Será Amor?

46 Capítulo 46 - A suspresa


Notas iniciais
)-; TRISTEEEEEEEE... Gente, este é o penúltimo capítulo! O próximo capítulo irá descrever um pouco Ada e Alec, apenas isso! E também como ficou a vida de Austin e da Ally.

Pov. Pathy

–Oque aconteceu? Você está bem? –Ela me abraçava desesperadamente.

–Calma mãe, estou bem. –Ela me forçou a sentar na tampa da privada e me observou.

–O que aconteceu aqui? –Ela segurava meu rosto.

–Acho que tive um ataque de pânico ou uma alucinação. –Disse sem pensar, mas logo me arrependi porque minha mãe pareceu ficar mais histérica ainda.

–Como assim? Não acredito, vou te levar para o hospital. –Ela começou a me puxar pelo pulso mas eu, ainda sendo jovem, tinha força para me soltar.

–Ei, ei, ei! Quer que eu vá para o médico assim? De pijama? O povo vai me olhar de maneira diferente! –Ela olhou para mim, pareceu parar para pensar.

–Tá, pode se trocar, mas eu tenho que estar no quarto, não vou deixar que se tranque novamente. –É, eu sabia que estava precisando de um tratamento mesmo, então apenas dei de ombros e fui procurar uma roupa. –E onde está seu pai na hora que mais precisamos.

–Sabe mãe, eu o entendo, ele se esforça para sustentar a família de forma confortável para nós. Não há problemas para mim. A não ser que eu não o considero tanto como a senhora. –Comecei a me despir para colocar a outra roupa.

–Sei... –Ela deu uma pausa curta e depois gritou para que meus irmãos se arrumassem para sair. Depois de uns 15min nós estávamos dentro do táxi e minha mãe ficava me abanando sem motivo já que as janelas estavam abertas.

Para falar a verdade ela estava mais nervosa e preocupada que eu, e olhe que eu estava mesmo passando mal, sentindo uma dorzinha chata no peito e uma leve dificuldade de respirar, poderia ser falência de algum órgão, não cheguei a essa parte do curso de medicina ainda. Só os atendimentos básicos.

–Está balançando. –Falei enquanto olhava bem nos olhos de minha mãe.

–Quê? –Ela fez cara de preocupada.

–Eu, estou tonta, está balançando. –Falei segurando a porta.

* * *

Pov. Trish

–Eu também te amo. –Ele finalmente me abraçou firmemente, olhou depois em meus olhos e me beijou, acho que agora estávamos entendidos. Após aquele beijo, ele se deitou e eu me arrumei ao lado dele.

–Acho que temos algumas coisas para conversar. –Sorri. –Então, como foi sua manhã?

–Eu fui assediado enquanto estava vindo para cá. –Arregalei os olhos e olhei para ele apenas para ter certeza que ele estava brincando mas não era brincadeira.

–QUÊ? –Dei um berro e ele começou a rir.

Pov. Ally

–Está se sentindo melhor? –Ele perguntou enquanto alisava lentamente e pacientemente meu cabelo, eu já estava meio que sorrindo.

–Separei um presente de natal perfeito! –Acabei revelando.

–Amor! –Ele me repreendeu. –Sabe que não precisava.

–Ah, quando eu te entregar, você vai agradecer. –Sorri enquanto ativava minha mente safada. –Pode ter certeza.

–Own. –Ele fez biquinho e me deu um cheiro no pescoço, isso me fez arrepiar. Olhei nos olhos dele e lhe dei um selinho. –Você vai me deixar louco assim.

–Aham. –Me levantei com a ajuda dele e fomos em direção do banheiro, lavei meu rosto e o enxuguei com a toalha branca que tinha o nome do Austin.

–Você já está bem? –Ele me abraçou por trás e me encarou pelo espelho, disfarçava um leve sorriso que mantinha nos lábios.

–Sim. Bem melhor. Não sei oque aconteceu, foi apenas um ataque de nervos. –Comecei a rir de mim mesma. –Vamos, Ada e Alec devem estar famintos, não gosto quando eles têm que comer pela mamadeira, são tão novinhos, tem que aproveitar a fonte.

–Isso é injusto! Eu também queria...

* * *

Pov. Paloma

–Quando quer que seja o casamento? –Ele me perguntou alisando o cabelinho raso de Ada.

–Que tal em junho? –Disse enquanto balançava a pequenina.

–O que será em junho? –Ally me perguntou descendo as escadas com o Austin.

–O mês de nosso casamento. –Ally se virou do nada e Austin esbarrou nela sem querer.

–Desculpe. –Ela começou a rir. –Então Austin, falando em casamento, quando será o nosso mocinho?

–Podemos fazer um casamento duplo! –Riker deu a ideia e eu sorri envaidecida de ter alguém como ele.

–O que acham... Ally, Pam? –Austin sorriu e abraçou-a.

–Eu concordo. –Dissemos quase juntas. Ally veio ao meu encontro e ticou na bochecha de Ada.

–Ela está tão coradinha! –Ela sorriu e foi atrás de Alec que estava nos braços de Rosa. –O cabelo dele é mais clarinho que o dela.

–É. –Rosa sorriu para Ally e entregou Alec para a mesma. –Os dois vão dar trabalho para vocês se quiserem ser cabeça dura!

–Eu sei. –Austin disse enquanto se sentava de frente a mesa. –Principalmente Ada.

–Ei! –Ally reclamou. –Pare de ser preconceituoso!

Eu e Riker só ficávamos rindo desta pequena discussão futurística. Nos juntamos a eles na mesa, a mesma já estava servida, só esperando que a comida fosse servida nos pratos.

–DEZ, TRISH, DESÇAM JÁ DAÍ, VAMOS ALMOÇAR! –Rosa meteu o grito para os dois que estavam até demorando para descer.

–TO DESCENDO! –Escutamos a porta se fechando e passos apressados descendo as escadas. Trish chegou antes, quando o Dez chegou ela já estava sentada.

* * *

Pov. Ally

Minhas mãos tremiam desenfreadas. Eu estava nervosa, eufórica, agitada e muito nervosa... Para aí! Eu já disse nervosa?

–Fica quieta Ally, vai estragar seu penteado. –Rosa reclamou.

–Desculpe, mas eu estou muito nervosa mesmo! –Na hora comecei a sentir um embrulhado na barriga. –Não sei se consigo.

–Consegue sim! Você é forte, e ele está te esperando. –Ela influenciou, assenti com a cabeça e fiquei de pé. –Trish, Paloma, fiquem dos lados de Ally. Deixe ela no meio. Trish, lado esquerdo e Pam no lado direito.

Sorri nervosa, estava perto. Ouvi a musiquinha começar, começamos a andar lentamente, grudadas uma na outra. Quando a porta se abriu, eu o vi, e foi como ver um anjo, ele estava incrivelmente lindo, seu sorriso torto apareceu quando me viu, e uma imensa vontade de chorar me invadiu, estávamos bem mais próximos, só mais alguns passos e eu chegaria a ele. Os passos foram dados, e nos unimos finalmente. Me larguei das duas e peguei a mão de Austin.

–Está linda querida dama. –Ele sussurrou enquanto me guiava ao altar. A cerimônia foi iniciada, ficamos de joelhos e fizemos nossas promessas.

Sabe a Pathy? Acabei descobrindo que ela se tornou uma pessoa boa após conhecer o Gabriel. Eu o perdoei totalmente e ele começou a namorar com ela. A pequena Sofia estava sendo minha daminha de honra, tão fofinha carregando a cestinha e jogando as pétalas. As daminhas de honra de Trish e de Pam eram filhas de amigas delas. Uma se chamava Lívia e a outra se chamava Vitória.

O rapazinho que estava com as alianças, era o irmão da Pathy. Ela havia virado minha amiga mesmo, ficou super legal após superar o fato que Austin não a pertencia. Foram quatro longos meses para que eu a perdoasse e quase dois meses para que ela ganhasse minha verdadeira confiança e amizade. Robert Peter, o irmão da Pathy, segurava as alianças em uma almofadinha vermelha. O sorriso de todos ia de orelha a orelha. Minha felicidade era extrema. Austin colocou a aliança em meu dedo anelar e beijou a mesma. Na minha vez, eu estava trêmula, mas consegui fazer com sucesso a colocação da aliança.

–Eu te amo.

–Eu te amo.

Notas finais
Para quem tem interesse de saber como eram Ada e Alec bebês: http://thumbs.dreamstime.com/t/sono-bonito-dos-g%C3%AAmeos-33115831.jpg