Não se orgulhava de dizer que, em meio aquela enleada, havia agarrado a mão de Shouto. Mas dizia para si mesma que fôra apenas por conta do susto que havia levado, a mão dele estava próxima e por isso a agarrara.

Só que suas mãos continuavam juntas. E mais do que juntas, seus dedos haviam se entrelaçado sobre a perna do garoto de olhos bicolores. Não sabia como havia parado naquela situação, mas dividiam o cobertor, de mãos dadas.

O filme ainda estava pela metade, respirou fundo tentando não congelar ou aquecer demais a sala, ainda que, se tivesse notado, perceberia que a mão do garoto estava um pouco mais quente que o normal.

Mas então, conforme os minutos se passavam, as mãos entrelaçadas se tornavam um abraço, o abraço um convite para que apoiasse em seu peito, e o simples apoiar no peito uma permissão para ouvir o coração estranhamente acelerado dele.

Azazel olhou para cima, em busca de algum sinal de que agora fosse menos aceita por Todoroki, mas tudo o que conseguiu foram lábios suavemente apertados sobre os seus, e a sua surpresa cedia lugar para uma estranha felicidade.

Não havia mudado, pelo menos não para Shouto.

Notas finais
Enleada: enredo, intriga.