Sete crianças Sakamakis
8 Capítulo 7
POV Aya
Apesar da situação de Mayumi,nós íamos normalmente para a escola, incluindo Shi,mas com tio Kanato por perto não acho que ele poderia sofrer bullying. Enfim, eu estava na sala com minha melhor amiga a Jenna, ela tinha cabelos escuros e olhos castanhos. Havia algo de familiar nela mas eu gostava dela do mesmo jeito. — Consegue resolver essa equação? — Perguntei lhe mostrando o caderno. — Sim, é só fazer pitágoras e o cálculo do Pi. — Entendi. — Eu preciso te contar uma coisa. É importante e quero que o Subaru saiba. — Do que está falando? — Dá o sinal do almoço. — Eu te conto no refeitório. — Ela me pegou pelo braço e me arrastou até a mesa onde papai estava.— Subaru, preciso falar com você. — Disse Jenna sem nos fazer entender nada. — O que houve? — Perguntou. — É melhor você vir, ela nunca se aproximaria se não fosse importante. — Está bem. — Ele se levantou e nos seguiu até um ponto mais reservado. — O que foi. — Subaru. Eu sou a Christa. — Papai arregalou os olhos. — Isso é algum tipo de piada? — Perguntou irritado. — Como eu nāo seria a Christa se eu não soubesse de coisas como o dia em que te dei materiais de desenho para você desenhar. Você até tinha desenhado um cavalo, se lembra? — Mas como? — Perguntou com lágrimas nos olhos. — Cordelia,Beatrix,Karl,Richter e eu estamos com a Mayumi. Mas não estou do lado deles, quero ajudar você e seus irmãos. — O que quer dizer Christa? — Perguntou tio Reiji aparecendo com os outros. — Eles estão com a Mayumi, e estão usando ela como uma isca para atrair as crianças,todas elas menos a Sayaka. — Que linguaruda você é Christa.- Disse uma loira que apareceu olhando para Kanato. — Meu canário lindo e cantor. — Mamãe? — Perguntou tio Kanato. — Olá Reiji querido. — Disse uma mulher de cabelos castanhos. — Beatrix. — Resmungou Reiji cerrando os punhos. — Olá meninos. — Disse um garoto loiro com um rapaz de cabelos castanhos ao seu lado. — Quanto tempo que não vejo os meus filhos. — Richter e Karl. — Resmungou tio Laito. — Onde estão as crianças? — Perguntou Karl zombeteiro. — Estão quietas no refeitório. — Pelo menos elas podem levar uma vida normal, não é mesmo Aya? — Perguntou Richter. — Como é ser uma mera e patética humana que ao morrer pode muito bem se tornar vampira? — Ser humana chega a ser um bilhão de vezes melhor do que ser um vampiro sugador de sangue — Respondi friamente. — Sabem de uma coisa? — Disse Richter. — Enquanto estamos aqui distraindo vocês, dois amigos de Karl estão tirando Tsuda daqui agora mesmo. A esta altura ele já deve ter entrado no carro. — Eu cuido disso — Disse tio Reiji Tio Laito cerrou os punhos e deu um soco no estômago de Richter o que quase me fez rir. — Te adoro tio Laito.- Eu disse, exibindo um sorriso de orelha a orelha. — Obrigado Aya, agora o que acha de agirmos. — Tchau meninos. Até logo. — Todos eles sumiram com excessão de vovó. — Vovó Christa! — Exclamei a abraçando. — Aya! Subaru! — Ela nos deu um abraço apertado. Então ela acariciou o rosto de papai enquanto as lágrimas escorriam por suas bochechas. — Temos que correr para tentar salvar o Tsuda. — Disse tio Laito vinterrompendo o momento. — Tio Laito,estou com a estranha sensação de que sei quem pegou o Tsuda. — Ele olhou para mim com uma expressão curiosa no rosto. — Shi e Carla Tsukinami. — Murmurei, desabando no chão logo em seguida. — Aya! — Ouço a voz de papai e de vovó antes de perder a consciência. Ao acordar, eu estava deitada em minha cama. — Finalmente acordou. — Disse vovó sentada ao pé da minha cama. Sorri para ela. — Oi vovó. — Eu disse com um sorriso enquanto me sentava e me espreguiçava ao mesmo tempo na cama. — Tudo bom com a senhora? — Estou ótima querida. Obrigada por perguntar, e você? Como está com tudo isso? — Perguntou parecendo preocupada. — Estou bem,só um pouco preocupada com o que podem estar fazendo com Tsuda e Mayumi. — Não se preocupe. Eles não vão machucá-los até que consigam capturar todos vocês. — O que a senhora sabe? — Perguntei curiosa preocupada ao mesmo tempo. — O ritual será feito na próxima Lua Cheia, dentro de um templo sagrado para os vampiros. Quando a Lua passar por uma fresta no teto desse templo todas as crianças serão mortas. — Eu estou com medo de que eles sejam sacrificados. — Confessei amedrontada só com a ideia de que aquilo poderia realmente acontecer. — Enquanto você estiver aqui, nenhuma criança será sacrificada. — O que a senhora quer dizer com "você"? — Talvez ainda não tenha percebido, mas meu filho tem muita estima por você e ele a adora. Como Subaru demonstra se importar muito com você acho complicado que eles a peguem. Você é praticamente a protegida dele e eu admiro muito isso. — Nunca pensei que ele tivesse isso por mim. — Confessei comovida. — Eu o adoro. De todos os seis,ele é o que mais me trata bem, dá pra entender porque minha mãe o adora.
— Sua mãe é uma ótima mulher. Eu gosto muito dela também. — Mas a senhora não ficava presa na torre nessa época? — Perguntei me arrependendo de ter feito aquela pergunta. — Sim, mas eu observava Subaru e ela correndo pelos jardins, dava para ver que ela o fazia sorrir e se esquecer do sofrimento que eu lhe proporcionava,era algo que me confortava e me fazia sorrir apesar de tudo o que acontecia naquele tempo. Sua mãe foi uma das melhores coisas que apareceram na vida dele, não sou capaz de imaginar o meu Subaru com outra pessoa que não seja a Takako.
Notas finais
vocês confiam na Christa?
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