lado completamente não-angelical. Um lado que até o momento ele desconhecia. Um lado que talvez ninguém conhecesse, talvez nem mesmo a própria Betty Cooper.
Jughead analisou cada centímetro que conseguia enxergar da garota. Seus cabelos loiros levemente cacheados estavam soltos, jogados sob um ombro de uma maneira muito sensual, deixando seu pescoço liso e macio exposto para ele. Ela cheirava a álcool e shampoo de morango. Usava uma blusa preta decotada que deixava um bocado de pele a mostra, possibilitando a ele uma bela visão do contorno de seus seios.
Além disso vestia uma saia de mesma cor, um tanto justa e curta. Roupas bem diferentes das quais Jughead estava acostumado ver a garota usando. Seus lábios estavam pintados de um batom vermelho sangue e os olhos contornados de preto. Ela estava incrivelmente sexy.
O sangue do garoto parecia correr muito rápido pelo seu corpo e ele sentia uma pressão em sua calça. Tentou manter-se afastado para não assustar a garota, embora tudo o que ele não queria fazer era se afastar.
Não que Betty Cooper estivesse assustada. Ela sempre soube que havia um lado um tanto obscuro e rebelde dentro de si, apenas esperando para aparecer. Um lado que mostrava-se de diferentes formas. Hoje, por exemplo, em uma vontade de beijar Jughead e fazer coisas que nunca pensou que faria – ao menos não com Jughead e não essa noite em um armário sob a escada de Archie.
Até algumas horas atrás estava chateada com Archie por sua rejeição. Já faziam semanas que ele havia lhe dito aquelas fatídicas palavras "você é perfeita demais para mim Betty Cooper", "eu te amo Betty, você é minha melhor amiga" e ela ainda não havia superado. Mas aquela noite, após algumas bebidas aquilo pareceu desaparecer por alguns instantes e então lá estava ela observando Jughead Jones.
Eles estudavam juntos ha anos, trabalharam juntos no jornal da escola algumas vezes e tinham ótimas conversas sobre cinema, mas ela nunca havia se sentido assim sobre ele. Ela nunca havia achado Jughead feio, mas nunca havia percebido o quanto ele era bonito e sexy! Talvez fosse seu amor tolo por Archibald Andrews a cegando, ela não saberia dizer. Mas ali estava ela, tendo essa percepção enquanto estava presa com ele no armário sob a escada do próprio Archibald.
E naquele momento ela estava ligando a mínima para o jovem Archie, para seus sentimentos com ele ou para a rejeição pela qual passara. Ela só conseguia sentir a presença de Jughead, sentir seu cheiro, o calor de seu corpo e uma vontade enorme de beijá-lo.
— Você é incrivelmente bonito Jughead Jones. – ela disse se aproximando alguns centímetros, encarando-o de forma sedutora.
Jughead pareceu extremamente surpreso com isso, mas sorriu de canto. Um sorriso que apenas aumentou a vontade de Betty de beijá-lo. Ela percebeu que estava quase sem ar tamanha a excitação que sentia com aquela situação. Respirou fundo e o ar veio impregnado do cheiro de Jughead, o que apenas intensificou tudo o que sentia. Ele aproximou-se e sussurrou próximo ao ouvido dela:
— Engraçado Elizabeth Cooper, porque eu estava justamente pensando sobre o quanto você é linda.
Um arrepio tomou conta do corpo de Betty.
Ela se aproximou e tocou a mão de Jughead, enquanto encarava seus olhos intensamente. Ele sentia como se pudesse se afogar nos olhos da garota.
— Você é linda. – ele repetiu enquanto tocava uma mecha do cabelo loiro dela.
— Eu não sei o que está acontecendo comigo. – a garota confessou. – Mas eu estou gostando. E estou gostando de estar aqui com você.
— Isso soa até um tipo de clichê... A garota perfeita e o garoto estranho.
— Não diga isso. Não use essa palavra... Perfeita. Eu odeio essa palavra.
Ele concordou com um aceno de cabeça. Levou suas mãos em direção ao rosto de Betty e acompanhou o contorno de seus lábios com a ponta dos dedos. Ela fechou os olhos sob o seu toque.
— E você não é estranho Jughead. – ela disse. – Apenas diferente.
Ela quase pode sentir seu sorriso antes dele encostar seus lábios nos dela.
O coração de Betty acelerou de uma maneira que ela nunca achou que seria possível. Poderia temer um ataque cardíaco se não estivesse tão ocupada sentindo os lábios macios e quentes de Jughead nos seus.
Seu corpo todo se aqueceu, era como se cada célula sua estivesse entrando em ebulição. Jughead levou a mão a nunca de Betty e a puxou para mais perto, colando seus corpos e aprofundando o beijo.
Se alguém lhe tivesse dito que naquela noite ele estaria na festa de Archie, preso em seu armário sob a escada com Betty Cooper jogando sete minutos no paraíso, ele riria na cara da pessoa. Mas agora isso acabara de acontecer e como se não fosse loucura o suficiente, ela estava extremamente sensual e tentadora, muito diferente da certinha Betty Cooper com a qual convivia em Riverdale High School. E eles estavam se beijando. E não era qualquer beijinho.
Ela passou os dedos pelos cabelos macios de Jughead e os puxou enquanto o beijava. Sentia a língua quente e macia dele em sua boca fazendo com que seu corpo inteiro respondesse ao toque de imediato. Ela queria mais, queria estar mais perto, queria mais daquele beijo, queria mais daquele toque. Queria mais de Jughead!
A respiração do garoto estava acelerada e ele sentia como se o seu corpo inteiro estivesse pegando fogo. Sentia o suor grudando o cabelo em sua testa.
Betty se apertou ainda mais contra Jughead, sentindo os músculos dele sob a camisa e um volume em sua calça. Ela correu os dedos por dentro da camisa do garoto e arranhou suas costas levemente, o que fez com que ele afastasse seus lábios apenas para soltar um suspiro pesado e sensual que deixou Betty ainda mais excitada.
Jughead baixou uma de suas mãos em direção as pernas de Betty e subiu acariciando sua pele, levantando sua saia e apertando sua bunda.
— Quem diria Betts. – ele sussurrou em seu ouvido. A forma como o apelido soou em sua voz rouca a fez suspirar.
— Quem diria Juggyzinho. – repetiu.
Eles não tinham mais controle sobre seus corpos, respondiam apenas aos hormônios e a um instinto animalesco que apenas pedia mais, mais e mais.
Betty nunca imaginaria que beijar Jughead fosse tão bom, afinal se soubesse já teria o feito antes. Ela se sentia poderosa enquanto suas mãos percorriam o corpo do garoto, se enlaçando em seu cabelo, arranhando sua nuca e costas, percorrendo seu abdômen forte.
A cada segundo que o relógio marcava a menos os beijos se tornavam mais e mais urgentes, a luxúria aumentava e os dois não conseguiam mais controlar seus suspiros e gemidos roucos.
— Eu preciso de você Jughead. – Betty disse entre suspiros e palavras inteligíveis.
Ao ouvir essas palavras o corpo de Jughead estremeceu de prazer. Nunca, nem em seus melhores sonhos ele teria imaginado como era bom beijar, tocar e ouvir Elizabeth Cooper dizer que precisava dele, que queria ele. Nunca teria imaginado como era a sensação de ser desejado por uma garota como ela.
Ele não iria negar que sentia uma atração pela garota. Desde o momento que a conheceu quando ainda estavam no primário, Jughead Jones percebera que a loira despertava sentimentos nele e, desde o momento em que entrou na puberdade percebeu que tais sentimentos eram mais complicados do que ele sequer imaginava quando criança.
Mas ela era apaixonada pelo seu melhor amigo, pelo garoto de ouro Archibald Andrews. Jughead tinha plena consciência de que não teria chance com uma garota como Betty Cooper, mas ele teria menos ainda quando uma garota como Betty Cooper gosta de um cara como Archie. E mesmo assim ele a estava beijando e aproveitando o melhor beijo de sua vida com ela.
Quando Jughead estava com a mão sobre a calcinha de renda de Betty o celular soou os assustando. Se separaram abruptamente com a respiração acelerada e sôfregos, completamente corados e quentes. Sete minutos haviam se passado entre beijos e carícias, suspiros e gemidos, palavras e frases sem sentido em meio a uma luxúria crescente.
Ouviram quando alguém destrancou a porta.
Os dois se olharam, as pupilas dilatadas de desejo tornando seus olhos quase negros. Os lábios inchados devido os beijos urgentes e selvagens.
Haviam estabelecido uma conexão forte e verdadeira um com o outro. Eles nunca haviam se sentindo tão bem, tão desejosos ou tão confortáveis com qualquer outra pessoa.
— Uau. – Jughead disse por fim, quebrando o breve silêncio que se estabeleceu entre eles. – Acho que mudei minha opinião sobre essas brincadeiras.
Betty riu se sentindo mais leve. Jughead se deliciou com o som do seu riso, sorrindo em resposta. Sorriu como não sorria a anos.
Elizabeth Cooper era simplesmente perfeita. Ele até poderia não dizer em voz alta, já que a garota não gostava desse rótulo, mas Jughead não conseguia pensar em uma palavra melhor para descrevê-la.
— Fico feliz que eu tenha ajudado a tornar sete minutos dessa festa menos tediosos pra você – a garota disse se aproximando e jogando seus braços sobre os ombros de Jughead. Depositou um beijo leve sobre seus lábios.
— Gostaria que fosse mais que sete minutos. – ele falou devolvendo o beijo.
— Não precisamos sair agora. – disse maliciosa.
— Os outros vão falar...
— Eles nos trancaram por sete minutos em um armário apertado, eles vão falar. Mas quer saber... Eu não ligo para o que vão dizer. Hoje eu quero você Jughead. Agora, nesse momento, tudo o que importa é você e eu.
Jughead sorriu e logo os dois voltaram a se beijar.
O que Jughead e Betty descobriram naquele dia é que sete minutos podem te mostrar o paraíso. E o que Jughead e Betty também descobririam nos próximos dias é que sete minutos podem mudar muita coisa em suas vidas, por exemplo, sete minutos dentro de um armário apertado poderiam mostrar para Betty que Archie podia ser superado com facilidade, poderiam mostrar para Jughead que ele podia ser amado, poderiam unir o que algumas pessoas consideram almas gêmeas.
Mas naquele momento nada disso importava.
Naquele momento tudo o que importava eram eles. Seus lábios. Seus beijos. Seus toques. E a conexão profunda que se estabeleceu entre eles a partir daquela noite.
Alguns minutos depois eles sairiam juntos em direção ao Pop's, de onde seguiriam para o trailer onde Jughead morava e onde passariam juntos a melhor noite de suas vidas até então.
Notas finais
Muito ruim? Um pouco ruim? Legalzinho? Muito legal? Enfim, por favor se você leu até aqui deixa um comentário me dando um feedback pra eu saber o que tenho que melhorar e o que ta bom.
Espero que tenham aproveitado a leitura.
Tudo o que eu tenho a dizer é: CHUPA SETE MINUTOS DO ARCHIE E DA VER?”NICA. MEU SHIPP IS REAL E SOBERANO!!!! HAHA
Ah, e já quero deixar avisado que se você também é apaixonada/o por esse shipp maravilhoso fiquem atentas/os aqui no meu perfil, logo mais vou começar a postar uma short-fic bughead ♥ com uma Betty um pouco mais sombria e problemática que vai despertar o interesse e a curiosidade do nosso Juggie! A ideia veio daquela cena lacradora da Betty cantando Mad World (e daí o nome da fic) no episódio oito da segunda temporada.
Beeeijos no coração e até a próxima!
Fale com o autor