Seu passado era púmbleo, odiava falar sobre ele, mesmo quando sua psicóloga insistia. Não conseguia entender o motivo para ela teimar tanto com aquilo, por que ela não entendia de uma vez como falar a fazia reviver aquele momento?

Passar por aquilo doera. Pensar sobre aquilo a machucava. Falar sobre era como enfiar uma faca em um machucado que começava a cicatrizar. Suspirou desanimada, mal era capaz de erguer os ombros corretamente, estava tão... Triste.

Foi até a sala de espera, mas para sua surpresa quem estava ali não era seu pai lendo uma daquelas revistas sem graça, um silencioso Todoroki a esperava sentado em uma cadeira de aparência desconfortável.

—Está aqui há muito tempo? —perguntou tentando soar mais animada do que realmente estava.

—Não. —ele respondeu simples, se levantando da cadeira e acompanhando-a até a saída. —Avisei ao seu pai que não precisava te buscar.

—Por quê? —gostava dele, mas não queria andar até em casa naquele dia.

—Você me pareceu triste. —aquela resposta vaga fez com que Azazel fungasse, seus olhos cheios de lágrimas contidas, e então a mão fria do garoto envolveu a sua com cuidado. —Vai ficar tudo bem. —Todoroki sussurrou, e Azazel não conseguia duvidar.

Notas finais
Púmbleo: triste, soturno, pesado.