Será?

3 A verdade dói


Notas iniciais
Oi, oi, gente! Capítulo fresquinho pra vocês. Quero agradecer pelo carinho nos comentários de vocês no último capítulo. Muito obrigada, lindas! Vejo vocês lá em baixo.

Depois de subirem para o apartamento, Dandara chamou Karina para conversar.

–Minha linda, o quê aconteceu entre você e o Pedrinho?

–A Bi o pagou pra me namorar. –ela explicou toda a história, cabisbaixa.

–Olha, K, você tem todo o direito de estar magoada, mas eu realmente acho que o Pedro gosta de você de verdade. Ele errou muito, assim como sua irmã errou, e você a perdoou...

–É diferente. A Bi é minha irmã, ela sempre cuidou de mim. Com o Pedro, parece que tudo que a gente viveu, foi uma mentira.

–Eu entendo, acho que você precisa de um tempo.

–--*---

–Você viu o Alan? Ele tá bem? –perguntou Nat, assim que abriu a porta para Duca.

–Tá, mas ele não me deu as provas, estávamos sendo seguidos...

–Mas ele disse alguma coisa?

–Disse. –ele contou toda a história que seu irmão lhe contou. Nat, a cada palavra que Duca dizia, ficava cada vez mais horrorizada.

– Meu Deus, Duca, é pior do que eu pensava...

–Eu não sei o que eu faço, Nat, se a Bianca descobrir isso e que eu tô escondendo dela, ela nunca vai me perdoar. A Karina é tudo pra ela; eu não quero ver a Bi machucada de novo.

–Olha, Duca, é da irmã dela que a gente tá falando. Ela tem o direito de saber, e o mestre também. O Lobão vai desenterrar isso em algum momento. É melhor você contar a verdade, pelo menos pra um deles.

–Eu preciso pensar. Eu vou pra casa, que minha vó deve estar uma pilha. –ele se despediu da lutadora e saiu. Nat ficou sentada esperando uma ligação de Alan, mas o que ela ouviu foi a voz de Lobão, entrando pelo apartamento.

–Oi, meu anjo... –disse beijando seu pescoço e a apertando.

–Lobão, eu tô cansada, já tá vindo dormir. –ela se esquivou dos toques do lutador.

–Nada disso, você é minha na hora que eu quiser. Eu vou viajar amanhã, passar uma semana fora, e quero uma despedida à altura. –Lobão começou a beijá-la com fervor. Nat não aguentava mais aquilo, tinha nojo de ter que dormir com ele.

–Para, Lobão. –ela o empurrou. Ele se enfureceu e desferiu alguns socos no rosto e no tronco dela. Ela caiu, tonta. Ele a puxou e a jogou na cama.

–Agora fica quietinha e aproveita; eu sei que você gosta...

–--*---

–Você foi muito idiota, Pedro! –disse Tomtom, quando Pedro acabou a narrativa sobre o ocorrido.

–Eu sei, maninha, já tô péssimo, não piora as coisas. Eu preciso provar pra esquentadinha que eu a amo de verdade.

–Não adianta carro de som, nem música dessa vez, Pedro. Você tem fazer alguma coisa que não fez antes.

–Tipo o quê?

–Começa devolvendo a grana pra Bianca.

–Você tá certa. Eu só não sei como vou arrumar essa grana...

–--*---

Alan corria a toda velocidade na moto, já estava na trilha da Pedra do Índio e era perseguido por outra moto. Ele se distraiu olhando pra trás, bateu numa pedra e caiu. Antes que pudesse se levantar, os capangas desceram da moto e se aproximaram. Ele lutou contra os dois e conseguiu derrubá-los. Subiu de volta na moto e foi embora o mais rápido possível.

Depois de algum tempo, ele chegou até um trapiche. Foi checar suas coisas e percebeu que o pen-drive havia sumido.

–--*---

–Eu o vi, vó! Ele estava bem! –disse Duca para sua avó. A “dona velha” estava muito preocupada com os netos.

–Graças a Deus! Mas ele te deu as tais provas?

–Não, estávamos sendo seguidos... –o celular de Duca começou a tocar.

–Finalmente, mano, já estava preocupado. Você tá bem?

–Tô, deixa eu falar com a velha. –Duca entregou o celular para a avó, que se emocionou ao ver o neto na tela.

–Meu neto! Achei que nunca mais ia te ver.

–Eu tô bem vó. Escuta, logo eu vou voltar pra casa. Eu te amo muito, velha.

–Eu também, Alan. Escuta, você tem certeza que pode confiar naquela Nat?

–Tenho sim, vó, ela é a mulher da minha vida; ela errou como eu errei também, dá uma chance pra ela.

–Se você me pede, eu faço.

–Agora me deixa terminar de falar com o meu irmão. –dona Dalva entregou o celular de volta para o neto, secando as lágrimas em seu rosto. Era muita emoção poder ver seu neto bem, são e salvo, depois de tudo.

–Escuta, eu tive que fugir e perdi o pen-drive na mata... –disse Alan para Duca.

–E agora? –perguntou o lutador, preocupado.

–Eu não sei, eu preciso falar com a Nat...

–--*---

Cobra abraçava Jade, que chorava descontroladamente.

–Eu não acredito que ela fez isso. Ela me odeia; minha própria mãe me despreza, Cobra.

–Calma, minha dama, eu tô aqui, eu não vou mais deixar ninguém te machucar, nem mesmo ela. –ele se sentaram no sofá e ficaram lá, abraçados.

–--*---

Lucrécia e Ed haviam acabado de sair do consultório.

–Eu tô com câncer, Ed! Câncer! –disse Lucrécia, desesperada.

–Minha amiga, eu não sei o quê te dizer, mas eu tô do seu lado, sempre. Você vai contar pra Jade quando?

–Eu não sei, Ed, eu tive uma briga horrível com ela... –disse e contou o ocorrido.

–Lucrécia, você bateu nela?! Você quer que sua filha tenha medo de você? Assim você só a joga nos braços dele.

–Eu não vou admitir que a Jade desperdice a vida ficando com um marginal, ainda mais agora! Vamos, eu quero ir pra casa.

–--*---

Lobão havia saído há alguns minutos. Nat tomou um banho muito quente e longo, querendo se livrar do cheiro daquele monstro. Assim que ela se deitou na cama, o celular tocou.

–Amor, finalmente... –disse Nat, fracamente.

–Meu Deus, o quê aquele canalha fez com você?

–Eu me machuquei no treino.

–É mentira, foi ele! Você não pode ficar a mercê desse desgraçado. Droga, eu perdi as provas.

–Eu vou reunir tudo de novo, ou vou achar. Eu quero me livrar dele! Pelo menos, ele tá viajando agora.

–Então eu vou pra aí, alguém precisa cuidar de você.

–Não, é muito arriscado.

–Não me importa!

–Eu não posso te perder! Não de novo! Eu vou ficar bem, eu juro! –disse chorando.

–Não chora, meu amor. Faz o seguinte, pega um táxi e vai pra minha casa. Por favor, eu preciso saber que você não tá sozinha.

–Tá bom, eu vou, mas fica escondido aí. Eu te amo, Scorpio. –disse, usando o apelido carinhoso que lhe havia dado.

–Eu também te amo, Leo.

–--*---

–Filha, o que aconteceu pra sua irmã sair correndo daquele jeito? –perguntou Gael para Bianca. A menina ainda não havia recebido alta.

–Eu fiz uma burrada. –ela contou toda a verdade para o pai.

–Aquele guitarrista dos infernos! Onde você estava com a cabeça, minha filha? –perguntou Gael, irritado.

–Eu achei que, fazendo isso, eu iria proteger a K, achei que ela não ia descobrir nunca e ia ser feliz com o Pedro.

–Filha, quando a K estava aprendendo a andar, você segurava a mão dela pra ir até mim. Chegou um dia que ela começou a andar sozinha, só que você não queria deixar. Com o tempo, eu consegui te convencer, ela andou, caiu algumas vezes, mas andou. Na vida é igualzinho. Você não pode pegar a sua irmã pela mão e levar ela até a felicidade, ela tem que fazer isso sozinha. Ela vai cair algumas vezes, vai doer, mas, no final, ela vai aprender.

–--*---

Lucrécia entrou em casa e viu Cobra e Jade abraçados.

–Eu não acredito que esse marginal está na minha casa!

–E eu não acredito que você foi capaz de agredir a sua filha! Já não basta você magoa-la, tem que bater também?! O quê você quer? Destruir a sua filha?! Pois bem, eu não vou deixar isso acontecer!

–Olha aqui, seu bandidinho, quem você pensa que é? Você só vai arruinar o futuro da minha filha. E caso você não saiba, ela ainda não fez dezoito anos, então, eu não vou permitir que você chegue perto dela. Aliás, eu vou chamar a polícia!

–Aproveita e conta que você agrediu a Jade! –soltou com raiva.

–Escuta, rapaz, é melhor você ir e evitar confusão... –disse Ed, tentando apaziguar os ânimos.

–Cobra, não tem jeito. Só falta um mês pra eu fazer 18 anos, depois disso, nada vai poder impedir a gente.

–Eu vou. Mas, Ed, fica aqui, essa mulher não pode ficar sozinha com a Jade. –pediu Cobra, virando para o professor.

–Eu vou ficar, as duas estão muito nervosas. –prometeu Ed.

–Eu te amo, minha dama, não vou desistir de você.

–Eu também te amo, Ricardo. –ele lhe deu um selinho e saiu.

–Lucrécia, foi o suficiente por hoje. Jade, meu amor, vai descansar, vai...

–--*---

A campainha tocou na casa de Duca. O lutador abriu a porta e se deparou com Nat, toda machucada. Ele a ajudou a entrar.

–O quê foi isso? –perguntou preocupado.

–Foi o Lobão. Ele ficou nervoso e...

–Meu Deus, minha filha, eu te julguei, mas agora eu vejo que estava errada.

–Dona Dalva, se eu pensar em terminar com ele, ele me mata. –Duca a ajudou a senta no sofá.

–Meu filho, pega o kit de primeiros socorros e gelo. Hoje o dia tá terrível! Primeiro, a Bianca se atira na frente de um carro, e agora esse mostro agride a Nat desse jeito...

–Como assim se jogou na frente de um carro? –pergunto Nat, espantada.

–Eu não entendi direito, quando cheguei, já tinha acontecido, mas parece que ela e a irmã brigaram, a K saiu correndo e ia ser atropelada... Por isso eu não quero contar aquilo pra Bi, ela é capaz de fazer alguma loucura... –explicou Duca.

–Nossa, eu achei que ela fosse uma patricinha mimada... –disse Nat.

–Minha filha, a Bianca tá longe de ser mimada. A mãe delas morreu no parto da Karina, ela teve que assumir muita responsabilidade.

–Sabe, Duca, eu não entendo por que você não tá com ela, você parece que é louco pela garota...

–Eu sou, mas eu quero protege-la dessa história toda...

–Contando ou não, uma hora a verdade vai aparecer, e aí ela estará envolvida. Eu nem a conheço, mas pelo o que acabei de ouvir, tenho certeza que ninguém vai impedi-la de se meter nessa história. É muito ruim ter que ficar separado de quem se ama, então para de sofrer à toa.

–--*---

Gael levou Bianca pra casa na manhã seguinte e a levou até a sua cama. Karina entrou com uma bandeja com suas comidas favoritas.

–Nossa, quanto mimo, assim fico mal acostumada... –brincou Bianca.

–Você sempre me mimou, agora é a minha vez. –disse Karina.

–Nossa, a dona Bete caprichou.

–Você precisa se alimentar bem, minha linda. –disse Dandara, parada na porta.

–Você tá bem mesmo, filha? –perguntou Gael, sentado ao seu lado.

–Tô, paizinho, não se preocupa.

–Eu e o seu pai vamos conversar na sala, se precisar, é só chamar. –disse Dandara, se retirando do quarto.

–Vocês não vão pra fábrica? –perguntou Bianca.

–Não, hoje tiramos o dia pra te paparicar. –brincou Gael.

–Eu só vou mais tarde pra escola. –respondeu Karina.

–É um bando de exagerado, mesmo. –riu, enquanto Gael saia.

–--*---

–Olha, Dandara, eu sei que eu te magoei, que fui um grosso, mas tenta me entender. Eu tô sozinho há 16 anos, eu tô reaprendendo a ter um relacionamento. Sabe, ser pai solteiro de duas meninas não é fácil...

–Eu sei, Gael, eu não devia ter agido daquela forma, eu me comportei como uma adolescente ajudando outras duas.

–Eu também não deveria ter proibido o namoro da Karina. Eu só queria protege-la, sabe. E no fim, eu estava certo... Mas, como eu disse pra Bianca, por mais que seja difícil, a K precisa aprender errando.

–Eu acho que a gente é muito diferente, mas, pela primeira vez na vida, eu encontrei um homem que cuida de mim, que me respeita, mesmo sendo um bruto, que eu acho que me ama, e que eu amo também.

–Morena, eu não achava que ia me apaixonar nunca mais, só que eu estava errado. Eu te amo muito. Me perdoa?

–Só se você me perdoar, porque eu também errei. –ele assentiu e eles se beijaram.

–--*---

Mais tarde, João entrou no quarto de Bianca.

–Bia, eu queria pedir desculpas...

–Agora é meio tarde, João.

–Eu já consegui quase tudo pra fazer o exame. Tive que pegar os pelos da barba do teu pai na pia, falei pro René que uma amiga queria um autógrafo, e copiei a assinatura do seu pai de uma parada da escola da K com papel carbono. Só falta o cabelo dela.

–Pega aquela escova pequena na penteadeira.

–--*---

Pedro estava afinando sua guitarra, enquanto os membros da banda conversavam com Sol, que havia voltado para a banda. Uma menina muito bonita, porém magra e baixa, com jeito de patricinha se aproximou.

–Cabeludinho. Qual o seu nome? –Cabeludinho. Caramba, essa foi péssima.

–Pedro e o seu?

–Vicky. –respondeu sorrindo.

–Me desculpa, mas precisamos ensaiar.

–Eu gostei muito do clipe de vocês, meu pai tem muito dinheiro, sabe, eu poderia ajudar se eu puder cantar umas músicas...

–Olha, garota, quem canta aqui sou eu. –respondeu Sol, rispidamente.

–Opa, aqui tem microfone pra todo mundo. –disse Nando.

–Ótimo. Cabeludinho, que tal sairmos mais tarde...

–Não rola, eu tenho namorada, quer dizer, tinha, mas eu vou reconquista-la...

–Nossa, só um passeio.

–Eu já disse que não. –respondeu grosseiro. Não era sua intensão, mas aquela garota era muito pegajosa.

Depois disso, eles ensaiaram, com a intrusa da Vicky e, mais tarde, ele desceu para praça e observou Karina, que chegava da escola.

–Essa é sua ex? Ela parece um menino... –comentou Vicky, com acidez.

–É ela sim, e eu amo a muito, então vaza, garota...

–--*---

Karina foi até o QG e viu o amigo triste.

–Oi, loirinha. Sua irmã tá bem?

–Fora o susto e as costelas quebradas, tá sim. Tá tudo bem, Cobra? –perguntou, vendo a tristeza no olhar do lutador.

–Não, nada bem. –ele contou toda a história. Desde a reprovação de Lucrécia com seu namoro com Jade –coisa que Karina e toda a vizinhança sabia, até a agressão de Lucrécia no rosto de Jade.

–Nossa, não sabia que a Lucrécia era tão megera. Mas eu vou te ajudar a encontrar a Jade.

–Nossa, valeu mesmo, K. Mas, me conta, o que aconteceu de verdade ontem? –ela contou toda a história do pagamento de sua irmã para que Pedro a namorasse, mas sempre defendendo a irmã.

–Eu vou matar aquele moleque! –disse Cobra, socando o balcão.

–Não faz nada, tá? –pediu Karina. Ela sabia o que Cobra podia fazer.

–Só porque você tá pedindo. Você é como uma irmã pra mim, quer dizer, eu acho que eu não teria coragem de me atirar na frente de um carro, mas, pelo menos, bater nos seus namorados eu posso.

–Valeu, Cobra, mas eu quero deixar esse garoto pra lá. Nossa, acho que ontem foi o pior dia da minha vida. Além de acabar tudo com Pedro, eu quase perdi minha irmã. Eu estava com tanta raiva dela, mas quando eu vi ela ali, eu fiquei com tanto medo, sabe... Eu acho que eu não ia aguentar carregar outra culpa.

–Como assim?

–A minha mãe morreu no meu parto pra que eu pudesse viver, e a Bi quase fez o mesmo ontem...

–K, não fala isso, tá, você era um bebê, não teve culpa de nada...

–Mas eu tive culpa de sair correndo no meio da rua...

–A Bianca tá bem não, tá? Então, relaxa. Diz aí, qual vai ser o plano pra eu encontra a minha dama? –Cobra resolveu mudar de assunto.

–--*---

Um mês depois, Bianca já estava recuperada. Pedro continuava tentando reconquistar Karina, enquanto Vicky tentava conquista-lo, sem sucesso. Alan continuava escondido e Duca sem saber se contava ou não a verdade para Bianca. Jade e Cobra se encontravam escondido com a ajuda de Karina. O exame de DNA havia chegado, mas Bianca não teve coragem de abrir, o que provocava algumas discussões entre ela e João; esse, já havia superado sua paixonite pela garota e estava ficando com Guta.

–Bia, abre logo isso. –pediu João. Bianca havia parado de contar quantas vezes ele já havia pedido, quando atingiu a marca de 20 vezes.

–Você tá certo, se o René for mesmo pai da K, isso vai significar que a mãe que eu sempre admirei traia um pai, enquanto ele trocava minhas fraldas. Esse é o meu maior medo... –sussurrou a última parte. –Fora que a K não pode saber nunca disso...

–Calma, abre o envelope do René, que eu abro o do teu pai. Ok?

–Negativo! –os dois falaram juntos, olhando um pro outro com uma cara de espanto.

–O quê tá acontecendo aqui? –Gael entrou de supetão no quarto. –Me deixa ver isso! –Ele pegou os exames.

–Quer dizer que a Ana me traiu com o bairro inteiro! Eu não acredito nisso. –exclamou Gael. Se a dúvida da paternidade de Karina já o assombrava, a certeza de que não era o pai, o corroeu por dentro. E o pior, se é que pode ser pior, é que nem mesmo René era o pai.

–Pai, por favor, você quer que a K chegue em casa e ouça? Ela não tem culpa de nada disso!

–Eu preciso de um tempo, preciso de ar... –disse saindo.

Notas finais
Piri piri piriguete! Ana gostava de camas alheias, hein! Hahaha Gente, o que vocês acham, o Duca conta pra Bi ou não? Beijos, vejo vocês no próximo! Comentem!