Notas iniciais
Enfim, saiu. Desculpa a demora, mas garanto que vai arrancar suspiro hehe'

Ao levantar na manha de sábado ao som de When I Look At You pensando em Rachel Berry, olhei ao espelho percebendo que minha barriga estava um pouco maior e que alguns dias antes, tendo em mente que daqui alguns meses ela virá romper e uma garotinha irá pertencer a minha vida. Será que Rachel estará disposta a deixar seu grande e brilhante futuro na Broadway e ir comigo para um lugar e cuidar da brilhante garotinha?! Pensei comigo mesma ao sentar na beira da cama e sentir meu celular vibrando, avisando que tinha uma mensagem da Rachel.

– Quinn linda da minha vida, meus pais querem que você almoce aqui. Eles querem, na verdade, ver se você vale a pena do que Broadway. Rsrs. Até mais.

Quando li a mensagem, ri em meus pensamentos. Não ouvi nenhum barulho dos meus pais embaixo, acho que eles foram para alguma reunião da igreja e rezar e rezar para sua filha “querida” não se perder no mundo e tal.

Após o banho e tentar achar algum vestido que me servisse com essa barriga, fui procurar a chave do meu carro e não achei. Talvez Sir. Fabray a levou para que eu ficasse dentro de casa e se esse foi exatamente a intensão dele, não vai funcionar.

– Oi, Finn. Preciso da sua ajuda, por favor, venha me tirar dentro de casa. Estou sufocada. Obrigada. – Deixei uma mensagem na caixa postal do Finn. O único, eu acho, que poderia me ajudar.

Rachel não parava de mandar sms que a hora do almoço estava a chegar. E nada do Finn. Quando finalmente pensei em ligar e decepcionar os pais de Rachel, Finn chegou. Ele estava com uma cara péssima. Nem me cumprimentou direito, nem um beijo no rosto apenas abriu a posta do carona do carro e a fechou e dirigiu até a casa da Rachel.

– Finn, não quer falar comigo?

– Acho que Rachel está zangada por você ter demorado. Conheço como é o temperamento dela. – Finn disse olhando pra frente e pronto pra dar partida no carro e ir.

– Quinn, até quem fim hein. Pensei que não ia vim mais. – Rachel aparecera a porta de entrada e observando eu dentro do carro. – Ah, oi Finn.

– É, é melhor eu descer mesmo. Muito obrigada então. – Meus lábios secos, encostam-se à bochecha do garoto e desço do carro, acenando pro garoto que se distanciaria da casa.

Subo as curtas escadas de entrada e Rachel caminha em minha direção, me abraçando.

– Cuidado com a bebe, linda. – Sorrio ao ver aqueles olhos brilhantes e tocamos nossos lábios umas dezenas de vezes e que finalmente Rachel decide a adentrar na casa.

– Oh querida Rach, uma Fabray pra família seria uma coisa muito perigosa, mas uma coisa interessante. – Disse um dos Berrys ao me avistar entrando na cozinha.

– Pai, a deixa respirar primeiro e, ela não é como os restantes dos Fabrays. – Rachel me defende e nós duas se acomodamos numa cadeira em volta da mesa.

– Então senhorita Quinn Fabray, quais são seus interesse com minha brilhante Rachel Barbra? – Um deles pergunta e percebo que Rachel ficou envergonhada.

– Então, não quero que ela desista do seu sonho, da Broadway, se for para termos um futuro na grande New York City, vamos. – Respondo com um breve sorriso em meu rosto e olhando pra amada do meu lado.

Nossas mãos estavam interligadas embaixo da mesa, uma acariciando a outra. Os Berrys continuavam fazendo perguntas, um de cada vez e eu respondendo todas com gentileza.

– Rachel falou que na terça ela fará o teste para NYADA? – Quando nós duas ouvimos isso de um dos Berrys, Rachel olhou pra eu e soltou da minha mão e eu respondi com um olhar pra garota dizendo que ainda não.

Depois do almoço, Rachel me levou ao seu quarto. Ela vasculhava seu armário tentando não entrar no assunto da NYADA. Eu olhava nas coisas da penteadeira da garota, tentando achar algo da NYADA ou alguma coisa que ela não me contou.

– Então, a diretora de lá virá pra Ohio pra você fazer a inscrição? – Pergunto me acomodando na beira da cama da garota.

– Olha, só fiz a inscrição porque Kurt me pediu. Eu sei que não vou passar Quinn, — Rachel se aproximou e segurou minha mão.

– Não importa se você passar ou não, só que eu vou com você. Se você quiser né.

– Já te disse que vamos juntas assim que nos formar para qualquer cidade, — Rachel me deu uma sequencia de beijos e isso a fez ficar com calor. – Está abafado aqui.

– Rach para de safadeza, estou gravida. – Dou um sorriso de lado e ambas caímos na risada.

Posicionei-me na cabeceira da cama e Rachel ao meu lado. A garota ficou acariciando minha barriga e a mesma me perguntou se eu já tinha escolhido o nome da bebe. – Ainda não.

Disse que também meus pais subiram quando cheguei a casa e contei da minha gravidez, ela tentou me acalmar, mas não consegui controlar e chorei. Encostei minha cabeça no ombro da garota, onde a mesma acariciava.

– Espera mais amor deles quando eu mais preciso. Agora. – Me desabafo.

– Quinn, você não está sozinha, estarei com você. Eu te amo. – Rachel segurava meu queixo e encostou seus lábios molhados e tentadores aos meus.

Não contendo aquela tentação e achando melhor esquecer os atos dos meus pais, não deixei Rachel separar nossos lábios e continuamos até que a garota estava em cima de mim.

– Só cuidado com a barriga. – Brinco ironicamente.

Nossos sorrisos se encontraram depois de um beijo bem caloroso, e por fim esse beijo retornou acontecer. Suas mãos delicadas em minha coxa, tomando cuidado com minha barriga. Minhas mãos acariciavam sua costa e seu cabelo preto macio misturava com os meus louros. Meus pensamentos ficavam no desejo de puxar a morena e colocara em meu colo, fazendo com que a mesma tirava sua blusa, mas por uma grande decepção não era possível. Mas uma coisa não era impossível, tirei a blusa da morena, a mesma estava adorando quando sussurrou:

– Não tenho experiência e não quero machucar sua barriga.

– Fique calma, não vamos fazer nada demais. Apenas quero abençoar a beleza que Deus me deu. – Com um sorriso sarcástico, joguei no chão a blusa da garota.

Os ouvidos de Rachel eram bastante eficientes e nos separamos ao mesmo tempo em que Rachel disse que seus pais estavam subindo. Ela tinha razão. Quando seus pais abriram a porta, sem bater, nós estávamos já totalmente separadas, e Rachel vestida, eles penas sorriram e fecharam a porta.

– Melhor eu ir. Meus pais já chegaram. Amanha nós nos vemos na escola.

– Quem vai te levar? Quer que eu te leve?

– De preferencia né baixinha gostosa. – Ambas rimos.


Na porta de casa percebi que meus pais estavam em casa. Agradeci Rachel com um beijo e desci do carro acenando. Rachel fez o mesmo e foi embora. Fiquei um pouco com receio de entrar em casa, mas não tinha outra escolha. Ao adentrar na casa, meu pai virou pra eu e sem dó e piedade, o mesmo disse:


– Filha, assim que você se formar você irá pra Toronto. Entrará numa universidade de lá, que a mesma está paga e já tem uma babá para cuidar da criança já que você insiste em tê-la.

– Pai, você não pode decidir meu futuro. Eu vou pra onde Rachel for, e não pra onde você me mandar. – Altero a voz com meu pai.

– Você vai para Toronto e pronto. Esse foi o lugar que achei que você ficasse longe dessa garota. Além de estar gravida virou les-les, ah, é uma vergonha pra família Fabray.

Subi para meu quarto chorando, imaginando meu futuro longe de Rachel, pensando no que meu pai disse uma vergonha pra família Fabray. Meu final do dia estava acabado desde então. De tanto chorar até chegar um ponto de soluçar, finalmente consegui dormir.

Notas finais
E então, merece review ? >.