Serendipity
2 Erlebnisse.
Notas iniciais
ERLEBNISSE [s.];
(português experiências)
''Do alemão: as experiências, positivas ou negativas, que sentimos mais profundamente e através das quais realmente vivemos’’.
P.V.O Annabeth
Escolhemos uma mesa no canto do refeitório, e sentamos os três. Eu lançava olhares assassinos para Percy a cada 3 minutos, e o mesmo rebatia com sorrisos irônicos.
– Ok, então me deixa fazer as apresentações. – falou ela. – Esse aqui é Nico di Ângelo, como diz a Silena, meu boy magia.
Dei risada.
– É um prazer Nico. – falei com minha voz doce e gentil como normalmente.
– É estranho ver a Lia com uma amiga que não é punk como ela. – falou ele rindo. Percebi que ele tinha uma voz bonita, era um pouco rouca e tinha um forte sotaque, italiano pelo que eu percebi.
– Hey, não é verdade, tem a Silena – protestou Thalia.
– Não vale, ela é sua prima, você é tecnicamente obrigada a gostar dela. – falou Percy com um toque sarcástico.
– Ah, e é claro, Percy Jackson, o babaca do Trio. – falou Thalia revirando os olhos.
– Qual é Lia, eu sou o charme do grupo.
Eu revirei os olhos.
– Ele se acha, só porque metade das garotas desse colégio paga pau pra ele. – falou Nico rindo.
– Clássico. Babaca que se paga se pegador. – falei usando todo a minha ironia.
– Não, esse é o trabalho do Castellan. – falou ele com seu continuo sorriso repleto de rebeldia.
– Ok, será que alguém pode me explicar essa historia do Luke, porque a meu ver ele pareceu um cara legal e gentil. – falei.
Percy soltou uma risada seca.
– Ingênua. – murmurou ele.
Lancei um olhar fuzilador para Percy, que deu de ombros.
– A história é a seguinte Annie. Sempre que chega uma novata bonita na Brooke, Luke se faz de gentil, encantador e etc. A leva para ver os jogos do time, ajuda carregando os livros e tal. Então alguém os vê se agarrando pelos corredores, ele a leva embora, e você já sabe o que acontece, são poucas as que resistem, mas mesmo assim ele as convence. Mas no dia seguinte, a garota chega radiante de felicidade, e vai falar com ele, mas ele começa a despreza-la e tudo, afinal ele conseguiu o que queria, por que haveria de se importar com os sentimentos dos outros? – falou Thalia.
– Mas se todos sabem dessa ‘’ fama’’ dele por que continuam caindo na dele? – perguntei.
– Algumas realmente não sabem, outras são bobas demais, outras se deixam levar pelo papo dele, e outras... Bem, dizem que o que Luke quer Luke consegue. – falou ela com um semblante sombrio.
Ficamos alguns minutos em silêncio até Percy falar.
– Ok, Luke é um idiota. Agora, Annabeth, por que não nos conta o motivo de ter saído de São Francisco? – perguntou ele com um sorriso meio enigmático.
Eu fiquei meio rígida.
– Como assim? Vocês não tiveram uma aula juntos? Ela falou quando foi apresentada á turma. – falou Thalia.
– Eu quis dizer o Real motivo dela ter saído de São Francisco. – falou ele.
Olhei para baixo, odiando Percy por me fazer falar sobre aquilo, mas eu podia sentir o olhar dos três sobre mim, esperando que eu falasse.
Suspirei e comecei a falar:
– 9 meses atrás eu ainda morava em São Francisco, não que minha vida lá fosse perfeita, longe disso, mas eu gostava da cidade, aquele clima quente, e o vento gostoso perto da praia, enfim. Morávamos, eu, minha mãe e meu pai. Enquanto minha mãe cuidava de seu escritório de arquitetura, meu pai dava aula de história em uma universidade local. Um dia ligaram na minha casa dizendo que meu pai havia sofrido um acidente no escritório onde ele dava aula, o lugar havia pegado fogo. Foi tudo tão de repente, e difícil, nossa vida lá pareceu vazia. Nós aguentamos durante 8 meses, mas a presença dele era muito forte, em todo lugar parecia que tinha um pouco dele e de sua felicidade, então chegou o dia em que minha mãe decidiu que nos mudaríamos, um novo começo em outro lugar, e assim viemos pra cá. Como ela já tinha uma filial do escritório, em um mês nós já vínhamos pra cá. – falei.
– Eu sinto muito Annie, o Percy realmente foi insensível em perguntar, nós não deveríamos ter te obrigado a falar. – disse Thalia.
– Tudo bem, vocês não me obrigaram a nada, e de qualquer jeito uma hora vocês saberiam.
O sinal tocou e todos começaram a sair em direção às salas.
– Que aula vocês têm agora? – perguntou Thalia.
– Física. – falou Nico.
– Matemática. – disse Percy.
– Literatura. – falei
– Ok, nos vemos na saída, tchau povo. – disse ela e então saiu com Nico, já que as salas deles ficavam em outro prédio.
Levantei-me e peguei minha bolsa, lancei um ultimo olhar a Percy, que estava sentado me olhando e então comecei a andar em direção á minha sala.
Quando eu estava na metade do caminho, senti uma mão forte agarrar o meu antebraço. Virei-me e vi os olhos verdes de Percy.
Revirei os olhos.
– O que você quer? – perguntei.
– Pedir desculpas, eu reconheço quando estou errado, e eu fui um idiota, pelo café e por ter invadido sua privacidade daquele modo. – disse ele sério.
– É você realmente foi um babaca. – falei – mas eu te desculpo.
Ele abriu um pequeno sorriso malicioso.
– Mas eu ainda te odeio ok? – falei.
– A recíproca é verdadeira. – falou ele.
Virei-me e fui em direção à sala de Literatura.
[...]
As minhas ultimas três aula correram normalmente, e logo o sinal do final das aulas tocou. Peguei minha bolsa e sai andando. Passei no meu armário, e peguei minha roupa suja para lavar em casa.
Encontrei Thalia conversando com duas garotas, então fui até lá.
– Ah, Annie, essa é a minha prima Silena, e essa é a Clarisse. – falou ela. – Meninas essa é a Annabeth, ela é nova aqui na Brooke.
– Seja bem-vinda Annabeth. – falou Silena sorrindo.
Clarisse apenas sorriu.
Silena parecia uma top model europeia. Morena, com cabelos castanho-escuros incríveis que iam até sua cintura com ondulações perfeitas, olhos azuis, boca volumosa, e corpo escultural.
Já Clarisse, era bonita a seu modo. Também morena, com cabelos lisos e ruivos puxados mais para o lado do vermelho que ia até logo abaixo de seu ombro, feições um pouco duras, mas que combinavam com seu aspecto forte.
Nós conversamos um pouco, mas logo Nico chegou, e como nenhuma de nós estava com vontade de ficar de vela, decidimos deixa-los á sós.
Antes de sair, eu peguei o numero de celular da Thalia e me despedi. Fui para o estacionamento e peguei meu carro.
Olhei pelo espelho retrovisor, e vi algo de me deu vontade de rir.
Percy estava encostado em uma moto preta bonita, e á sua frente estava uma ruiva, pelo o que eu entendi, ela dava em cima dele, passando a mão por seu peito e quase se esfregando nele. Pela cara que ele fazia não estava gostando muito.
Revirei os olhos e soltei uma gargalhada.
Dei partida no carro e fui embora.
Cheguei em casa alguns minutos depois e estacionei o carro na garagem. Entrei em casa tranquilamente, mas pelo o que eu havia percebido não tinha ninguém em casa.
Joguei minha bolsa no sofá e fui até a cozinha pegar um copo d’água. Na porta da geladeira havia um bilhete.
‘’ Filha provavelmente trabalharei até tarde hoje. Espero que você fique bem. Você pode pedir pizza, o telefone da pizzaria está na geladeira e o dinheiro no lugar de sempre.
Beijos, Mamãe. ‘’
Típico. Depoisdo acidente, minha mãe estava trabalhando em dobro, como um modo de fugir da dor.
Suspirei e fui até o lugar onde estava meu celular e olhei a hora. Já era 13h37, então decidi pedir logo minha pizza. Fui até a geladeira e peguei o numero, disquei e pedi uma pizza pequena de bacon e calabresa, e uma coca de 600 ml.
Enquanto eu esperava, peguei a roupa suja de café de dentro da bolsa e levei até a lavanderia. Então me joguei no sofá, assistindo The Big Bang Theory.
Meia-hora após a campanhia toca. Levantei e fui ate a porta, paguei o entregador e levei a pizza até a bancada da cozinha. Peguei um prato coloquei um pedaço de pizza de bacon, então voltei ao sofá.
[...]
Passei a tarde inteira no sofá assistindo TV enrolada a um cobertor roxo e felpudo por causa do frio que fazia e no fim acabei adormecendo.
Acordei algumas horas depois desnorteada enquanto meu celular tocava. Levantei rápido e atendi:
– Alô? – falei grogue.
– Oi Annie, é a Thalia.
– Oi Lia, tudo bem?
– Tudo sim. – falou ela. – Hey, eu e as meninas resolvemos fazer tipo uma festa do pijama aqui em casa, não está afim de vir?
– Ah... Claro, porque não?
– Ótimo, eu te passo o endereço daqui e a gente vai ficar te esperando, ok?
– Tudo bem.
Anotei o endereço na agenda ao lado do abajur, me despedi e desliguei.
Subi para o quarto e fui tomar um banho. Sai e coloquei uma roupa. Jeans lilás, suéter azul-menta e minhas confortáveis e quentinhas ugg’s. Coloquei uma jaqueta, peguei minha bolsa preta e coloquei o necessário, um pijama, uma muda de roupa extra para ir ao colégio no dia seguinte, e minha nécessaire com os itens básicos de higiene.
Antes de sair de casa mandei uma SMS para minha mãe falando que eu iria dormir na casa de uma amiga. Peguei as chaves do carro sobre a mesa, fechei a casa e sai.
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