Notas iniciais
é gente... agora que a história começa a tomar forma!
fiquem tranquilos que logo a coisa vai ficar animada!
a nanda bem sabe!
huahuahua
ta aí mais um capítulo!!!

Capítulo 4

Fechou os olhos com força obrigando-se a voltar ao presente. Espera que quando os abrisse a figura de Stefan não estivesse mais lá, e que tudo não tenha passado de uma miragem. Não foi isso que aconteceu. Ele era feito de carne e osso e estava vindo em sua direção. Bonnie ainda não tinha reparado em sua aproximação, estava muito concentrada nos próprios lamentos e em esmagar a mão de Elena. Mas os outros dois vampiros presentes escutaram os passos esmagando a grama. Caroline apenas seguiu o olhar da amiga e Damon se aproximou do pequeno grupo. Em literalmente um piscar de olhos Stefan se encontrava a menos de um metro do trio. Mantinha o olhar desviado e a cabeça baixa.

— Olá. – cumprimentou o grupo sem encarar-los.

Foi só então que os ouvidos humanos de Bonnie captaram um ruído de Stefan. A atenção da bruxa foi toda voltada para ele e lançou-lhe um olhar amargurado.

— Como tem coragem de aparecer depois de tudo?! Não sente vergonha?

— Claro que sinto, Bonnie...

— Então o que está fazendo aqui? Veio para assistir todo o sofrimento que causou?

— Stefan não tem culpa! Klaus o compeliu! – argumentou Caroline.

— Mas eram as mãos dele que estavam sujas de sangue! Sangue do Jeremy!

Bonnie chorava e gritava descontroladamente. Soltou a mão da amiga e ficou bem próxima de Stefan, apontando um dedo para o rosto dele. Elena permanecia calada ainda se recuperando do choque que a presença dele causou. Sentiu uma nova presença ao seu lado. Damon pousava uma mão em suas costas confortando-a e estava pronto caso a situação ficasse mais tensa. O que não demorou muito.

— Você o matou. – começou Bonnie com um sussurro. – Você o matou! O MATOU!

Ela estendeu os braços e imediatamente Stefan caiu de joelhos no chão. Segurava os dois lados da cabeça enquanto rolava na terra e gemia de dor. Damon afastou-se de Elena para segurar as mãos da bruxa para trás.

— Vamos acabar com o circo por aqui! Discutimos quem teve ou não culpa na história depois, de preferência em um lugar que não seja público. – disse Damon botando ordem na briga.

Stefan levantou-se ainda com uma mão acariciando a cabeça e com uma expressão de evidente desconforto. Seus olhos encontraram os de Elena. Esta ainda sem reação. Ele aproximou-se novamente agora dirigindo a palavra apenas a ela, mas com a intenção de que todos ouvissem e entendessem o recado.

— Podemos conversar? – ele recitou por um momento. – Por favor?

— Tudo bem. – respondeu Elena outomaticamente.

— Venha Caroline, me ajude a levar a Bruxonilda para o carro. – disse Damon enquanto arrastava Bonnie, sem esforço, para fora do cemitério.

Caroline entendeu que era melhor deixar Elena e Stefan sozinhos para conversar, então seguiu Damon, mas ainda desconfiada. Quando viu que o grupo estava a uma distância segura para que não ouvissem a conversa, Stefan se pronunciou.

— Eu sinto muito.

Elena demorou um pouco para falar, pois tentava encontrar a sua voz. Sentia que suas mãos tremiam levemente e que estavam cerradas em punho, uma reação comum de quando estava nervosa. Escondeu-as nos bolsos da jaqueta. Trocou o peso do corpo de um pé para o outro algumas vezes e falou.

— Sei que não foi sua culpa, Stefan. Klaus que o hipnotizou.

— Eu fui fraco. Tinha que ter resistido!

— Não se cobre por isso. Ele era muito forte.

— Você sempre me dizia que estava sendo fraco na época em que eu estava sob o controle dele. Como que agora eu não poderia ser?

Ela ficou calada por um momento. Stefan suspirou e desviou o olhar.

— Não vim para discutir isso. Não importa o que me fale, eu sou culpado. Bonnie está certa e eu vi nos olhos de Caroline que no fundo ela concorda com isso. Eu vim te pedir perdão, Elena. É só ele que importa para mim e é só com ele que eu vou conseguir me perdoar.

Stefan segurava os ombros dela enquanto voltava a encarar-la, olhando fundo nos seus olhos, como se enxergasse sua alma. O coração de Elena estava descompassado, pulando várias batidas, e a respiração entrecortada. Não conseguia sentir mais os nós dos dedos de tanto que apertava as palmas das mãos. Fazia meses que não sentia Stefan tão próximo. Os dedos que congelavam sua pele e o hálito frio indo de encontro ao seu rosto. Os narizes estavam quase se encostando agora. Elena só sentia falta de uma sensação naquele momento: as agulhadas de eletricidade que deveriam vir com o seu toque. Mas não sentia nada. Apenas a pressão que as mãos dele faziam sobre seus ossos.

— Sei que não posso mudar o que aconteceu. – continuou ele quando percebeu que ela não falaria nada. – E dói muito pensar que foi com Jeremy. Ele era meu amigo, Elena. Mas, por favor, me dê forças para minimizar este peso na consciência.

Ele suplicava, implorava. Ela conseguia ver a tristeza nos olhos dele. Nunca viu Stefan chorar, mas sentia que logo lágrimas cairiam por seus lindos olhos verdes.

— Eu te perdôo. Mas continuo insistindo que isso não é necessário. Não foi culpa sua.

Abraçaram-se fortemente. Elena com os braços em volta do pescoço de Stefan e ele agarrado à cintura fina dela. Acariciou os longos cabelos chocolate e inspirou profundamente, apreciando o cheiro amendoado da pele dela.

— Sei que muita coisa mudou nesse tempo que estivemos separados e eu estou disposto a recomeçar. Compensar o tempo perdido. Eu te amo, Elena! Amo muito.

O efeito que as palavras de Stefan fizeram não foi o esperado por Elena. Não havia borboletas no estômago nem seus joelhos fraquejaram. Apenas seu coração que batia de tal forma que parecia que ia pular do peito. A confusão tomou conta dela. Realmente alguma coisa havia mudado. Mas dizer que não o amava seria um pecado mortal, sem perdão. O homem que ela se apaixonara estava ali com ela. Os mesmos olhos compreensivos, a mesma voz macia. Ele não mudara. “O que está acontecendo?”.

— Eu também te amo, Stefan.

Ela não desfez o abraço e Stefan estranhou. Pensava que depois da declaração dela receberia um beijo apaixonado. Alguma coisa estava errada.

— Mas...?

— Mas preciso de um tempo para tirar as imagens da minha cabeça. Quero ser capaz de olhar para você e não me lembrar... daquilo...

Os olhos dela estavam marejados. Stefan limpou as lágrimas que tentavam sair. Beijou cada pálpebra e encostou sua testa na de Elena.

— Ta tudo bem. Não vou pressionar-la a nada. Entendo completamente.

— Eu juro que é só um tempo...

— shuuuuu não precisa dizer mais nada.

Elena abriu os olhos e viu o leve sorriso nos lábios de Stefan. Uma onda de conforto e segurança a invadiu, há meses que não tinha essa sensação. Sentiu seu rosto esquentar com a proximidade e umedeceu os lábios inconscientemente. Como um reflexo, suas bocas se chocaram. Começou como um simples carinho, um leve roçar de lábios. Logo Elena sentiu uma umidade nos beiços e deu passagem. As línguas dançavam e se enroscavam como se tudo estivesse ensaiado. Só então ambos se deram conta da saudade que sentiam.

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Damon observava tudo em silêncio. Deixou que Caroline levasse Bonnie para casa para ele mesmo ficar de olho em Elena. Não poderia simplesmente deixar-la sozinha com o seu irmão. Sabia que Stefan nunca a machucaria, mas um lado protetor aflorara em Damon nos últimos meses. Não escondia mais o quanto se importava com ela. Ainda tinha receio em expressar seus sentimentos, mas obviamente a amava, só não dizia isso para qualquer um. Amadureceu muito desde que ficou doente e ela o amparou. Tornou-se mais responsável e menos impulsivo.

Estava encostado na grade que separava a área verde do cemitério com o estacionamento. Descansou as costas na barra de ferro e cruzou os braços preguiçosamente sobre o peito. Observava o casal a uma distância de uns 30 metros, não conseguia ouvir claramente a conversa, mas os enxergava muito bem. A situação estava calma, então se abraçaram. Depois de umas palavras incompreendidas eles se beijaram. O coração silencioso de Damon se apertou e o moreno franziu o rosto. Tinha vontade de ir lá e separar-los, depois teria uma briga feia com o irmão onde os dois sairiam quase mortos, mas se conteve. Elena não estava sendo obrigada a beijar-lo, percebia que ela queria aquilo, o que o deixou ainda mais chateado. Não iria mais magoar-la com seu ciúme sem fundamento. “Afinal, ele que é o namorado dela”, pensou. Há muito tempo não sentia um nó tão forte na garganta como agora. Não conseguia evitar pensar o quanto era injusto que depois de todos esses meses de convivência ela ainda preferia o irmão mais novo. “Stefan. Sempre será Stefan”.

Aquilo estava sendo torturante demais. Damon considerou que permanecer lá seria uma atitude masoquista. Ajeitou melhor o blazer nos ombros, soltou um suspiro e se dirigiu para o carro estacionado a poucos metros. Deu uma última espiada nos dois enquanto procurava pela chave correta no molho. Entrou no veículo e logo girou a chave na ignição. Quando ouviu o ronco abafado do motor do Audi, saiu do estacionamento cantando pneus, não ousando em nenhum momento olhar para trás.

Notas finais
quem gostou comenta por favor!!!