Seres Ocultos

3 Surpresa escolar --> P2


Seus dentes eram brancos e perfeitos combinando perfeitamente com a pele branca.

Ele realmente era magnífico, Tinha os cabelos rebeldes. Seus olhos de hipnotizar qualquer espécie.

Se não fosse ele o garoto mais bonito da escola, quem mais seria.

Dei uma olhadinha em volta e não vi ninguém que seja realmente comparativo ao que se vi um pouco mais adiante.

Vestia um moletom aberto, e uma calça jeans larga. Um tênis de marca e um relógio de pulso.

Ele era lindo, maravilhoso... Mas o que eu estava pensando? Eu tinha namorado, não poderia pensar assim.

Ele estava olhando uma folha, pelo qual parecia ser o mapa que os novatos recebem.

- Precisa de ajuda? – Perguntei-lhe enquanto o olhava de cima abaixo.

El me olhou perplexo e então sorriu levemente. Olhou novamente a folha e olhou em volta.

Desviei os olhos de seu rosto e então enfim ele respondeu.

- O que você acha?

Sorrimos um para o outro.

Ele me entregou a folha, a observei, e me lembrei dos tempos de novata.

Todos me olhavam estranhos, principalmente as garotas, as que mais observam.

Provavelmente, eu não deveria ter percebido, mais com tanta beleza, provavelmente muitas olhos estavam em nossas direções.

Olhei sobre meu ombro direito e vi muitos garotas observando sem nem mesmo disfarçavam.

- Suas amigas...? – Perguntou-me

Eu as olhei novamente e vi que em seus olhares não avia nenhum tipo de afeto e sim de egoísmo, ou até mesmo ciúme. Desde quando eu conversava com pessoas da alta classe da escola?

- Acho que, não, um pouco... – O encarei diretamente nos olhos –... Não sei...

Ele me deixou confusa e sem reação. O que estava acontecendo?

Desviei os olhos para a folha novamente tentando entender onde era onde quando der repente alguém esbarra em mim com muita força que me jogou contra a parede.

A batida foi forte, mais não o bastante para me deixar mau.

- Esta tudo bem...?

Fiz um gesto com a cabeça, informando que sim.

Suspirei fundo e olhei para o fundo do corredor, era ___, ___ esbarrou em mim.

Desde que nos conhecemos não nos damos muito bem. Não sei se foi por ciúmes, dizem que ela gostava do Kelder, mais eu não posso fazer nada, eu o amo. Mas na verdade, ainda não descobri. Ele sempre tenta arrumar encrenca.

- Bem... – Comecei – Sua próxima aula é do que?

- Filosofia

- Então você entra nesse corredor – Apontei para trás de mim, observando todos que nos olhavam com olhares frio e egoístas, que quase me perfuraram até meu estomago. – Vira a esquerda, é a primeira porta depois da escadaria.

Ele sorriu em resposta e fiquei tonta com tanta beleza.

Dois braços me alojaram entre si por trás, e com o susto dei um pulo para o garoto.

Era Kelder.

- Calma Bel... – Disse sorrindo. — Parece até que estava fazendo algo de errado.

Andou rumo a primeira porta. – Aula de ciências.

Fui a ultima a entrar na sala. O professor reclamou um pouco, mas como todos os homens mais velhos eu mandei ele se calar dizendo que hoje eu estava na TPM...

Coloquei meu sobre tudo pendurado ao lado da porta e me sentei onde estava dizendo ser o meu lugar.

O professor Marcus se apresentou para os novatos e então começou a dar a aula. Química era uma matéria que era muito boa, não demorou muito já tinha pegado o assunto, e já estava na ponta da língua. Ele disse que logo já teria avaliação e todas lamentaram dizendo “Mas já? É o primeiro dia”, “Que rápido... Não da para pegar mais leve?”

Antes que o alvoroço acabasse o sinal tocou e todos rumaram para fora da sala e acabei lamentando ter que ir para aula de física. Para confessar não me dou bem com números.

No meio do caminho encontrei-me com Anny e ela tagarelou dizendo que eu tinha sorte, que ele era o garoto mais bonito, que formávamos um belo casal e confessou também, que não gostava do meu namorado.

Soltei gargalhadas, raramente levava Anny a sério. Ela só fala besteiras.

- Ele é meu primo Ann!

Ela me encarou perplexa e soltou uma gargalhada.

- Tais zoando comigo, não é?

Eu sorri maliciosamente e então ela desmanchou o sorriso

- E como você não me contou isso antes! – Gritou ela chamando a atenção de todos do corredor.

Eu inventei uma história boba de que não sabia que ele se mudaria para nossa cidade e muito menos para a nossa escola. E logo estávamos em outro assunto.

Ela foi então para sua aula e eu caminhei para minha. Sentei-me na ultima carteira deixando com que a cadeira do lado esquerdo vazia.

Até pensei que ele não viria, todos já estavam na sala menos ele e o professor.

Então o professor Taylor entrou e ele atrás. Como o esperado todas as garotas suspiraram e não tiraram os olhos deles.

O professor apontou para a cadeira ao meu lado e então ele caminhou em minha direção.

Sentou-se e colocou seus livros ao lado dos meus e me mandou um sorrisinho malicioso como se soubesse meu segredo, e ele sabia.

Estiquei a mão pelo pequeno espaço entre a gente para poder me apresentar.

- Sou Belle! Belle Green!

Ele me mandou um olhar interrogativo e então esticou a mão.

- Sou Dylan! Dylan Beckenbauer!

Sua pele era tão macia quanto branca. Sem vontades afastei a mão.

Encaramo-nos e então desviamos o olhar para o professor que já tinha começado a explicar.

Ele era tão lindo que mal consegui prestar atenção no professor.

Senti um ventinho empurrar minha barriga e me arrepiei até na ponta do pé. Sua beleza me perfurava era como se eu estivesse presa e sem saída.

O olhei pelo canto do olho e seus cabelos avermelhados estavam sobre o rosto que nem se quer olhava para o professor.

Ele tirou um caderno e começou a rabiscar a ultima folha com um lápis bem menor do que o normal.

Estava respirando lentamente e sem expressão no rosto. Levantou o rosto e respondeu a pergunta pela qual eu não fazia a mínima idéia que o professor lhe havia perguntado.

- 1987...? Não! 1989!

- Exatamente Beckenbauer...

Ele continuou rabiscando o caderno. Estava desenhando uma fada, muito bonita e quando terminou fez seu cenário em volta.

Em sua volta havia fogo. Parecia o inferno, com animais ferozes e ela suava, com medo...

Voltei-me para o professor e suas explicações, e ele acabou levantando um sorriso que me atraiu novamente.

Ele era maravilhoso sorrindo.

Ele virou o rosto para mim e sorriu ainda mais zombador.

- O que? – Murmurei

- Nada...

Ele continuou desenhando, colocando cada pontinho em seu lugar como se fosse um auto-retrato. Fazendo lhe muitos detalhes, que até dava para sentir a fervura das chamas de minha carteira.