Durante o tempo em que povos, clãs, tribos e raças faziam cerimoniais enquanto veneravam a Deusa Vera, a deusa mãe. Houve uma turbulência na ordem natural do cosmo. O céu se escureceu em mais tempo do que o esperado, a manhã tardou à raiar assim como os Servos das Estrelas haviam previsto.

Mas um detalhe confundiu os sábios, a lua não cumpriu com seus desígnios, tais quais eram esperados pelo povo daquela geração. Para que o anunciado por séculos, e aguardado por aqueles que se ajoelham, tivesse acontecido.

Entre os Adoradores de Estrelas, esse acontecimento gerou dúvidas e a separação criou dissidentes. Alguns acreditaram que Vera estaria adiando a profecia, outros que Vilnius que era conhecido como a mais bela criação de Vera, também era deus, e teria impedido uma catástrofe.

Aqueles que defendiam a fé em Vilnius se tornaram, com o tempo, Os Contestantes, e os fiéis à Vera, Adoradores Púrpuras.

Uma guerra santa se inicia, muitos são mortos por disputas que com o passar do tempo se tornam disputas Territoriais/ Políticas.

Adoradores Púrpuras se enveredaram para a vida simples e religiosa, na construção de templos, agricultura e criação de animais. Enquanto os Contestantes seguiram para ciência, metalurgia e matemática.

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Milhares de anos se passam, grandes cidades se erguem, impérios se estabelecem e caem. Uma cidade surge, riqueza e esplendor, futuro e vislumbre. Sertânia, o país mais avançado e poderoso do planeta, desde o início das eras.

O ano é 3026, Sertânia é um lugar evoluído e futurista, em alguns lugares mais avançados crenças antigas foram esquecidas, para dar lugar a tecnologia e o desejo de conquistas. Mas em outras localidades mais remotas, cultos e fé ainda estão muito presentes.

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Rio Lena, Sertânia

O Rio Lena tem aproximadamente 680 km através de Sertânia, sua largura vai de 300 até 800 metros (variando conforme região). Profundidade de 8- 15 metros, portanto é navegável.

Nascendo na Cordilheira dos Anciões, ao norte, e desaguando no Mar de Vradim.

O rio Lena é uma via de transporte, sua pesca é abundante e leva água potável para as fazendas aos arredores.

Ele é sagrado para os Adoradores Púrpuras, porque nasce onde Vera supostamente descansou.

Um cesto de Vime flutua nesse rio, dentro dele três crianças choram, um cobertor roxo os cobrem.

Suas águas azul-turquesa brilhante tem pinheiros como vizinhos, e neve ainda presente nas beiradas.

Nessa atmosfera o ar é frio, silencioso. Apenas água correndo e choro de bebês estão sendo ouvidos.

O cesto está sendo empurrado pela correnteza em direção a margem talvez pela curva do rio, roçando em pedras submersas, então encalha em raízes de pinheiros.

Um animal se aproxima, um Lince prateado, espécie comum em Sertânia, um predador mas na circunstância atual um curioso. Com orelhas eretas (sinal de alerta), focinho farejando, e em um movimento cauteloso se aproxima do cesto.

O lince cheira o cesto, quase o toca, pata dianteira tocando a borda do cesto, bebê para de chorar momentaneamente, estaria assustado ou sente algo?

O bebê é o menino, idade suposta 6 meses, olhos castanhos-escuros abertos, olha o animal que não ataca, comportamento anormal.

Lince abre a boca, dentes visiveis, pega no braço do bebê, gentilmente, puxando-o para fora do cesto. O animal o levanta, ainda no cobertor, cesto balança. O Lince está resgatando, não está atacando?

Por quê?

O bebê não chora. (confia?)

O animal o leva para dentro da floresta uns 10 metros, deposita-o em musgo seco e depois lambe o seu rosto. Surreal um animal selvagem cuidando de bebê humano.

Saindo de trás das árvores um homem, pelas roupas (peles, botas, faca na cintura e rifle na mão) talvez seja um caçador. Vendo a cena, os olhos se arregalam e sussurra: "Que é isso?

O Lince está apenas lambendo o bebê, mas para ele o animal está preparando um ataque, ele pensa: "Lince atacando bebê? Preciso Agir !

Lince está cuidando, mas ele não sabe disso

O caçador ergue o rifle, mira e dispara: "BANG"!

Fumaça sai do cano, bala atinge pescoço do animal, sangue espirra,criança se assusta e chora. Lince caindo (morto instantaneamente)

O homem sai correndo larga o rifle, se ajoelha diante do bebê, pega-o no colo. verifica se ferimentos, ileso nenhum arranhão, bebê olha de volta para ele com seus olhos castanhos-escuros curiosos.

Caçador (aliviado): "Vivo... você está vivo."

Ele faz uma pausa olhando o lince morto: "Quase te matou, pequeno. Mas agora está seguro."

Caçador nota um papel dobrado no cobertor do bebê, pegando com uma mão (outra segura bebê) ele abre.

BILHETE:

"Protejam-no. É especial. — V."

Papel (caligrafia elegante), letra "V" (com pequeno símbolo: olho púrpura)

Ele fica confuso: "V? Quem é V?"

Olhando bebê o caçador se pergunta:

"E por que você é... especial?"

Ele embrulha bebê no cobertor para proteger contra o frio, pega o rifle com mão livre, olha para trás, em direção ao cesto na margem.

Voltando, o caçador começa a pensar: "Bebê abandonado no rio. Bilhete misterioso. Lince tentando..."

Pausa: "...Não. Lince não atacou. Estava... protegendo?"

Sacudindo a cabeça e descartando ideia absurda: "Impossível. Animais não fazem isso."

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.