Sete Pecados Mortais
6 Vaidade
A comparação de uma coisa com a outra é questão de insegurança e auto-afirmação e para representar esta condição foi registrado pelos septões o sexto pecado, a vaidade, que é a busca da perfeição física de modo que venha a conquistar a admiração dos outros.
Mais previsível do que qualquer outro fundador dos sete pecados se encontra a Donzela como a responsável pela vaidade. A bela, a casta e amada divindade que mais do que qualquer outro imortal está satisfeita com a sua posição. Contudo, quando se é o foco da atenção tanto de seus iguais quanto dos humanos é necessário tomar medidas drásticas para que a sua pureza seja preservada. Por mais difícil que isto se torne algumas vezes, a Donzela sabia muito bem como se cuidar de todas as maneiras possíveis.
Já na Campina, Willas Tyrell, o herdeiro do Jardim de Cima e protegido da entidade criadora da vaidade não soubera se proteger muito bem em sua juventude. A rosa mais bonita de todo o jardim não crescera tão forte como os seus irmãos. Imprudente, inscreveu-se em um torneio e lutou com um dos mais vorazes lordes de seu tempo e perdeu algo além de honra naquele dia, ele perdera a sua beleza ao ganhar uma perna defeituosa. Capaz de se locomover apenas com o auxílio da bengala, Willas abriu mão de seu sonho de se tornar cavaleiro e passou a se dedicar à falcoaria e aos estudos. Considerado um líder mais responsável do que o pai, o herdeiro da Campina teria mais do que se orgulhar se não fosse lembrado da sua condição física toda vez que se movimentava. Recordado constantemente pela sua própria família que ele não é e nunca será uma rosa em total florescimento, se tornou incapaz de aceitar a sua limitação de forma plena, mantendo a sua castidade e recusando-se a deixar as suas terras, pois dentro de si arde a insegurança e o medo de ouvir palavras de rejeição, de asco, vindas de uma mulher.
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