Ser Bi
12 Capítulo 12 - Marcos E A Válvula De Escape
Notas iniciais
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
- Killer.
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
- Fernando Pessoa.
Já me apaixonei muito, ás vezes no quando e nos tantos, chorei. As minhas lágrimas que diziam aquela frase simples e ao mesmo tempo forte: Eu te amo. Em parte errado. O amor é algo incondicionável e quando se resume em alguém, se transforma em um nome.
Naquele sorriso, pude ver que não era ele quem amava de verdade. Sidney. Um garoto o qual usei como válvula de escape pro amor que eu sinto pelo Marcos. Em algumas poucas coisas, pude ver o Marcos nele. Ás vezes penso: "Como, pode!"... Mas no amor tudo é possível. O amor sempre irá incitar um jeito de se tornar presente, e vivo ele sempre estará.
Poderá vir outras pessoas, mas o lugarzinho enorme dele sempre estará ocupado e meu amor dedicado inteiramente ao Marcos. Afinal, o amo!
Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já.
Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida... Saudade é sentir que existe o que não existe mais... (...)
– Killer.
Mas serenamente irei te amar, e tão tarde o quão o tempo será de ser, meu amor e tão somente eu, irá te esperar.
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
– Vinicius de Moraes.
Sandro.
Notas finais
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida.
- Vinicius de Moraes.
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