Serena

32 Os Descendentes


Notas iniciais
Aqui eu estabeleço uma conexão, e deswnvolvo mais um pouco a história. Espero que gostem! :))

– Serena, ande. — fala Abby para mim, enquanto descemos todas as escadas brancas bem polidas que dão para o salão principal.

– Abby, será que eu sou a única pessoa sana aqui? — pergunto para Abby, enquanto nos dirigimos para uma das cadeiras que foram postas no salão.

Todas as cadeiras foram enfileiradas em horizontalmente, e com um espaço grande na frente, um "palco".

– Serena — Abby fala para mim, sentando-se numa cadeira ao meu lado na quarta fileira. — primeiro, não somos pessoas, somos bruxas, segundo, eu estou tão indignada quanto você. Você viu os hematomas de Angie, estão enormes. Mas eu fico na minha, eu não me revolto. E terceiro, tem uma porra de um furacão vindo pra New Orleans de novo e eu não sei você, mas eu não tenho tempo pra gastar me preocupando com outra coisa a não ser isso. O governo confia em nós, quer que nós,bruxas, acabemos com o Lauren. Então, por favor, vamos nos concentrar nisso.

Estou a ponto de rebater e falar algo para Abby, mas...

– Bom dia, meninas — ouço a voz de Cordelia ecoar na sala.

Vejo o "palco", e vejo Zoe, Queenie e Misty sentadas em cadeiras ao lado acanhadas. Imagino que elas sofram tanto quanto nós, alunas, na mão de Cordelia.

Olho para os lados, e vejo Kathy sentada ao fim da primeira fileira, ao lado de Maggie.

Angie está sentada no meio da última fileira, ao lado da menina Annie e uma menina que não reconheço.

– Eu reuni todas hoje — continua Cordelia — para falar sobre o Lauren.

– Grande novidade — digo, pensando alto.

– Cala a boca! — sussurra Abby ao meu lado.

–... Segundo os especialistas, ele atingirá New Orleans em duas semanas, e será tão devastador quanto Katrina. O governo de Louisiana veio nos pedir ajuda. Nós vamos acabar com o Lauren.

Um murmúrio se faz na sala. Como assim nós vamos parar o Lauren? Como assim o governo nos pediu ajuda? Como nós vamos impedir que ele devaste New Orleans?

– Caladas! — grita Cordelia, como ultimamente tem feito. A sala se cala ao som estrondoso de sua voz, todas estamos assustadas. — Vamos acabar com o Lauren sim! Já enfrentamos demônios e caçadores. Não vai ser um furacão que vai nos impedir. — Cordelia se cala.

– Senhorita Cordelia? — ouço a voz de Maggie vinda de frente, e vejo sua mão se levantando. Maggie é muito tímida, ela nunca falou em público desde que a conheci.

Cordelia olha para ela.

– Sim, Maggie?

– Como vamos acabar com o furacão? — fala Maggie, um pouco baixinho. — Mesmo que todas tentemos acabar com ele, vamos terminar voando até fora do planeta.

Cordelia para. Pela primeira vez em um mês, vejo o olhar antigo de Cordelia de novo. Não sei por que, mas sinto que isso não significa algo bom. E pelo visto as outras do "quarteto" não estão entendendo também.

– Maggie. — começa Cordelia, e se vira para todas nós. — Minha mãe me contou, a muito tempo mesmo, quando eu tinha mais ou menos quinze anos, a origem da bruxaria.

Cordelia para um pouco, e baixa a cabeça, olhando para o chão.

– Está tudo bem, senhorita Cordelia? — pergunta Zoe.

– Sim. — diz Cordelia, levantando a cabeça e olhando para nós. — Segundo as histórias de minha mãe, nós, bruxas, somos uma espécie de mutação de seres que se reproduziram em um terreno que não se é o mesmo deles. Nós, bruxas, somos o resultados de mais de dois séculos de reproduções destes seres que morreram. Nós mutamos para conseguir sobreviver, e saímos com dons fantásticos já que somos descendentes deles.

Um silêncio mortal se faz na sala, e ficamos todas sem entender. E nos perguntando todas a mesma coisa.

– Quem foram estes seres? — Angie pergunta o que todas estamos nos perguntando.

Cordelia olha para Angie, mas sem o olhar de desprezo de antes.

– Angelina, — fala Cordelia. — Nem mesmo os especialistas descobriram. Segundo os maiores estudos, nenhum ser aqui na terra tem tais dons maiores do que os das bruxas. Então tudo consta para que sejam seres oriundos de outros planetas.

Um outro silêncio se faz na sala, ninguém fala nada.

Como assim outros planetas? Somos ETs? Eu estou escutando isso direito?

– Isso bate com uma história. — Vejo Misty se levantar da sua cadeira, falando isso. — Eu sou de Massachussets, e minha tia avó, Mary Eunice, foi uma freira de um hospício bem famoso nos anos 50, acho que o nome era "Braircliff" ou algo parecido. Mas acontece que pesquisei mais um pouco sobre esse hospício e diz que lá foi registrado um paciente que era suspeito de ter sido o famoso criminoso "Bloody Face". Mas não era ele, por que o mesmo foi descoberto um ano depois. Mas esse que foi preso, foi por que sua mulher foi totalmente destroçada e deduziu-se que foi ele. Mas não foi, aliás, a mesma mulher também reapareceu anos depois. Ela não morreu, e ele viveu com essa e outra mulher, os três juntos com dois filhos, por muitos meses. E essa outra mulher também disse para uma fonte que havia sido levada por "eles" que não eram bons, e tinham dons incríveis. Quem são "eles", ninguém sabe. Só se sabe que sem motivo aparente, a primeira mulher do homem matou a segunda, sem motivo e ela mesma não se lembra do que fez. Só de luzes. E o homem, Kit, ele desapareceu depois de idoso. E essas criaturas, segundo Grace, a segunda mulher, tem dons parecidos com os nossos, telecinese, pirocinese, Vitalum Vitalis.

Ficamos caladas. ETs? ETs? Como assim?

– Eu já ouvi falar dessa história — disse Cordelia. — Obrigada por contar aqui, Misty.

Cordelia se vira para nós.

– Estes seres são nossos ancestrais, e conseguiram fazer nossos poderes com dez vezes mais força. Se eles conseguiram, por que não nós? Vamos acabar com o Lauren. Outras bruxas, de comunidades bruxas estrangeiras, estão vindo para New Orleans. E vamos todas treinar, para sermos tão fortes quanto nossos ancestrais. Estão dispensadas.

Notas finais
Gostaram? Por favor comentem! Isso ajuda muito! Proximo capitulo segunda 😘