Será Amor?
14 Capítulo 14 - Ally...
Notas iniciais
Pov. Austin
Assim que meus lábios haviam tocado os dela, senti algo de muito errado naquilo. Como se eu estivesse fazendo algo errado. Minha cabeça começou a doer e eu me distanciei.
–Por favor. –Pedi. –Abra as portas.
–Desculpe Austin. –Ela parecia triste. –Eu não queria...
–Tudo bem. –Sorri. –Só preciso de um tempo! Isso tudo ocorreu não... Depressa.
Saí daquela enorme casa após me despedir de sua mãe. Andei até uma praça e sentei. Aquele local me parecia familiar. Muito familiar. Após uns minutos tomando um ar fresco, resolvi tentar, tentar lembrar da morena, lembra em que ela participou na minha vida. Fui até a casa de Trish, que me atendeu sorrindo.
–Oie, que bom que veio Austin! –Ela me convidou para entrar.
–Trish, bom, eu estou me sentindo mal...
–AI MEU DEUS AUSTIN, DE NOVO NÃO!? VÃO CHAMAR MINHA MÃE PARA TE LEVAR AO MÉDICO. –Ela se desesperou e eu ri.
–Não Trish, não mal dessa forma, estou me sentindo mal pela morena, vim pedir sua ajuda. –Ela me olhou meio temerosa.
–O que tem a Ally?
–Na verdade, o que eu tenho? –Ficamos em silêncio um pouco. Pela primeira vez, prestei atenção na casa de Trish, era extremamente grande com um enorme lustre no centro da sala. Os sofás eram extremamente confortáveis.
–Então, o que quer que eu faça exatamente? –Ela se sentou com um pote de vidro meio arredondado cheio de pipoca.
–Eu queria que me levasse a casa de Ally. Queria conversar com ela. Ver se lembro de algo, eu quero cooperar! –Ela sorriu e deixou de lado a pipoca.
–MÃE, VOLTO JÁ! –Ela gritou e me puxou pela porta. –Você vai adorar! Descobrir tudo novamente, nem eu, que sou a melhor amida da Ally, não sei tudo sobre os dois, muito menos detalhadamente.
–Hum, bom... –Entramos em um táxi.
–Music Moon por favor. –Moon? Era uma loja da minha família?
–Moon? –Perguntei confuso.
–É onde ela mora, recebeu de descendência dos pais quando eles morreram. –Fiquei triste, ao que me parece, Ally já sofrera demais nessa vida.
Trish pagou o táxi e me puxou para fora. Olhei pelo vidro, tinha uma menina no balcão, era a Ally, a morena mais linda. Meus braços se arrepiaram e um sorriso brotou em meu rosto.
–Tem certeza? –Trish me perguntou meio nervosa, apenas assenti e abri a porta.
–Am... Austin!? –Acho que ela ia dizer amor, mas de repente lembrou do meu esquecimento idiota.
–Oi Ally, podemos conversar? –Ela assentiu de leve e trancou a loja. Sentei em um banquinho que havia ali, ela preferiu ficar de pé, de frente a mim. –Eu queria que você me dissesse, todos detalhes de nosso relacionamento, desde que nos conhecemos até o acidente.
–Trish nos apresentou em um parque. Você queria minha ajuda. –Ela pegou minha mão, o que me fez sentir bem, me pediu para acompanha-la enquanto explicava. –Eu disse que sim...
Ela me contou toda história, detalhadamente, confesso que fiquei extremamente corado quando ela mencionou que tínhamos... Sabe, nos relacionado corporalmente.
–Você lembra? –Ela ainda estava esperançosa. Apenas neguei com a cabeça. Ally suspirou e começou a tocar seu piano. Aquele toque me era familiar. Comecei a cantar. –Não esqueceu de minha obra. Que horrível.
Após Ally se jogar na cama, eu tive vontade de ir até ela lhe dar um abraço. Sentei na beirada e encostei em seu braço. Mais uma vez, aquele toque me fez arrepiar. Sorri e toquei novamente. Ela me olhou.
–Desculpe, eu sou um idiota. –Ela negou.
–Não foi culpa sua. Foi culpa minha. Se eu não tivesse esquecido aquela droga de sandália na praia, ele não teria me sequestrado e ninguém estaria ferido agora. –Ela chorava enquanto falava.
–Não Ally, não. –Não me contive, a abracei, ela estava literalmente precisando. –Eu decidi ir atrás de você, certo?
–...
–Certo? –Eu não sabia ao certo se aquilo era verdade, apenas falei. –Quando posso voltar aqui novamente?
–Quer voltar? –Ela sorriu e eu assenti.
–Sim, eu quero voltar, se deixar, eu volto amanhã depois da aula ainda! –Disse, eu precisava que ela me ajudasse, queria lembrar.
–Depois da aula. Preciso te levar a um canto. –Sorri e me despedi.
No dia seguinte
Acordei animado, Dez ainda dormia como um trator ligado, sorri sem fazer questão e me arrumei. O acordei para não se atrasar.
–Vou no Bob’s, quer algo? –Perguntei.
–Não Austin, vou comer junto a Trish. –Apenas assenti.
Andei até o Bob’s e fiz o pedido, estava pensando em toda história que Ally me disse, o primeiro beijo, o primeiro dia, tantas coisas! Como eu poderia suportar aquilo? Ou melhor, como ela conseguia suportar aquilo? Devia ser muito doloroso, perder um amor, continuar o vendo, pois não morreu, mas estava com a cabeça afetada por uma porcaria de toxina que afetou minha cabeça. Paguei meu café e fui para a aula. Caminhei sem pressa para a sala e me sentei no local de sempre. A morena chegou e sentou ao meu lado. Fiquei um pouco em dúvida se falava ou não. Resolvi falar.
–Oi Ally. Como foi sua noite. –Ela estaca com os olhos irritados e um pouco inchados.
–A verdade? Uma inútil porcaria. –Ela sorriu. –Mas com o tempo vai melhorando. O maior impacto já passou.
Um papel dobrado chegou a minhas mãos.
“Austin, eu queria pedir desculpas pelo beijo. Não foi de propósito... Só, apenas aconteceu.”
Avistei Ally lendo e também seus olhos marejarem um pouco. Peguei uma caneta e a respondi.
“Desculpe Pathy, mas, somos apenas amigos, não posso ficar com você. Realmente, eu te amo sim, mas não dessa forma, não da forma de ontem! Por favor, não fique brava, mas estou muito confuso, não tenho tido muito tempo, obrigado pelo presente também. Espero que realmente entenda, um abraço.”
Austin Drake Moon
Mandei devolverem a quem me mandou, simplesmente olhei para frente e prestei atenção na aula.
Após a aula, Ally me puxou para a saída.
–Sabe, estou me sentindo mal. –Ela falou só para mim. –Não queria interver dessa forma em sua vida.
–Não Ally, se o que todos dizem for verdade, nossa, eu devia de amar de verdade. Não sabe o como tentei lembrar. –Corei um pouco, mas continuei. –Eu tentei tantas vezes, minha cabeça doía, parecia até que ia explodir, mas eu tentei, e vou continuar tentando.
–Austin... –Ela tinha corado. –Vem.
Corremos até a praça que eu tinha ido, sentamos exatamente no mesmo banco, e ficamos ali, apenas observando os casais ao redor.
–Tenho a impressão de ser familiarizado com esse local. –Sussurrei para mim mesmo.
–É porque nós éramos. Após você me pedir em namoro, nós viemos para aqui, tomamos sorvete. –Ela corou. –Eu pedi para misturar os sabores. Pera, volto logo.
Ela correu até um carrinho e pegou dois sorvetes.
–Creme? –Perguntei e ela assentiu. Me entregou o sorvete e tomamos em silêncio. O sol estava fraco e o clima estava meio frio, mas ainda assim não fiz por desfeito. Tomei agradecendo.
–Não sabe, o quanto isso me machuca. –Ela começou, me virei para ela dando um especial toque de “estou prestando atenção”. –Eu desde muito nova moro sozinha, você deve ter esquecido isso também, meus pais foram assassinados. Quando eu te conheci, foi como se todo meus pensamentos tivessem sidos apagados, e alguém os escreveram novamente, mas você estava em toda frase. E a cada sensação era diferente, um toque, um beijo, um abraço. Era como se aquilo me deixasse, a menina mais feliz de todo mundo. Sempre que nos vemos. Sinto borboletas em meu estômago, e me arrepio consecutivamente. Sinto falta disso, sinto falta do nosso amor tão complexo e sincero.
–Ally. –Ela chorava. Quando a chamei, seu olhar foi tão verdadeiro, eu sabia que tudo que ela havia dito, era verdade. –Eu sinto isso quando te vejo. Borboletas, arrepios.
Mostrei meu braço a ela que automaticamente sorriu. Mas se pois a chorar novamente.
–Desculpe! –Ela me pediu. Olhei para ela com interesse. “Não faça isso Austin, deixe-a pensar!” A, que se dane.
Peguei seu lindo rosto entre minha mão. Ela olhava fundo nos meu olhos e então, a beijei. Nossa, a impressão era que nunca tinha sentido aquilo na vida, as borboletas em meu estômago se agitaram, isso me fez sorrir um pouco entre o beijo. Eu sentia as lagrimas dela em meu rosto, mas sentia seu sorriso em minha boca. Senti também minha nuca arrepiar e de um modo automático a puxei mais para perto. Segurei sua cintura e a deixei se entregar. Quando estava no último fôlego para a pausa para respirar, foi como se minha vida passasse por meus olhos em questão de um segundo. Olhei para ela feliz e ofegante.
–Ally...
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