Notas iniciais
Tive que dividir a oneshot em dois capítulos porque escrevi mais do que gostaria (o que não é novidade nenhuma).
E Karina, demorou, mas está aqui a oneshot que te prometi, já que você é a grande fã da Elena!!
Só mais um avisinho básico, na troca de mensagens entre Elena e Lizzy, as falas em itálico são da Elizabeth!
Agora vamos ao que interessa:
Boa leitura!!

— Mas seu Oficial! Eu juro! Juradinho! Isso foi um tremendo engano! Eu não tive a intenção de que isso acontecesse! — Apontei para o estrago na porta de vidro, e bem, dentro da farmácia também.

— Documento pessoal, Carteira de motorista e documento do carro, mocinha. – Oficial Harrison não estava nada contente – E nem de bom humor, diga-se.

Entreguei a ele os dois primeiros, o último demorou um pouquinho, afinal, eu tive que lembrar onde foi que papai tinha guardado o bendito e depois lutei para conseguir abrir a maldita gavetinha emperrada que fica debaixo do banco do motorista.

— E aqui estão! – Fiz minha melhor carinha de inocente e de menina comportada.

— Bem... – ele analisava as informações contidas nos documentos e eu estava apreensiva.

— E então? – Perguntei ansiosa.

— Você me acompanha até a delegacia, senhorita Hotchner.

— Prentiss-Hotchner! Tem um hífen separando os dois sobrenomes, — Eu disse com raiva. Que coisa! Ninguém parecia se dar conta que eu tenho um sobrenome composto! Mas como a cara do oficial estava péssima depois dessa minha pequena explosão eu acrescentei mais calma – senhor oficial. – Afinal, eu já estava sendo levada para o departamento de polícia, muito provavelmente por destruição de patrimônio, condução perigosa e lesão corporal leve ao conduzir veículo automotor, não queria acrescentar desacato à autoridade na lista e muito menos sair algemada do lugar.

Oficial Harrison caminhou até a viatura e me olhou. Cara.... eu tava muito ferrada dessa vez...

— O senhor tem certeza que eu preciso ir para a Delegacia? Eu posso assinar um termo de comparecimento e o senhor, como deve ser um oficial muito ocupado poderá tomar o meu depoimento amanhã. Quando tudo estiver mais calmo... – eu tentei preparar um terreno cuidadoso para contar a minha mais nova peripécia em casa.

— Senhorita Prentiss-Hotchner— ele destacou o sobrenome dessa vez – se fizer qualquer tipo de ressalva, eu terei que te prender por resistência e desacato.

— O senhor não está entendendo...

— Está presa por resistência. – Ele veio em minha direção com as algemas abertas. Notei ao redor que as pessoas que estavam dentro da farmácia estavam filmando. Meu infortúnio cairia na internet logo logo. Eu estava duplamente ferrada!

— Eita... — foi tudo o que eu pude falar antes que o Oficial Harrison me colocasse no banco de trás da viatura e lesse meus direitos.

— “Você tem o direito de permanecer em silêncio. Tudo o que disser poderá e será usado contra você no tribunal. Você tem direito a um telefonema e a um advogado e se não puder custear um, o Estado lhe providenciará um”. A senhorita entendeu os direitos que acabei de ler para você?

— Sim, Oficial Harrison. Eu entendi. – E fiquei calada, cedo ou tarde eu teria que ligar para um dos dois. O problema era saber para qual dos dois, já que eu teria que escolher aquele que surtaria menos... Pensar que eu saí de casa com a intenção de vir até a farmácia para comprar band-aids!! Por que raios eu tive que inventar de cozinhar hoje?

A porta da viatura foi fechada e eu olhei mais uma vez para o meu lindo carrinho, metade dele estava no estacionamento, a outra metade dentro da farmácia, no meio das prateleiras e artigos de higiene bucal... é, eu confundi os pedais do carro automático que eu ganhei do Tio Dave, no meu aniversário de dezesseis anos. Ao invés de engatar a ré, eu coloquei a marcha na posição “dirigir”, e ao invés de pisar no freio, eu pisei no acelerador, achando que era a embreagem.... e deu no que deu. O carro deu uma guinada para frente e eu atravessei as portas de vidros e só consegui parar o meu lindo Mercedes Benz quando já tinha derrubado metade da farmácia.

Uma pagação de mico geral.

Tudo foi filmado.

Ia parar na internet.

Ser trend topic no Twitter.

Eu vou virar meme.

Esse vídeo vai cair no YouTube no canal dos “Piores Motoristas do Mundo”

E todo mundo vai ficar sabendo.

Meus pais vão me matar.

Meu carro já era.

Eu posso ouvir Jack rindo da minha cara agora... ainda mais que ele já está com quase seis anos de carteira e nunca bateu o carro. Nem arranhou a calota ao encostar na calçada mais alta. Ou tomou uma multa. Ou deixou o retrovisor no portão da garagem.

Cara... eu consigo ouvir toda a minha família entrando em desespero quando eu ligar falando que fui presa.

E eu consigo ouvir a gargalhada da minha melhor amiga daqui. Aquela ruiva maluca que nem carro tem! Elizabeth vai montar na minha alma...

Senhor! Por que não me leva agora? Vai ser bem melhor!

Mas não... eu estou aqui bem viva esperando para ser fichada. Já tiraram as minhas digitais. E agora eu vou para a foto. E nem bonita eu vou sair. Pois com o impacto, o airbag abriu. Estourou bem na minha cara. E me deixou de olho e nariz roxo. Eu pareço mais uma torcedora encrenqueira que entrou em uma briga homérica em dia de clássico do que uma garota de dezesseis anos que só queria comprar uma caixa de band-aids na farmácia. Aliás, eu agora estou precisando de muito mais do que band-aids, será que ninguém aqui tem um remedinho pra dor, não?

— Senhorita Prentiss-Hotchner? — A oficial que estava tirando a minha foto e me acompanhando dentro da delegacia para garantir que minha integridade fosse preservada, me chamou.

— Pois não? – Eu estava sendo fichada, não quer dizer que tinha perdido minha educação!

— Você pode dar o seu telefonema agora. – Ela me indicou a fileira de telefones velhos e manchados no canto da parede. – Você tem três minutos.

Caminhei na direção dos telefones e respirei fundo. Era agora, duni-duni-tê eu escolhi você....

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— Mas isso aqui está um tédio! Nós precisamos fazer alguma coisa! – PG disse vindo diretamente da bat-caverna.

— Penelope, por favor, não zique a nossa saída. Hoje é sexta! Merecemos um dia de paradeira. – Eu disse com um tom monótono.

— Mas, Emilinda. Eu não aguento mais ficar sem fazer nada.

— Então vai reclamar com o diretor do FBI!

— Preferi vir reclamar com a Chefe de Unidade primeiro.. Já que ela tem acesso direto ao Diretor Hotchner.... – PG deu um sorriso de gato satisfeito quando mencionou o novo cargo de Aaron.

Ele ascendeu rápido. De Chefe de unidade para Chefe se Sessão logo depois que Elena foi sequestrada. E então começou o calvário. Quem assumiria o lugar dele?

Jogamos o Derek, afinal, era o agente mais velho na equipe, depois de Dave, já que Rossi não queria nem saber de burocracia.

Acontece que Aaron passou em menos de um ano, para Vice-Diretor. E Derek veio parar como Chefe de Sessão.

E eu fui catapultada para Chefe de Unidade. Aaron é agora Diretor do FBI. Derek recusou o cargo de vice. Preferiu ficar perto da equipe. E eu estou aqui. Morrendo no meio da papelada e da burocracia...

E, de vez em sempre sou lembrada pelos membros da minha equipe e família onde meu marido está. Eles simplesmente adoram zoar com isso. E anda pior agora que teremos outro Hotchner dentro do FBI.

Acabei de saber que Jack foi aprovado como agente júnior em treinamento.

Somos três agentes do FBI na família agora. E seremos quatro, se a Elena conseguir entrar daqui a alguns anos.

— E então... – Penelope me olhava ansiosa.

— Peça para o seu Trovão de Chocolate, também conhecido como Chefe de Sessão Derek Morgan, eu falei irritada.

— Emilinda... me deixe tirar sarro da sua cara. Você é minha chefe, eu sei, mas às vezes é tão irresistível... ainda mais agora que temos o Mini Hotch por aqui.

— Se Jack ouvir você chamando-o de “mini Hotch” você sabe muito bem a cara que ele vai fazer! — Eu adverti a minha amiga colorida. Jack ama o pai, na verdade o idolatra, mas não quer nenhuma comparação com o pai.

— Eu sei... – Penelope suspirou tristemente – é só que... eu tô velha... eu lembro de quando o Jack nasceu!

— Nem tão velha assim, PG! Jack foi mais cedo pra faculdade. E ainda conseguiu formar mais cedo.... ele é um prodígio...

PG estava para me responder quando o celular começou a vibrar e tocar loucamente.

— Não me diga que temos um caso?

Penelope não me respondeu. Apenas ficou branca igual a um lençol e disse duas frases...

— Santa Placa mãe! Isso não tá acontecendo!

— O que aconteceu? Penelope? Garcia? – Eu me levantei da minha mesa e estava para dar a volta e ajudar a minha amiga quando a porta do meu escritório foi escancarada.

— Emily temos que sair ASAP! — Aaron me chamou sem sequer me cumprimentar. Algo estava realmente errado.

— Mas o que está acontecendo agora? – Eu estava ficando nervosa com tudo isso.

— Elena acaba de ser presa! – Aaron e PG responderam juntos.

— ELENA O QUE? – Isso só podia ser brincadeira de muito mal gosto!

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— Duni-duni-tê eu escolho você.... – Contava entre dois dedos meus. Um representava meu pai, o outro, minha mãe. A minha “escolha” acabou caindo em meu pai. Ótimo, vamos ligar para o Senhor Diretor do FBI!

Um toque... dois toques... três toques.... estava quase me virando e perguntando se poderia tentar um outro número quando a voz de meu pai se fez ouvir do outro lado.

— Hotchner! – Seu tom grave e sério retumbou no meu ouvido direito e meu estômago se retorceu.

— Oi pai... – minha voz saiu mais trêmula do que devia. – Sou eu, Elena.

— Que número é esse, filha? – Seu tom de voz tinha ficado mais amistoso.

— Bem... é da Delegacia pai... eu fui presa... bati o carro...

Ele ficou mudo pelo que pareceu horas... mas foi poucos segundos. Afinal, eu conseguia escutar a respiração pesada dele do outro lado.

— Qual delegacia?

— 17º Distrito.

— Fique calada e quieta. Eu estou chegando. – Ele disse a linha ficou muda.

E minha sentença de morte estava decretada.

Isso aqui vai virar um pandemônio.

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SEIS MESES ANTES

— Tio D tem certeza de que essa é a melhor forma para aprender a dirigir? – Eu olhava em dúvida para o kart na minha frente.

— Vai por mim, little princess. Vai ser moleza. Você vai sair dessas aulas como uma piloto de Fórmula 1, assim como o seu tio aqui.

— Aulas? No plural? – Por que eu não estava gostando disso?

— Sim, pelos próximos três meses você vai vir nesse kartódromo três vezes por semana. Depois eu te coloco no banco de motorista de um carro e te ensino o restante. Seu pai não vai nem acreditar quando ele for te ensinar de verdade. – Tio D tinha o maior dos sorrisos e um olhar de quem sabia que estava passando o todo poderoso Aaron Hotchner para trás.

— Você tá adorando isso, não é? – Apontei para os Karts que passavam em alta velocidade.

— E vai ficar melhor quando o Menino Gênio e a Babygirl chegarem por aqui.

— Ótimo! Vai ter plateia.

— Não, concorrentes. Eles vão pra pista com você.

— NÃO! E se eu atropelar um deles? E se eu bater em um deles? Aliás, o Diretor Hotchner e a Chefe de Unidade Prentiss estão sabendo disso aqui? – Coloquei minha mão na cintura e olhei para ele.

— Dê uma folga para os seus pais. E além do mais, você está segura, o Chefe de Sessão aqui te protege!

E a minha primeira aula de direção foi um fiasco. Eu mal consegui tirar o kart do lugar e quando eu consegui, bati na primeira barreira de pneus... afinal, confundi a esquerda com a direita.

— Elena, como você espera ser uma agente federal se você nem consegue distinguir a esquerda da direita? – Tia Pen olhava assustada para o kart preso a uma altura considerável do chão.

— Simples, eu não vou dirigir!

— E como vai cercar um suspeito e informar a sua posição se você não souber lateralidade. – Tio Spenc gritou de dentro de um dos karts.

Para isso eu não tinha resposta, então apenas dei de ombros.

— Meu Deus! Ainda bem que eu não vou mais a campo e a minha vida não depende de uma parceira tão maluca! – Tio D deu uma sonora gargalhada.

— Uma coisa de cada vez. Depois que eu tirar a minha carteira, eu penso nesse pormenor.

— Pormenor? Achei que era um item de extrema importância! – Tia Pen falou descendo meio torta de dentro do kart rosa em que ela estava.

— Tia Pen, não comece! E pare o kart porque ele está indo embora... – apontei para o kart fujão.

Ela, de tênis de salto, saiu saltitando atrás do kart e eu tive que segurar a risada. Afinal, o meu estava vergonhosamente preso no meio da barreira de pneus.

Quando nosso tempo acabou, tio D veio ao meu lado e me disse:

— Até que não foi tão mal. Você melhora!

— Não foi tão mal? Tio D, olha onde o kart está! – Apontei para o kart.

— Você melhora na próxima!

— Sei...

E assim foram as minhas sessões.

Na segunda eu arranquei o kart e até consegui dar meia volta. Até que tive problemas com a embreagem. Aquele troço não é de Deus não!

Na terceira eu dei uma volta inteira. Foi lindo! Não bati, não atropelei ninguém nem nada. Aí me achei a piloto.... e acelerei... acelerei direto para o gramado e fiquei ali, agarrada na lama, já que chovia. Para o delírio da minha torcida. Tia Pen, tio Spenc e Tio Dave.

Na quarta aula, eu me concentrei em fazer tudo direitinho. E deu certo! Nada saiu do controle e eu comecei e me sentir confiante.

Depois de três meses, sendo que só bati mais umas duas ou três vezes o pobre kart, e depois de atropelar um mecânico – ele confiou demais na corrida (de lesma) dele, e eu tinha me empolgado um pouquinho no acelerador – posso dizer que as minhas primeiras aulas de direção foram boas.

Nesse meio tempo, Elizabeth tirou a sua carteira, e mesmo assim se recusava a ter um carro! Garota maluca! Eu estava morrendo de ansiedade para ter o meu, e ela lá, dizendo que não valia a pena, já que ela tinha que andar com um detalhamento de segurança, já que agora a mãe dela era a Diretora da CIA.

Então chegou o grande dia, era a minha primeira aula ao volante de um carro de verdade.

A enorme pick up de Tio D se assomava diante de mim, sim, era no carro dele, pois meu pai só autorizou que eu começasse a dirigir DEPOIS dos dezesseis, mas Tio D vinha tentando mudar a cabeça do Diretor Teimoso. E eu posso dizer que tremi nas bases, aquilo não era um carro, era um caminhão! Eu precisei de ajuda até para subir para o banco do motorista!

— Elena, não tem dúvidas. Da esquerda para a direita, embreagem, freio e acelerador. O pé que pisar na embreagem, pisa no freio. Seu pé direito fica responsável por acelerar e só. Troca de marcha, pisa sempre na embreagem e troca aqui no câmbio. Sempre se arranca o carro com a primeira engatada, depois, quando for ganhando velocidade, vai aumentando as marchas. Entendeu?

— Acho que sim. – Eu olhava desnorteada para o câmbio do carro e para os pedais embaixo do volante.

É, ainda bem que disse acho, porque foi terrível. O carro deu um pulo igual a um touro bravo de rodeio e desligou.

— O que eu fiz de errado? – Eu me desesperei quando o carro morreu.

— Tirou o pé muito rápido da embreagem e acelerou pouco.

— Eu tenho que saber o tempo de fazer isso? – Era mais difícil do que eu imaginava.

— Sim. Não é tão complicado, Elena. E pense, você não pode tirar carteira em carto automático. Vai ter que aprender.

Mas às vezes, é mais fácil dizer do que falar. Todas as aulas o carro ficava mais tempo “morto” do que andando.

— Eu sou um fiasco para dirigir. – Chorei depois do carro ter morrido pela décima vez. – Eu desisto. – Desci do carro, sentei na calçada e cruzando os braços sob o peito comecei a chorar de desespero. Só restou ao Tio D se sentar do meu lado e esperar que meu ataque passasse.

— Já tá mais calma? — Ele perguntou me entregando um lencinho de papel.

— S..sim. – Disse fungando.

— Ótimo, amanhã a gente tenta de novo.

— Não! – Eu disse convicta! – Eu já disse, desisti dessa coisa de dirigir, não é para mim, não!

— Elena, você realmente acha que eu nasci sabendo dirigir, que seu pai nasceu sabendo dirigir? Você não se lembra do Jack quando estava aprendendo não? Ele quase deixou o seu pai maluco! Até onde eu sei, Jack conseguiu perder o controle do carro em uma reta em um dia de sol e pista seca. Os dois deram duas voltas antes que o carro parasse no acostamento. Depois disso, você ainda pensa em desistir.

— Eu não sabia disso! Por que ninguém me contou?

— E você acha que o Jack vai se deixar ser zoado por você? – Tio D disse se levantando e me estendendo a mão para me ajudar.

— Não, ele não deixaria. – Eu disse ainda com um sorriso desaminado.

— Vamos, eu vou te levar para casa. Mas eu dirijo, beleza? – Ele piscou para mim, tentando levantar o meu ânimo.

Voltei para casa desanimada. Realmente dirigir não era a minha praia. Precisava desabafar com uma pessoa. Elizabeth!

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“vc tá aí ou tá de castigo?” – Tive que zoar Lizzy. Afinal, eu não me esqueci do pavor que ela tem em ser colocada de castigo...

o que foi agora? Bateu o carro do Derek? Ehehehehe e para o seu governo, eu não estou de castigo!

“olha aqui sua ruiva chata, não bati não.”

então, o que aconteceu?

“nada”

então eu vou voltar para o meu livro...Tim vai lançar um livro novo e me deu uma cópia antes de ir parar nas livrarias!

“EU NÃO SIRVO PARA DIRIGIR” – desabafei no teclado do meu Iphone, ou melhor, na tela.

falei que tinha algo! O que aconteceu agora? Arranhou a marcha e mão tá dormente?

“Não. O carro não para de morrer.”

normal

“só isso? Normal? Vc é econômica igual ao seu pai”

foi o que ele disse mesmo...

“sobre”

o carro morrer toda hora.”

“ele só disse isso?”

“e olha que já é muito! Na maioria do tempo ela me deixou dar ataques histéricos até que eu percebi que ele só estava me olhando com aquela cara de: mas é igualzinha à mãe...”

“Acho que conheço essa cara, mas ele não disse mais nada?”

“disse, disse que se eu continuasse com frescura, ele falaria para mamãe para colocar a Ziva para ser a minha motorista temporária. Foi aí que eu percebi que eu tinha que me concentrar em fazer aquele carro sair do lugar!”

“ter a Ziva de motorista deve ser viver intensamente em três segundos e morrer antes do 18. Mas voltando à vaca fria, eu não acredito que você tem carteira e não tem carro! Me ajudaria muito umas caronas de vez em quando...”

aprende a dirigir depressa e tenho certeza que seu pai vai te dar um! Se não for ele seu tio Dave te dá, ele é montado na grana mesmo...”

“tá, foi mal... mas eu NÃO SIRVO PRA ISSO!!”

para de gritar e para de show. É assim pra todo mundo! Mas vc não pode perguntar para sua mãe pq ela não sabe sobre as suas aulinhas, não é?” – juro que consegui ouvir o sarcasmo das palavras dela

“não, não posso”

você vai conseguir. É só não pensar muito!”

“como você tirou carteira de primeira? Isso é impossível!!!!”

simples. Tenha como opções de carona Ziva David e Leroy Jethro Gibbs em um dia de fúria, e vc aprende que sobrevivência vem sempre em primeiro lugar, ;)”

“Bem... olhando por esse lado. A Ziva me dá pavor atrás de um volante. Lembra que eu vomitei o almoço no terno do Tony uma vez”

hahahahahahahahahaha isso foi um vexame total!!!! E não teve como tirar a mancha!! Até hj ele chora aquele terno...”

“é... pensar em ficar livre da direção alucinada da Ziva e da choradeira do Tony é um bom incentivo. Sobre o que o Tim escreveu dessa vez?”

e eu não sei amo meu casal desconjuntado, mas não quero passar muito tempo perto deles não! não digo. Tim me pediu segredo....”

“qual é? Vai negar uma informação dessas?”

sim!”

“Sua inútil!!!”

muito obrigada pela parte que me toca, mas não se esqueça, eu sei o seu segredinho”

”vai fazer chantagem?”

”não, mas fiquei sabendo que amanhã tem um encontro entre os diretores das agências federais... se eu deixar que algo escape agora no jantar, pode ser que uma certa diretora da CIA comente algo com um certo diretor do FBI, aí você já viu, né?”

” tá bom... você venceu... e obrigada por colocar mais pressão na minha cabeça.”

“não há de que!”

“Ah, e eu vou lembrar disso!”

”disso o que?”

“Dessa ameaça!”

“tô morrendo de medo!”

”um dia vc vai precisar de carona... e eu vou ter carteira e um CARRO!”

“hahahahahahahahaha eu ligo pro Tony, pro Tim, até para o detalhamento de segurança que não me deixa em paz, mas não arrisco a minha vida com vc no volante de jeito nenhum! Vc tem cara de ser a maior barbeira que já passou por essa galáxia!”

”Magoou”

“é para isso que estou aqui, miga!! Ehehehehehe”

“pq que eu converso com vc?”

”pq vc não tem mais o seu irmãozão pra conversar, já que Jack foi ser inteligente e deu no pé!”

“Tem razão... volta pro seu livro misterioso, e quando terminar me empresta.”

“mas é claro que não. Quando lançar vc compra um e ajuda o Tim!!”

“mas vc é complicada, hein?”

“lógico, vc já viu a minha família? eu não podia ser normal nem se quisesse!”

“ainda bem que vc sabe disso”

“sou uma pessoa consciente”

“só se for consciente de que um dia vai parar no hospício! Agora eu vou pq o senhor diretor chegou aqui.... até amanhã”

“até amanhã e vê se não entrega a mentira.... pq o Senhor Hotchner pega a verdade até em um suspiro seu!!”

”Quer parar de me aterrorizar?”

“eu não, pense nisso como um pagamento por vc ter entregado pro meu pai que a Ginger rasgou o banco do carro, e por isso eu estou proibida de chegar perto de qq carro até os meus 18 anos.”

“Aqui se faz, aqui se paga”

“larga o celular e me deixa em paz, cosplay de Mortícia Adams!”

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— Cosplay de Mortícia Adams? Como assim? – eu gritei para o meu celular...

— Tá tudo bem, filha? – Papai colocou a cabeça para dentro do meu quarto quando me pegou falando sozinha...

— Sim... só tendo que aturar um apelido sem noção nenhuma...

Ele não me disse nada, apenas sorriu.

— É sério pai... Mortícia Adams foi doído....

E ele gargalhou desse...

— PAI!!!!

— Tudo bem... foi a Elizabeth ou o DiNozzo.

— Vai fazer diferença? Esses dois são viciados em filmes e séries!

— Não, não vai... e eu preciso conversar com você, pode vir até o meu escritório?

Ai meu Jesus Cristinho.... ele sabe!!!

Desci atrás dele em silêncio. Quando chegamos, me sentei no meu lugar de sempre, o puff perto da janela e olhei para ele.

— Faltam dois meses para o seu aniversário, não é?

Cara lá vem um castigo daqueles...

— Sim... dois meses.... – Respondi em dúvida, o que papai queria.

— Então....

E ele parou.... Céus como eu odeio quando ele faz isso!! Será que ele esqueceu que eu herdei a ansiedade de mamãe.

Mas foi exatamente por conta dela que ele parou. Mamãe veio se juntar a nós. A coisa ia ficar preta.

— Bem, como você parece estar aceitando essa história de não aprender a dirigir antes dos 16 muito bem, resolvemos que vamos antecipar a sua autoescola.

INACREDITÁVEL!!! AARON HOTCHNER E EMILY PRENTISS ESTÃO DANDO UM PASSO PARA TRÁS E ME LIBERANDO PARA DIRIGIR?

— Mas é claro que eu estou aceitando bem, tem gente em pior estado do que eu...

Mamãe soltou uma risada. — Lizzy está realmente proibida de dirigir?

— Sim. Tudo por conta que ela colocou a gata dentro do carro e aquela coisa doida rasgou o estofado do banco de trás. Na verdade, não rasgou, estraçalhou é uma definição melhor. E a Sra. Gibbs ficou muito brava com isso....

— Bem, então o que você me diz? Podemos começar as aulas de direção nesse final de semana? – Papai voltou a conversa para o ponto central.

— Precisa perguntar? – Eu pulava no meu lugar.

— Acho que não. – Mamãe disse.

— Eu amo vocês dois!! — Eu gritei sacando o celular do bolso.

— Vai perturbar a Lizzy? – Papai disse com pesar.

— Nah! Alguém muito melhor.

— Deixe o Jack em paz... ele está estudando para a prova do FBI...

— Pai, dessa vez não. Ele vai escutar meus áudios SIM!!

E eu corri escada acima mandando áudios para perturbar o meu irmão.

Agora essa carteira sai!

Notas finais
Volto daqui a pouco com o segundo!!
Até lá!