Capitulo dois

Acordei com Nana abrindo as cortinas e deixando o sol entrar, não conseguindo mais dormir tive que descer para tomar café.

--Como foi seu dia ontem?—ela perguntou me trazendo um copo de suco enquanto comia torradas.

--Péssimo, quase fui morta por um louco que agora esta me perseguindo querendo saber quem eu sou.

--Me conta tudo desde o começo. —Nana disse e se sentou a minha frente .

Contei a ela tudo desde parte que eu sai da biblioteca ate quando sai do restaurante, terminando ela riu:

--Minha filha que dia! Mas não se preocupa esse garoto só deve estar muito interessado em você.

--Mas eu não estou, e não vou ficar dando mole para estranhos. —me levantei e subi para trocar de roupa e ir trabalhar.

Fui para meu closet e peguei umas roupas simples: calça Skinny, uma pólo vermelha com uma camiseta de manga xadrez preta e branca e um all-star. Com o cabelo fiz um rabo de cavalo e penteei bem a franja que caia sobre a testa.

Passei maquiagem rapidamente e desci pegando meu uniforme limpo com Nana sai de casa por volta de 13h10min, iria chegar atrasada. Dirigi o mais rápido que pude tendo o cuidado com o transito, chegando à biblioteca Anny estava na recepção o lugar preferido dela onde não se mexia muito com livro.

--Acordou atrasada viu mocinha.—ela foi dizendo.

--É eu sei, dormi tarde ontem.—disse e fui deixando minha bolsa no guarda volume e colocando meu avental azul claro com o nome da biblioteca gravado.—E ai alguma novidade por aqui?

Eu já sabia a resposta nunca havia nada de novo para se contar...

--Ah pior que tem você acredita!—Anny me puxou e começou a falar baixinho.—Tem um super hiper mega gato lá em cima conversando com a nossa chefe Laura, parece que é um novo bibliotecário, minha filha ele parece vindo do céu juro por deus... fiquei ate sem palavras quando ele apareceu aqui... e falando em gato você já terminou com Richard?

--Como você é exagerada, e não ainda não terminei vou terminar hoje.

--Você é muito chata, mais não vou mais discutir sobre isso.

Sorri e me afastando sentei no computador.—Muito obrigada pela sua compreensão.

Estava começando a fazer uma listagem no computado quando Anny começou a me cutucar me virei para saber a baboseira que ela iria falar.

--Meninas.—Laura vinha em nossa direção e atrás dela vinha o novo ajudante.

EU NÃO ACREDITO, era o garoto da moto ele já estava ate com o avental da biblioteca, ele me viu mais não ficou nada surpreso muito pelo contrario me lançou aquele sorriso sarcástico.

--Esse é Philipe o nosso novo bibliotecário , essa é Anny.—Laura apontou para ela que deu um sorriso safado.—E essa é...

--Vai- se- cata.—ele disse e só vi Laura arregalando os olhos assustada.—Opa, me desculpa eu estava lembrando de outra coisa , pode continuar, essa é...

--Certo, essa é a Catherine . —ela aponta para mim. Fico sem saber o que fazer já Philipe pisca em minha direção sem que ninguém perceba. —Catherine você pode mostrar a biblioteca pra ele?

--Como?—pergunto retirando meu olhar de Philipe e olhando para Laura.

--Queria que você mostrasse a biblioteca pra ele, nos estávamos em meu escrito conversando... Anny não gosta muito daqui então você seria uma opção melhor sabe e eu preciso sair, algum problema?

Olhei para Anny tentando transmitir um olhar de ajuda mais é claro que ela não percebeu.

--Eu não tenho paciência.—ela disse, dando de ombros.

--Então Catherine pode mostrar?

--É claro. —não podia recusar nada de minha chefe, por isso me levantei sem a menor vontade, Philipe parecia que ia morrer de tanto segurar a risada. —Vem. —o chamei.

Fui para o fundo do primeiro andar.

--Então é Catherine, Catherine, Catherine.—ele ficou falando isso bem perto do meu ouvido.

--Da para parar de dizer meu nome? Isso esta me irritando. —paro de andar e o encaro muito seria.

--Ok Catherine.

Suspiro já me sentindo derrotada e me viro para as prateleiras:

----Essa parte é a de literatura, essa é artes, filosofia, essa são contos.—fui andando e apontando para cada uma.—Essa é geografia e historia, e aquelas lá do canto são física.

Mostrei para ele tudo sobre a biblioteca, a parte de baixo e das de cima, fui acabar nas ultimas partes do segundo andar, me virei para ele e disse:

--Bom é isso, caso tenha alguma duvida é só perguntar.

--Pode apostar que vou perguntar, ih acabei de lembrar uma. —ele sorriu e se recostou na prateleira.

--Fala.

--Quando você vai me dar seu numero de telefone?

Cruzo os braços indignada:

--E porque você não para de me irritar?—pergunto, mas não dou tempo para ele responder, me viro e desço.

O tarde toda Philipe não parava de me encarar, as quatro horas infelizmente Anny teve que ir no cartório registrar alguns livros e não ia voltar, fiquei sozinha com ele.

--Posso?—ele perguntou apontando para o lugar onde Anny estava.

--Claro, só não enche.

--Hoje quantas pessoas pegaram livros?—ele perguntou sem nem ligar para o que disse.

--Quinze pessoas, por quê?

--Querendo puxar assunto apenas. --Ficamos em silencio por um bom tempo, e ele quebrou o gelo. —Me empresta?—ele segurou a caneta que eu estava segurando, e acidentalmente (ou de propósito) ele segurou minha mão.

Senti a mesma coisa de quando ele beijou minha bochecha no dia do restaurante, um formigamento se passou por toda minha mão e ao mesmo tempo ela ficou quente, mas não o deixei segurar por muito tempo, logo a afastei. O pior é que me arrependi de ter tirado queria que ele voltasse a segurar.

--Toma. —arrastei a caneta pela mesa ate ele.

Percebi que seu olhar não se distanciou estava firme, e eu não resistindo comecei a reparar em seu rosto, era tão perfeito, seu queixo tinha uma curva tão linda perto da boca. Tive que desviar o olhar para não fazer nenhuma besteira, e sem querer toquei em meu coração que batia mais rápido que nunca. Para disfarçar levantei pegando meu celular e fui para fora; disquei o numero de Richard e apertei ligar.

--Oi amor!—ele atendeu todo animado.

--Oi, é hoje você pode me encontrar?

--Claro, aonde?—ele sempre topava de primeira, quer dizer tirando quando eu o chamava pra sair e tinha jogo passado.

--Na minha casa, umas oito horas.

--Tudo bem, as oito eu passo lá.

--Beijos.

--Te amo!

Desliguei e voltei para dentro, Philipe mexia no computador, mas parecia muito pensativo, voltei a sentar do seu lado de relance vi que ele fazia as listagens dos livros.

Passamos o final do dia trabalhando sem dizer nada, às vezes nos dois nos olhavam, Philipe ficou comigo ate a hora de eu fechar a biblioteca.

--Obrigada por ter ficado. —agradeci já do lado de fora, Philipe estava todo de preto igual no dia da moto.

--Não foi nada.

--Você... Quer uma carona?—perguntei e na mesma hora me arrependi o que diabos estava pensando?

Ele deu uma risada gostosa de ouvir e respondeu:

--Não precisa, vou a pé.

--Hum, você... Mora longe?—meu deus o que estava acontecendo com minha boca?

--Não é bem... Perto daqui.

--Então esta bem ah, mas antes, desculpa por sei lá, tudo. —(Ok. confirmado. A aguá o único liquido que tinha bebido só podia estar batizada.)

--Oh. Agora estou surpreso, você acabou de me pedir desculpas. —ele fez cara de surpreso, mas estava morrendo de rir.

--Chaga tenho que ir. —não consegui não rir, dei as costas e não tinha dado cinco passos ele estava na minha frente, me assustei de verdade, mas antes de falar algo ele me deu um beijo na bochecha e saiu.

Fiquei paralisada por uns minutos sentindo minha bochecha quente da mesma forma que aconteceu com a minha mão. Depois de me recuperar um pouco entrei no carro e coloquei uma musica bem alta, para expulsar pensamentos... Estranhos.

Cheguei em casa umas oito e meia, abri a porta e Richard estava sentado assistindo TV no meu sofá.

--Richard! —exclamei indo em sua direção e colocando minha bolsa na poltrona.

Ele se virou para mim e se levantou vindo em minha direção, ele vestia uma blusa de frio azul escura, uma calça preta e tênis, Richard era muito bonito, tinha seus vinte anos, era branquinho dos olhos azuis, os cabelos castanhos claros praticamente loiros, e era uns cinco centímetros mais alto que eu.

Richard me beijou me puxando pela cintura me apertou contra seu corpo (ele podia ser muito ciumento e pegajoso, mas que tinha uma pegada, ah se tinha) Retribui seu beijo, e quando me afastei me joguei no sofá.

--Cadê a Nana?—perguntei me deitando depois de jogar o tênis longe.

--Ela já foi embora, e como já me conhece me deixou ficar aqui.

--É claro... hum eu vou trocar de roupa e já desço, espera aqui.—me levantei e subi para o quarto. Coloquei um shortinho de malha e uma blusa regata, me virando Richard estava parado na porta.

--Que susto! Não disse para esperar lá em baixo?

--Desculpa, é que não quis ficar sozinho lá. —ele disse vindo em minha direção.

--Preciso falar contigo. —digo e cruzo os braços.

--Ih, já estou ate vendo, mas temos muito tempo para conversar.—ele me pegou nos braços e me beijou.

Por um minuto esqueci completamente o que tinha que fazer e passei meus braços em volta do seu pescoço enquanto era colocada com delicadeza na cama.

--Richard. —reclamei, mas ele me calou voltando a beijar-me, era um beijo violento como se estivesse desesperado, mas era bom.

Já não era mais virgem havia perdido com ele, depois de um ano de namoro, foi uma das experiências que nunca vou esquecer, aconteceu tudo na casa dele... foi algo especial... não me arrependo de ter acontecido com ele, ele foi minha primeira “paixonite” na época com certeza ele era a pessoa certa.

Ele começou a beijar meu pescoço e o arrepio percorreu todo meu corpo, ele tirou minha regata sem muito esforço, fiquei apenas de sutiã de renda vermelha.

--Você é linda.—ele sussurrou ao meu ouvido.

Levada por aquele momento mal percebi quando tirei sua jaqueta e depois tirei sua camiseta, ele era forte, passei minhas mãos pelo seu peito e ele se arrepiou. Sua boca passou pelos meus ombros beijando delicadamente, senti sua mão em meu short.

Com os olhos fechados comecei a imaginar Philipe ali tirando minhas roupas ele era tão forte quanto Richard, alto, aquela sua boca passando pelo meu corpo...Opa!

--Hoje não estou afim. —abri os olhos rapidamente me desviando de seu corpo, e me levantando.

Como eu podia transar com meu namorado pensando em outro cara? E ainda por cima em Philipe?

Richard se deitou ao meu lado sorrindo.—Tudo bem, não vou forçar. O que você queria falar comigo.

Nossa eu ainda tinha que terminar com ele, não iria conseguir depois de quase ter... eu não estava com cabeça para ouvir um monte de coisas que ele falaria sobre não podermos terminar.

--Não era nada de importante, só estava... com saudade.

--Eu também... mais infelizmente não vou poder ficar mais, minha Irma eu preciso ir buscar ela na cidade.

--Vou te levar ate a porta. —me levante e coloquei a roupa Richard ficou sentado me olhando, terminei e o encarei. —Me desculpa por não ter...

--Shii. —ele se levantou e colocou um dedo em minha boca me silenciando. —Já disse que nunca vou forçar, e além do mais teremos muito tempo para isso. —ele me deu um beijo e depois se afastou. —Vamos.

--Espera. —olho para ele de cima a baixo. —E você, vai assim?—disse e beijei seu peito de brincadeira.

Depois de colocar a camiseta e o tênis o levei ate a porta nos despedimos e fiquei sozinha. Quando eu ia subir novamente para o quarto o telefone de sala tocou.

--Alo.—atendi.

--Filha, sou eu seu pai.

--Ah, oi!—disse surpresa.

--Tudo bem ai?

--Tudo sim. —digo me sentando. —Vocês vão vir pra casa?(Como se eu não soubesse a resposta.)

--Não, meu amor infelizmente, mas vamos voltar nesse sábado, ficaremos de folga sábado e domingo.

--Certo, é só isso?

--Não vai mandar um beijo pra sua mãe?

--Estou mandando, boa noite. —digo fria e desligo o telefone.

Ele com certeza ficaria muito chateado, mas não estava nem ai, sempre foi assim. Tranquei a casa toda e subi para o quarto sentindo uma baita dor de cabeça, depois de tomar um banho coloquei o pijama e me deitei.

Philipe. Porque esse nome não parava de vir na minha cabeça? Até na hora em que estava prestes a transar com meu namorado pensei nele, isso só podia ser alguma coisa que ele fez ele devia mexer com bruxaria... ai que ideia idiota ate pra ele. Tanta raiva que já tinha passado por causa dele, e eu nem o conhecia direito eu não podia estar sentindo essas coisas... não acreditava em amor a primeira vista se é que existia uma coisa dessas... Não, não, não com certeza não!

Eu só estava com raiva só isso, eu não gostava dele, nem como amigo , nem além de amigo...

Notas finais
Bom eu disse que iria ser um capitulo por semana mais hoje eu tive esse tempinho e resolvi postar...!! Espero que Gostem ! Taís Silva
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.