Será mesmo uma missão...?
3 Cap. 3 - Vaga-lumes.
Kuroi acordara bem cedo ( 8 hrs ), olhou para os irmãos Okumura e deu um doce sorriso. Não sabia como acreditar que havia conhecido pessoas tão adoráveis.
– Huh? Já acordou Mato?
Espreguiçou-se Rin, era difícil ( raro ) ele acordar cedo. Ao olhar para a garota a sua frente, lembrou-se do que disse no dia anterior.
" Você não pode ir, se você conseguir realizar seu desejo você terá de passar o resto de sua vida ao lado da pessoa, não é? Isso não significa que o ama? Não será ruim se deixa-lo? "
Como também...
" [...] acho que eu já descobri o meu desejo. [...] Passa cada ao lado da pessoa que eu amar. "
– O que diabos foi aquilo?! Não posso estar apaixonado pela Kuroi Mato, eu amo a Shiemi, certo? CERTO?!! E-Errado? Mas eu sinto aquela palpitação quando a vejo, o mesmo que eu sinto quando vejo a Shiemi... fico corado só de olha-la, coisa que só aconteceu poucas vezes com a Shiemi... Não acredito que estou a comparando com a adorável e desajeitada Shiemi.
– Rin, você está bem? De repente começou a fazer algumas expressões estranhas...
Falou Mato um pouco preocupada.
– N-Não é nada demais, só estava pensando em algumas coisas. — Rin dá um sorriso forçado, estava na cara que ele não estava bem. — Então, vamos acordar o Yukio e vamos tomar café da manhã.
– Ok.
– Acorde ele, eu vou começar a preparar o café da manhã.
E foi o que ela fez. Ou tentou. Silenciosa como uma raposa, começou a cutucar as bochechas do Yukio.
– Yukio...
– Hum...?
Para sua surpresa, ele havia acordado rápidamente.
– Nii-san? — Não, era simplesmente Mato. Seus rostos estavam bem próximos, Mato apenas sorri e Yukio se afasta rápidamente.
– Yu-ki-o...
Rin apareceu com uma aura sinistra em torno. Chamou pelo nome do irmão pausadamente, estava visivelmente irritado.
– N-Nii-san! — Gaguejou o mais novo — Não precisa ficar irritado!
– Huh? Por que Rin ficaria irritado?
Perguntou Mato. Ela virou-se e fitou o Okumura mais velho, ele estava fortemente corado e usava um avental de cozinheiro, atpe que Mato levantou-se e ficou de frente para ele.
– Rin, você fica muito bonito de avental. — Ela sorri.
Yukio tenta escapar pela janela, mas impedido pelas mãos de Rin que ainda se mordiscava de raiva. Ele ainda realmente não entendia seus sentimentos, ele até poderia estar apaixonado pelas duas... mas isso não seria errado?
– Vamos tomar café da manhã... Yu-ki-o.
O mais novo sentiu um arrepio na espinha ( ou manchas ), mas tudo ficou mais calmo quando Mato se distraia e acaba derramando a comida.
– Ai, desculpe...
Yukio deu um chute na canela de Rin, que imediatamente entendeu o recado. Rin pegou uma toalha e passou na blusa da garota, mas não iria adiantar muita coisa, Mato também estava precisando urgente de novas roupas, o moletom dos garotos não eram tão grandes.
– Venha Mato, vou lhe emprestar o meu maior moletom, tente não se distrair, porquê mais tarde iremos ao shopping e vamos comprar roupas nomas para você.
Disse Rin um tanto feliz. Mato aprendeu a se vestir graças as meninas. Ao terminarem de comer, Rin chamou as meninas para ajuda-lo nas comprar, já que ele não entende nada — mais ou menos — de moda. Yukio não pode ir, já que Mephisto o havia chamado novamente. Renzo que estava voltando de uma boa paquera, se " ofereceu " para ir junto, Miwa e Bon só foram para cuidar do amigo.
– Nee, Rin... — chamou Mato. — O que é Shopping?
– É um lugar divertido, onde você compra roupas novas, brinquedos, de tudo! Você pode assistir filmes, as vezes tem eventos como patinação no gelo.
Mato ficou maravilhada, esse tal de Shopping parecia ser um lugar mágico para a garota. Ela ficou ansiosa para chegar.
– Rin, não se esqueça que vamos para um Shopping para Exorcistas, como a Mato não consegue esconder sua cauda e nem orelhas de raposa.
Disse Izumo.
– E tem?!
Espantou-se ele.
– Sim, faz um ano.
Respondeu a mesma, o Shopping não era longe, na verdade... eles só foram para os fundos do hotel — onde ninguém praticamente vai — e Yukio abriu a passagem.
– Você já sabia disso Yukio?!
– Erm... sim. É como um Shopping normal.
Ao chegarem, a cauda de Mato não parava de balança, suas orelhas também. Parecia estar muito feliz. Yukio se despediu e foi ver Mephisto, voltaria para casa junto com eles.
– Bem, então vamos começar.
Falou Paku sorridente.
O dia foi agitado, os meninos acabaram por ficar comendo em quase todas as lanchonetes do local. Paku escolhera um belo kimono vermelho, junto de uma meia 3/4 e uma bota de couro marrom que vão até o joelho. Izumo escolheu uma bermuda jeans, uma regata colorida e uma sandália. Shiemi escolheu uma saia azul e uma regata com estampas de borboleta e uma bota de couro preta cano alto. O resto do dinheiro foi gasto em dois pares de biquínis e roupas que Mato gostara.
Na volta, Mato e as garotas foram paradas por um grupo de garotos bem estranhos.
– O que querem?
Perguntou Izumo sériamente.
– Ei, vamos para uma festa?
Disse o mais velho, dando um abraço na cintura de Paku e Izumo, o mais novo — nem tão novo — cheirava o pescoço de Shiemi. Um deles entrelaçou o braço na cintura de Mato e disse:
– Acho que vou levar essa aqui para um passeio...
Seu tom de voz era provocativo e sedutor. Mato não gostou nenhum pouco. Percebeu que estava correndo perigo, tentava se soltar, mas era em vão. Até que o garoto foi atingido com um soco no meio do rosto.
– Não está vendo que ela não quer?! Caiam fora daqui!
Rin quase saltou no pescoço do garoto, assim que perceberam a chegada dos outros e de alguns seguranças, saíram correndo.
***
Foi divertido no final. Acabaram fazendo uma competição de comilança. No fim, acabou em empate entre Bon e Rin. Agora está de noite, e eles resolveram voltar.
– Boa noite.
Disseram as meninas.
– Boa noiteee!
Os outros meninos também foram dormir. Kuro que havia dormido no colo de Mato, foi colocado na cama de Rin, Yukio estava exausto... jogou-se na cama e dormiu profundamente. A garota lhe estendeu uma coberta e tirou seus sapatos.
– Não precisava ter feito isso.
Murmurou Rin um pouco enciumado.
– Mesmo? Ele parecia desconfortável.
Rin virou o rosto, até que os dois que estavam sem sono foram para a sala e Mato foi para a sacada. O céu estava estrelado, Rin percebeu seu olhar triste... aproximou-se da garota e ela diz:
– O céu é lindo, parece pequenos vaga-lumes procurando um lugar no mundo.
– Você já viu um?
– Apenas em ilustrações de livros... bem, acho que está na hora de dormir, o dia com certeza foi muito cansativo.
– Antes disso, vou leva-la para um lugar.
E Rin segurou no pulso de Mato e os dois saíram silenciosamente. Mato não perguntou nada, muito menos o impediu. Estava curiosa.
– Chegamos.
Disse ele. Os dois foram para os fundos do hotel, onde havia um enorme bosque. Rin deu passagem para Mato entrar, andaram por cinco minutos e chegaram perto de um lago. Em apenas alguns segundos, o lugar foi tomado por um brilho imenso.
– São vaga-lumes, são raros por aqui. Geralmente ficam em bosques ou florestas.
– É lindo Rin. — Mato sorri.
– Graças a Deus, não aguentei vê-la triste.
Um pequeno vaga-lume passou entre os dois, fazendo com que seus olhares cruzassem. Mato ficou corada, seu peito parecia palpitar. Rin sorria gentilmente, então ele a puxou lentamente para aproximar de seu rosto.
– Promete que não irá gritar?
Perguntou ele. Mato assentiu. Então, Rin coloca sua mão esquerda no rosto da garota e trás com ele seus lábios, rosados e convidativos. Ao sela-los, Mato se espanta e fecha os olhos lentamete, até que... os dois começam a explorar a boca um do outro. Os dois desejavam que aquele momento nunca acabasse, mas a falta de ar os impediu que continuassem.
– Lembra que eu disse que o meu desejo é querer passar cada segundo ao lado da pessoa que eu amar? — Mato assentiu. — Pois essa pessoa... é você, Kuroi Mato. — E ele dá um selinho em sua testa.
Lhe dá um abraço caloroso e gentil, enquanto afagava os cabelos da garota até ela pegar no sono. Assim que ela dormiu, Rin a pegou no colo e a levou para seu quarto, colocando-a em sua cama. Colocou cobertas sobre Mato e ficou admirando sua beleza adormecida.
– Vaga-lumes, nunca se tornaram algo tão perfeito... – pensou Rin consigo mesmo.
Acabou pegando no sono segurando a mão de Mato.
Aquela com certeza foi uma noite perfeita.
Continua.
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