Será?

5 Programando uma viagem


Notas iniciais
Hey people :) Boa leitura e não esqueça de deixar um comentário sobre o que achou!

Depois de um tempo Clari apareceu na sala usando pijama.

— Então... – Disse ela fazendo uma pausa dramática. – Minha noite foi ótima! Encontrei o Roberto, aquele carinha que tem uma aula comigo na terça. Já tínhamos marcado de sair, mas aí ele disse que tinha sido convidado para a festa do Edu, então nos encontramos lá. Nossa, foi muito boa minha noite. Depois da festa fomos para a casa dele...

Clarice contou tudo o que aconteceu na sua noite perfeita poupando alguns detalhes de quando a coisa tinha ficado mais quente entre ela e Roberto, depois foi dormir.

Eu fui para meu quarto e Rai ficou vendo TV.

Deitei na cama e uma frase me surgiu a mente "Existe certas coisas que devem acontecer para que melhores oportunidades surjam!", eu já havia escutado isso antes, mas onde? E por que ela mexeu comigo?

Meu celular tocou me fazendo despertar dos devaneios.

— Oi mãe, benção! – Disse ao atender minha mãe.

Sou a filha mais velha e mesmo não tendo um ótimo relacionamento com meus pais amo eles. Minha mãe sempre me liga, ela ainda acha que sou criança e não sei me cuidar. Depois que fui para a faculdade e acabei me mudando para um apartamento com as meninas, meus pais resolveram voltar para o interior.

— Deus te abençoe filha. Liguei para saber se está tudo bem?! – Falou ela.

— Está sim, mãe. E por aí, como estão as coisas? – Perguntei.

— Tudo ótimo, as crianças já se acostumaram com as coisas por aqui. Quando você vem visitar a gente? Sua madrinha disse que está com saudades, fora os outros também. – Respondeu ela e fazendo outra pergunta.

— Ah sim, não sei mãe. Talvez no final de semana que vem eu consiga dar um pulo aí. – Respondi.

— Venha mesmo, estamos com saudades! – Disse ela.

— Eu também mãe, manda beijos para todos! – Falei.

— Beijos filha. – Gritou meu pai ao fundo.

Ouvi murmúrios ao fundo também.

— Agora preciso desligar filha, fica bem! Vou te esperar no final de semana. – Disse minha mãe.

— Você também mãe. Tá bom, qualquer coisa eu ligo. Beijos! – Falei.

— Beijos! – Ela disse e depois desligou.

Eu não gostava daquele lugar, mas já fazia alguns meses que não via minha família, então eu estava decidida em ir no próximo final de semana.

Deixei o celular de lado e fui checar alguns e-mails e fazer a pesquisa da aula de cultura contemporânea que seria entregue na sexta que vem. Sou o tipo de pessoa que deixa tudo para última hora, porém estava tentando melhorar e como o final do semestre já estava próximo, resolvi que seria responsável e entregaria tudo na data certa.

Toc, Toc.

Alguém bateu na porta.

— Entra. – Gritei.

Era Rai, estava arrumada para sair.

— Tem algum plano à noite? – Perguntou ela.

— Não, acho que vou ficar em casa curtindo uma bad repentina. – Falei sorrindo.

— Não vai não! – Falou ela entrando no quarto.

— Recebi alguns convites para sair, mas não sei se quero. – Falei.

— Que tal sair com as amigas? Assim que a Clari acordar decidimos o que fazer. – Disse ela.

— Ok. – Falei fechando o notebook. – Mas por que está arrumada? – Perguntei.

— Vou ir tomar água de coco com o Paulo, vamos? – Disse ela me convidando para ir junto.

— E estragar um encontro romântico? Vou terminar uma pesquisa para entregar sexta que ganho mais. – Falei.

— Para de graça vadia, não é só o Paulo. Um pessoal de fisio também vai. E que história é essa de fazer uma pesquisa para sexta que vem? Acho que tem alguém crescendo! – Zombou ela.

— Engraçadinha! Está me chamando de criança, bitch? – Falei numa tentativa falha de ser seca.

— Eu? Longe de mim isso! – Disse ela sorrindo. – Bom, vou lá então. Quando eu voltar acordamos a Clari. – Completou ela.

— Ok, divirta-se com seu coco, o Paulo e o pessoal... – Falei rindo.

— Pode deixar, divirta-se com sua pesquisa. – retrucou ela rindo e saindo do quarto.

***

A semana passou voando, vários acontecimentos tanto no trabalho como na faculdade.

Um dos melhores acontecimentos foi ser promovida. Claro que isso me custaria mais trabalho, porém eu estava feliz, pois amo meu trabalho!

Como essa foi minha última semana como estagiária, adiantei todo o serviço na quinta e ganhei a sexta de folga, provavelmente a última sexta de folga.

Acordei cedo na sexta para fazer algumas coisas antes da viagem.

— Bom dia meninas! – Falei ao entrar na cozinha.

— Bom dia! – Disseram em uníssono.

— Tenho tanta coisa para fazer ainda hoje que já estou cansada. Vocês têm certeza de que não querem ir comigo para a casa dos meus pais? – Perguntei sentando para tomar café.

— Eu não posso, combinei de sair com o Paulo. Vamos fazer uma visita em um asilo, trabalho voluntário. – Respondeu Raissa.

— Eu preciso fazer um trabalho para entregar segunda e talvez irei sair com o Roberto, mas quando tu volta? – Disse Clarice.

— Volto domingo à noite. Segunda entro cedo no trabalho. – Falei animada.

— Ah sim, então fica para a próxima. – Clari disse.

— Ok né, mas se vocês quiserem aparecer por lá... bom o GPS sabe o caminho, qualquer coisa vocês me ligam. – Falei colocando café na xícara.

Depois do café fui checar uns e-mails e conferir o trabalho da aula de cultura contemporânea que a professora Lia havia passado na sexta passada e seria entregue hoje, após terminar arrumei a mala e o quarto.

— Vamos fazer o almoço, mas precisamos que alguém vá no mercado e você foi a selecionada! – Falou Clari entrando em meu quarto sem bater na porta e me fazendo pular de susto. – Quem não deve não teme, gata. Ah, e se quiser arrumar o meu... agradeço. – Completou ela apontando o quarto.

— Que seleção injusta foi essa? Ah, claro. Vou ir arrumar seu quarto sim! E eu não devo nada a ninguém, só valorizo uma batida na porta como aviso de que vai entrar. – Falei.

— Amiga, você está muito apresentável então foi selecionada para ir ao mercado, simples assim! E sobre meu quarto... deixa quieto, eu me acho lá e sobre bater na porta... talvez na próxima. – Disse Clari rindo.

— Ok, o que querem? – Perguntei.

— Vamos fazer lasanha! – Disse Rai entrando sorridente no quarto.

— Isso, precisamos de tudo, porque acabou! – Completou Clari.

— Ok vadias. – Falei pegando minha carteira e meu celular.

— Pega o dinheiro. – Falou Rai esticando a mão com o dinheiro.

— Deixa que eu pago o almoço. – Disse mostrando a língua.

— Ui rica, compra sorvete com o meu. – Falou Clari colocando o seu dinheiro no meu bolso.

— Chocolate? – Perguntei.

— Sim, e calda de chocolate e morango. – Respondeu ela.

Me olhei no espelho para ver como estava, arrumei o cabelo e sai.

Orlando, um dos porteiros do prédio estava todo sorridente e quando me viu acenou.

— Boa tarde senhorita! – Disse ele.

— Boa Orlando! – Respondi sorrindo.

O mercado fica a uma quadra de distância, chegando lá peguei um carrinho e sai a procura dos ingredientes. Antes de chegar no caixa dei uma checada na minha lista mental de coisas para comprar: sorvete de chocolate, calda de chocolate e morango, macarrão para lasanha, presunto, queijo, carne moída, molho de tomate, tomate, cebola, orégano, refrigerante...

— Será que estou esquecendo alguma coisa? – Pensei alto.

Fui para o caixa, qualquer coisa alguém voltaria depois.

Saí do mercado cheia de sacolas, uma quadra me parecia pouco para ir de carro, mas já estava ficando arrependida.

— Fizeram a senhorita de escrava, né Bee?! – Disse Orlando quando entrei no Hall de entrada do prédio.

— Pois é Lando, mas deixa elas. Vão lavar a louça mais tarde! – Falei.

— Deixa eu te ajudar! – Falou Orlando pegando as sacolas de minha mão.

Orlando era um fofo, tem um pouco mais de 50 anos, é bem humorado e trata todos muito bem. Sua esposa às vezes traz bolo para ele e dá uns pedaços para mim e as meninas.

— Obrigada Orlando! E Maria, está bem? – Falei quando entramos no elevador.

— Está sim, ela vive perguntando de vocês. – Respondeu ele rindo.

Maria é uma senhora muito simpática, pode-se dizer que ela meio que adotou eu e as meninas. Desde que chegamos no prédio ela sempre nos tratou muito bem, ela é realmente como uma mãe. Às vezes passa a tarde em nossa casa me mimando, como também a Clari e Rai, sem falar nos conselhos.

— Quando ela virá nos visitar? – Perguntei.

— Ela quer vir esse final de semana. – Respondeu ele.

— Ah, vou viajar esse final de semana, mas a Rai e a Clari estarão em casa. – Falei.

O elevador parou no 7º andar e Orlando entregou as sacolas.

— Vou avisá-la, mas qualquer coisa ela liga. – Falou ele segurando com uma mão na porta para não fechar.

— Tá bom, fala que mandei um beijo. Obrigada pela ajuda. – Falei.

Orlando acenou enquanto a porta fechava. Bati na porta de casa e apertei a campainha para que abrissem o mais rápido possível, pois não consegui pegar minhas chaves.

Notas finais
E então? Por favor me diga o que achou, se devo melhorar algo, se prefere um capítulo maior ou menor... essas coisas. Espero que tenha gostado! Kisses e até sábado *-*