Sete Pecados Mortais
4 Ira
Antes da primeira traição nenhuma criatura sentira um sentimento tão forte quanto a ira, e este pecado, que é o quarto na linha da criação pertence aqueles que sentem raiva de algo ou alguém a ponto de desejar o mal do outro indivíduo como uma forma de compensação do dano que lhe foi causado.
Temido e incompreendido, o Deus Estranho foi o primeiro a adotar este pecado. Sentindo-se menosprezado por seus irmãos e tendo pessoalmente de cuidar dos mortos, o Deus do desconhecido foi o primeiro a buscar a justiça pelas suas próprias mãos. Diferente dos outros Deuses, o Estranho nunca foi adorado como uma divindade por habitar o submundo e por esta razão foi privado de oferendas e sacrifícios. Tendo de receber por obrigação a alma dos humanos que nunca lhe deram admiração em vida, o Deus por sua vez resolveu fazer por merecer o desprezo recebido, ralhando com os mortais por toda a eternidade e coletando os gritos, as dores e as súplicas como recompensa pessoal.
Oberyn Martell, conhecido como a Víbora Vermelha e dono do título de Príncipe de Dorne não tinha muita relação com o seu Deus protetor, contudo ele era um dornês e esta nacionalidade era por si só digna do desconhecido por ter uma cultura independente a de todo o território westerosi. Detentor de um grande carisma, a Víbora Vermelha de Dorne possuiu muitos admiradores em todo o lugar que frequentou. Mulheres se lançavam aos seus pés e os homens tentavam imitar o seu estilo. Entretanto somente a admiração de uma pessoa lhe importava e era a de sua irmã Elia, admiração de quem ele fora privado. Sua irmã fora brutalmente assassinada por Sor Gregor Clegane a mando dos Lannisters. No momento em que a alma de Elia chegou nas mãos de Estranho o Príncipe soube que o Deus dos mortos lançara a sombra do seu pecado sobre ele e pacientemente, durante quase 20 anos, se agarrou em sua vingança com a mesma intensidade que se apegou a vida, esperando, como uma serpente de areia o momento certo de atacar os seus inimigos.
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