Será Amor?
7 Capítulo 7 - Uma intrusa intelectual
Notas iniciais
Pov. Pathy
Entrei na sala de aula tímida, sentei no meio da sala. Sendo novata eu queria me esconder o máximo possível. Avistei um loiro de olhos castanhos e boca corada perfeito, confesso que corei só em vê-lo.
Um professor baixinho, porém muito lindo, entrou na sala. Ele devia ter em média de vinte anos, era do tipo magro porém aparentava ter músculos e talvez até um tanquinho, seu cabelo castanho escuro e ondulado tinham uns cinco centímetros de comprimento, seus olhos castanhos brilhavam.
–Bom dia classe! –Sua voz soou perfeita, ele tinha voz de cantor de sertanejo que faria alg...
–ONTEM TEVE BIRITA PROF!? –Meus pensamentos foram interrompidos quando o menino ao meu lado gritou essa barbaridade.
O professor seguiu a aula com um jogo de lógica. O loiro fez dupla com uma menina morena antes que eu perguntasse se ele gostaria de ir comigo. Acabei indo com uma ruiva chamada Laura e ela não era lá boa em matemática.
No intervalo perdi a fome de tanto olhar para o loiro que agora tinha nome, e o nome mais belo de todos. Austin Moon.
Após passar todas as aulas, fui para casa toda boba, sei que é antiquado se apaixonar por alguém assim, so nada, porém, meu coração não ligava para essa parte. Entrei em casa cumprimentando meus pais, subi as escadas e fui ao meu quarto. Coloquei minha mochila e deitei na cama.
Olá, meu nome é Pathy Barbosa Holanda. Sou uma inacreditável aluna de intercambio. Meus pais eram espanhóis mas moravam no EUA, me ensinaram a falar espanhol e português. Minha mãe se chama Mary e meu pai Dynno.
Bom, me apresentando melhor, e com isso eu digo minha aparência. Meu olho é azul cristal, tenho um corpo bonito para uma jovem adolescente de 17 anos, meus cabelos são encaracolados e loiros. Minha cor predileta é azul, por culpa dor meus olhos, meu lábio é corado por natureza, o que é bom, pois ODEIO batom. Minha pele é branca e sou muito delicada ao sol.
No EUA eu tinha uma ótima vida. Não precisava usar ventilador, pois lá não fazia tanto calor como aqui. Mas digo que aqui tenho vantagens, as garotas daqui, são a maioria morena, olhos castanhos e exibidas, com poucas exceções. Eu era loira, olho azul e me guardava o máximo possível.
Resolvi que passaria a gostar de batom, um que realçasse bem meus lábios. E adivinha para quem era tudo isso? Ér, se você pensou no Austin, você acertou.
Sentei em frente ao espelho e vi como poderia ir para a escola amanhã cedo. Separei na estante de maquiagens um batom rosa, um pouco mais escuro que minha boca, regra da escola, na verdade eu queria usar vermelho, e separei algumas coisas a mais.
Ouvi três batidas de leve na porta.
–Filha, venha almoçar. –Minha mãe me convidou com um sorriso doce.
Depois do almoço, escovei os dentes, tomei um banho e fui brincar de me vestir, queria a roupa que seria perfeita para a escola. Tinha que ser calça branca e blusa preta ou para as meninas vestido branco no joelho ou abaixo e casaquinho preto com uma sapatilha.
O vestido que escolhi, era simples, porém muito bonito e que valorizou meu casaquinho preto e minha sapatilha que era da mesma cor de meus olhos.
Separei tudo e fui para o meu outro quarto. Abri a porta que levava a uma grande varanda e coloquei um peso de porta para ela não bater. Sentei na minha linda e aconchegante cadeira e peguei meu violino, pois é, o Estados Unidos sempre me levou a música, sei cantar, toco alguns instrumentos e adoro dançar.
Após cansar meus dedos, fui para a varanda, olhei para rua e me distraí com os carros que passavam. Meu irmão menor, o Robert Peter, e minha irmã do meio, a Ella Cristyne (se ler Yla), entraram na minha varanda, que era literalmente minha, e pediram para brincar.
Infelizmente, minha varanda era um ótimo lugar para crianças, a não ser por sua parede baixa, por isso eu tinha que ficar vigiando. Minha irmã se parecia um pouco comigo, a descrevo como boneca, seu cabelo loiro e liso, boca bem rosa, pele branca e olhos verdes muito chamativos.
–Claro, só não cheguem perto da sacada. –Eu disse e eles começaram a brincar.
Na minha varanda, tinha um cômodo, não era exatamente um cômodo, ele era feito de plástico e dentro, minha irmã decorou como um castelo, com um lustre pequeno de plástico, poltronas vermelhas e pretas e uma mesa redonda baixa. Era um ótimo lugar para fazer uma brincadeira entre amigos. De lá eles saíram com uma bola preta e 10 pinos de boliche. Após 10 minutos olhando eles brincarem, resolvi brincar com eles também. Li em um site que faz bem interagir com a família.
Meu pai que não parecia saber disso, ele é sedentário, tem seus 138kg, ele é dono e gerente de algumas lojas, chega do trabalho e corre para o quarto, deitar, sai na hora do almoço e volta para o quarto, vai para o trabalho novamente e quando chega vai deitar de novo. Ou seja, não temos uma brincadeira com a família completa quase nunca, nós só saiamos juntos para ir a igreja e nas férias de 15 dias dele por ano. Mas sempre íamos para alguma casa de praia, onde ele levava seus amigos e não ficava com a família. E outra, por ser branca, eu tenho pavor de sol, e como as praias brasileiras (pois passávamos as férias no Brasil) eram muito ensolaradas, o máximo que eu fazia era desenhar em meu caderno de desenho, brincar de dama ou de xadrez com alguém da casa.
Depois de uns minutos, guardamos tudo em uma grande caixa dentro do cômodo e saímos da varanda, eu a tranquei e escondi a chave, para segurança de meus irmãos claro. Já era hora do jantar e minha mãe havia preparado arroz branco com molho de carne e suco de caju. Uma delícia. Após tomar um banho e escovar meus dentes, fui dormir preparada para o dia seguinte.
Acordei cedo e fiz minha higiene matinal, fui para meu quarto, enrolada em uma toalha do filme Rio, e me arrumei, estava orgulhosa de mim mesmo, peguei minha mochila e esperei meu pai para a carona.
http://www.polyvore.com/ser%C3%A1_amor_pathy_holanda/set?id=125565962
Na escola entrei já esperançosa, avistei o loiro Austin e tive uma idéia, peguei meu caderno, minha agenda e meu livro “Como lidar com o gato da escola” (Não sei se existe esse livro, mas como é uma ficção eu posso inventar ^_^) e coloquei minha mochila nas costas novamente. Andei parecendo distraída e com passos ligeiros. Esbarrei nele de propósito e caí em cima dele. Levantei rápido.
–Oh, me desculpe, me desculpe. –Disse lhe dando a mão para se levantar.
–Não foi nada. –Ele se abaixou e me ajudou a pegar as coisa. Deixei exatamente o livro para ele pegar.
–Eu estava distraída, desculpe mesmo. –Ele me entregou o livro, seu rosto estava corado. –Ei, Austin né? Que respondeu a última questão de matemática ontem!?
–Isso mesmo. –Ele sorriu doce. –E você é?
–Pathy Holanda. –Ele me deu um sorriso fofo e entramos na sala de aula.
Ai que hálito de menta gostoso, aquele garoto não parecia ter defeitos. Não prestei atenção na aula, estava ocupada de mais o admirando. Na hora do intervalo eu ia conversar com ele novamente, mas ao ver ele de mãos dada com a morena eu pensei: “Estava bom de mais para ser verdade”!
Fale com o autor