Será Que Serei Tão Julgada Assim?
10 1x10 - Faberry, part. I
Para sempre, para sempre, você ficará em meu coração. E eu vou te amar. Pra sempre e sempre, nós nunca iremos nos separar.
Desperta meu relógio as 08h30 em pleno sábado. Preciso de tempo, está acontecendo coisas nesse ultimo ano do colégio que nenhuma outra adolescente já passou, ou que poderá passar. Ao me levantar, percebi que minha mãe e meu pai já tinham saído para a reunião marcada então resolvi dar uma volta, esclarecer meus pensamentos, minhas memorias. Qual será a reação de meus pais ao descobrirem que estou gravida? Tudo bem, já vou ser maior de idade, mas ainda me preocupo com meu futuro, faculdade, emprego. E também não posso abortá-la, sou contra o aborto. O máximo que posso fazer é entregar para alguém que queira um bebê. Fiquei um bom tempo sentada na grama do parque, refletindo tudo que aconteceu até hoje, observando os casais a minha volta, românticos, apaixonados até que recebo uma ligação do Finn. Não atendi. Logo em seguida, varias mensagens do gênero “Me atende, por favor.” “Errei com você, me perdoa.” E não fiz questão de responder.
Sozinha no parque, debrucei na grade do lago, percebi um casal de carpas, parecia-me felizes, mais felizes que eu. Recebi uma mensagem, dessa vez era da Rachel Berry.
Finn me ligou, pediu pra eu entrar em contado com você e saber por que você não está atendendo as ligações, a mensagem dele. Por favor, me atende.
Depois de alguns minutos ao ler essa mensagem, resolvi ligar pra ela.
— Oi Rachel. – Digo ao perceber que a garota aceitou minha ligação.
— Quinn?! Quinn, onde você está? Precisamos conversar.
— Estou no parque. Ficarei mais uma hora aqui.
— Ok, estou indo ai. Espera.
— Venha sozinha, por favor. – Desliguei o celular sem ter uma resposta dela.
Enquanto ela não chegava, percebi que nesse ano, a Nacional será antes da formatura e sinceramente, eu não estou nenhum pouco animada para nenhum desses eventos. Farei um dueto com Finn, sendo que deveria fazer com a Rachel (Parei. Não me interesso por ela), não vou concorrei como rainha do baile no ultimo ano. Só quero me formar, porque minhas notas são altas, e ir pra Nova York fazer uma ótima faculdade e ser alguém.
Pensativa, avistei Rachel chegando ao parque. Com uma blusa de rena, saia rodada e meia até o joelho ela vinha em minha direção do jeito que sempre admirei, gostei dela. Ela estava sozinha. Quando ela se aproximou de mim, não quis cumprimenta-la com beijo no rosto, abraço e tal, apenas ficamos uns segundo quietas.
— Quinn, está magoada comigo? Não sente não se lembra de nada daquele dia?
Fiquei uns segundos sem responder.
— Por mais que penso naquilo todo o momento, não pode haver mais nada entre Quinn e Rachel. – Continuo a dizer, baixo, sem olhar para o rosto dela. – Alguns meses atrás, eu te contei que tive algo com o Puck, mas antes tive com o Finn e, estou gravida Rachel.
— Quinn... – Rachel ficou sem falar, ficou muda. Sem reação. Já esperava essa reação dela. — Não acredito que você também pensa no que tivemos. Sei que foram alguns minutos, mas tenho que confessar, — Quando Rachel começou essa frase já sabia que bomba viria porque pra Rachel CONFESSAR algo. – tenho que confessar que foram os minutos mais lindos e maravilhosos que já tive ao seu lado. Fora os tapas que eu realmente gosto dos seus tapas ardios.
Aquilo me soava como algo obsceno, olhei para a garota com uma cara estranha e ela estava tranquila. Será que ela já teve algo com uma garota antes?
— Mas é isso Rachel, sinto muito. – Abaixei a cabeça, cruzei os braços e ficamos sem falar por alguns minutos.
— Posso tocar em sua barriga? Está com quantos meses?
— Claro, pode sim. Acho que estou mais de 04 meses, está muito pequena, mas é por ai. Espero que não cresça muito rápido.
Rachel acariciava minha barriga, fiquei contente e sorri. Mãos delicadas, suaves, macias, mãos de Rachel Berry são as melhores. Comecei a perceber que havia algumas pessoas olhando nós, então logo tirei a mão da garota da minha barriga. Ela me olhou estranho, mas logo percebeu e perguntou:
— Pretende ficar com a criança?
— Ainda não decidi. Talvez essa criança possa me atrapalhar futuramente nos meus estudos, mas seria uma benção cuidar da criança. Não quero Finn cuidando dessa criança junto comigo, muito menos o Puck.
— Tem certeza que Finn é o pai?
— Sim. Fiz o teste pra saber o pai e o sexo da criança. É uma menina.
Nunca me emocionei ao falar dessa criança pra alguém, por mais que eu não fale pra ninguém essa conversa fez lagrima escorrer em meu rosto. Depois dessa conversa em pé ao lado da grade do lago, resolvemos sentar. Sentamos no mesmo lugar onde algumas horas mais cedo eu estava sozinha. Sem querer, minha mão sobe em cima da mão de Rachel. Disfarço o olhar para o lado, observando os outros casais. Não dizendo que Rachel e eu formamos um casal ali, a intenção foi minha, ficamos de mãos dadas à manhã inteira. Sorri a parte do tempo que ficamos de mãos dadas sem falar nada e claro, sem deixar os outros perceberem.
A hora passou, precisava voltar pra casa antes dos meus pais voltarem da reunião. Rachel fez questão de me acompanhar até em casa, disse mil vezes que não precisa, mas a nariguda baixinha e birrenta me acompanhou do mesmo jeito. No caminho não falamos nada, só quando estávamos chegando que Rachel me questionou:
— Será que seus pais já chegaram?
— Espero que não. – Ao abrir a porta, percebo que eles ainda não haviam chegado. – Não, eles não chegaram. Quer entrar?
— Não sei. – Rachel sorri ao me falar parecendo confusa. – Ah, quero sim.
— Então entre.
Rachel entra e se senta no sofá, peço pra ela subir comigo pro meu quarto. Ela me seguiu. Rachel sentou na beira da cama enquanto eu sentava na penteadeira para tirar minha maquiagem.
— Quando seus pais vão saber da sua gravidez?
— Já não tem como esconder mais. Segunda, nas Nacionais.
Ao responder a pergunta da garota e, tirar minha maquiagem, virei para Rachel e fiquei observando-a. Ouvi o barulho do carro do meu pai estacionando em frente de casa e corri pra confirmar olhando pela janela.
— Rachel são meus pais. Eles estão brigados, sempre discutindo e você tem que ir embora. – Essa foi a melhor desculpa que arrumei no momento e sem querer, a beijei. Na boca.
— Está bem Quinn. – Rachel se levanta assustada.
Peço desculpa pelo beijo e a levei até a porta principal. Meus pais estavam entrando também, Rachel os cumprimentou rapidamente e a levei pra fora.
— Serio Rachel, desculpa.
— Quinn, você sabe que pode contar comigo né? – Rachel sorri. – Estou indo, tchau.
Rachel se despediu andando e apenas acenando para trás. Aceno rapidamente pra garota e entro em casa.
— Filha, aquela não era a Rachel Berry que você odeia?
— Era mãe. – Respondo subindo a escada.
Fale com o autor