Serial-killer: Rises

1 O Primeiro Anjo do Céu


Fannel Street, Novo México — 1883
Georgia está arrastando o corpo sem vida do condutor que havia lhe parado em meio a uma forte tempestade para ajuda-lá.

— Aproveite o céu, meu senhor. Ele é para pessoas como você.

E o corpo do condutor rolou moro abaixo, caindo no rio que margeava a rua. Georgia jogou no bueiro , algumas quadras a frente, o arame usado para cortar a garganta do homem. Andando mais algumas ruas, viu a placa que dizia Hotel Grand Fort e entrou.

O saguão era de madeira, impecavelmente lustrada, tinha duas poltronas e um enorme sofá de estampado florido. Mais a frente, ela identificou o balcão da recepçao.

— Boa Noite. Em que posso ajudar, senhorita?, disse uma mulher loira com os cabelos presos em um coque bem feito.

— Eu gostaria de um quarto. Preferencialmente, no último andar., respondeu. Georgia tinha paixão por altura. Ela acreditava que assim estaria mais perto de sua mãe.

Instituto St. Galli, Colorado — 1883

Já era noite, era noite de lua nova. Para aqueles que acreditavam, essa era a lua perfeita para começar algo novo, talvez se dedicar a um propósito. Georgia acreditava. E, nessa noite de lua chaia, ela começou a cumprir a promessa que fez a si mesma quando debrussada no corpo sem vida de sua mãe: ela ajudaria as pessoas a chegarem ao céu.

Georgia levantou de sua cama e foi até o banheiro. Então, pegou o pente que usara pouco antes para fazer uma trança em sua colega de quarto, Lea — uma menina de 11 anos que estava no St. Galli desde que nasceu -, quebrou o pente deixando só o cabo e foi em direção a cama de Lea. Sentou do lado da menina, e disse em seu ouvido:

— Você é minha melhor amiga, Lea. E eu amo você

— Também te amo, Georgi., disse Lea

— Eu quero que você seja feliz, quero que encontre sua avó no céu, como você sempre quis. Não quero que você sofra nunca. Então agora, você vai poder ver sua avó.

Lea, ainda sonolenta abriu os olhos e se virou em direção a Georgia. No mesmo instante em que Lea se virou, Georgia enfiou o cabo quebrado na garganta da menina, cortando sua jugular e banhando suas mãos e roupas com o sangue de Lea.

— Agora você será feliz pra sempre.

Georgia levou o corpo da amiga para a banheira, retirou os lençois da cama e trocou por limpos que ficavam no baú entre as duas camas e limpou o chão. Foi até do lado da banheira, onde jazia o corpo de Lea, e, com as roupas e mãos cheios de sangue, começou a gritar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.