Será Que Serei Tão Julgada Assim?

16 1x16 - Welcome Toronto, The End.


Notas iniciais
Não consegui fazer antes esse capitulo e ele é o ultimo :c

Acordei naquela manha de sábado com gritarias da minha mãe com meu pai, não soube o motivo no mesmo instante, mas tirei Melody do berço e a segurei firme, protegendo-a. Fiquei com medo que meu pai subisse pra tentar fazer alguma coisa comigo e com a Melody, então liguei pra Rachel. Caixa postal, as 10 vezes. No celular do Finn também.

Após alguns segundos de gritaria, houve um silencio continuo e por fim, a porta de entrada se bateu. Meu pai havia saído, então desci.

— Filha... – Minha mãe tentava falar, mas não parava de soluçar de tanto chorar – Seu pai, ele está com seu passaporte, não quer me falar pra onde vai te mandar.

— Calma mãe. – Não consegui manter a calma, e acompanhei minha mãe nas lagrimas.

Não trocamos nenhuma palavra mais, ficamos apenas abraçadas sentada no sofá por horas. Não terei tempo pra despedir de ninguém, também não posso sair com Melody e fugir, se fizer isso será mais difícil de cuidar dela, apenas terei que ser forte e dizer adeus pra tudo e pra todos. Só queria que Rachel estivesse ali.

Minha mãe e eu subimos pra tentar arrumar minhas coisas, minha mãe toda hora pedindo desculpas por não ter feito nada pra tentar impedir meu pai dessa ideia, mas nada nem ninguém consegue mudar a ideia dele quando ele está ciente do que fazer. Meu pai abriu a porta da frente, meu coração batia fora do normal.

— Lucy, desce. Não precisa arrumar nada. Lá você terá tempo suficiente pra reconstruir sua vida que você escolheu. – Ele falava subindo as escadas em direção do meu quarto.

Meu pai parou na porta do meu quarto, minha mãe se levantou da cama com a Melody no colo e eu soltei uma blusa amarela que caiu no chão.

— Vamos, devolva essa criança pra Lucy e desce. Agora.

Peguei Melody dos braços da minha mãe e a abracei, pra ela seria o nosso ultimo abraço, mas pra mim seria apenas mais um numa hora difícil. Então desci as escadas com meu pai atrás, minha mãe ficou no quarto chorando com minhas coisas que deixara.

No caminho de casa até o aeroporto, meu pai não trocou uma palavra comigo. Sorte que Melody não chorou. Chegando na entrada do aeroporto meu pai apenas tirou de sua maleta o passaporte e me entregou.

— Espero que faça bom aproveito da sua escolha Lucy.

Não respondi, nem olhei pra ele, apenas beijei a testa da Melody e desci do carro. Olhei no passaporte logo quando desci pra ver aonde iria. Estava rumo a Toronto. Caminhei até o balcão pra me identificar e pra saber a hora do voo.

— Senhorita chegou em cima da hora, em instante terá a chamada pra embarque. – A recepcionista me informava. – A senhorita não tem nenhuma bagagem?

— Não. – Virei o rosto, procurando um assento em volta.

— Ah, ela deve ser filha do Sr. Fabray. – Uma outra recepcionista passa na recepção.

— É, sou sim. – Sorrio de lado e acontece a chamada do embarque pra Toronto.

Não via a hora de embarcar e achar minha poltrona, Melody estava pesando demais. Entrei no avião, localizei minha poltrona e me acomodei. Estava ali com apenas a roupa do corpo, meu celular (que por sinal, acabou a bateria) e Melody. Quando o avião pegou a altitude certa olhei pra janela e comecei a pensar em tudo que estava deixando pra trás, obviamente escorreu algumas lagrimas, então adormeci.

Algumas horas depois...

Senti alguém me chamar balançando meu braço, era a aeromoça. Acordei assustada e Melody já estava acordada.

— Chegamos a Toronto senhorita. – A aeromoça sorria. – E como sua filha é linda, não chorou a viagem inteira.

— Obrigada – Retribuo o sorriso. – Ah sim, desde que nasceu Melody não é de fazer escândalo. Levanto e saio do avião. Avisto uma senhora com uma placa escrito “Lucy Quinn Fabray e sua bebê, aqui.”. Achei estranho e me aproximo daquela senhora.

— Oi, sou a Lucy. A moça que você procura, mas quem é você ?

— Ah, oi Lucy, seu pai me deixou responsável por você e pela essa gracinha, cuidarei da sua casa que ele comprou pra você e da criança enquanto você entra pra uma faculdade. – A senhora abaixou a placa. – Ah, desculpe, sou Megan.

Sra. Megan tinha um carro, não era um da ultima geração, mas era seu único meio de locomoção. Ela dirigia até a tal casa que meu pai havia comprado pra eu, enquanto eu amamentava Melody.

— Também seu pai deixou vários cartões de creditos pra que você e a pequena ai tenha tudo que quiser.

— Não obrigada, pode usar. Vou arrumar um trabalho e assim que estiver numa boa condição financeira eu vendo essa casa e alugo outra. Não preciso e nem quero nada do meu pai.

Faltava uma quadra a chegar na casa e Megan já virava para entrar na garagem. De primeira aparência, a casa é linda. Um jardim enorme ocupando em volta da casa toda, uma varanda decorada com materiais de cor pálida, e por dentro, sala, cozinha e copa pequena, mas suficiente pra Melody se divertir quando crescer. Quarto e banheiro ficava no andar de cima. Eram dois quartos, o meu e de Melody. Seu berço era encantador, rosa era a cor dominante do quarto e ela já tinha tudo que precisa no momento. Meu quarto apenas tinha uma cama de casal, um guarda roupa grande e um criado mudo, a cor não me agradou. E o quarto de hospede, quer dizer, da Sra. Megan, ficava debaixo da escada.

Uma semana se passou e nada aconteceu, esse lugar é muito parado e não tem nada por perto, como um mercado, um bar, nada. Pela primeira vez uma visita.

— Pode deixar Megan, eu atendo. Só dá uma olhada na Melody lá em cima pra mim. – Digo indo em direção da porta e Megan indo pro quarto da Melody.

A porta não tinha aquela olheira, sei lá o nome daquilo, então de qualquer jeito teria que abrir. Ao abrir, havia uma mala rosa e do lado duas lindas pernas.

— Rachel Berry ?!

Notas finais
Como ultimo capitulo, vale review ?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!