Notas iniciais
Obrigada a todos q comentaram, estou muito feliz!!

Se antes eu dizia que aqui parecia um sonho, agora está mais para um pesadelo. Era horrivel ver essa cena, os humanos tão inocentes servindo-se como bolsas de sangue, queria poder ajudá-los mas o problema era que o meu instinto me convencia a entrar na multidão e se divertir.

Com muito esforço, dei um passo para trás na tentativa de me afastar. Mas foi tarde demais

– Está perdida, loirinha?

Parado na minha frente estava um homem moreno que me lembrava Jesse, meu antigo amigo, mas sua espressão e seus olhos não eram dóceis e sim, selvagens.

– Na verdade, não. Já estava de saída. — dei as costas, mas lá estava ele de novo.

Claro, um vampiro. Porém estúpido o bastante para achar que eu era uma humana

– Ainda está cedo para ir embora — dizendo isso ele avançou sobre mim.

Já esperando por isso, peguei com força seu braço e o joguei no chão. Me senti satisfeita ao ver seu olhar perplexo e depois percebendo o que eu era. Em um segundo, ele estava no chão e no outro, precionando meu pescoço contra uma parede próxima com as presas amostra.

– O que você quer aqui?

– Nada que seja da sua conta — falei com dificulade Ele precionou com mais força

– Não gostamos de receber vampiros novos por aqui, mesmo que seja bonitinha e ..

–O que está havendo aqui Diego? -uma voz cortante o interrompeu

– Essa vampira está em nosso território! — disse Diego, me olhando com despreza

– Vampira? — o dono da voz caminhou para perto de nós onde eu conseguia ver quem era.

–Elijah?- sussurrei confusa com a situação

Ele me olhava em seu elegante terno e com uma digna postura como se estivesse me examinando

–Solte-a -por fim mandou

– Mas ela..

– Eu mandei soltá-la. Agora.

Irritado, ele me soltou e sumiu no meio de todas aquelas pessoas. Puxei o ar com força e o olhei.

– O que é exatamente tudo isso? Por que esses vampiros loucos estão soltos por ai?

–Acalme-se. Vamos uma pergunta de cada vez.

Relutante, concordei impaciente

– Então, Caroline, o que te trouxe a New Orleans?

– Só vim aqui porque...- pensei bem e eu não sabia o que responder, limpei a garganta e continuei — eu vim para conversar. Aliás, se você está aqui então Klaus..

– Sim, Klaus também está aqui e suponho que a sua tal conversa seja com ele.

Automaticamente, olhei ao meu redor procurando-o

–Ele não está aqui a fora, mas posso te levar até ele se quiser. Gostaria?

Respirei fundo e tentei controlar o meu nervosismo. Passei a mão no cabelo tentando arrumá-lo e ajeitei minha roupa.

– Eu adoraria.

Caminhamos para dentro de uma mansão, e a cada passo minha ansiedade aumentava.

– Você ainda vai me explica o que está acontecendo? -perguntei, quebrando o silêncio

– Prefiro deixar isso a Niklaus.

Elijah parou em frente a uma porta e bateu levemente na mesma.

–Niklaus? — chamou Elijah

–Estamos ocupados! — pensei que ouviria a voz de Klaus mas tudo o que ouvi foi uma voz feminina.

– Aconcelho vir aqui agora-respondeu Elijah com paciência.

Depois de alguns segundos, a porta foi aberta e uma mulher irritantemente esbelta e ruiva saiu dela sorrindo, mas este sumiu quando reparou na minha presença. Sem mais cerimônias, Elijah adentrou no quarto seguido por mim. Era espaçoso e luxuoso, havia também um ateliê onde Klaus se encontrava de costa, supostamente, pintando uma tela.

–Sabe que eu não gosto quando me interrompe não é mesmo, irmão? — seu sotaque era inconfundível, era ele mesmo.

Klaus se virou afim de encontrar seu irmão mas ao me ver, ele ficou completamente em choque. Eu não sabia bem se ele estava feliz ao me ver.

– Caroline? — ele caminhou para perto de mim

– Deixarei vocês a vontade — disse Elijah, saindo do cômodo

– Oi Klaus — falei sem saber o que dizer.

– Caroline? — repetiu como se estivesse tentando entender um problema complicado -O que faz aqui?

– Você me convidava para vir aqui lá em Mystic Falls lembra? Bom, eu resolvi aceitar o convite — ri sem jeito

Ele sorriu e se aproximou mais de mim.

– Então você realmente se entregou aos seus sentimentos mais profundos?-perguntou irônico

– Eu acho que sim — admiti, me perdendo em seus olhos

– Eu vou te mostra cada centímetro de New Orleans, eu vou mostrar as tão belas artes, músicas, comidas, tudo! — seus olhos brilhavam de entusiasmo- Eu quero mostrar cada pedaço que construí no meu reino, Caroline!

–Reino?

– Sim, amor. — ele se afastou e abriu os braços- Eu sou o rei de New Orleans! Eu comando esse lugar! Eu sou o dono daqui!

– Espera! — pedi tentatando processar o que estava havendo- Então você sabe o que está acontecendo lá afora? Aqueles vampiros sugando os humanos?

– Sim, é claro que eu sei. Eu permiti isso. -respondeu, simplesmente

– Você permitiu? -gritei — Como você pode permitir que um bando de sanguessugas saem por ai causando terror por todo o lado?

– Caroline, amor, aqui no Quarter é o nosso território. Nós vampiros podemos sair livres como nunca estivemos! Podemos ser nós mesmos!

– Isso é loucura! — suspirei, virando as costas Klaus me puxou de volta para ele pela minha mão

– Não, não é! Você vai se acostumar com isso, Caroline! Agora, me diga, onde você está hospedada?

– Em um hotel perto daqui, por que?

– Pedirei que levem suas coisas pra cá. Aqui tem lugar o suficiente.

– Se você insiste, eu aceito em vir morar aqui — sorri, fazendo cara de desinteresse

– Na verdade, eu não perguntei se você queria vir — ele sorriu divertido

– Ei! — dei um tapa no seu ombro, sabendo que ele não irá nem sentir.

–Meus vampiros já estão à caminho ao hotel. Enquanto isso posso contá-la o que aconteceu por aqui desde que eu cheguei — ele me fez sentar em uma poltrona.

Depois de ele terminar de me contar tudo o que aconteceu e o que está acontecendo, algo me dizia que havia mais coisas que ele estava escondendo de mim

– Então você veio aqui junto com seus irmãos para reconquistar New Orleans contra Marcel, o vampiro que você criou; desencadeou uma guerra de vampiros e bruxas revoltadas, e algumas delas ressucitaram; você ia matar Rebekah quando descobriu da traição dela sobre Mikael mas resolveu dar uma escolha a ela e ai, ela foi embora; Elijah expulsou Marcel do Quarter; os lobos estão livres de uma maldição e por fim, todos os seres sobrenaturais podem andar por aqui.

– Exatamente!- exclamou orgulhoso

– E quem é aquela que saiu daqui a um tempo atrás? — perguntei, tentando não me mostrar muito interessada

– Ciúmes?- ele sorriu de um lado, que irritante

– Não. Curiosidade — falei seca, cruzando os braços

–É só uma amiga -ele se levantou indo pegar um copo de wisky para nós — Ela é uma bruxa na verdade.- acrescentou, me entregando o copo

– Uma amiga? — Klaus tinha uma amiga?

– Sim, amor. Mas não fique assim, você sempre será a minha única.

Eu ia responder algo para retrucar mas ele continuou

– Te mostrarei mais de New Orleans amanhã. Acredito que suas coisas já estão no seu quarto. — ele gesticulou a mão para que eu saisse

Não muito longe do seu quarto, estava o meu.

– Espero que goste — dizendo isso, ele abriu a porta

Era maravilhoso! Parecia o seu mas a decoração era diferente, era tão aconchegante e majestoso, tão diferente do meu quarto em Mystic Falls! Me sentei na beira da minha enorme cama

– É lindo, Klaus! Eu amei!

– Que bom, amor — ele sentou so meu lado

Estavamos muito perto, olhei para seus lábios, me aproximei mais. Pela primeira vez em tempos, minha mente estava vazia, fechei os olhos e, lentamente, senti meus lábios serem precionados pelos seus. Como a primeira vez, sorrimos entre beijos. Deitei na cama, puxando-o comigo e assim tive a melhor noite que eu poderia imaginar.