Notas iniciais
Boa leitura, estrelinhas! Espero que gostem da nova história!

Faz alguns meses que a Mina andava observando um certo esverdeado. No início, ela acreditava que era admiração por ele ser um garoto que sempre dava tudo de si para ajudar o próximo, ou pelo fato de Izuku ser alguém inteligente e que nunca desistia não importando as dificuldades. Como quando ele, junto a seus colegas de classe, foram resgatar Bakugou da liga dos vilões.

Ashido queria entender o que se passava dentro de si esses últimos dias. Vez ou outra ela se pegava encarando o Midoriya no meio da aula. Suas amigas notaram que ela estava mais distraída do que o normal e isso as preocupava.

Então, decididas, Momo e Ochaco a chamaram durante o intervalo. Sentando numa das mesas do refeitório, Momo foi a primeira a comentar:

— Mina, notamos que de uns dias para cá, você anda bem distraída. Você sabe que pode contar com a gente se precisar desabafar.

— Meninas, não precisam se preocupar, eu estou bem.

— Não é o que parece. — Fala Uraraka. — Você que sempre fora sociável, não quer mais sair nos rolês que a gente faz. Logo você que adora uma festa!

— E quando nós te convidamos para fazer compras no Shopping com a turma, você recusou. — Comenta Yaoyorozu. — Isso não é do seu feitio.

Ashido força um sorriso e as duas garotas se entreolham, alguma coisa andava atormentando sua amiga e elas estariam dispostas a descobrir para ter a amiga de volta ao normal.

— Você não confia na gente para não falar o que está acontecendo? — Pergunta Ochaco.

— É claro que confio em vocês! Eu só… não sei se isso é certo…

— Seja qual for o problema, saiba que estaremos aqui por você. — Responde a castanha.

Mina observa a Uraraka e diz:

— A verdade, é que ando passando por um conflito interno e isso vem me atormentando cada vez mais. — Mina enfim confessa. — Eu sei exatamente o que estou sentindo, mas é errado.

— Um sentimento? Por que acredita ser errado? — Pergunta Momo.

— Por que sei que uma amiga minha tem o mesmo sentimento por ele.

— Espera! — Ochaco a interrompe após cair a ficha. — Por acaso está gostando de alguém? Quem é a pessoa?

Mina cora e respirando fundo, diz:

— É o Midoriya. Você gosta dele, certo, Ochaco?

— O Deku… não! — Ochaco nega desacreditada com a suposição da amiga. — Certo que no começo eu nutria um sentimento por ele, mas descobri que era apenas admiração, Mina. Por que você não fala com ele? Talvez o Midoriya sinta o mesmo e te corresponda.

— E se ele não sentir?

— Cadê aquela garota corajosa que não tem medo de se arriscar, aquela menina confiante e cheia de energia? — Pergunta Momo. — Nunca saberá se não tentar.

— Verdade… tive uma ideia! — Ochaco fala de repente. — Vamos convidar a turma para jogar "sete minutos no céu" e nos reunir na sala. Faremos questão de o Midoriya aparecer e daremos um jeito para que vocês dois possam ficar juntos no jogo.

Com o plano traçado, as garotas esperam a aula terminar e logo em seguida convidam os seus amigos.

O restante do dia passou de forma serena, tanto que Mina estava se sentindo melhor e sua alegria havia voltado, o que não passou despercebido com as garotas.

A rosada se encontrava de frente a um espelho no seu quarto enquanto treinava formas de contar o que sentia ao esverdeado. No final, ela decidiu que iria deixar o coração a guiar na hora H.

Mina pôs-se a caminhar para a sala do dormitório assim que deu o horário combinado.

Chegando lá, seu coração deu um sobressalto e Mina estancou no meio do corredor ao ver o Izuku que conversava animadamente com Todoroki.

Por ficar o encarando, Izuku notou o seu olhar e virou-se para Ashido que desviou o olhar na hora e seguiu em direção das meninas, se sentando ao lado delas.

Midoriya prendeu a respiração ao ver a rosada. Ela estava com um conjunto de bermuda jeans e blusa vermelha cujo caia nos ombros e que ia até a altura do umbigo.

Desde hoje cedo durante a aula, Midoriya, que até então se concentrava na matéria, perdeu o foco ao reparar as encaradas de Ashido.

Izuku pensou que tinha algo no rosto e passou suas mãos no local, porém, não encontrou nada de anormal.

Conforme o tempo ia passando, o esverdeado sentiu seu rosto corar devido a intensidade do olhar de Mina.

Faz algumas semanas que o Izuku começou a reparar em Ashido. Midoriya notou que ela andava se afastando da turma e não parecia ser a mesma de antes.

Como um bom colega, Izuku chegou a pensar em tentar ajudá-la seja qual fosse o problema, mas, sempre que ele estava presente, a rosada parecia se afastar de si.

Preocupado que o problema fosse ele, Izuku viu a oportunidade em conversar com Mina quando descobriu que ela participaria do jogo.

Ochaco fala:

— Como eu tive a ideia, talvez eu devesse começar primeiro.

A castanha pegou uma garrafa de refrigerante e a colocando no meio da roda, girou o objeto que parou em Kirishima e Bakugou. Com muita insistência, a vice representante e a Ochaco haviam conseguido convencer o garoto explosivo para vir jogar.

Os dois garotos entraram no armário e a Momo ligou o alarme do celular para contar os minutos. Enquanto o tempo passava, a turma colocou o papo em dia.

Nas rodadas seguintes, as duplas foram: Tsuyu e Tokoyami, Momo e Shoto, Sero e Jirou até que quase todos da roda já haviam jogado.

Como estava ficando tarde e amanhã eles teriam aula, Ochaco e Momo se entreolham, agora elas iriam por seu plano em ação.

Mina segura a garrafa e ao girar o objeto, Ochaco grita:

— Gente! Tem um vilão lá fora! Olhem nas janelas!

Imediatamente todos ficaram alertas e foram à procura do vilão.

Enquanto a turma estava distraída, Momo colocou a garrafa apontando para o Izuku e a Mina.

Como ninguém encontrou nenhum vestígio do vilão, Bakugou gritou com a Uraraka e seus amigos a defendem.

— Tenho certeza de que a Uraraka deve ter se confundido. — Responde lida. — Acontece.

— Perdão gente, eu achei que tinha visto algo lá fora. — Ochaco se faz de inocente, mas no fundo ela estava grata por ter dado certo.

— Em quem parou dessa vez? — Pergunta Kaminari.

A turma olha para a garrafa e tanto Mina, quanto Izuku arregalam os olhos.

— Parou no Midoriya e na Mina. — Momo diz com um certo brilho nos olhos.

Quando a rosada ouviu a representante mencionar o nome do Izuku e o seu, Mina respirou fundo e sorriu decidida, ela iria deixar a insegurança de lado e tomar atitude, afinal de contas, suas amigas lhe deram uma oportunidade.

Ambos entraram dentro do armário escuro, ficando cada um num lado oposto.

Alguns segundos se passaram e Izuku se pronunciou:

— E-Eh! M-Mina… Eu… A-Aproveitando que estamos aqui, eu queria conversar com você.

Mina o observa curiosa e pergunta:

— Sobre o que?

— P-Percebi que de uns dias para cá, você tem andado bem distraída e t-também parecia ficar me encarando…

Mina se surpreende por ver que o esverdeado notou seu comportamento e cora.

— Você parecia estar se afastando da turma sempre que eu ficava por perto. — Continua Izuku. — P-Por acaso eu fiz alguma coisa que te deixou para baixo? S-Se for o caso, eu…

Mina o interrompe:

— Não, Izu! A verdade é que…

Mina suspira, as palavras simplesmente sumiram de sua boca. Ela não entendia por que falar o que sentia parecia ser tão complicado.

Izuku reparou o apelido que Ashido lhe deu e cora.

Refletindo por alguns minutos, Mina tomou outra decisão: Atos falam mais do que palavras.

Mina foi diminuindo a distância entre eles, e ao notar o ato, Izuku recuou até ver que não tinha escapatória, pois estava no limite do armário. Seu rosto que antes se encontrava corado, agora parecia um verdadeiro tomate.

A rosada passou seus braços lentamente por volta do pescoço de Izuku, aproximou sua boca do ouvido dele e falou:

— A verdade, Izu, é que eu te amo.

— V-Você…

Sem dar tempo para o esverdeado raciocinar, Ashido preencheu o espaço que os separavam.

Izuku, que até então estava paralisado com o ato repentino, desperta do transe e retribui o beijo, explorando cada canto dos lábios de Mina.

Ele não esperava que Ashido lhe desse um beijo repentino, porém, guiado pela emoção e calor do momento, Izuku aprofundou o beijo entrelaçando as línguas.

Izuku segurou a cintura da rosada e a trouxe mais para perto de si, ficando colados um no outro a ponto de Mina sentir o seu perfume amadeirado e de Izuku sentir o aroma floral que emanava de Ashido.

Izuku que até então mantinha as mãos nas costas de Mina, passou a trilhar caminho até a cintura e se aventurou a ir um pouco mais para baixo, o que fez a rosada arquejar de surpresa e devolver o ato passando suas mãos por de baixo da blusa de Izuku.

Logo foi perceptível que ambos se encontravam em tal estado de excitação a ponto de se esquecerem de tudo a seu redor.

Izuku parou o beijo e seguiu dando pequenos selinhos no ombro de Mina e a mesma voltou a erguer os braços para sentir os fios de cabelos do esverdeado.

— M-Midori… — Gemeu a rosada em tal êxtase após Izuku dar uma mordida em seu pescoço.

— Mina!

Com o calor presente, Izuku retirou sua blusa e Mina estava prestes a fazer o mesmo, quando ambos são interrompidos por Uraraka que abre a porta do armário.

— O tempo acabou pombi... Mas que bela surpresa! — Ochaco continha um sorriso enorme no rosto, junto a um ar de satisfação ao ver a cena a frente.

Quando Ochaco abriu a porta, Mina e Izuku se lembraram de que não estavam sozinhos e se afastam um do outro, a vergonha nítida na cara.

Para garantir que a turma não ouviu nada, Ashido perguntou:

— P-Por acaso vocês ouviram alguma coisa?

Nenhum aluno respondeu, mas a expressão de malícia no rosto de alguns, junto a uma expressão envergonhada de outros respondeu por eles.

— Como todos já participaram e pelo horário, vamos encerrar o jogo. — Diz a Momo.

Mina observa o relógio e arregala os olhos ao ver a hora, ela e o Izuku não ficaram apenas sete minutos lá dentro, mas sim uns trinta e cinco minutos!

— Trinta e cinco?! — Mina pergunta eufórica. — P-Por que vocês não nos chamaram quando deu sete minutos?

— Por que tanto eu, como a Momo queríamos que você se resolvesse com o Izuku. — Diz Ochaco. — Enquanto ficavam ali dentro, nós falamos para a turma o nosso plano e todos concordaram, então ficamos jogando uno.

— Só mais um detalhe. — Fala Momo. — Nós ouvimos tudo de camarote, porém, o Izuku não falou se te amava.

— Verdade. — Diz Ochaco. — Então, Midoriya?

— E-Eu… Sim, amo a Mina! — Izuku diz olhando no fundo dos olhos de Ashido que sorri.

— Bem, nosso trabalho está terminado. — Fala a castanha. — Agora é com vocês, boa noite!

Os alunos saem da sala deixando os dois a sós. Mina se aproxima de Izuku e pergunta:

— Você quer sair no sábado à tarde comigo?

— A-Apenas eu e você? — Mina assente e Izuku continua. — Como um encontro? Claro que quero!

— Sim! Até sábado e durma bem, Izu. — Diz Ashido cujo distribui um beijo no esverdeado.

— Você também, Mina.

As semanas passaram voando, hoje seria o sétimo encontro do casal.

As memórias do primeiro encontro de Izuku vem à mente, eles haviam ido para o Shopping e resolveram assistir a um filme novo que tinha sido lançado recentemente.

Porém, no meio do filme, Ashido começou a provocar Izuku ao fazer carícias no braço do esverdeado e ao distribuir beijos por sua pele.

Não aguentando as provocações dela, Midoriya segurou a sua mão e a levou até o banheiro masculino.

Vendo que o banheiro estava vazio, Izuku trancou a porta e ambos iniciaram um beijo selvagem e cheio de paixão sem se importar por estarem perdendo o filme.

Agora, atualmente, Izuku tinha pensado muito durante essas semanas, ele queria fazer uma surpresa para Mina, só esperava que desse tudo certo.

Midoriya tinha sugerido para ambos irem a um restaurante e Mina amou a ideia. Sentando-se a mesa, fizeram o pedido quando o garçom se aproximou e conversaram sobre seus interesses em comum, até que Ashido nota pelo canto do olho um karaokê.

— Izu, o restaurante tem karaokê, vamos jogar enquanto o jantar não vem?

— C-Cantar na frente das pessoas?

— É só você olhar para mim e para a tela, vamos, Izu!!

— T-Tudo bem.

Eles seguiram até a máquina e Ashido escolheu uma música animada. Os minutos foram passando, até que Izuku se soltou e os dois, além de cantar, fizeram alguns passos de dança.

Izuku estava aprendendo a dançar de tudo um pouco graças a Ashido, embora ainda se sentisse envergonhado, mas a Mina afirmou que com o tempo ele se acostumaria.

Quatro músicas depois, voltaram para a mesa e antes de iniciarem o jantar, Izuku se levantou e batendo a talher no copo, chamou a atenção das pessoas presentes no ambiente.

— Com licença, eu gostaria de pedir um pouco de atenção de vocês. A algumas semanas atrás, se alguém me dissesse que eu iria me apaixonar por uma garota linda, alegre e descontraída, falaria que essa pessoa estava tendo pensamentos precipitados. Mas hoje, não tenho mais nenhuma dúvida de que amo a minha rosada.

Mina cora com o discurso de Izuku e continua prestando atenção.

— Sou eternamente grato por ter amigos tão incríveis que nos ajudaram a perceber o que estava estampado na gente.

Izuku fez sinal para um dos garçons se aproximar e o mesmo lhe entrega uma caixa de joias. Pegando o objeto na mão, Izuku se ajoelha e pergunta:

— Sou o cara mais sortudo do mundo por ter lhe conhecido e grato por cada momento. Mina Ashido, você aceita ser a minha namorada?

Sem perder tempo, ela responde:

— Sim! Claro que aceito, Izu!

Izuku se levanta do chão e encostando os seus lábios no dela, inicia um beijo suave e lento. Logo, ouvem-se aplausos e os dois se separam.

Midoriya abre a caixa de joias, tirando de lá um colar dourado com um pequeno diamante rosa e ao abrir o fecho, Izuku põe o colar no pescoço de Mina.

— Muito obrigada, Izu. — Ashido fala.— Não só pelo presente, mas por tudo, por cada momento que tivemos e que ainda teremos. Eu te amo!

— Também te amo, minha rosada. — Izuku sorri.

Esse dia ficaria gravado na memória de ambos para todo o sempre.

Fim

Notas finais
Espero que tenham gostado!

Também publicada no Spirit e Wattpad: UravityStar
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!