Serena
23 Depois da Morte
Notas iniciais
Colocamos Angie por telecinese no sofá da sala, e nos afastamos do seu corpo imóvel com olhos fechados e um ferimento de dardo no ombro.
– Afastem-se! – grita Misty, afastando as meninas da frente.
Ela fica cara a cara com Angie, e dá uma tragada forte com o nariz, revirando os olhos.
– Veneno. – diz ela, olhando para nós. – Tinha veneno no dardo.
– Que tipo de pessoa faz isso? – pergunta Maggie.
– Um caçador. – diz Cordelia.
– Não pode ser. – diz Zoe, incrédula. – Matamos todos.
– Sabe, não existe só um grupo de caçadores. Aquele era o de Hank. – diz Cordelia.
– Espera – digo, confusa – caçadores? Hank? Grupos? Expliquem-me isso.
Todas as meninas param, e ficam olhando umas as outras. Inclusive Cordelia.
– Há um ano – diz Cordelia – Eu tinha um marido, chamado Hank. Mas ele era um caçador de bruxas, que, contratado por Marie Laveau, se aproximou de mim com a finalidade de me matar. Mas...
– Eu matei o filho da puta – diz Queenie, orgulhosa.
– É. – diz Cordelia, acanhada. – Mas eu descobri que ele me amava, apesar de tudo.
– E o que isso tem a ver com o dardo venenoso? – pergunto.
– Dardos venenosos são a mais nova aquisição dos caçadores de bruxas – diz Cordelia. – Sempre tentamos nos manter informadas para nos protegermos da melhor forma possível.
– E como se mantém informadas? – pergunto.
– Claire, uma aluna que entrou assim que abrimos nossa escola para o mundo – disse Cordelia, apontando para uma menina de óculos loira do cabelo curto ao lado de Zoe. – Ela é conhecedora de informática, e viu um site de caçadores de bruxas, mostrando novas promoções e produtos. Um deles é o dardo envenenado.
– Vocês nunca foram atacadas? – pergunto.
– Não. – disse Cordelia. – O governo de New Orleans nos protege, além de aqui nós lançarmos feitiços protetores. Mas nunca aconteceu nada, então paramos para não gastarmos ingredientes.
– E agora uma menina foi atingida por um dardo venenoso. — digo. Realmente é muita falta de compromisso acabar com uma proteção. – E agora, como resolvemos isso?
– Isso é comigo. – disse Misty, se ajoelhando ao lado do sofá em que Angie está deitada. – Ela está morta. Mas posso trazê-la de volta. Um copo, por favor!
Nesse momento, Kyle se aproxima como um robô treinado, e entrega uma taça com resíduos de whisky na mão de Misty.
– Obrigada, bonitão. – diz ela, sorrindo para Kyle.
Misty de aproxima do buraquinho que o dardo deixou na pele do ombro ossudo de Angie, e coloca sua boca lá. Sugando o que quer que seja, ela revira os olhos. Angie começa a se debater. Me assusto, isso parece uma possessão.
Em poucos segundos, Misty solta sua boca e deixa cair um líquido azul na taça. Depois disso, ela aproxima o seu rosto do de Angie e fala:
– Vitalum Vitalis.
Dá uma sugada com o nariz, e cambaleia, mas consegue se por de pé.
Vejo Angie se levantar, e respirando forte, ela olha com cara espantada para todas nós.
– É horrível, não é? – diz Zoe.
– O que? – diz Angie, se sentando no sofá coma cara espantada.
– Morrer — digo.
– Eu morri? – diz Angie, incrédula.
– Sim – diz Misty.
– Ela não estava bêbada? – diz Queenie, olhando para Misty.
– Aproveitei pra acabar com a embriaguez. – diz Misty, na maior naturalidade.
– Menina, tu arrasa! – diz Queenie, batendo mãos com Misty.
– Espera... Eu morri? – diz Angie, se levantando e olhando para todas nós.
– Sim! – grita Zoe.
– Então, onde eu estou? – diz Angie, olhando espantada para todas nós.
– Academia srta. Robichaux para Jovens Garotas Excepcionais? – diz Zoe, em forma de pergunta.
– Eu te ressuscitei. Angelina. – diz Misty. – Você morreu, e voltou.
– Isso explica aquele lugar escuro? – pergunta Angie.
– Sim. – digo, me lembrando. Realmente não quero voltar para a localização da morte. Por esse fator, agradeço ao demônio Misty Day por ter me feito imortal.
– Ah, certo. – diz Angie, ainda espantada. — E o que me matou?
– Caçadores de Bruxas – digo, friamente, antes que se estabeleça um silêncio mortal na sala, com todas as meninas sabe-se lá por que com medo de falar sobre caçadores.
– A gente te explica mais tarde. – diz Zoe.
– Queenie, vá lá fora vasculhar tudo. – diz Cordelia, autoritária.– Zoe, faça o feitiço protetor. Quero ele sobre a casa esta noite, está me ouvindo?
– Sim... – diz Zoe, assustada.
– Todas as meninas para os quartos. – fala Cordelia, alto, olhando para todas nós– E só saiam de lá amanhã de manhã, quando autorizadas por mim.
Todas nos dispersamos, algumas reclamando, mas subimos as escdas em direção aos nossos quartos.
Fale com o autor