Ser Feliz...
11 Ser Feliz
Um dia, fiquei a pensar
Não coisas fúteis, coisas inúteis
Fiquei a meditar à minha vida,
Meus momentos, meus tormentos
A imaginar cada pessoa
Os amigos e os inimigos
Lembrei-me dos meus sonhos,
Dos meus amores e meus temores
Foi então que me perguntei:
“Como amá-lo, como conquistá-lo?
Como faço para confiar-me mais?
Como faço para amar-me muito mais?”
É o que penso, reflito e digo...
Um dia, fiquei a ouvir
Não a ribeira ou a cachoeira
Fiquei a meditar à água
Sua beleza, sua tristeza
A imaginar-me transparente como ela
Móvel e dócil
Lembrei-me de você
Ver-me-ia por inteiro, como num roteiro
Foi então que me perguntei:
“O que eu diria, o que eu faria?
Se eu já não mais capaz seria
De ter seu abraço, pois entre seus dedos eu escorreria?”
É o que penso, reflito e digo...
Um dia, fiquei a olhar
Não a verdade ou a tempestade
Fiquei a meditar o raio
Seu poder, seu temer
A imaginar-me intensa como ele
Imponente e incandescente
Lembrei-me de você
Seria meu tesouro, meu bem precioso
Foi então que me perguntei:
“Esta força, esta forca
Como eu poderei ser capaz de estar ao seu lado
Se o medo que teria o manteria afastado?”
É o que penso, reflito e digo...
Um dia, fiquei a contemplar
Não as manhas ou as chamas
Fiquei a meditar o fogo
Seu amor, sua dor
A imaginar-me apaixonante como ele
Amorosa e calorosa
Lembrei-me de você
Aquecer-te-ia, envolver-te-ia
Foi então que me perguntei:
“Este inverno, este inferno
Como suportar felicidade total
Que poderia me fazer queimá-lo no final?”
É o que penso, reflito e digo...
Um dia, fiquei a assistir
Não o amanhecer ou o entardecer
Fiquei a meditar à escuridão
Sua tranquilidade, sua obscuridade
A imaginar-me silenciosa como ela
Calada e respeitada
Lembrei-me de você
Eu te auxiliaria e ninguém saberia
Foi então que me perguntei:
“Este forma, esta norma
Como eu aceitaria algo que me faria sofrer
Pois há a possibilidade de você me esquecer?”
É o que penso, reflito e digo...
Um dia, fiquei a ver
Não a mudança ou a esperança
Fiquei a meditar à claridade
Sua luz, sua cruz
A imaginar-me brilhante como ela
Acolhedora e protetora
Lembrei-me de você
Guiar-te-ia pela escuridão, sem deixá-lo na solidão
Foi então que me perguntei:
“Iluminada e encanada
Como atrevo a me destacar
E você sombra se tornar?”
É o que penso, reflito e digo...
Um dia, fiquei a sentir
Não a vinda ou a vida
Fiquei a meditar à natureza
Seu crescer, seu morrer
A imaginar-me calma como ela
Paciente e competente
Lembrei-me de você
Gentilmente te confortaria, te apoiaria
Foi então que me perguntei:
“Deixada, abandonada
A jornada é curta afinal
Por que gostaria então de ser imortal?”
É o que penso, reflito e digo...
Um dia, fiquei a notar
Não a ternura ou a bravura
Fiquei a meditar o gelo
Sua dureza, sua frieza
A imaginar-me valente como ele
Corajosa e poderosa
Lembrei-me de você
Eu lutaria por ti, seria forte por ti
Foi então que me perguntei:
“Gelada e condenada
Contra seu peito quente eu derreteria
Na hora certa, aconteceria”
É o que penso, reflito e digo...
Um dia, fiquei a lembrar
Não só de teu ser como o seu dizer
Fiquei a meditar certas lembranças
Nosso encontro, um com o outro
“Mesmo se você não for forte,
Eu a amo e sou um jovem de sorte”
Lembrei-me destas palavras
De teu riso e seu sorriso
É por isso que posso dizer:
“Eu estou e eu sou
Feliz por ser amada imensamente
Ainda mais por quem eu mais queria contente”
É bobo, é tolo...
E mesmo não estando perto pra te ver sorrir
Sem conseguir te dizer ou falar
De dormir com você e te sentir
Até sem minha cabeça acariciar
Quero que siga mesmo após eu partir
Sendo difícil ou não, deve continuar
Pois ainda longe, eu te sigo
Para ser sempre teu amor e amigo
Fale com o autor