Naquela tarde, Azazel mandou uma mensagem para Todoroki. Ainda não havia conseguido coragem para voltar a frequentar a escola, mas ele insistia em visitá-la dia sim, dia não, mesmo que isso significasse ficar sentado em silêncio.

Seu pai voltaria a trabalhar e não queria que ela passasse aquele dia só, o que explicava porque Azel mexia seus dedos inquieta, esperando por uma resposta. Havia arranjado um filme, tinha puxativos e cobertores.

Sentia a sala de sua casa sofrer pequenas mudanças de temperatura, um raio ou outro estourava do lado de fora, e talvez devesse manter a calma, porque não queria estragar nada. Era só Todoroki.

A campainha tocou, olhou para o celular e continuava sem qualquer resposta, o que foi o bastante para que andasse se arrastando até a porta, esperando que mais um fã de seu pai tivesse conseguido entrar na propriedade. Abriu a porta devagar, os cabelos estavam perfeitamente partidos e seus olhos a encaravam com alguma espectativa, quase como se esperasse que ela dissesse alguma coisa.

E então Azazel relaxou, porque nenhum fã de seu pai era capaz de deixar seu coração acelerado daquela forma.

—Oi. —murmurou, e soube que não precisava de mais nada.

Notas finais
Puxativo: que abre o apetite, aperitivo.