Serial Killer. - FACK HIATUS
8 Abusive Relationships.
(...)
Aquela frase um tanto chocante para se ter nas costas, era de uma das máfias mais perigosas da Itália. Meu avô quase foi morto por eles, da pior maneira possível.
Voltei minha atenção a Wolfhard quando o mesmo olhou novamente pra mim de modo frio e cruel.
Aquele não poderia ser o mesmo garoto que eu conheci.
Logo em seguida, ele simplesmente saiu e me deixou algemado daquele jeito, sozinho no quarto.
Tentei pensar sobre o assunto de modo racional, mas eu estava completamente destruído.
Todo meu corpo latejava.
A minha vontade de chorar até não aguentar mais era indescritível.
Comecei a entrar em um desespero inexplicável.
Aquilo poderia significar que Finn nunca se importou comigo? O que eu poderia ter feito errado?
Ou será que este comportamento agressivo tinha relação com a máfia que supostamente era membro?
Talvez eu merecesse tudo isso.
Fui mais um fraco na vida de Finn.
Sorte a minha que ele não decidiu seguir a punição da máfia a qual pertence.
Ele teria me usado, matado cruelmente e ainda comido partes do corpo.
Na realidade, eu acho que meu corpo não serve nem pra ser comido. E também não sei o porquê ainda tenho esperanças que alguém goste verdadeiramente de mim.
Em meio a esses pensamentos dolorosos, sinto meus braços amortecerem e meu abdômen começar a ter pequenas cãibras.
Não aguentando mais, chamo por ajuda com dificuldade já que minha voz estava baixa e fraca por causa das dores quase insuportáveis e do cansaço extremo generalizado.
— Socorro.. po-por favor.. alguém pode me ouvir? – Por causa da sensação de abandono e de inutilidade, voltei a chorar não conseguindo pronunciar as palavras direito.
Alguns longos minutos depois, Jaeden entra e aparentava preocupação como se tivesse previsto a situação.
— Caramba Jack! Meu Deus.. Não acredito que ele fez isso de novo. – Jaeden pegou delicadamente em meu rosto tentando fazer com que eu não adormecesse nem desmaiasse. – Preciso do kit de primeiros socorros, Wyatt! Finn fez mais uma vítima.
Eu estava me sentindo tão carente e imprestável que quando olhei fundo naqueles olhos azuis atenciosos de Jaeden, o foco na dor diminuiu e consegui respirar um pouco melhor.
Não sabia o porquê da paixão platônica incomum pelo loiro, mas meus olhos não deixavam de admirar aquela boca vermelha e as bochechas coradas.
Geralmente esse efeito vem quando eu permaneço muito tempo sem atenção e alguém acaba se preocupando demais comigo.
Não demorou para que ele conseguisse abrir as algemas e eu simplesmente caísse em seus braços, o agarrando com força.
Era como se a presença dele tivesse diminuído o meu vazio momentâneo.
Não sabia como reagir àquela atitude de compaixão e gentileza nata.
Então, de repente, como em um impulso, acabo roubando um selinho de Jae que me olha confuso e se afasta repentinamente de mim.
— Me perdoe.. eu amo o Finn.. só me perdoe.. – Exclamei forçando minha voz e segurando o pulso alheio enquanto olhava em seus olhos novamente. – Por favor.. só não me deixe sozinho.
Em seguida, Wyatt chegou com uma pequena maleta embaixo do braço e uma bandeja com alimentos nas mãos.
30 minutos depois, já haviam cuidado dos meus ferimentos e tentado fazer com que eu comesse algo.
Em meio a isso, percebia o modo como me olhavam.
Odiava saber que as pessoas poderiam ter piedade de mim.
Infelizmente isso não ajudava em nada.
Não havia o que fazer.
— Eu só queria entender.. porque ele me trouxe até aqui se me odeia tanto?
To Be Continue..
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