Serial Killer. - FACK HIATUS
12 Finn or Dylan?
Acordei e agradeci mentalmente por tudo aquilo não ter sido um sonho.
De fato havia dormido com ele e agora estava em seus braços. Do jeito que eu mais quis em toda a minha vida.
Senti que a felicidade invadia minha alma e que nada poderia estragar aquele momento. Até que ergui meus olhos na direção dele e me assustei. Estava com seus olhos fixos em mim. Aqueles olhos vazios. Eu já os conhecia.
— Olá Grazer.. como foi sua noite? Deve ter sido ótimo me trair, não é mesmo?
“Dylan voltou.”
Antes que eu pudesse levantar e fugir dali, ele já havia agarrado minha cintura me puxando para seu colo.
— Tsc, tsc, baby boy.. – Sua voz estava mais rouca e intensa do que o normal. – ..vamos conversar um pouquinho, okay?
— O-ok.. – O medo começou a tomar conta de mim, então tudo que consegui fazer foi fechar os olhos e abraçar os braços de Finn(Dylan?).
Houve minutos de silêncio que demoraram horas até que senti sua respiração se aproximar de minha nuca me fazendo arrepiar.
— Você acreditou no papo de dissociação.. de personalidades? – Ele esperou que eu afirmasse e com uma risada debochada continuou o que dizia. – E se eu tivesse te enganado o tempo todo, só pra te levar pra cama pela segunda vez no dia?
Aquilo fez com que minha respiração falhasse e uma lágrima solitária escorresse pela minha bochecha.
Como eu poderia ser tão idiota?
Finn deveria ser um predador sexual e conseguiu uma bela vítima. Um garoto isolado, ingênuo, carente e sensível.
Bom, pelo menos ele havia me tratado bem durante toda a relação sexual. Não tinha o que reclamar disso.
Mas algo me incomodava. Aquele não poderia ter sido o mesmo garoto. O agir e o falar eram totalmente diferentes.
Será que ele estava tentando me enganar dizendo que me enganou?
Apesar de estar inseguro de enfrentá-lo, respirei fundo e uni toda minha coragem.
— De-desculpe, Dylan, mas eu não acredito em você.
— Como é que é?
— Não é possível que tenha sido você.. não me parece que poderia ter se passado por alguém tão carinhoso e empático. – Seu rosto ficou inexpressivo e por fim confuso. – E você acabou de provar que há algo errado mesmo. Por que iria deixar que eu errasse seu nome? Só se de fato fosse outro.
Alguns segundo depois, seus braços não me soltaram, mas seu rosto aconchegou em meu pescoço de modo que eu sentisse lágrimas molharem minhas costas.
Droga! Por mais que seja ele, não queria ter o feito chorar.
— Está tudo bem, Dylan? Foi algo que eu falei?
Mesmo estando aparentemente sensível e instável ele começou a lamber e deixar chupões em minha nuca.
Eu simplesmente não pensei direito e me virei para ele, indo direto aos seus lábios vermelhos como sangue.
Por mais que eu gostasse da gentileza de Finn, a pegada mais selvagem de Dylan conseguia me deixar louco.
O ambiente parecia pegar fogo, porém ele estava cada vez mais triste e eu precisava saber o porquê.
— Consegue me dizer o que te deixa triste? – Pausei nossos beijos e o olhei no fundo de seus olhos. – Talvez eu possa.. hã.. lhe ajudar a amenizar essa dor..
— É que.. você.. me lembra a minha mãe.. e sinto que estou a perdendo.. de novo.. – Desabafou e em seguida me agarrou novamente, como se eu fosse realmente desaparecer dos braços dele.
— Ei.. calma.. tá tudo bem.. não vai me perder.. e-eu só estou confuso e..
— Vo-você acha que ela teria desgosto pelo o que eu me tornei?
— Não importa o que você tenha feito, ela não deixaria de te amar, Finnie.
To Be Continue..
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