Pov: Amy


Foi tudo muito rápido. Quando percebi, a polícia já estava algemando Paige. Não consegui ouvir direito, mas ela provavelmente ficaria alguns dias na prisão. Seu olhar estava assustado, com medo, e os olhos vermelhos. Sheldon já havia me contado sobre ela há muito tempo, mas nunca soube que a separação dos pais a afetaria tanto a ponto de ela se drogar. Como neurocientista, eu poderia afirmar que ela não estava no controle de si mesma.


Sheldon ainda conversava com o policial. Eu o observava enquanto tentava captar suas palavras anteriores: "Eu poderia te matar agora mesmo, mas seria suspeito."Não era do Sheldon falar desse jeito; ele parecia diferente, tomado pela raiva. Ele nem desmaiou quando o sangue escorreu pelo seu braço.


O sangue no seu braço!


_Amy!_ Saí dos meus pensamentos ao ouvir a voz de Sheldon me chamando. Olhei para cima e vi novamente aquele olhar, o olhar que só ele me dava. Muitos dos nossos amigos diziam que ele era um robô sem emoção, mas nenhum robô sem emoção me protegeria da mesma forma que ele fez. Por isso, não pude evitar puxá-lo para um abraço apertado. Quando percebi estava tremendo; não estava assustada, mas sim com medo do que Paige poderia ter feito comigo ou com ele. Se algo acontecesse com ele eu mataria aquela loira oxigenada!


Sheldon me segurava com um dos braços, enquanto o outro estava machucado. Lembrando disso, me afastei dele, ainda um pouco hesitante por estar tão confortável em seus braços.


_Amy, deveríamos ir. Já falei com a polícia. Está tudo resolvido; ela não voltará mais a nos incomodar._ Eu apenas acenei com a cabeça, ainda atordoada com tudo que havia acontecido. Tinha muitas perguntas para fazer a Sheldon, mas antes precisávamos cuidar da sua mão machucada.


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Foi muito silencioso da lanchonete até a casa da Mary. Ninguém tinha muito o que dizer e eu tentava absorver toda a situação.


Quando entramos na casa da mãe de Sheldon, todos estavam lá: Mary, Meemaw e Missy. Só os filhos de Missy que não estavam presentes. Não sabia se eles haviam ficado sabendo do ocorrido ou se era normal a família se reunir à noite; descartei essa opção quando olhei para trás e percebi que Sheldon não estava andando.


Olhei para seu rosto e notei que seu maxilar estava travado e os olhos semicerrados ao observar sua família na mesa. Olhei novamente para a mesa e percebi que ninguém nos escutava; imediatamente entendi que Sheldon não queria explicar o sangue em sua mão. Então agarrei sua mão não machucada e olhei em seus olhos, que me encaravam tentando entender o que eu estava fazendo.


Tirei meu sapato silenciosamente, esperando que ninguém ouvisse. Tirei o de Sheldon também, que ainda não havia dito nada, mas provavelmente entendeu o que eu queria fazer. Com nossas mãos entrelaçadas, puxei-o e subimos as escadas em silêncio. Olhei para trás e vi um Sheldon sorridente; acho que estávamos pensando na mesma coisa: entrando escondidos em casa depois de fazer alguma besteira. Estávamos parecendo adolescentes e sorri com esse pensamento.


Ao chegarmos no seu quarto de infância, sentei na cama soltando um ar que nem sabia que estava prendendo; Sheldon sentou ao meu lado e soltou um suspiro. Ao lembrar da sua mão machucada olhei para ele com cuidado e percebi que ele estava focado em seu ferimento. Tirei minha bolsa do pescoço e abri para pegar algumas coisas de emergência que Sheldon me obrigou a levar; nunca pensei que diria isso algum dia, mas pela primeira vez agradeci por ele ser tão insistente.


Estico a minha mão, pedindo pela dele. Com cuidado, passo um pouco de álcool para tirar o sangue ressecado que estava em sua pele. Ele não faz nenhuma reação, nenhum semblante de dor se forma em seu rosto.


__Amy, eu sei que você quer perguntar alguma coisa. Pode perguntar, não tenha medo,__ Sheldon sussurra para mim. Olho para ele e suspiro, enquanto pego a faixa sem desviar o olhar. Com um pouco de hesitação


__Sheldon, por que você disse que poderia matar ela?__ A minha voz carrega um misto de receio e curiosidade. Ele parece surpreso com a pergunta e o silêncio se estende entre nós, tornando o clima cada vez mais desconfortável. Quando finalmente termino de enfaixar sua mão.


Com um suspiro profundo, ele se levanta e vai até o guarda-roupa. Eu me acomodo na cama, esperando por uma resposta. Tenho uma persistência inabalável. Pelo menos eu acho.


__Amy, não era assim que eu queria que você descobrisse.__ Olho para suas costas, confusa. __Descobrisse o quê exatamente, Sheldon?__ Ele se vira e parece hesitante por um momento antes de soltar a bomba.


__Promete que não vai surtar?__ Eu olho para ele com um sorriso no rosto.


Como se eu fosse a surtada do relacionamento!


__Prometo, Sheldon. Pode confiar em mim,__ asseguro.


__Eu sei,__ ele responde com um sorriso que poderia ser de alívio. Então, ele sobe na cama e se aproxima de mim, deitando-se em meu peito enquanto me apoio na cabeceira do sofá.


__Amy, eu sou...__ Espero ansiosamente que ele me diga __um serial killer__. Naquele instante, tudo ao meu redor parece parar; eu não consigo ver seu rosto claramente, mas tudo faz sentido para mim. E percebo que não me importo. O amor que sinto por ele beira a obsessão; isso é suficiente para aceitá-lo. Eu não sobreviveria sem ele isso é confirmado. O tempo que passamos separados foi a minha ruína beira a desgraça. Não posso ficar sem ele novamente, eu o amo.


__Hmm, por quê?__ Foi tudo o que consegui dizer enquanto acariciava seu cabelo.


__Porque é bom ver as pessoas que mais me fizeram mal sofrer; é satisfatório. Eu posso ser um psicopata… mas isso está no meu sangue. Minha mãe era assim; meu pai também. Só que minha mãe decidiu abandonar essa vida quando eu e Missy nascemos. Claro que Missy não se lembra de nada disso, mas eu lembro das conversas entre eles; não precisa ser grande ou ter um QI alto para entender tudo o que diziam. Eles brigavam muito por causa disso, minha mãe queria parar. Mais ele queria continuar. Ele sempre achou que nenhuma parte minha era parecida com ele, gostaria de ver sua cara.__


_Foi por isso que meu pai começou a beber tanto e minha mãe começou a frequentar a igreja; ela queria nos proteger._ Exatamente por isso que tenho que ir a igreja uma vez ao ano.


Sheldon faz uma pausa e suspira profundamente.


_Nunca pensei em seguir esse caminho; me formei e tenho um bom trabalho. Mas isso está em mim; não posso negar. Conheci cinco caras na Califórnia; eles conhecem esse meu lado sem medo do toque físico ou de falar palavrões. Essa personalidade que criei quando era pequeno foi uma forma de esconder esse Sheldon que está aqui com você agora, Amy.


Ele continua: _Por isso, quando Paige tentou te esfaquear, eu quase perdi o controle; ninguém mexe com o que é meu._ A firmeza e suas palavras me arrepia; tento a fala quanto seu tom de voz.


Meu Deus… estou excitada!


_S-Sheldon, então esses cinco homens também são serial killers?_ perguntei, tentando não demonstrar que suas palavras me afetaram.


_Sim._


_Como se chamam?_ indaguei, curiosa. No entanto, Sheldon se soltou de mim e me perfurou com o olhar.


_Por que você quer saber tanto sobre eles?_ perguntou, com o maxilar travado. Eu juro que ele parecia estar com ciúmes.


_Sou só curiosa! Acabei de descobrir que meu namorado físico teórico é um assassino. Quer saber? Estou achando que você está com ciúmes, Dr. Cooper,_ respondi, esboçando um sorriso no rosto. Isso pareceu não agradar nada a Sheldon, porque, no instante seguinte, ele me agarrou pelo pescoço com delicadeza e sussurrou em meu ouvido: _Estou e não admito que nenhum outro homem esteja em seus pensamentos a não ser eu Dr. Fawler._ Ele soltou meu pescoço após dar uma leve apertada. Aquela atitude me excitou de uma maneira inesperada. Estava encharcada.


Qual era o meu problema?


_Eles se chamam Daniel, Keven, Vinícius, Carlos e Victor. Keven é o nosso hacker; você pode conhecer eles quando voltarmos para Pasadena,_ explicou ele.


Eu mal conseguia prestar atenção; a excitação era intensa. Sheldon nunca tinha mostrado esse lado dele antes, e isso me deixou inquieta.


Porque gostei? Eu parecia uma puta! Encharcada


Apenas acenei com a cabeça enquanto lambia os lábios, que pareciam cada vez mais seco.


_O nosso grupo sabe?_ perguntei.


_Não. Por isso agi tão diferente com você; não queria que descobrissem quem eu sou. E se eu fosse além de alguns toques com você, seria muito desconfiante. Não poderia fazer os meus amigos serem descoberto. Além de físico, sou um assassino. Aquele Sheldon que eles acham que não sabe lutar tem medo de sangue ou toque... Ninguém nunca desconfiaria dele._ Nesse momento, tudo fez sentido, a falta de contato físico. Suas saídas sempre que recebia um telefonema. Mas uma dúvida surgiu: será que esse Sheldon era realmente virgem? Um medo tomou conta de mim.


_Sheldon, você é virgem?_ perguntei já me preparando mentalmente para um 'não', mas parecia que eu tinha falado a pior atrocidade possível. Ele me olhou com os olhos arregalados. Eu ia começar a me desculpar, mas Sheldon se sentou ereto.


_Amy, eu sou. E a única mulher que quero que tire isso de mim será você. Você será a minha primeira e eu serei o seu; ai de quem tentar chegar perto de você... Porque você já sabe, né? Eu mato._ Ele disse isso com tanta firmeza que minha barriga embrulhou. A excitação que eu tinha esquecido voltou como uma onda avassaladora; não consegui me conter e soltei um gemido baixo. Isso não passou despercebido por Sheldon, que imediatamente lançou um sorriso malicioso.


Quem era esse Sheldon? Não sei, mas eu estava amando.


_Está excitada, amor?_ Poha! Ele me chamou de amor!


_Bem..._ Não consegui falar nada porque a mão dele já estava nas minhas pernas, movendo-se suavemente de cima para baixo. _Sheldon,_ gemi tentando chamar sua atenção, mas a frase que ele disse fez minha calcinha ficar ainda mais molhada: _Agora que você sabe meu segredo, ninguém tocará um dedo em você. Você é minha Amy Farrah Fowler._ Só consegui gemer em resposta. Mesmo sabendo que Sheldon jamais me ajudaria nisso...


Bem eu não poderia estar mais enganada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.