Notas iniciais
Gente, me desculpe não ter postado no fim de semana. Porém, fim de semana de ENEM, então não dava de maneira alguma! ):

Frederich carregava-me com segurança, ainda que eu esperneasse com um dos seus braços em torno de minha cintura. Não troquei palavras, gostaria que ele ficasse bastante esclarecido pelo meu despontamento. Conservei-me inerte e somente com a aparição de fortes luzes, tive confiança, estávamos no fim da trajetória. Frederich colocou-me no chão, mas rapidamente segurou meu braço. ‘Está com medo de quê?’, quis perguntar. Não iria fugir, estava colocando meu pescoço à mostra, caso viesse a trabalhar sozinha em busca da Rainha de Copas.

— O que é isso? — perguntei olhando para as estruturas de madeira no esqueleto de diversas árvores. Parecia uma vila em cima de árvores. Diversas cabanas estavam montadas nas copas de árvores. Apesar de está tarde, e a escuridão tomar conta do horizonte, parecia que aquele lugar encandeava algum tipo de luz mágica. O local era todo iluminado por uma luz amarela. Seriam vaga-lumes? Não tive chance de discorrer sobre o assunto. Frederich segurou-me com firmeza e atravessamos junto uma espécie de entrada.

— Alice, seja bem-vinda a Wonderhood. Casa de todos os habitantes fugitivos da Rainha de Copas? — ele disse olhando-me. E a Duquesa de Cheshire? Ela não era uma fugitiva, não? Revirei os olhos demonstrando dúvida. — O que foi, Peu Fou? — perguntou Frederich um pouco preocupado.

— E a Duquesa de Cheshire? Ela está em segurança? — eu perguntei agarrando-me ao braço de Frederich. Por certo, ele espantou-se pela minha mudança repentina de comportamento, uma vez que minha postura encontrava-se tão dura como o concreto. Eu tinha minhas razões, havia sido arrastada por mal. E preocupar-me com a única pessoa que acolheu-me bem no País das Maravilhas era obrigação.

— Alice, ela mora aqui. A casa dela está aqui. — ele suspirou. — Entretanto, a Duquesa também suas habilidades de confundir as pessoas. — Frederich aproximou-se de mim, colocando sua boca bem próxima de meu ouvido. — Ela é uma feiticeira. Mas esse é um segredo. — ele sussurrou e seu hálito quente causou-me arrepios.

Por que ela não havia me contado isso? Não deveria ter muita necessidade, pelas orientações de Frederich, aquilo era um segredo. Ela deveria guardá-lo com bastante segurança, não deveria querer revelar para uma forasteira no País das Maravilhas. Por conseguinte, me contrai um pouco debelada. Existia alguém que confiasse em minha pessoa? Em meio de um conflito, eu poderia evitar o mesmo erro do passado? Em confiar nas pessoas certas e ter merecer a confiança de quem merece?

— Frederich, para onde vamos agora? — perguntei soltando-me de seu braço e obrigando-o a me largar. Depois disso, ele lançou-me um olhar ferido, mas não deu rodeios e tornou a explicar:

— Irei mostrar sua casa, ou pelo menos, sua moradia temporária. — Frederich puxou-me pela cintura e guiou-me nas escadarias das moradias. — Já que insiste em não ficar. — ele proferiu sozinho quase em um zunido, contudo pude ouvir com facilidade. Não adiantava argumentar sobre meu lugar no mundo. Eu poderia está vivendo o momento de minha vida e, está igualmente satisfeita aqui ao invés de está em Londres. Suas palavras anteriormente, ainda feriam-me facilmente.

Ele havia falado comigo apenas por obrigação. Eu devaneava antes de tudo isso ter ocorrido, que Frederich tinha falado comigo no manicômio por puro interesse. Mas não. Estava apenas exercendo seu trabalho, assim que soube que eu era a Marcada deixou-me só.

Passamos por uma pequena aglomeração de pessoas. Todos ali, sem exceção alguma, me cumprimentaram com um aceno, sorriso ou até chamaram-me pelo nome. Para uma garota que fora aprisionada em um manicômio aos treze anos, passando quatro anos ali sem nenhum contato humano, isso estava sendo bastante empolgante. Olhei de soslaio para Frederich e no canto de seus lábios, um esboço de sorriso estava formado.

— Está sorrindo? Por quê? — devassei virando minha atenção para seu semblante. Ele nada disse, um risinho arrastado saíra. — Tudo bem, se não queria conversar poderia ter avisado. — finalizei voltando a olhar para o chão, um pouco embaraçada.

— Não, Alice. Você apenas não entende. Quando conhecer todos aqui, irá entender tudo. — ele concluiu e olhou para mim. Não dei-me o trabalho de respondê-lo. Estava, verdadeiramente, aborrecida e a fadiga estava latejando densamente.

O percurso demorou em torno de cinco minutos. Os cinco minutos mais vagarosos de minha vida. O silêncio prevaleceu quase por completo, até Frederich ter me arrumado uma pequena chave e ter entregado-me.

— Cuide dessa chave com cuidado. É a chave de sua cabana. — ele entregou-me e eu a peguei ainda sem trocar nenhuma palavra. — Alice, olhe para mim! — ele envolveu meu queixo em sua mão, obrigando-me a olhar em seus olhos. — Boa noite, Pea Fou. Te vejo amanhã. — completou e beijou minha testa com afabilidade.

Não disse nada, nada com relação ou questão da minha irritação. Estava estranhando o comportamento de Frederich, ele sempre fora bastante afeiçoado a mim, no entanto havia algo que estava tirando-o de sério. Eu conseguia discernir isto nitidamente em seus olhos. Ainda que, ele preferisse manter em incógnita, eu ainda iria descobrir o causador deste rebuliço.

Depois abrir a porta da cabana, dei-me conta que aquela era minha cabana. Eu sorri ligeiramente ao adentrar no recinto, até então desconhecido. A cabana resumia-se a uma pequena saleta com duas portas. A entrada e a porta de um possível banheiro. Minha cama encontrava-se na parte superior, quase no teto da casa. Ali intuí uma escada. Gostava de prestar atenção em cada mínimo detalhe, por mais que simplória ou notória. Guardava em mim, um hábito de guardar as coisas na cabeça, tornando aquilo uma vaga lembrança. Naquela note não pude fazê-lo, meu estado tanto emocional estava abalado e minha condição física almejava um descanso.

Me vi assim, atirando-me na cama.

[...]

Despertei-me no dia seguinte escutando diálogos um tanto curiosos. Sentei-me na cama com a finalidade de descer as escadas. Prontamente estava descalça pisando contra a madeira do piso, ao passo que isso ocorria os diálogos tornavam-se mais “escutáveis”. Meu campo auditivo conseguiu identificar uma das vozes. Uma era masculina e era de Frederich. A outra era feminina, porém não recordava-me dela em momento algum.

— Será que ela está acordada, Fredie? Quero muito conhecê-la! — entusiasmou a voz desconhecida.

— Só batendo na porta dela para termos conhecimento. — articulou Frederich. Tentando dissimular joguei-me no pequeno sofá branco, simulando que não estava ouvindo a conversa deles.

Um, dois, três, quatro, cinco segundo.

Toc, toc, toc.

Ouvi e rapidamente, empertiguei-me fui atender a porta.

Estava Frederich com vestimentas que desconhecida. Ele usava fraque bordô e um chapéu preto. Eu o olhei por um apurado tempo até espaçar minha atenção. Uma garota de madeixas loiras estava parada com mãos dadas as de Frederich. Ela trajava um vestido azul turquesa e bem elaborado, que olhando para meu vestido azul ele parecia um trapo em relação ao vestido da desconhecida.

— Olá, Alice. Gostaria de te apresentar uma grande admiradora sua...

Antes mesmo de Frederich terminar de falar, a desconhecida tomou sua frente e até adentrou em meus aposentos.

— Sou Santa Heart, admiradora sua! — ela tratou de apertar minha mão em cumprimento.

Eu sorri e apertei sua mão com firmeza.

— Também sou noiva do Fredie. — ela rematou.

Notas finais
E aí? *-*