Será Que Serei Tão Julgada Assim?

15 1x15 - Uma Felicidade, Um Bebê


Notas iniciais
Enfim, Next Chapter :3

Passaram alguns meses...

Ao dar entrada ao hospital alguns meses antes e depois conseguir alta porque aquele desmaio na formatura era apenas nada do que viria. Tive que voltar ao hospital faltando poucos dias aos nove meses. Rachel, Brittany, Santana e até mesmo Finn estava todos os dias ali comigo. A visita que eu mais esperava era da minha mãe, ela chegou me visitar antes, mas preciso mais dela agora.

— Estamos com você Quinn. – Brittany segurava a mão de Santana ao dizer.

— Obrigada, Brit.

— Vai ficar mesmo com ela? – Santana me olhava, permanecendo seus olhares fixos em mim.

— Sim Sant. – Olhei pra Rachel. – Mudarei daqui também.

Rachel sorri de lado ao ouvir o que disse. Alguns meses antes, Rachel e eu decidimos irmos pra New York e ela fazer seu teste pra NYADA, mas isso foi antes do meu pai surtar e querer me mandar pra Toronto e ela não têm nem ideia disso. Pouco tempo depois, Finn deixou o quarto porque tinha um compromisso com sua mãe e Kurt e Burt Hummel.

Rachel saiu da poltrona que se localizava em frente da cama e se aproximou da mesma enquanto Brittany e Santana estavam tendo uma DR e resolveu sair do quarto por um momento.

— Não vejo a hora de ela nascer para irmos pra New York. – Rachel segura minha mão.

— Então Rachel, meu pai não quer que eu vá pra New York. – Desvio o olhar.

— Como assim? Mas ele não pode falar pra onde você deve ir. Você já tem dezoito anos, já é independente.

— Não é tão fácil assim Rach, tenta entender. Ela está fazendo de tudo lá, pessoa pra cuidar da criança, uma universidade...

Rachel deu dois passos pra trás, se afastando da cama.

— Talvez Rachel, não teremos nossos futuros juntos.

Rachel saiu do quarto me deixando sozinha. Poucos segundos depois Brittany e Santana entram questionando o motivo que Rachel saiu sem se despedir das duas lá fora.

— Eu não vou pra New York com ela. Nossos destinos são em cidades diferentes.

— Não, o seu destino é junto com ela, por mais que isso seja estranho. – Santana falava com um tom de voz acima do normal – E isso que você pensa em fazer é coisa do seu pai, certeza, aquele rude feio. Desculpa.

Final de semana passou e Rachel nem se quer apareceu. Fiquei muito triste quando ficava por minha mãe, pois Rachel era a única que eu sabia que ela estaria ali em todas as horas, todos os momentos. Toda vez o médico entrara e avisava que o grande momento estava chegando e que ele tentava ligar pra minha mãe e nada da mesma atender. Nem Rachel estava atendendo. Não queria estar sozinha na hora do parto, então pedi pra ligar pra uma pessoa que era importante pra mim.

— Pode ligar pra aquela pessoa doutor.

— Está bem Srta. Fabray. Vou avisar a enfermeira e ele estará aqui. – Sorriu.

Retribui o sorriso e logo o mesmo deixou o quarto. Tentei pegar meu celular em cima do criado mudo, quando finalmente eu consegui alcançar rapidamente liguei o aparelho. Tentei entrar em contato com minha mãe e nada.

— Me dê esse celular, não quero ver você se preocupando com coisa lá fora. – Puck brincou.

— Aleluia que você chegou. Não queria Finn ou aquelas duas aqui pra quando eu começar o parto então eu pedi pra ligar pra você.

— Mas eu não sou o pai né? – Puck se acomoda na poltrona.

— Claro que não. É o Finn, já disse. Só não o quero aqui.

— Entendi. E o que você precisa de mim?

— Apenas sua companhia.

Puck ficou comigo ali por horas jogando conversa fora. Apesar do assunto que ele entrou, sobre eu e Rachel, foi a melhor pessoa que já me visitou.

As dores começaram a ser frequente. O medico disse que a bolsa pode estourar a qualquer momento. No fim da tarde recebi uma visita, Puck já tinha indo embora naquele dia.

— Licença filha. Como você está?

— Bem mãe. – Virei o rosto. – O medico te ligou e nada de você atender. Senti muito sua falta, agora sei que minha família não é você e o papai e sim o Club Glee. Por favor, chame o medico e saia.

— Filha, — minha mãe se aproximou da cama. – Me deixe explicar. Foi seu pai. Ele não me deixou atender nenhum telefonema do hospital, ele disse que se você precisasse de nós, seria de outra maneira já que agora você é adulta.

Voltei a olhar pra ela e ela continuava a falar.

— Depois Finn mandou uma mensagem de texto pro meu celular e eu consegui ler sem seu pai visse. Ele disse que você estaria preste a dar a luz e eu não pude deixar de ver minha filha.

Havia lagrima no seu olhar. Tentei ser forte, mas descia lagrimas dos meus também. Ela veio me abraçar quando senti uma coisa mais intensa

— Mãe, por favor, o médico. Mãe o médico!

A mesma sai desesperada do quarto atrás de um médico. Uma enfermeira veio e informou minha mãe que a bolsa estourou e que ia nascer. Uma equipe de enfermeiras me levou pra sala de parto junto com minha mãe.

Não aguentava de tanta dor. Não tinha pensamentos naquela hora, tudo se resumia em gritos e gemidos. Pensava que meu rim iria sair junto com a criança de tanta força que fazia. Depois de algumas horas intensas, o que ouvi foi um choro. Um choro rouco e leve. Não aguentei a emoção quando vi minha garotinha no colo da enfermeira cheia de sangue. Meu olhar se desviou por instante pra minha mãe e ela também estava chorando. Segurei a mão da mesma e ela sussurrava parabéns filha, parabéns. Assim que a enfermeira veio com ela limpa em minha direção, minhas emoções foram expostas, não parava de chorar de alegria. A enfermeira me entregou e eu a segurei, sem jeito, no colo. Com um sorriso estampado em meu rosto, acariciava os poucos fios de cabelos que ela tinha.

— Um nome filha.

— Melody.

Notas finais
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