Será Amor?
5 Capítulo 5 - O primeiro "Eu te amo"
Notas iniciais
Pov. Ally
Austin insistiu muito para que eu tocasse com ele na festa de abertura do shopping, mas tenho certeza que não conseguiria.
–Alls, imagina que só estaremos nós no palco. –Ele insistiu.
–Não Austin, entenda, eu não consigo. –Eu estava quase chorando.
–Amor. –Ele segurou meu queixo. Adoro quando ele faz isso, me transmite segurança. –Olhe para os meus olhos. Não desvie o olhar.
Austin foi me puxando para o palco. Quando todos aplaudiram, ele começou a tocar, e eu viajava no seus olhos castanhos e finalmente consegui cantar. Poxa, eu consegui cantar. Na frente de umas trezentas pessoas. E posso dizer que a sensação é ótima, eu sorria, tinha certeza que aquele brilho nos olhos que eu tinha quando criança tinha voltado, e o que eu mais queria era beijar o Austin, naquele momento, queria agradece-lo o mais rápido que desse, mas sabia que tinha que esperar. Esperei dar a pausa após 3 músicas e o abracei.
–Austin, você é demais, não tem coisa melhor na minha vida do que sua presença nela. –Lhe dei um beijo e ele ficou todo aguçado.
–Obrigado Ally, eu te amo. –Dizendo isso, ele me puxou novamente para o palco.
Após todas apresentações, nós fomos para a MM, andamos para a sala e sentamos um ao lado do outro. Austin tinha completado 18 anos no mês passado, e desde então ele vive feliz. Acho que foi por causa do “eu te amo” ou da guitarra. Sei que eu sou ciumenta, e isso está me dando nos nervos, pois amanhã era o início do terceiro bimestre, e sempre tem alunos novos no terceiro bimestre.
–Austin, acho que eu não sentia essa felicidade de cantar novamente a tanto tempo. –Eu sorria com simplicidade, porém muito feliz.
–Na verdade, você só precisava de um empurrãozinho. –Nós rimos. Deitei em seu colo e acabei adormecendo agarrada em sua blusa.
Senti um movimento e abri um pouco meus olhos, vi que Austin estava me levando ao meu quarto, me abracei em sua camisa, quando senti que ele me colocou na cama, segurei mais forte ainda na sua camisa. Ele riu.
–Fica Austin. Fica comigo, não quero que vá. –Estava cansada de mais para corar com meu pedido. Levantei sonolenta enquanto ele estava sentado em minha cama. –Fica aqui.
Entrei no banheiro. (Minhas roupas ficavam em um armário dentro do banheiro.) Separei uma roupa de dormi e a vesti, escovei meus dentes e lavei meu rosto. Voltei para o quarto e do mesmo jeito que o deixei, eu o encontrei.
–Ally, acho melhor eu ir. Não consigo dormi vestido assim e normalmente eu... –Ele corou feito tomate.
–Você...? –Sentei ao lado dele.
–Eu normalmente durmo de cueca. –Ele ficou sem jeito e eu sorri.
Caminhei até o banheiro novamente e procurei um short unissex folgado. Achei um verde que parecia com bermuda de praia.
–Acha que esse aqui serve amor? –Mostrei para ele.
–Acho. –Ele a pegou da minha mão. –Por que você uma bermuda masculina no seu banheiro?
–Ai ai ciumento. –Comecei a rir. –É uma bermuda unissex, ela é minha, e esta no banheiro porque meu guarda-roupa fica no banheiro mocinho. Vá se trocar.
Após ele sair, só de bermuda e eu ver aquele tanquinho lindo, não pude deixar de corar. Ele se deitou na minha cama e ficamos no estilo conchinha. Sentia seu respirar no meu pescoço e me arrepiei
Estava andando de mãos dadas com o Austin, estávamos muito felizes e acabamos exagerando na dosagem de amor. Ele tinha me dado um lindo buquê de flores e a partir dali, pois é...
Paramos no parque e fomos nos divertir, era janeiro, o mês dos parquinhos na cidade. Lá em cima, na roda gigante, acabei me sentindo mal. Do nada senti um estralar, senti a necessidade de falar ao Austin que o amava, e em questão de segundos senti um frio na barriga e nosso banco se soltou...
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